DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


 

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SEXO, GÍRIA SEXUAL, SEXUALIDADE HUMANA, SEXUALI...
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SEXO, GÍRIA SEXUAL, SEXUALIDADE

HUMANASEXUALIDADE INFANTIL,

PUBERDADEADOLESCÊNCIA,

CONTRACEPÇÃO, MASTURBAÇÃO.

 

Pela própria evolução da criação, temos que nos preocupar com os atos dos nossos sucessores, para que vivam bem neste mundo, e isto se consegue também com a educação sexual, levando aos jovens as esperiência dos mais idosos e médicos, para que não ocorra neste planeta, situações desagradáveis, decorrente do não conhecimento da matéria, que até está data é considerada como tabu, deixando bem claro que DEUS criou os espíritos do homem e da mulher e seus corpos do pó da terra, com seus órgãos sexuais. Nas atividades sexuais entre o homem e a mulher, usam-se os órgãos sexuais, pois se DEUS não desejasse o controle da natalidade, deixaria muito bem claro na Bíblia. Não é possível que no ano 2014 após a morte de Jesus Cristo o sexo seja tratado como crendice, em um mundo que crianças são jogadas como lixo, e esses religiosos não se importam, quando na Terra a ignorância mata mais do que o câncer. Deveriam os religiosos se preocuparem mais com os padres, pastores e outros pedófilos religiosos.


 SEXO

 

No âmbito da biologia, os membros da maior parte das espécies de seres vivos do domínio Eucariota estão divididos em duas ou mais categorias chamadas de sexos. Estas categorias se referem a grupos complementares que podem combinar o respectivo material genético – normalmente oDNA – através da conjugação. Este processo é chamado de reprodução sexuada.

Os sexos

Normalmente, uma espécie tem dois sexos -- masculino e feminino -- e diferenciação sexual ocorre na forma de gametas respectivamente masculinos e femininos. O sexo feminino é definido como aquele que produz o gâmeta (ou gameta) feminino, que é uma célula reprodutiva maior e geralmenteimóvel (o óvulo ou oogonia). O sexo masculino é definido como o que produz o gameta masculino, que é uma célula reprodutiva menor denominada espermatozóide ou espermatogonia. Cada gameta possui a metade do número de cromossomos daquela espécie.

Quando uma mesma criatura possui simultaneamente órgãos masculino e feminino, ela é definida como hermafrodita. Quando os indíviduos de uma espécie não possuem características sexuais claramente definidas, dizemos que o sexo é indiferenciado.

A palavra sexo também é usada para se referir aos órgãos sexuais, à relação sexual (os atos físicos relacionados com a reprodução sexuada) e outros comportamentos da sexualidade.

Diferenças sexuais

Nas espécies com sexo diferenciado, os órgãos sexuais (ou genitálias) são diferentes e produzem gâmetas diferentes. Estes órgãos podem estar separados em indivíduos diferentes e então a espécie chama-se dióica, como acontece normalmente nos mamíferos, ou encontrarem-se no mesmo indivíduo, como acontece na maior parte das plantas verdes; nesse caso, a espécie denomina-se monóica. Os animais de espécies monóicas são também denominados hermafroditas.

Em muitas espécies dióicas, para além da presença de órgãos sexuais diferentes, também chamados "caracteres sexuais primários", pode haver outras diferenças exteriores nos indivíduos, tais como diferentes cores da plumagem na maior parte das aves, ou a presença de mamas desenvolvidas nas fêmeas e sua ausência nos machos, como acontece nos mamíferos (os "caracteres sexuais secundários"). Quando isto acontece, diz-se que a espécie exibe dimorfismo sexual.

Entre os mamíferosaves e várias outras espécies, o sexo é determinado pelos cromossomas sexuais, chamados X e Y nos mamíferos e Z e W nas aves. Normalmente, os machos apresentam um de cada (XY), enquanto fêmeas têm dois cromossomos X (XX). Todos os indivíduos possuem pelo menos um cromossoma X, e o cromossoma Y é geralmente mais curto que o cromossoma X com o qual é emparelhado, e está ausente em algumas espécies, o que acarreta algumas variações consideráveis.

