DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


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SUICÍDIO, EUTANÁSIA, IMOLAÇÃO, MARTÍRIO, MUTILA..
SUICÍDIO, EUTANÁSIA, IMOLAÇÃO, MARTÍRIO, MUTILA..

SUICÍDIO, EUTANÁSIA, IMOLAÇÃO,

MARTÍRIO,

MUTILAÇÃO É LOUCURA?

 

Suicídio

 

Suicídio ou autocídio (do latimsui, ou do grego autos: "próprio"; e do latim caedere ou cidium: "matar") é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressãotranstorno bipolaresquizofreniaalcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo. Além da consideração nefasta do suicídio, há também avaliações positivas, sendo visto como uma vontade legítima ou um dever moral.

Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano, tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes  e  adultos com menos de 35 anos de idade. Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não fatais a cada ano em todo o mundo.

As interpretações acerca do suicídio tem sido, vistas pela ampla vista cultural em temas existenciais como religiãofilosofia, psicologiahonra e o sentido da vidaAlbert Camus escreveu certa vez: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia."As religiões abraâmicas, por exemplo, consideram o suicídio uma ofensa contra Deus devido à crença religiosa na santidade da vida. No Ocidente, foi muitas vezes considerado como um crime grave. Por outro lado, durante a era dos samurais no Japão, o seppuku era respeitado como uma forma de expiação do fracasso ou como uma forma de protesto. No século XX, o suicídio sob a forma de auto-imolação tem sido usado como uma forma de protestar, enquanto que na forma de kamikaze e de atentados suicidas como uma tática militar ou terrorista. O sati é uma antiga prática funerária hindu no qual a viúva se auto-imola na pira funerária do marido, seja voluntariamente ou por pressão da famílias e/ou das leis do país.

O suicídio medicamente assistido (Eutanásia, ou o "direito de morrer") é uma questão ética atualmente muito controversa que envolve um determinado paciente que esteja com uma doença terminal, ou em dor extrema, que tenha uma qualidade de vida muito mínima através de sua lesão ou doença. Para alguns, o auto sacrifício geralmente não é considerado suicídio, uma vez que o objetivo não é matar a si mesmo mas salvar outrem.

Classificação

Automutilação

automutilação não é uma tentativa de suicídio; no entanto, tempos atrás as lesões autoprovocadas eram erroneamente classificada como uma tentativa de suicídio. Existe uma correlação não-causal entre a automutilação e o suicídio: ambos são mais comummente um efeito da depressão.

Eutanásia e suicídio assistido

Indivíduos que desejam pôr termo à sua própria vida podem recorrer ao auxílio de outra pessoa para atingir a morte. A outra pessoa, geralmente um membro da família ou um médico especializado, podem ajudar a praticar o ato, se o indivíduo não tem capacidade física para fazê-lo mesmo com os meios fornecidos. O suicídio assistido é uma questão moral e politicamente controversa em muitos países, como no caso do Dr. Jack Kevorkian, um médico que apoiava a eutanásia, afirmando ter ajudado 130 pacientes a terminarem suas próprias vidas, mas que foi condenado a 8 anos de prisão por isto. Apelidado de Doutor Morte, ele se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos em 2008 defendendo a legalização da eutanásia.

Ortotanásia

É quando não se tomam medidas para prolongar artificialmente a vida de uma pessoa com uma doença letal, restringindo a fazer um tratamento paliativos para aliviar a dor e permitir uma morte digna. No Brasil essa prática só foi legalizada em 2010.

Homicídio Suicídio

Trata-se do ato no qual um indivíduo mata uma ou várias outras pessoas imediatamente e comete suicídio para não ser preso.

Geralmente feito por vingança ou/e passional. Exemplos incluem o caso de Francisco Hyalisson Gonzaga que atirou na ex-namorada, Luana Kalyev Almeida e em seguida atirou na própria cabeça e o de Edwin Valero, campeão mundial de boxe venezuelano acusado de enforcar a própria mulher.

Ataque suicida

Um ataque suicida é quando um atacante comete um ato de violência contra outros (geralmente um grande número de pessoas), normalmente para atingir um objetivomilitar ou político, que resulta em sua própria morte. Os atentados suicidas são muitas vezes consideradas como um ato de terrorismo. Os exemplos históricos incluem oassassinato do Czar Alexandre II, o Bombardeamento do Hotel Shamo, o Atentado suicida do Dizengoff Center, os ataques kamikazes por pilotos aéreos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial e os Ataques de 11 de setembro de 2001. Entre 2000 e 2007 ocorreram 140 ataques suicidas em Israel que mataram 542 pessoas e feriram milhares.

Suicídio em massa e pacto suicida

Certos suicídios são realizados sob pressão social ou de um grupo. Os suicídios coletivos, ou em massa, podem ocorrer apenas entre duas pessoas, como um "pacto suicida", ou com um número muito maior. Um exemplo é o suicídio em massa que ocorreu por membros do Peoples Temple, uma seita estado-unidense liderada por Jim Jones em 1978 na Guiana que levou a morte de 918 pessoas incluindo 270 menores de idade.

Outro exemplo ocorreu em janeiro de 2012, na China. Trezentos funcionários da Foxconn, fabricante do Xbox 360, ameaçaram um suicídio coletivo se as reivindicações do grupo não forem atendidas. O protesto terminou com um acordo entre a empresa e os funcionários.

Indução de suicídio

Induzir, estimular, dar dicas ou apoiar de qualquer outra forma o suicídio de outra pessoa é um crime em vários países ocidentais, considerado como uma forma de homicídio com dolo (intenção de matar). Essa punição leva em conta inclusive quando o estímulo é feito na internet. No Brasil o artigo 122 do Código Penal prevê reclusão de dois a seis anos para quem induz, instiga ou ajuda alguém a cometer suicídio, ou reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

Suicídio metafórico

É o sentido metafórico de "destruição intencional de um auto-interesse", como o suicídio político.

Causas

O comportamento suicida está associado com a impossibilidade do indivíduo de identificar alternativas viáveis para a solução de seus conflitos, optando pela morte como resposta de fuga da situação estressante. Uma série de fatores estão associados com o risco de suicídio, incluindo doença mentaldrogadição, bem como fatores sócio-econômicos. Embora as circunstâncias externas, tais como um evento traumático, podem desencadear o suicídio, não parece ser uma causa independente. Assim, os suicídios são mais prováveis de ocorrer durante os períodos de família sócio-econômico, ou uma crise individual.

Transtorno psicológico

Segundo a OMS, os transtornos psicológicos que estão mais associados com o risco de suicídio são:

Os transtornos mentais são freqüentemente presentes durante o momento do suicídio, com estimativas de 87% a 98% dos casos. Transtornos de humor estão presentes em 30%, abuso de substâncias em 18%, esquizofrenia em 14% e transtornos de personalidade em 8 a 20% dos suicídios. Estipula-se que entre 5 e 15% de pessoas com esquizofrenia morrem de suicídio.

Abuso de substâncias

O abuso de substâncias é a segunda causa mais comum de suicídio depois dos transtornos de humor. Tanto o abuso crônico de substâncias, bem como o abuso de substâncias aguda está associada a um risco aumentado de suicídio. Isso é atribuído aos efeitos intoxicantes e desinibidor de muitas substâncias psicoativas, quando combinado com o sofrimento pessoal, como o luto o risco de suicídio é muito maior. Mais de 50% dos suicídios estão relacionados ao álcool ou drogas. Até 25% dos toxicodependentes e alcoólicos cometem suicídio. Em adolescentes, o número é maior com álcool ou abuso de drogas, que desempenha um papel em até 70% dos suicídios. Foi recomendado que todos os toxicodependentes ou alcoólicos são investigadas por pensamentos suicidas, devido ao elevado risco de suicídio.

Biológico

Para boa parte dos especialistas, a genética tem um efeito sobre o risco de suicídio responsável por 30-50% de variância. Grande parte deste relacionamento atua através da hereditariedade da doença mental. Porém, a questão da hereditariedade é polêmica, alguns autores alegam que é apenas consequência de viver com pais com transtornos mentais (e esses sim seriam hereditários).