Para além da reprodução sexuada, existe ainda a reprodução assexuada, que não envolve o processo de fecundação. Em seres nos quais não se distingue fêmea e macho, existem outras formas de multiplicação do organismo, através de processos como: gemulaçãobipartição, fragmentação, esporulação e outros. Tambem conhecido como cinco contra um, ou cabeça de galo.

Sexo indiferenciado

Nas espécies com "sexo indiferenciado", como é o caso das bactérias e na maioria dos protistas (ou protozoários), dois indivíduos - duas célulasaparentemente iguais, conjugam-se e juntam o material genético para dar origem a novos indivíduos com uma herança genética partilhada dos doisprogenitores (normalmente depois da meiose).

Nos fungos, dois indivíduos aparentemente iguais, mas com características sexuais diferentes, geralmente denominados de positivo e negativo, numa situação conhecida como heterotalismo, podem unir as suas hifas e juntar vários núcleos na mesma célula. Dois destes núcleos podem conjugar-se e o zigoto resultante sofrer meiose para dar origem a esporos haplóides que darão origem a novos indivíduos.

Relação sexual

Relação sexual se refere a uma ampla variedade de comportamentos entre indivíduos voltados para a obtenção de prazer erótico de pelo menos um dos membros envolvidos independente de haver penetração, orgasmo e fins reprodutivos. Para isso é feita a estimulação de uma ou mais zonas erógenas, como seiosvagina e pênis.

Outros animais, além dos humanos, também praticam sexo sem fins reprodutivos. Para os bonobos, a relação sexual é uma forma de expressarcarinho e intimidade entre os membros de sua sociedade. Golfinhos e penguins já foram observados fazendo sexo sem fins reprodutivos, inclusive em relações homossexuais.

Sexo e gênero

Na década de 70 os cientistas sociais passaram a usar o termo "sexo" para se referir à divisão biológica em macho e fêmea, e "gênero" para se referir ao papel social atribuído a uma pessoa baseado em seu sexo aparente e/ou em outros fatores contingentes. Sendo assim gênero analisa os atributos culturais associados a cada um dos sexos e de seus relacionamentos interpessoais trancedendo uma análise restrita da dimensão biológica dos seres.

Existe enorme variação de atitudes culturais, entre e dentro das sociedades, em relação a sexo, sexualidade e papéis sexuais. Para a identidade de gênero, o sentimento individual de pertencer a um gênero, e para perceção de gênero como uma descrição de como o gênero de uma pessoa é percebido (veja também berdachehijraxanith e transexual).

Em algumas sociedades identificam-se os indivíduos jovens com características comportamentais atípicas e, em vez de puni-los ou ministrar-lhes terapia corretiva, são socializados de tal forma que suas características individuais proverão a eles uma função necessária ou útil para a sociedade por um papel reconhecido e respeitado (veja também pajéxamãcurandeirotong-ki.)

Órgãos sexuais

A palavra sexo também é utilizada para fazer referência aos órgãos sexuais (genitálias), tanto o masculino quanto o feminino. No caso dos seres humanos, o "sexo" do homem se chama pênis e o da mulher vagina.

Existe uma grande quantidade de nomes e termos para se referir aos órgãos sexuais humanos. Por pudor de se utilizar termos muito explícitos, objeto de certo tabu social, se utilizam perífrases e termos próprios de certos registros linguísticos. Para mais informação e exemplos, veja: gíria sexual.


 

 GÍRIA SEXUAL

 

Gírias sexuais são gírias utilizadas no cotidiano para designar qualquer coisa relacionada ao sexo e à relação sexual humana.

O hábito de colocar nomes nos órgãos sexuais ou em qualquer coisa relacionado ao sexo existe desde que o homem adquiriu algum tipo de cultura. Alguns nomes são repassados de pessoa para pessoa, e de geração para geração. As gírias sexuais fazem parte da cultura popular e são de natureza chula e coloquial.

Muitas vezes, utiliza-se um nome ou apelido substituto ao termo científico ou mais formal, justamente pelo constrangimento que o nome poderia causar, já que em algumas culturas ou religiões a sexualidade é reprimida, sendo às vezes esses termos considerados ofensas graves. Em outros casos, a intenção é tornar o nome ainda mais agressivo ou pejorativo, para ofender, agredir ou insultar propositalmente. Ainda, outras vezes, a idéia seria usar um nome engraçado, para descontrair uma situação potencialmente constrangedora. Alguns termos, por serem comuns com outros significados, só fazem sentido dependendo do contexto envolvido.

Alguns nomes têm a origem evidente, outros são parte de alguma cultura local ou parte de algum histórico ou eventos não necessariamente identificados. Alguns são meros trocadilhos e outros apenas alguma provocação, sátira ou piada com conotação sexual. A origem de, ou algumas gírias em si, podem ter conotação preconceituosa e eticamente inadequada. Outras são consideradas apenas "politicamente incorretas".


SEXUALIDADE HUMANA

 

sexualidade de um indivíduo define-se como sendo as suas preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da sua identidade e atividade sexual, num determinado período da sua existência.

Atualmente, ocorre por parte de alguns estudiosos a tentativa de afastamento do conceito de sexualidade da noção de reprodução animal associada ao sexo. Enquanto que esta noção se prende com o nível físico do homem enquanto animal, a sexualidade tenderia a se referir ao plano psicológico do indivíduo. Além dos  fatores biológicos (anatômicosfisiológicos, etc.), a sexualidade de um indivíduo pode ser fortemente afetada pelo ambiente sócio-cultural e religioso em que este se insere. Por exemplo, em algumas sociedades, na sua maioria orientais, promove-se a poligamia ou bigamia, i.e., a possibilidade ou dever de ter múltiplos parceiros.

Em algumas partes do mundo a sexualidade explícita ainda é considerada como uma ameaça aos valores político-sociais ou religiosos.


 SEXUALIDADE INFANTIL

 

Sexualidade infantil refere-se ao sentimentocomportamento e desenvolvimento sexual das crianças. Teorias sobre o desenvolvimento sexual podem ser largamente divididas em duas correntes: aquelas que tendem a dar ênfase à biologia inata (que pode ser incentivada ou inibida durante a infância) e aquelas que tendem a enfatizar a sexualidade como uma construção social (onde a sexualidade da criança será fortemente influenciada pela sociedade como um todo).

Pesquisa

Primeiras pesquisas

As duas personalidades mais famosas na investigação da sexualidade infantil provavelmente são Sigmund Freud (1856-1939) e Alfred Kinsey (1894-1956).

O trabalho de Freud, em 1905Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade delineou uma teoria da desenvolvimento psicossexual com cinco fases distintas: o estágio oral (0 - 1,5 anos) onde sua principal região de prazer é a boca; o estágio anal (1,5 - 3,5 anos) quando região de prazer se desloca para o ânus; o estágio fálico (3,5 - 6 anos) quando dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto e culminou com a resolução do Complexo de Édipo nos meninos, já as meninas o complexo de Édipo nunca se desfaz, seguida de um período de latência da sexualidade (6 anos a puberdade) e o estágio da genitalia ou adulto.

A tese básica de Freud era de que as crianças da sexualidade precoce é polimorfa e fortemente iniciativa a ter um desenvolvimento acentuado, e que as crianças precisa ajuizar ou sublimar estes para desenvolver um adulto saudável na sexualidade.

Alfred Kinsey, cujas duas principais obras são os seus estudos (1948 e 1953), utilizou recursos para fazer os primeiros inquéritos em larga escala de comportamento sexual. O trabalho deKinsey centrava-se em adultos, mas ele também estudou crianças e desenvolveu os primeiros relatórios estatísticos sobre a masturbação na infância. Tem sido acusado que parte dos dados que ele coletou não se poderiam obter sem observação ou participação em abuso sexual de crianças ou colaborações com pedófilos.