Social

Problemas familiares, amorosos e financeiros

Um estudo encontrou maior frequência de suicídio entre pessoas com famílias desestruturadas e após rompimentos de relacionamentos amorosos entre jovens. Entre adultos separações e problemas financeiros são fatores de risco. Apesar de problemas financeiros sérios serem um fator de risco e religião ser um fator de proteção Durkheim percebeu uma prevalência de suicídio entre pessoas de classe sócio-econômica mais elevada e entre protestantes no Rio de Janeiro. Outros autores também encontraram maior prevalência entre classes sócio-econômicas mais altas num estudo feito em São Paulo.

Como forma de rebeldia ou protesto

Muitas vezes a greve de fome pode encaminhar no suicídio de mais de uma pessoa, como ocorreu na Irlanda em 1981 durante o Conflito na Irlanda do Norte liderado por Bobby Sands e que resultou em 10 mortes.

Suicídio judicial

Muitas vezes uma pessoa que tenha cometido um crime pode cometer suicídio para evitar ser processado, como foi o caso de Budd Dwyer e Hermann Göring.

Suicídio militar

Nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, alguns pilotos japoneses kamikazes voluntariaram para missões em uma tentativa de evitar a derrota para o Império. Perto do fim da guerra, os japoneses desenvolveram um pequeno avião (Ohka), cujo único propósito era missões kamikazes. Da mesma forma, as unidades da Luftwaffe faziam Selbstopfereinsatz (missões de auto-sacrifício) contra pontes Soviética. Na Alemanha nazista, muitos soldados e oficiais do governo (incluindo Adolf Hitler) mataram-se, em vez de se render aos Aliados da Segunda Guerra Mundial. O japonês também construiu um "homem-torpedo humano submarinos" suicídio chamado Kaitens.

Ideação suicida

Carta de suicídio do poeta alemão Heinrich von Kleist (1777-1811) endereçada à sua meia-irmã Ulrike. Muitos suicidas, em particular personalidades públicas, escrevem notas de suicídio justificando o ato.

Segundo a psicologia, existem vários comportamentos que indicam a possibilidade de ideação suicida. Dentre eles o relato de querer desaparecer, dormir para sempre, ir embora e nunca mais voltar ou mesmo objetivamente o relato do desejo de morrer, mesmo quando falado num tom de brincadeira, devem ser considerados indícios significativos e levados a sério.

Um importante indicativo é o uso abusivo de álcool, especialmente quando o início for precoce, existir um histórico familiar de alcoolismo e houver eventos disruptivos recentes ou perda de uma relação interpessoal importante. Outro importante indicativo é o uso drogas ilegais. Enquanto pessoas com histórico de abuso de drogas tem mais de 50 vezes mais probabilidade de tentar suicídio do que os que nunca usaram. Mais de 40% dos suicidas tem histórico de abuso de álcool ou outra substância.

Quanto mais comportamentos indicativos mais provável a ideação e necessidade de intervenção. Outros comportamentos associados com tentativas de suicídio e que devem ser tratados como alerta são:

Inventário de Depressão de Beck (BDI) e a Escala de Ideação Suicida de Beck (BSI) pode ser usada para medir a gravidade dessa ideação.

Fatores de risco

Outros fatores importantes que deveriam ser considerados, pois seriam mais comuns entre aqueles que tentam suicídios:

Planejar o suicídio;

Acesso ao método de suicídio;

Tentativas anteriores (as duas semanas após a tentativa é que tem mais risco);

Eventos estressores recentes (como perda do emprego, morte de ente querido, desastres naturais, guerras, diagnóstico de doença e divórcio);

Idade entre 13 e 19 anos (35% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 19 anos tem ideação suicida) ou depois dos 65;

Rede de apoio social restrita (poucos amigos e cuidadores).

Nível sócio-econômico e nível educacional baixos;

Traumas, tais como abuso físico e sexual;

Baixa auto-estima e desesperança;

Questões de orientação sexual como homossexualidade e transsexuais);

(tais Pouco discernimento, falta de controle da impulsividade, e comportamentos auto-destrutivos);

Poucos recursos (cognitivos, materiais, funcionais e sociais) para enfrentar problemas;

Doença física (como HIV) e dor crônica;

Exposição ao suicídio de outras pessoas.

Factores sócio-económicos como o desemprego, a pobrezafalta de moradia, e discriminação podem provocar pensamentos suicidas. A pobreza pode não ser uma causa direta, mas pode aumentar o risco de suicídio, pois é um grupo de risco para depressão.

Método

O principal método de suicídio varia dramaticamente entre os países. Os métodos de liderança em diferentes regiões incluem enforcamentoenvenenamento por pesticidas e armas de fogo. Em todo o mundo 30% dos suicídios são de pesticidas. A utilização deste método, contudo, varia consideravelmente de 4% na Europa a mais de 50% na região do Pacífico. Nos Estados Unidos, 52% dos suicídios envolvem o uso de armas de fogo. Asfixia e envenenamento também são bastante comuns neste país. Juntos, eles compreenderam aproximadamente 40% dos suicídios nos Estados Unidos. Outros métodos de suicídio incluem trauma contundente (saltando de um prédio ou uma ponte, jogando-se na frente de um trem, ou provocando um acidente de carro, por exemplo). Há ainda causas menos comuns, como afogamento intencional, choque elétrico, ou fome intencional.

Informações sobre suicídio

A associação americana de suicidologia o centro de controle e prevenção de doenças americanas (CDC) defendem que aprender sobre o suicídios, sinais de alerta sobre ideação, fatores de risco e proteção e como intervir em crises são importantes medidas de prevenção.

Porém definir se a exposição ou não a um suicídio é um fator de risco para novos suicídios ainda é uma questão controversa. Um estudo de 1996 foi incapaz de encontrar uma relação de suicídios entre amigos. No entanto, um outro estudo de 1986 encontrou maiores taxas de suicídio após um noticiário televisivo em relação ao suicídio.

Epidemiologia

O suicídio é a décima causa de morte no mundo, com cerca de um milhão de pessoas mortas por suicídio anualmente. Em todo o mundo as taxas de suicídio aumentaram 60% nos últimos 50 anos, principalmente nos países em desenvolvimento. A maioria dos suicídios do mundo ocorrem na Ásia, que é estimada em até 60% de todos os suicídios do planeta. Segundo a Organização Mundial da SaúdeChinaÍndia e Japão podem ser responsáveis por 40% de todos os suicídios no mundo. Nos Estados Unidos, a taxa de suicídios está aumentando pela primeira vez em uma década, enquanto que no Brasil, regionalmente, o índice é semelhante ao de países com maiores taxas do mundo, principalmente no Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul. O aumento da taxa de suicídio global entre 1999 e 2005 foi devido principalmente a um aumento dos suicídios entre os brancos com idade de 40-64, com média branca de meia-idade entre as mulheres que experimentaram o maior aumento anual.

Gênero

No mundo ocidental, os homens morrem muito mais frequentemente por meio de suicídio do que as mulheres, embora as mulheres tentem o suicídio com mais freqüência. Alguns médicos acreditam que isso decorre do fato de que os homens são mais propensos a acabar com suas vidas através de meios eficazes de violência, principalmente quando as mulheres usam métodos mais lentos, como consumo excessivo de medicamentos.

Alcoolismo e uso de drogas

Estudos norte-americanos mostraram que 33% a 69% dos suicidas apresentavam alcoolemia positiva.De fato, nos Estados Unidos, 16,5% dos suicídios estão relacionados ao álcool. No Reino Unido, um estudo de suicídios ocorridos entre 1988 e 1995 determinou que 45% das vítimas apresentavam alcoolemia positiva, com maiores porcentagens na faixa etária de 35 a 44 anos Alcoólatras são de 5 a 20 vezes mais propensos a se matar, enquanto o mal uso de outras drogas aumenta o risco de 10 a 20 vezes. No Brasil, em estudo realizado com 290 vítimas de suicídios na cidade de São Paulo, 36,2% apresentavam alcoolemia positiva. Cerca de 15% dos alcoólicos cometem suicídio, e cerca de 33% dos suicídios em menos de 35 anos têm um diagnóstico primário de álcool ou abuso de outras substâncias, mais de 50% dos suicídios estão relacionados à dependência de álcool ou drogas. Sabe-se que o consumo de álcool aumenta a agressividade e essa afirmação é também válida para violência dirigida a si mesmo. Em adolescentes o álcool ou uso indevido de drogas desempenha um papel em até 70% dos suicídios.

Etnia

Taxas de suicídio nacionais diferem significativamente entre países e entre grupos étnicos no interior dos países. Por exemplo, no E.U.A., não hispânicos caucasianos são quase 2,5 vezes mais propensos a se matar do que afro-americanos ou hispânicos. No Reino Unido as taxas de suicídio variam significativamente entre as diferentes partes do país. Na Escócia, por exemplo, a taxa de suicídio é aproximadamente o dobro do que na Inglaterra.

No mundo

No mundo, 815 000 pessoas cometeram suicídio no ano 2000, o que perfaz 14,5 mortes por 100 000 habitantes (uma morte a cada 40 segundos) Países do Leste Europeu são os recordistas em média de suicídio por 100.000 habitantes. A Lituânia (41,9), Estônia (40,1), Rússia (37,6), Letônia (33,9) e Hungria (32,9). GuatemalaFilipinas e Albânia estão no lado oposto, com a menor taxa, variando entre 0,5 e 2. Os demais estão na faixa de 10 a 16. Em números absolutos, porém, a República Popular da China lidera as estatísticas. Foram 195 mil suicídios no ano de 2000, seguido pela Índia com 87 mil, a Rússia com 52,5 mil, os Estados Unidos com 31 mil, o Japão com vinte mil e a Alemanha com 12,5 mil.

Rússia

Todos os anos 60 mil pessoas põem um fim às suas vidas na Rússia, onde a taxa de suicídio é a segunda no mundo—são 34,9 por 100 mil habitantes, abaixo somente da Lituânia e leste europeu anunciou a diretora do Centro Serbski de Psiquiatria Social e Judiciária da Rússia, Tatiana Dmitrieva, em entrevista coletiva organizada por ocasião do Dia Internacional da Saúde Mental. Em 2008, foram registados 29 suicídios por 100 mil habitantes, índice muito superior à média mundial de 14 por 100 mil. As altas taxas provavelmente estão associadas com a grande frequência de alcoolismocrises sócio-econômica e fatores culturais.

Japão

O Japão tem a mais alta taxa de suicídio do mundo desenvolvido (24,1 por 100.000 habitantes). Os suicídios atingiram o número recorde de 34.427 em 2003 (+ 7,1% com relação a 2002) Geralmente empresários e funcionários, comentem suicídios motivados por escândalos de corrupção ou perda de dignidade na sociedade.

No ano de 2008 o suicídio entre jovens bateu novo recorde no Japão, tendo alcançado 4.850 mortes , 1,7% a mais que no ano anterior, informou a polícia japonesa. Mesmo com este aumento, em 2008, 32 249 pessoas se mataram no Japão, uma baixa de 2,6% em com relação aos números de 2007.

A taxa de suicídios foi, no ano de 2008, de 25,3 para cada 100 mil habitantes, o que coloca o Japão entre os dez países do mundo com mais casos. O suicídio é a sexta maior causa de morte no Japão, onde não está associado a um tabu social.

França

Em 1996, a França teve 12 000 suicídios por 160 000 tentativas; com 62 milhões de habitantes, esses números representam aproximadamente 19,6 suicídios por 100 000 habitantes, ou seja, um suicídio por 5 000 pessoas, e uma tentativa por 400 pessoas. A França ocupa o quarto lugar entre os países desenvolvidos. Esses números são mais ou menos estáveis desde 1980. Assim como em outros países da Europa o suicídio já se tornou uma causa mortis mais frequente que os acidentes de trânsito. Fatores culturais e crises sócio-econômicas agravaram a situação em 2008-2009.

Brasil

No Brasil, 4,9 pessoas a cada 100 mil morrem por suicídio por ano, uma das menores médias do mundo. E ao contrário do resto do mundo onde é mais comum entre adultos, no Brasil há uma prevalência entre os jovens entre 15 e 24 anos. Entre os estados, o Rio Grande do Sul é o que tem a maior taxa, 9,88 para 100 mil. Entre as cidades, o município com o maior índice é o de Amambai (MS), com mais de 49,3 casos a cada 100 mil habitantes, uma das cidades com maior índice de suicídio do mundo. (Mapa do suicídio estadual). Um dos métodos mais comuns no país são venenos como o agrotóxico Tamaron. Foram registradas 7.987 mortes por suicídio no País. Entre os índios, o índice de suicídio foi de 98 por 100 mil, um índice alarmante que já responde por 81% dos suicídios em Mato Grosso do Sul e no Amazonas.

No Rio Grande do Sul, em 2004, foi identificada a maior mortalidade masculina por suicídio do país com 16,6 mortes a cada 100 mil homens, enquanto Maranhão ficou em último lugar com 2,3 mortes a cada 100 mil homens. Em relação às mulheres, Mato Grosso do Sul ocupou o primeiro lugar com 4,2 mortes a cada 100 mil mulheres, e Rio Grande do Norte o último com mortalidade de 0,6 a cada 100 mil mulheres.

Em 2005, seguindo as recomendações da OMS para combater o aumento no número de casos, foram elaborados de políticas nacionais de prevenção ao suicídio, atuando em esfera nacional, estadual e municipal. 

Portugal

Em Portugal em 2003 11,1 pessoas por cada 100 mil morreram por suicídio sendo que a distribuição por género é de 17,1 por 100 mil para os homens e 5 por 100 mil para as mulheres. A taxa de suicídio em Portugal dobrou na última década, de cerca de 600 para mais de 1.200 casos por ano.

O enforcamento é o método de suicídio mais utilizado em 16 países europeus, incluindo Portugal, representando quase metade do total de casos. O segundo mais usado depende do gênero, sendo armas de fogo para homens e afogamento pelas mulheres sendo o oposto (arma de fogo por mulheres e afogamento por homens) muito raro.

Entre os jovens masculinos dos 15 aos 24, Portugal é o país que apresenta a taxa mais baixa da Europa. Além disso, é um dos países com menos suicídios entre mulheres. O número de suicídios aumenta com a faixa etária, sendo mais frequente em homens acima dos 50 anos, esta peculiaridade pode ser reflexo de fatores históricos e culturais. Entre 1902 e 1939 o número de suicídios registrados aumentou de 236 para 969 casos e seguiu estável entre 750 e 1000 até 1975. E desde essa época que o número de suicídios entre homens já era entre duas e quatro vezes mais comuns do que mulheres e predominava entre os mais velhos. Houve um grande decréscimo a partir da década de 70, chegando a 516 casos em 2000, menos número em 40 anos. Porém, em 2002 e 2003, esse número dobrou ultrapassando os mil casos e seguiu aumentando até 2010, tornando-se a causa de morte não natural mais comum do país, superando o número por acidentes viários.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Suicidologia, entre 1998 a 2008, a média anual de suicídios no Baixo Alentejo foi de 53 casos, enquanto no concelho de Odemira, em 2007, foram registrados 61 mortes a cada 100 mil habitantes, com um grande número de casos na freguesia de Saboia, levando a região a um dos maiores índices de suicídio em todo o mundo. Um dos prováveis motivos pode ser o aumento no índice de desemprego e depressão maior.