O pesquisador sueco IngBeth Larsson, assinala que «É bastante comum as referências continuarem a citar Alfred Kinsey», devido à escassez de estudos posteriores do comportamento sexual de crianças.

Metodologia corrente de estudo

O conhecimento empírico sobre o comportamento sexual infantil geralmente não é recolhido por entrevistas diretas a criança, (em parte devido a considerações éticas), mas sim por:

observação de crianças que estejam sendo tratadas por terem problemas de comportamento, como o uso da força nas brincadeira de cunho sexual, muitas vezes utilizando bonecos tenham representação da genitália. recordações de adultos, observação dos responsáveis.

Comportamento

Comportamento normal e anormal

Embora haja variação entre os indivíduos, as crianças geralmente são curiosas sobre os seu próprio corpo e os dos outros e se engajam em jogar onde exploram a sexualidade. No entanto, o conceito de sexualidade infantil é fundamentalmente diferente do objetivo-direcionador do comportamento sexual adulto, sendo a imitação do comportamento dos adultos, como penetração corporal e contato oral-genital são muito incomuns, sendo mais comum entre as crianças que foram abusadas sexualmente, mas crianças com outros tipos de desordem de comportamento também podem apresentar outros comportamentos de natureza sexuais das outras crianças.

Sintomas comportamentais

As crianças que foram vítimas de abuso sexual por vezes podem demonstrar comportamento sexual impróprio para a idade, o que pode ser definido como uma expressão comportamental que não é normal para a respectiva cultura. O comportamento sexual pode constituir a melhor indicação de que uma criança tenha sido abusada sexualmente, embora algumas vítimas não apresentem comportamento anormal. Mas também há crianças que apresentam comportamento sexual impróprio, porém, causados por outros fatores além de abuso sexual. Outros sintomas de abuso sexual podem incluir manifestações de stress pós-traumático em crianças mais novas; medoagressividade, e pesadelos em crianças em idade escolar; e depressão em crianças mais velhas.

Comportamento normal

As seções seguintes descrevem o típicos comportamento cultural normal que se desenvolve na maioria das atuais sociedades ocidentais.

Principio da infância

O termo infância pode abranger até idades quatro, cinco, ou seis anos, dependendo do foco principal da pesquisada ou comentário. Durante este período:

As crianças frequentemente são curiosas sobre onde provêm os bebês.

As crianças podem explorar o corpo de outras crianças e de adultos por curiosidade.

Por quatro anos, as crianças podem mostrar um apego significativo ao progenitor do sexo oposto.

As crianças começam a ter um sentimento de modéstia e da diferença entre comportamento público e privado.

Em muitas crianças, tocar genitais, especialmente quando elas estão cansadas ou perturbadas.

Masturbação e orgasmo

De acordo com Alfred Kinsey em seus estudos na década de 1950, as crianças são capazes de terem orgasmos a partir dos cinco meses de idade. Kinsey observou que por volta dos três anos de idade, as meninas masturbam-se com mais freqüência do que os meninos, mas estudos mais recentes feitos na Suécia indicam que a masturbação em crianças desta idade é incomum, e mais comum entre os meninos do que com as meninas. Kinsey também observou que a lubrificação da vagina na estimulação sexual de meninas é semelhante ao de uma mulher adulta. Até que os rapazes comecem a produzir sémen (inicio da puberdade), só podem experimentar orgasmos seco (anejaculação). A capacidade de ejacular se desenvolve gradualmente com o tempo e tem sido relativamente constante entre as culturas e durante o último século.

Alguns pesquisadores sugerem que a masturbação infantil pode ser considerada não sexual, se a criança ainda não aprendeu a associá-la com o sexo.

Início da idade escolar

As crianças tornam-se mais conscientes das diferenças entre os sexos, e tendem a escolher amigos ou companheiros de jogo do mesmo sexo, ainda há menosprezo pelo sexo oposto. As crianças podem soltar sua estreita ligação ao seu progenitor do sexo oposto e tornar-se mais ligadas ao seu progenitor do mesmo sexo.