No sexo feminino, a menor taxa registou-se na região autónoma da Madeira, onde não houve casos registrados. Salienta-se que nas regiões Norte e Açores ocorreu menos de um suicídio por 100.000 habitantes. No sexo masculino, a região com menor taxa foi a do Norte. De um modo geral, em Portugal registaram-se mais suicídios nos meses de Junho, Julho e Setembro. Janeiro e Fevereiro foram os meses com menor número de registos. Fazendo uma análise por sexos, não se verificam grandes diferenças de perfis, registando-se um maior número de suicídios no sexo masculino nos meses de Junho e Setembro e no sexo feminino em Junho e Julho.

Prevenção

Policial de Dallas tenta convencer uma mulher a não se jogar do edifício. Grande parte dos policiais das grandes cidades recebem treinamento para esses tipos de situações.

Segundo diversos especialistas a prevenção suicídio não deve ser apenas uma preocupação exclusiva de médicos, e sim de todos os profissionais de saúde, de segurança e da comunidade humana em sua totalidade.

Abordagem psicológica

A abordagem psicológica quanto ao suicídio foca-se na prevenção e na intervenção em crise. A visão predominante da psicologia moderna é de que o suicídio é um problema de saúde mental, associada a fatores psicológicos como a dificuldade ou a impotência em lidar com eventos altamente estressantes, impacto de transtornos mentais e. Ao invés de uma verdadeira intenção de morrer, a tentativa de suicídio por vezes é interpretada como um "grito de socorro" para chamar a atenção ao seu desespero e seu desejo de fuga. A maioria das pessoas que tentam suicidar-se não obtém sucesso em sua primeira tentativa e frequentemente tentam novamente em outro momento. Pessoas com tentativas anteriores têm mais probabilidade de realizarem o ato com sucesso, por isso, é importante que a família e amigos se mantenham alerta e tomem medidas de prevenção contra novas tentativas.

Intervenção em crise

Segundo a psicologia e a psiquiatria, caso seja identificado ideação suicida em alguém algumas das medidas que podem ser tomadas para evitar a conclusão do ato é:

Colocar a pessoa em acompanhamento psicológico e psiquiátrico;

Mobilizar a rede social de apoio (família, parceiro(a), amigos...);

Em casos graves, internação em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);

Fazer um contrato de vida, onde a pessoa se compromete a ligar para pessoas de sua confiança antes de cometer o suicídio;

Monitoramento regular;

Restringir acesso a álcool e drogas;

Retirar acesso aos métodos (como arma de fogo e venenos para animais) do ambiente;

Conversar sobre alternativas para solução dos problemas atuais e de como encará-los de uma forma mais saudável.

Família e amigos devem ficar alerta para pessoas com ideação suicida que começaram a usar antidepressivos. Medicação antidepressiva apesar de diminuir a ideação a longo prazo, nos primeiros meses aumenta bastante os riscos, ao melhorar a capacidade do indivíduo de tomar decisões e tomar atitudes, e por isso precisa de acompanhamento constante.

Contenção física pode ser necessária durante uma tentativa. Conseguir conter o momento de crise e o impulso de se matar frequemente é eficaz para prevenir o suicídio temporariamente. A intervenção em crise geralmente é pontual durando de duas a seis sessões. Intervenções preventivas feitas em comunidades teve bom resultados como forma de preparar as pessoas a lidar com crises e fazer um acolhimento mais adequado.

Conseguir conter o momento de crise e o impulso de se matar frequentemente é eficaz para prevenir o suicídio temporariamente. A intervenção em crise geralmente é pontual durando de duas a seis sessões. Estudos apontam que algumas intervenções preventivas feitas em comunidades obtiveram bons resultados como forma de preparar as pessoas a lidar com crises e fazer um acolhimento mais adequado.

Aspectos sociais

Legislação

Países aonde a eutanásia é legalizada (em verde escuro), e países onde a legalização está sendo discutida (em verde claro e em laranja). No Território do Norte, na Austrália, a eutanásia chegou a ser legalizada, mas depois a prática foi novamente considerada criminosa.

Antigamente, em Atenas, uma pessoa que havia cometido suicídio (sem a aprovação do Estado) era negada às honras de um funeral normal; a pessoa era enterrada sozinha, na periferia da cidade, sem lápide ou inscrição. Um decreto-lei criminal emitido por Luís XIV de França em 1670 era muito mais grave em sua punição: o corpo do morto era atirado pelas ruas, virado para baixo, depois pendurado ou jogado em uma pilha de lixo, enquanto que todos os seus bens eram confiscados. Em contrapartida, ossoldados da Roma antiga e do Japão Feudal que haviam sido derrotados nas guerras eram obrigados a cometerem suicídio.

Modernamente, em algumas jurisdições, um ato incompleto ou ato de suicídio é considerada um crime. Mais comumente, um membro do grupo sobrevivente que ajudou na tentativa de suicídio enfrentará acusações criminais. No Brasil, se a ajuda for direcionada para um menor, a pena é aplicada em seu duplo e não considerada como homicídio. Na Itália e no Canadá, a instigação ao suicídio a outrem também é uma ofensa criminal. Em Singapura, que presta assistência no suicídio de uma pessoa com deficiência mental, esta é uma ofensa capital. Na Índia, o suicídio, a cumplicidade de um menor ou uma pessoa com problemas mentais podem resultar em um prazo máximo de prisão de 1 ano com uma possível multa.

Na Alemanha, as seguintes leis se aplicam no caso do suicídio:

  • eutanásia ativa (morte a pedido do próprio paciente) é proibida pelo artigo 216 do Código Penal (Strafgesetzbuch, Código Penal alemão), punível com pena de seis meses a cinco anos de prisão;
  • a lei alemã interpreta o suicídio como um acidente e todas as pessoas presentes durante o ato podem ser processadas por não prestar auxílio e caso de emergência. Um suicídio torna-se legalmente emergencial quando uma pessoa perde a consciência suicida. A falta de prestação de auxílio é punível nos termos do artigo 323C do Código Penal Suíço, com uma pena de prisão máxima de um ano.

Interpretações religiosas

Émile Durkheim, em sua teoria sobre o suicídio, acredita que a religião promove valores compartilhados, interação e limites sociais fortes que evitam que o indivíduo se sinta isolado e, ao mesmo tempo, estabelecem um conjunto de ideais pelos quais viver, constituindo-se em um fator protetor contra o suicídio. Alguns estudos internacionais mostraram que realmente ter uma religião diminui o número de tentativas de suicídio e aumentam a aversão a esse ato.

Porém mesmo com o cristianismo condenando o suicídio em um estudo brasileiro a frequência de ideação suicida significativa foi encontrada em 26,4% dos católicos, 24% dos evangélicos, 13,3% dos espíritas/outros e apenas 10% de pessoas que se definiam sem religião. Analisando do ponto de vista da intensidade da religião em sua vida 24% dos muito religiosos tinham ideação suicida, 21% dos moderadamente religiosos e 32,1% dos pouco religiosos. Um aumento de depressão maior também foi encontrado entre religiosos (30%) em comparação a pessoas sem religião (20%). Outro estudo brasileiro mostrou que religião, nível de ortodoxia e nem mesmo o medo da morte servem como predição da aceitação do suicídio.

Judaico-cristã

Na maioria das escolas do cristianismo, o suicídio é considerado um pecado, baseado principalmente em escritos de influentes pensadores da Idade Média como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino; o suicídio não era considerado um pecado sob o código de Justianiano do Império Bizantino, no entanto. Na doutrina católica, o argumento é baseado no mandamento "Não matarás" (aplicado no âmbito do Novo Testamento por Jesus em Mateus 19:18), bem como a ideia de que a vida é um dom dado por Deus que não deve ser desprezada, e que o suicídio é contra a ordem "natural" e, portanto, interfere com a vontade de Deus.

Na Idade Média, a Igreja Católica Romana condenava o suicídio, e para desestimular o ato aqueles que morriam dessa forma não eram enterrados, os corpos ficavam ao ar livre para serem devorados pelas "feras" e aves de rapina.

Bíblia, embora nunca use a palavra suicídio, conta sobre algumas pessoas que o desejaram (inclusive Moisés e Elias) e sobre várias que cometeram atos suicidas (como SansãoSaul e Judas Iscariotes). Pela bíblia não se pode garantir que todos suicidas vão para o inferno, pois ao mesmo tempo que o suicídio é visto como um pecado gravíssimo (por ir contra o "Não matarás") que deve ser evitado por todos aqueles que tem fé em Deus, aqueles que perderam algum ente querido nessas condições podem encontrar consolo nas passagens "os cristãos podem saber que possuem a vida eterna sem qualquer dúvida" (1 João 5:13), "Nada pode separar um cristão do amor de Deus" (Romanos 8:38-39) e na passagem que diz que Jesus perdoou todos os pecados com seu sacríficio.

judaísmo enfoca a importância da valorização da vida, e como tal, o suicídio é o mesmo que negar a bondade de Deus no mundo. Apesar disso, existem relatos de judeus que se suicidaram em circunstâncias extremas, quando estavam correndo de serem escravizados, humilhados ou mortos (ver Massada e Saul (rei) por exemplo). Para honrar suas memórias há mesmo uma oração na liturgia judaica "para aqueles que estão morrendo, com a faca na garganta, para santificar o nome de Deus" (Ver: martírio). Estes atos são considerados polêmicos entre autoridades judaicas, sendo considerados por alguns como exemplos de martírio heróico, enquanto outros afirmam que foi errado eles tomarem suas próprias vidas.

No Talmud existe uma história aplicável à questão da eutanásia. O grande sábio Rabi Chanina estava sendo queimado vivo pelos romanos. Seus alunos pediram-lhe para acabar com seu sofrimento rapidamente, abrindo sua boca e respirando a fumaça e chamas. Mas ele respondeu: "É melhor que Ele, que deu me a minha alma, leve-a, em vez de eu causar danos a mim mesmo."

Islamismo

O suicídio não é permitido na religião do islã; contudo, martirizando-se para Deus (durante o combate) não é o mesmo de completar o suicídio. Suicídio no Islã é visto como um sinal de descrença em Deus. Entretanto, as operações de martírio ('amaliyah istishâdiyah) por detonação de explosivos comumente praticadas por grupos de resistência religiosa e nacionalista como o Hamas, o Hezbollah, a Jihad Islâmica e a Al-Qaeda, são consideradas suicidas.

Hinduísmo

No hinduismo, o suicídio é desaprovado e é considerado tanto pecaminoso como matar outra pessoa. Os textos hindus dizem que quem comete suicídio passará a fazer parte do espírito do mundo, vagando pela Terra até o dia em que deveria ter falecido, caso não houvesse cometido suicídio.

Budismo

Para o Budismo, já que o primeiro preceito é que não se destrua nenhuma forma de vida, incluindo a sua própria, o suicídio é visto como uma ação negativa.

Nos ensinamentos budistas, o passado dos indivíduos atua fortemente na influência que experimentam no presente; atos presentes, por sua vez, tornam-se a influência de fundo para experiências futuras (carma). As ações produzidas pela mente, pelo corpo e pela reação, ou repercussão, por sua vez, são a causa das condições (boas e más) de que nos deparamos no mundo de hoje.

No entanto, alguns suttas mostram que a questão não é tão simples:

No Samyutta Nikaya IV.23, o Buda fala sobre o suicídio do venerável Godhika:

"Assim de fato é como os determinados agem:

eles não têm apego à vida.

Extirpando o desejo pela raiz,

Godhika realizou o paranibbana."

No Majjhima Nikaya 144, o Buda fala sobre o suicídio do bhikkhu Channa:

"Sariputta, quando alguém deita este corpo e se apega a um novo corpo, então eu digo que esse alguém é censurável. Não houve nada disso no bhikkhu Channa; o bhikkhu Channa usou a faca de modo puro."

Isso não significa que o Buda aprovasse o suicídio; o que estes dois suttas mostram é que existem circunstâncias em que o suicídio pode ser aceitável, por exemplo quando ele conduz ao paranibbana.

Seitas pró-suicídio

Os cátaros na Idade Média praticavam e legitimavam o suicídio, que segundo eles era uma forma de libertação do espírito (criado pelo Deus do bem) que se encontra sob o jugo da matéria (criada pelo Deus do mal). Para as seitas gnósticas da Antiguidade e da Idade Média, todas as formas de vida (bios) eram consideradas como cárcere do espírito divino e como tal, deveriam ser destruídas.

Algumas seitas religiosas modernas fazem cultos ao suicídio, como a Ordem do Templo Solar, a Heaven's Gate, a Peoples Temple e outras.

Sem dúvida é uma crendice extremada, pois como consta de Gênesis, Capítulo 1 e 2: Deus criou o espírito e o corpo.

Filosofia

O suicídio e seu contexto existencialista é um amplo tema para a filosofia. Pensando nisso, Albert Camus escreveu certa vez: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia." Vilém Flusser, estudioso tcheco naturalizado brasileiro, escrevia, num artigo que estuda Camus: "O suicídio é, portanto, uma espécie de metafísica, uma espécie de truque teológico, em resumo: uma tentativa desonesta de escapar ao absurdo. Consequentemente, o suicídio deve ser repelido, como qualquer outra espécie de metafísica. É preciso continuar vivendo com o nojo, dia após dia, momento após momento, para viver o mais possível, já que não se pode viver o melhor possível. Somente assim, devorando quantidade em vez de qualidade, somente como Don Juan, ator ou conquistador, é o homem honesto."

Um exemplo antigo e notável da filosofia do suicídio nos vem de Platão, que argumentava que o suicídio não é errado quando o indivíduo está condenado à morte pelo Estado (no caso, ele citava Sócrates), compelido por infortúnio, ou quando sofre uma desgraça irreversível; no entanto, Platão acredita que o suicídio deve ser punido quando origina-se de uma "covardia viril e preguiçosa". Alguns filósofos mais contemporâneos vêem o suicídio como um assunto legítimo de escolha pessoal e um direito humano (coloquialmente conhecido como o "direito de morrer"), e alegam que ninguém deveria ser obrigado a sofrer contra a sua vontade, sobretudo de condições como doenças incuráveis, doenças mentais, e idade avançada que não têm nenhuma possibilidade de melhoria.

Os defensores deste ponto de vista rejeitam a crença de que o suicídio é sempre irracional, argumentando às vezes que ele pode ser um último recurso válido para dores maiores e para certos traumas persistentes. Essa perspectiva é mais popular na Europa continental, onde a eutanásia e outros temas, como são comumente discutidas no parlamento, tem uma boa dose de apoio. Um segmento mais estreito desse grupo considera o suicídio como uma escolha grave mas condenável em algumas circunstâncias e um direito sagrado que todos tem (mesmo as pessoas jovens e saudáveis), que acredita que eles têm plena consciência racional para decidirem sobre suas próprias vidas. Podemos citar alguns adeptos notáveis dessa escola de pensamento, como Arthur Schopenhauerfilósofo pessimistaFriedrich Nietzsche, e o empirista escocês David Hume. Os adeptos desta visão muitas vezes defendem a revogação das leis que restringem as liberdades dos povos conhecidos por serem suicidas, bem como as leis que permitem o seu compromisso involuntário em hospitais mentais.

As causas do suicídio

Pesquisadores investigam as causas e motivos que levam alguém a tirar a própria vida.

As causas do suicídio sempre foram um enigma para médicos, psicólogos e pesquisadores interessados em comportamento. A auto-preservação é um dos maiores instintos humanos, logo, a coragem de cometer suicídio deve ser ainda mais forte. Mas o que motiva essa coragem?

Há mais ou menos um século, tanto o sociólogo Émile Durkheim, quanto o psicanalista Sigmund Freud apresentaram algumas explicações.

Durkheim, não surpreendentemente, viu as causas do suicídio em fatores sociais, como por exemplo, a incapacidade que uma pessoa tem de se integrar na sociedade, enquanto Freud enraizou sua explicação em impulsos instintivos, especialmente no que ele chamou de Instinto de Morte. Explicações mais recentes têm tendência a concentrarem-se em fatores como depressão, desesperança e dor emocional, mas nenhuma delas teve muito sucesso na resposta à pergunta fundamental sobre o suicídio: por que algumas pessoas se matam, enquanto outras continuam vivendo em circunstâncias idênticas?