Durante esse período, as crianças, especialmente as meninas, demonstram aumento da consciência dos costumes sociais quanto sexo, nudez e privacidade. As crianças podem usar termos de cunho sexual para testar a reação dos adultos. As "piadas de banheiro" (piadas e conversa a respeito das funções excretoras), presentes em fases anteriores, continuam.

Masturbação continua a ser comum.

Média infância

A 'média infância' abrange as idades a aproximada de seis a nove anos. Quando o desenvolvimento individual varia consideravelmente.

Com o avanço desta fase, a escolha de amigos do mesmo sexo torna-se mais acentuada, e aumenta o desprezo pelo sexo oposto.

Atividade sexual

Num estudo de 1943 de principalmente rapazes brancos, de classe média e alta-média do meio-oeste urbana dos Estados Unidos descobriram que 16% afirmavam ter tido experiência coito por volta dos 8 anos de idade.

Jogos sexuais entre irmãos

Num estudo com 796 estudantes, 15% das mulheres e 10% dos homens relataram algum tipo de experiência sexual que tenha envolvido um irmão; a maioria destes não chega a ser uma real experiência sexual conforme considerada pelos adultos. Cerca de uma em cada quatro dessas experiências foram descritas como abusivas ou exploratórias. O efeito não exploratório dos jogos sexuais entre irmãos é incerto, alguns estudos sugerem efeitos a longo prazo, tanto positivos como negativos, ou não encontram efeitos significativos.

Aspectos jurídicos

Na maioria dos países e localidades, as relações sexuais que envolvem crianças, mesmo consensuais, são proibidos por leis de estupro presumido e leis sobre o abuso sexual infantil. Alguns, mas não todos os países, permitem a jovens que tenham idades próximas terem relações sexuais, mas geralmente há uma idade mínima abaixo da qual tais relações são legalmente consideradas estupro, independentemente da proximidade de idade.

A idade a partir da qual um menor tem consentimento legal para manter relações sexuais com uma pessoa de qualquer idade é referida como a Idade de consentimento e varia de país para país. No Brasil é fixada em 14 anos, abaixo da qual qualquer ato de natureza sexual é considerado estupro, independentemente do consentimento ou da violência. Mesmo assim, a relação consensual entre maiores de idade e menores entre 14 e 18 anos, dependendo do caso, pode constituir crimes mais leves que o estupro. 


 

PUBERDADE

 

puberdade é um período em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas. É neste período que o corpo desenvolve-se fisica e mentalmente tornando-se maduro e o adolescente fica capacitado para gerar filhos. Ela não deve ser confundida como sinônimo da adolescência, visto que a puberdade faz parte da adolescência. Nesta fase, são observadas mudanças tais como: crescimento de pelos, crescimento dos testículos e aparecimento dos seios. .

O marco principal da puberdade para os homens é a primeira ejaculação, que ocorre em média aos 13 anos. Para as mulheres, é o início damenstruação, que ocorre em média entre 12 e 13 anos. No século 21, a idade média em que as crianças atingem a puberdade é menor em comparação com o século 19, quando tinha 15 anos para meninas e 16 para meninos. Este é, possivelmente, devido aos produtos químicos em alimentos ou uma melhor nutrição.

Os hormônios sexuais se diferem para os homens e as mulheres, mas não são totalmente exclusivos de cada sexo. Nos homens, os testículos secretam entre outros hormônios a testosterona e nas mulheres o ovário fabrica o estrógeno. As gônadas e as suprarrenais de ambos os sexos produzem o estrógeno e testosterona, mas é variável a quantidade. As características biológicas são universais e ocorrem de forma semelhante em todos os seres humanos.

A puberdade também mexe com o emocional dos adolescentes e também em seu comportamento, principalmente em seu desejo sexual. Tanto no menino quanto na menina, não proporciona apenas mudanças físicas mas, sobretudo, psicológicas. As alterações hormonais despertam a sensibilidade sexual e, consequentemente, é neste período que muitos adolescentes começam esporadicamente a ter relações sexuais.