Segundo o psicólogo da Universidade de Harvard, Matthew Nock, que estuda suicídio e auto-mutilação, alguns progressos foram feitos processando grandes quantidades de dados sobre suicídio. Os pesquisadores detectaram, por exemplo, que o índice mundial de suicídios está cada vez maior. O suicídio é a segunda principal causa de morte em pessoas entre 15 e 24 anos, vindo atrás de acidentes de carro. As mulheres são mais suscetíveis do que os homens a tentar suicídio, mas eles têm muito mais probabilidade de êxito.

A maioria das pessoas que cometem suicídio tem algum transtorno mental. Dentre estes, as principais causas de suicídio são:

Depressão,

Dependência a drogas,

Transtorno bipolar,

Anorexia,

Esquizofrenia,

Transtorno de personalidade.

O que as estatísticas não informam – que é o que os psicólogos mais querem saber - é exatamente o perfil das pessoas que estão em grupos de risco. A grande maioria dos deprimidos e pessoas sem esperança não cometem suicídio, então o que motiva alguns a fazerem isso?

Em 2005, o psicólogo Thomas Joiner, especialista em suicídio da Universidade Estadual da Flórida, cujo próprio pai cometeu suicídio, tentou responder a essa pergunta. Ao estudar estatísticas de suicídios, prestando atenção especial aos grupos com taxas acima da média, Joiner acredita ter encontrado um fio comum em que outros pesquisadores não perceberam. "Foi a primeira grande teoria do suicídio em pouco tempo", disse Nock.

Joiner basicamente propôs que as pessoas que se matam devem cumprir duas condições, além de se sentirem deprimidas e desesperadas. Primeiro, elas devem ter um forte desejo de morrer. Isso geralmente se dá quando as pessoas sentem que são uma carga intolerável sobre os outros, e também quando não se sentem parte de um grupo, e nem possuem alguém que possa lhes transmitir um sentimento de integração.

Em segundo lugar, e mais importante, as pessoas que conseguem cometer suicídio apresentam capacidade para cometer tal ato. Isto pode parecer óbvio, mas até Joiner apontar tal fato, ninguém tinha tentado descobrir porque algumas pessoas são capazes de se matarem, enquanto outras não. Não importa o quão sério alguém deseje morrer, o suicídio não é uma coisa fácil de fazer, pois o instinto de auto-preservação é muito forte.

Existem duas maneiras de uma pessoa que deseja morrer desenvolver a capacidade de sobrepor-se ao instinto de auto-preservação. Uma delas é treinando. Em muitos casos, uma primeira tentativa de suicídio é tímida, com cortes rasos ou uma ligeira overdose. Somente após várias tentativas que as ações são fatais.

Outra é a de se acostumar com experiências dolorosas ou assustadoras. Soldados e policiais que já foram baleados ou viram colegas feridos ou mortos, por exemplo, estão mais acostumados com a idéia da própria morte. Inclusive a taxa de suicídio em ambos os grupos estão acima da média. Da mesma forma, acontece com médicos e cirurgiões que testemunharam dor, lesões e morte, pois eles também se tornam mais capazes de ver eles mesmos nessas situações – aliás, a taxa de suicídio entre médicos é significativamente mais elevada do que entre a população em geral.

Outro grupo de risco é o de pessoas com anorexia. A anorexia como causa de suicídio foi examinada no trabalho original Porque as pessoas morrem por suicídio.

Isso só começou a ser percebido em 2006, durante um seminário em que dois ex-alunos já graduados de Joiner (Jill Holm-Denoma e Tracy Witte) foram assisti-lo falar sobre o risco de suicídio entre as pessoas com anorexia. Witte observou que a alta taxa de suicídio tinha duas explicações possíveis. Talvez as pessoas com anorexia não tentem se suicidar mais do que pessoas com outros transtornos mentais, mas a anorexia deixa o corpo tão enfraquecido que qualquer tentativa suicida tem mais probabilidade de êxito. Outra alternativa é que talvez a anorexia deixa a pessoa tão acostumada com a dor que ela se torna mais capaz do que outros de fazer o que for necessário para matar a si mesma (como no caso dos soldados e médicos).

De acordo com a hipótese de Joiner, a segunda explicação está correta. Então Holm-Denoma testou a afirmação, analisando nove suicídios escolhidos aleatoriamente, e o que ela encontrou conta uma história muito clara.

Segundo ela, essas pessoas teriam morrido independentemente do seu peso corporal. Elas se esforçaram para que o ato fosse bem sucedido. Três saltaram na frente de um trem. Duas se enforcaram. Outras duas tiveram uma grande overdose. Uma se envenenou com remédios para dormir e substâncias pra limpar vasos sanitários. A última se trancou no banheiro de um posto de gasolina e incendiou uma lixeira até que o monóxido de carbono produzido fosse o suficiente para matá-la asfixiada. Nove casos, obviamente, não são o suficiente para provar alguma coisa, mas o fato de todas essas pessoas terem tomado medidas drásticas já diz algo.

A anorexia, inclusive, oferece uma combinação de fatores que podem favorecer ao suicídio: isolamento social, com o intuito de evitar interações envolvendo comida, a sensação de se tornar um fardo insuportável para família e amigos e o costume a sensação de dor, causado tanto pela agonia da fome quanto por possíveis outros problemas desencadeados pela doença.

Um dos pontos mais fortes das explicações de Joiner, segundo Nock, é que elas são previsões testáveis. Por exemplo, será possível o desenvolvimento de testes psicológicos para medir o quanto uma pessoa se sente um fardo, ou frustrada, e então usar os resultados para prever quem poderá vir a cometer suicídio. Deverá também ser possível analisar as taxas de suicídio entre diversos grupos, com as características especificadas por Joiner.

Esses testes estão lentamente tomando forma. Trabalhos recentes de alguns dos alunos de Joiner mostraram que pessoas que sentem que são um fardo e também vivenciam sentimentos frustrantes, de não pertencer a um grupo, são mais propensas a ter pensamentos suicidas. Um segundo estudo concluiu que acontecimentos dolorosos e provocativos, como o tiro de uma arma ou entrar em uma luta, tendem a aumentar algo que Joiner chama de "capacidade adquirida" - um teste que mede a capacidade das pessoas de ferir ou matar elas mesmas.

O psiquiatra Scott Crow, da Universidade de Minnesota, estudou taxas entre pessoas com bulimia e constatou que elas também possuem índices de suicídio mais elevados, talvez pelas mesmas razões pelas quais as pessoas com anorexia tiram a própria vida.

Mesmo que diversos estudos apontem para a mesma direção, Joiner afirma que suas idéias ainda precisam ser bastante testadas, antes de se tornarem aceitas como uma explicação geral para o suicídio. Já é um começo, mas é necessário algo muito mais sistemático.

Afinal, uma melhor compreensão dos motivos que levam as pessoas a cometerem suicídio pode ajudar os clínicos a avaliar melhor quem está em risco, e encontrar novas maneiras de impedir tal ato. Psicoterapia em longo prazo, por exemplo, pode desencorajar as pessoas a se machucarem, diminuindo a probabilidade de que muitas venham a cometer suicídio.

Mas enquanto as pessoas se imunizarem a dor, se sentirem isoladas ou um peso para os outros, a teoria de Joiner diz que o risco do suicídio, infelizmente, continuará entre nós.

 

Sinônimo de desesperança

desalentodesânimodesconsolaçãodescrençadesengano, desesperação,

desesperodesilusão, exasperação.

Significado de Desalento: s.m. Ausência de alento; condição da pessoa que expressa falta de alento; que demonstra desânimo; abatimento ou esmorecimento.

Significado de Desânimo: s.m. Característica daquele que demonstra estar desanimado. Ausência de ânimo: não consigo trabalhar porque tenho estado num desânimo constante. 

Significado de Desconsolação: s.f. Falta de consolação; aflição, tristeza; desconsolo.

Significado de Descrença: s.f. Ausência de crença; perda de confiança ou fé; que deixou de acreditar ou de crer em algo; ceticismo. 
Ausência de sentimentos de teor religioso; falta de fé; particularidade de quem não possui fé: descrença religiosa. 

Significado de Desengano: s.m. Ato ou efeito de desenganar. Desilusão.

Significado de Desesperação: s.f. Ação ou efeito de desesperar; desesperar-se; desperação. Condição excessiva de desânimo em que uma pessoa se sente sem capacidade para realizar alguma coisa; desalento. Estado de espírito (sensação ruim) que faz com que alguém acredite estar num momento sem saída; desesperança: por desespero acabou se entregando aos vícios. Sentimento de angústia ligado, geralmente, ao descontrole, à aflição, à sensação de perda etc. Excesso de irritação; raiva ou cólera.
Figurado. O que faz com que alguém se desespere. O que pode estimular uma sensação de frustração ou de desânimo por ser irrealizável.

Significado de Desespero: s.m. Ação ou efeito de desesperar; desesperar-se; desesperação. Condição excessiva de desânimo em que uma pessoa se sente sem capacidade para realizar alguma coisa; desalento. Estado de espírito, sensação ruim) que faz com que alguém acredite estar num momento sem saída; desesperança: por desespero acabou se entregando aos Excesso de vícios. Sentimento de angústia ligado, geralmente, ao descontrole, à aflição, à sensação de perda etc. irritação; raiva ou cólera. Figurado. O que faz com que alguém se desespere. O que pode estimular uma sensação de frustração ou de desânimo por ser irrealizável: o perfeccionismo do trabalho lhe causava um profundo desespero.

Significado de Desilusão: s.m. Ação ou efeito de desiludir. Ficar sem esperança; deixar de acreditar ou de crer em; descrença. 
Sensação de desapontamento; sentimento de frustração; perda da alegria; decepção.

Significado de Exasperação: s.f. Ação ou efeito de exasperar ou exasperar-se.
Condição de quem apresenta irritação; que está exasperado; irritado.

Autoimolação

 

Autoimolação é o ato de se atear fogo no próprio corpo, geralmente como protesto ou martírio.

No hinduísmo e xintoísmo, a autoimolação de maneira ritual é tolerada, como forma de devoção, protesto ou renúncia. Na Índia ocorria a prática do chamado sati ou sattee, onde viúvas de certas atiravam-se à fogueira da pira crematória do finado esposo. O governo indiano baniu o ritual em 1829, mas algumas mulheres da zona rural ainda o praticam.

Casos notáveis incluem o monge vietnamita Thích Quảng Đức, que se autoimolou em 1963 contra a política religiosa do governo de Ngo Dinh Diem, e o tunisiano Mohamed Bouazizi, que ao se incendiar em protesto ás condições econômicas de seu país em 2010 inspirou a revolução de Jasmim e levou muitos a praticarem a autoimolação nas revoltas da Primavera Árabe.

Ritual da autoimolação: o suicídio no extremo oriente

Observando atentamente dados estatísticos de países como o Japão, podemos constatar os assustadores números relativos à prática de suicídios nestes países. Porém, considerando a diferença de posição entre o olhar ocidental e o oriental sobre esta questão, é preciso maior dedicação ao assunto para compreendermos, por fim, a importância que o ato de retirar a própria vida tem na história oriental, podendo citar como exemplos os rituais de seppukupraticados pelos antigos guerreiros samurai, os marcantes kamikaze da Segunda Guerra Mundial, as práticas de suicídio como protesto ou os impressionantes dados atuais sobre suicídio na Coréia do Sul.

 O termo suicídio tem origem latina, da junção das palavras sui, que significa “si mesmo”, e caederes, de significado “ação de matar”. Sendo assim, tal conotação especifica o ato voluntário por parte de um indivíduo na intenção e ao provocar sua própria morte.

O suicídio sempre foi um assunto delicado. Como cita a Drª. Alexandrina Meleiro, Em medicina, classicamente, era considerado uma atitude covarde de uma pessoa fraca que diante dos problemas da vida escolhia fugir de forma drástica em vez de enfrentá-los. A proximidade de alguém que decidia dar cabo à vida deixava todos perplexos e perguntando se nada poderiam ter feito para evitar um gesto tão tresloucado. Hoje, a medicina entende o suicídio dentro de um contexto absolutamente diverso. Sabemos que o cérebro funciona às custas de uma série de substâncias químicas que são liberadas para integrar os circuitos de neurônios chamadas neurotransmissores e que têm importância muito grande no ato final do suicídio

No ocidente, o ato de matar a si mesmo é visto como um ato de desespero, loucura e, em alguns casos, de covardia e fuga diante dos desafios da vida. Alguns psicólogos ocidentais chegaram a ligar à teoria darwiniana a questão suicida, afirmando que existem genes que favorecem a atividade suicida e, de acordo com a teoria de Charles Darwin, estes, naturalmente, devem ser eliminados, pois são genes que não passamos a nossos filhos. Sendo que comportamentos como o dos kamikazes seriam mantidos e favorecidos, a partir do momento em que esse tipo de atividade estaria voltada para a defesa do grupo co-sanguíneo, de uma suposta ameaça e garantiria a perpetuação genética do grupo. Teoria, esta, considerada um tanto infundada.

A cultura oriental, pelo contrário e de acordo com o que convencionam os observadores ocidentais, possui uma forma peculiar de suicídio. Em geral, o suicídio cometido em países como o Japão e a Coréia do Sul está associado a questões de valores e vingança. “O suicídio tem uma associação de larga data com a salvação do nome ou fama da pessoa ou da família”. A questão religiosa, neste sentido, é fundamental, pois Budismo e Xintoísmo, diferentemente das religiões cristãs, não trazem o estigma do pecado atrelado ao ato de suicidar-se. O suicídio é visto até mesmo como uma boa maneira de resolver determinadas situações, não sendo visto como um ato de desespero, mas sim de rigorosa abnegação e lucidez. A força de vontade exigida para a retirada da própria vida expressa orgulho, revidando o suposto ultraje e afastando o fracasso. A morte pode até mesmo ser lamentável, mas o suicídio é diferente; o suicida se mata, fascinando aqueles que ficam com sua capacidade de prestar-se à morte voluntária por motivos nobres como amor, honra ou patriotismo.

Estatisticamente falando, após a Segunda Guerra Mundial, o Japão passou, segundo especialistas, por três “ondas de suicídio”.  A primeira iniciada no ano de 1958, a segunda em 1986 e a terceira, que se estende até hoje, iniciada em 1998. De acordo com os analistas, os números sobre suicídio são assustadores, chegando a pouco mais de 30 mil pessoas a cada 100 mil e há destaque para uma marcante diferença entre os gêneros, decorrente dos aspectos sociais japoneses. O número mais elevado de suicídios cometidos por homens está relacionado ao caráter paternalista da família japonesa, exatamente como cita Durkheim ao relacionar o suicídio a características sociais.

A Coréia do Sul, menos aparente na mídia ocidental, apresenta níveis altíssimos de suicídio. No dia 22 de outubro de 2008, o jornal O Globo publicou uma matéria intitulada “Crise pode elevar ainda mais a taxa de suicídios na Coréia do Sul”. De acordo com esta notícia, fornecida pela agência Reuters, a taxa de suicídios na Coréia alcançou a impressionante proporção de 24,8 para cada 100 mil habitantes. Segundo pesquisa realizada, suicidar-se é a 4ª maior causa de mortes no país e o aumento destes números deve-se à melhora econômica do país, que impôs uma maior pressão sobre a população em relação ao sucesso financeiro e acadêmico.