Tipos de puberdade

Puberdade precoce

A puberdade precoce ocorre quando as características pertencentes às meninas ocorrem antes dos 9 anos de idade e nos meninos antes dos 10 anos. Todavia, este período está chegando cada vez mais cedo para meninas. Um estudo dinamarquês aponta que as garotas estão entrando nesta fase antes dos dez anos. No século XIX a idade era de quinze anos para as meninas e dezessete anos para os meninos.

Puberdade Atrasada

Em algumas meninas a partir dos 13 anos de idade e em meninos a partir dos 14 anos de idade, ocorrem à ausência de qualquer característica de desenvolvimento físico ou sexual, neste caso é considerada a puberdade atrasada. Alguns especialistas aconselham a procura de um profissional adequado para acompanhar os casos de puberdade. Em algumas meninas o surgimento das mamas pode demorar a vir, o normal é que venha dos 10 ao 14 anos de idade. A partir dos 15 anos, é aconselhável a procura de um especialista. Já nos meninos, a puberdade pode demorar a vir até os 15 anos de idade. Os meninos ficam relativamente menores que as meninas, mas depois de um tempo, é comum a ultrapassagem de altura.

Puberdade masculina

Transformações

No menino, as transformações começam um pouco mais tarde, por volta dos 10 aos 13 anos e são muito mais demoradas que nas meninas. Os primeiros sinais dessa transformação são, basicamente, o aumento no tamanho dos órgãos genitais, o nascimento da barba e o aparecimento de pelos na região pubiana, nas pernas, nos braços e no peito.

Esse crescimento dos pelos depende da genética e varia muito de pessoa para pessoa. Além disso, essas mudanças são acompanhadas de modificação da voz, a qual fica mais grave. O esqueleto se alonga, os músculos se enrijecem, o tronco e os ombros alargam e a pele se torna muito mais gordurosa, o que favorece o aparecimento da acne. É nessa época que os meninos já podem ter sua primeira ejaculação.

Ereções indesejadas

Ejaculações durante o sono são conhecidas popularmente como polução noturna. O pênis pode ficar ereto regularmente durante o sono e os homens podem acordar com uma ereção. Uma vez que um menino atinge certa idade, ereções ocorrem com muito mais frequência devido à puberdade. As ereções podem ocorrer espontaneamente a qualquer hora do dia, e ela pode ocorrer até mesmo ao se vestir. Ereções são comuns para crianças e bebês, e pode mesmo ocorrer antes do nascimento. As espontâneas são normais, mas como podem ser embaraçosas se acontecer em público, como uma sala de aula ou sala de estar.

Características

surgimento de pelos nos púbis, nas axilas e no peito; aumento dos testículos e do pênis; crescimento da barba; voz grossa; ombros mais largos; aumento da massa muscular; início da produção de espermatozoides; aumento do peso e da estatura.

Puberdade feminina

Transformações

A puberdade feminina se inicia, em geral, entre 11 e 14 anos, variando esse período de pessoa para pessoa. Em geral, a puberdade tem inicio com a primeira menstruação (menarca), que coincide com o surgimento de uma série de transformações do corpo que já se vinham manifestando na fase conhecida como pré-puberal.

Geralmente a partir dos dez anos a menina cresce vários centímetros em pouco tempo, sua cintura se afina, os quadris se alargam, os seios começam a avolumar-se e surge uma leve pilosidade no púbis e nas axilas.

Paralelamente, as glândulas sudoríparas se desenvolvem, tornando o odor do corpo mais intenso e provocando maior sudorese nas axilas. Essas mudanças, causam uma certa sensação de insegurança e inquietação na menina, culminam com a primeira menstruação. Durante os dois anos seguintes à primeira menstruação os ciclos podem ser ainda irregulares, mais longos ou mais breves.