No Japão, o suicídio é uma prática antiga e, segundo o jornalista Ariel Kostman, “no Japão, tirar a própria vida é um gesto até certo ponto aceito pela sociedade e estimulado pela tradição”. De acordo com a antropóloga norte-americana Ruth Benedict, os nipônicos estão fortemente dispostos a salvar o nome ou até mesmo a fama da nação através do suicídio. Durkheim, igualmente, refere-se ao ritual de auto-imolação japonês – termo que utilizamos como título deste trabalho –, afirmando que há prestígio social atrelado ao ato de matar-se.

Uma questão que confirma a afirmação de Émile Durkheim foi a ação Kamikaze na Segunda Guerra Mundial, onde a figura do piloto suicida foi utilizada para glorificar a guerra. O pesquisador japonês Kayoko Ueno afirma que, assim como funciona na resistência iraquiana ou palestina, o suicídio é utilizado como arma onde há escassez de armamentos, pois o recurso humano é o substituto ideal ao recurso manufaturado.

O caráter nobre do suicídio nasceu na antiguidade japonesa. Os enterros dos chefes dos primeiros clãs aconteciam junto ao enterro compulsório de seus parentes; costume este que também era comum na China e na Índia. A prática, chamada shinjuu durou até o século V, quando a morte dos parentes foi substituída pela guarda de estátuas de terracota, apesar de o acompanhamento voluntário na morte ser mantido. Assim como na Europa feudal, a ligação entre senhores e vassalos no Japão era muito forte, chegando até o ponto da morte voluntária.

 Outra categoria de suicídio, o seppuku, remonta ao período do shogunato. Segundo texto publicado no sítio virtualNipocultura, a perda da honra era inaceitável para um samurai. Tirar a própria vida era preferível a viver sob qualquer vergonha.  O seppuku era um ritual detalhado e cheio de significados. No campo de batalha, o suicídio demonstrava que o guerreiro havia lutado bravamente e merecia uma morte honrada.

Com a restauração Meiji e todas as proibições estabelecidas pelo governo central em relação aos samurai, a fim de prevenir uma nova tomada do poder pelos shogun, o seppuku foi proibido.

Associada ao espírito do guerreiro japonês, o budō, a prática do suicídio como salvação da honra foi tomada novamente no período próximo ao fim da Segunda Guerra Mundial. Surgia, assim, o esquadrão Kamikaze. Com o nome retirado do tufão que afastou a ameaça mongol da costa japonesa no século XIII, o esquadrão do “Vento Divino” surpreendeu a Marinha norte-americana ao atirar seus caças Zero sobre a frota. A possibilidade de tornar-se um herói nacional era um grande privilégio para os jovens japoneses e a lista de voluntários para o esquadrão era enorme. A mensagem passada pelo Japão era a de que não haveria contensão de sacrifícios em defesa do solo pátrio sagrado. Não morrer em missão era a vergonha máxima; de acordo com Toru Okazono, um kamikaze sobrevivente, a razão de viver daqueles jovens era morrer.

Além da salvação moral, o suicídio também possuía outro significado para os samurai. O guerreiro também praticava o suicídio quando possuía opinião contrária ao que lhe era imposto, como em casos políticos, nos quais os guerreiros fiéis ao governante anterior, não concordando com os princípios do atual, cometiam o suicídio. Como exemplo atual disso, no dia 5 de março de 2008, pela manhã, um senhor que aparentava ter cerca de 50 anos chegou à porta do Parlamento japonês; munido de duas cartas e uma arma de fogo, desembarcou do táxi que o levou ao local e disparou um tiro contra a própria cabeça. Segundo a polícia, “na carta dirigida ao primeiro-ministro, o homem pedia que Yasuo Fukuda assumisse uma postura mais firme em relação à política exterior japonesa e em relação ao templo Yasukuni”, santuário que homenageia todos aqueles que morreram na guerra lutando pelo Japão e que é um dos principais elementos da atual polêmica entre Japão, Coréia do Sul e China.

A atitude do “ativista” que retira a própria vida em frente ao Parlamento por não concordar com medidas governamentais é uma demonstração do caráter cultural que assumiu a antiga prática samurai. Tanto este ocorrido, quanto a ação Kamikaze ou os frequentes suicídios coreanos demonstram como é encarado com naturalidade o ato de matar-se em prol de uma causa superior nesta cultura nipônica e nas demais culturas orientais.

A análise do fator suicídio vem como um bom exemplo da necessidade de tomarmos cuidado com o perigo do etnocentrismo. Na medida em que o suicídio assume um caráter ritualístico e de autoimolação na cultura oriental, não cabe associarmos a esta análise o ponto de vista de repúdio a este tipo de prática a partir do pensamento tradicional ocidental.

Mártir

 

Um mártir (do grego μάρτυς, transl. martys, "testemunha") é uma pessoa que morre por sua fé religiosa, pelo simples fato de professar uma determinada religião ou por agir coerentemente com a religião que possui. No decorrer da História porém, a palavra ganhou outros conceitos, como morrer patrioticamente pela liberdade, a independência ou a autonomia de um povo, por um ideal social ou político ou até mesmo em uma guerra.

Do ponto de vista cristão e dentro do contexto do Novo Testamento pode-se dizer que mártir é aquele que preferiu morrer a renunciar à sua fé, por defender a veracidade do que consiste "a Palavra de Deus" entregando a própria vida para este fim, para que a essência desta verdade fosse preservada.

Entre os católicos chama-se "batismo de sangue" o mártírio daquele que morre pela fé antes de ter sido batizado. Assim, os Santos Inocentes, as crianças que foram mortas em Belém a mando de Herodes, o Grande, embora não tenham sido batizados na água diz-se que receberam o "batismo de sangue" porque foram mortos no lugar de Jesus Cristo e por causa Dele. Estes são considerados os primeiros mártires do cristianismo. A Igreja Católica reconhece como válido o chamado "batismo de sangue" no lugar do batismo sacramental.

Em geral são considerados mártires aqueles que morrem nas perseguições religiosas.

Uso laico

O termo pode ser utilizado também num sentido mais laico, associado a alguém que sacrifica a sua vida por uma causa.

No Brasil o termo historicamente associado à figura de Tiradentes num sentido político da palavra: Tiradentes é chamado de "mártir da Inconfidência Mineira," por ter sido o único participante do movimento a ser condenado à morte pela Coroa Portuguesa.

 

Desesperança na Bíblia:

 

Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos. Salmos 119:6

Apego-me aos teus testemunhos; ó Senhor, não me confundas. Salmos 119:31

Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa. Salmos 25:3

Guarda a minha alma, e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti. Salmos 25:20

Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim. Salmos 25:2

Porque o Senhor DEUS me ajuda, assim não me confundo; por isso pus o meu rosto como um seixo, porque sei que não serei envergonhado. Isaías 50:7

NOTA: Deus é pela vida e não pela morte, aquele que procura o suicídio é uma pessoa dominada pelos espíritos demoníacos, e entende que o suicídio é uma vingança contra aqueles que não respeitam o seu estado psicológico. O seu estado não permite o raciocínio lógico, portanto necessita de cuidados especiais. Se por ventura não possui condições financeiras para suporta um tratamento, e neste sentido não obtém ajuda de seus parentes e amigos, pode procurar a Deus em suas orações, tornando-o seu confidente, e pedindo que lhe seja mostrado o caminho correto, e lhe faça a cura. Algo parecido consta da BÍBLIA, conforme segue:

E chegaram ao outro lado do mar, à província dos gadarenos.

E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo;

O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender;

Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar.
E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras.

E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o.

E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.

(Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.)

E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos.

E rogava-lhe muito que os não enviassem para fora daquela província.
E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos.
E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.

E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar.

E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido.
E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.

E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e acerca dos porcos.

E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos.

E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.

Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.
E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam.

Portanto o suicida não é covarde, é um corpo dominado por um espírito de porco (imundo).

E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar.

E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,

E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está à morte; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.

E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.

E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,

E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;

Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.
Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.
E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.

E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?

E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?

E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera.

Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.
Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?
E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.

E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.
E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam.

E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.

E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada.
E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.

E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.

E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer. Marcos 5:1-43.


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