As transformações que se verificam no período pré-púbere são resultados da atividade dos ovários, sobre a qual atua a hipófise. Ao nascer, a menina tem no ovário entre duzentos mil e quatrocentos mil óvulos, dos quais apenas cerca de quatrocentos serão utilizados ao longo de todo período fértil (até os 50-55 anos).

Menstruação

O primeiro sangramento menstrual é conhecido como menarca. No Canadá, a idade média da menarca é 12,72 e no Reino Unido é 12,9. O tempo entre períodos menstrual não é sempre regular nos dois primeiros anos após a menarca. Ovulação é necessária para a fertilidade, mas pode ou não acompanhar as primeiras menstruações. A iniciação da ovulação após a menarca não é inevitável. A alta proporção de meninas com irregularidade continuou nos anos de ciclo menstrual de várias menarca continuarão a ter irregularidade prolongada e anovulação, e estão em maior risco para a fertilidade reduzida. Nubilidade é usado para designar realização de fertilidade.

Características

alargamento dos ossos da bacia; início do ciclo menstrual; surgimento de pelos nos púbis e nas axilas; depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas; desenvolvimento dos seios.

Maturação sexual

A maturação sexual abrange o desenvolvimento das gônadas, órgãos de reprodução e caracteres sexuais secundários. Existe uma ampla variação normal da idade de início e da velocidade de progressão da maturação sexual dentro de uma população. Na maioria das vezes os estágios de maturação sexual ocorrem numa sequência constante.

No sexo masculino os sinais de maturação sexual costumam ocorrer na seguinte sequência: aumento dos testículos e da bolsa escrotal (média aos nove e dez anos de idade), crescimento de pelos pubianos (em torno de 11, 12 anos de idade), pelos axilares, pelos sobre o lábio superior, na face e em outras partes do corpo, mudanças da laringe e da voz e crescimento do pênis. A mudança na voz ocorre em média entre 11 a 15 anos de idade.

Caracteres sexuais secundários

Masculino

Primeira ejaculação, o menino, em alguns casos19 , já pode gerar filhos; Crescimento do pênis e testículos; Aparecimento de pelos na zona púbica, nas axilas, no rosto e no peito; Crescimento lento e prolongado; Aumento dos musculos; Aumento dos ombros; A voz torna-se mais grave.

Feminino

Desenvolvimento das glândulas mamárias; Aparecimento de pelos na zona púbica e nas axilas; Crescimento rápido e curto; Aumento da bacia (ficando com o quadril mais largo); Ocorre à primeira Menstruação, a menina já pode gerar filhos.


ADOLESCÊNCIA

 

Adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, mental e social - e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto.

Os termos "adolescência" e "juventude" são por vezes usados como sinônimos (como em alemão Jugend e Adoleszenz, inglês Youth eAdolescence), por vezes como duas fases distintas mas que se sobrepõem: para Steinberg a adolescência se estende aproximadamente dos 11 aos 21 anos de vida, enquanto a ONU define juventude (ing. youth) como a fase entre 15 e 24 anos de idade - sendo que ela deixa aberta a possibilidade de diferentes nações definirem o termo de outra maneira; a Organização Mundial da Saúde define adolescente como o indivíduo que se encontra entre os dez e vinte anos de idade e, no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece ainda uma faixa etária para menores de idade - dos 12 anos completos aos 18 anos incompletos, aonde o menor nessa faixa de idade se cometer um crime pode receber medidas sócio educativas dele, inclusive de restrição da liberdade através de apreensão. Além disso Oerter e Montada decrevem uma "idade adulta inicial" (al. frühes Erwachsenenalter) que vai dos 18 aos 29 anos e que se sobrepõem às definições de "juventude" apresentadas. Mas a idade da adolescência varia culturalmente de nação para nação, no Brasil a adolescência culturalmente começa ao se completar 13 anos e termina ao se completar 18 anos. Como quer que seja, é importante salientar que "adolescência" é um termo geralmente utilizado em um contexto científico com relação ao processo de desenvolvimento bio-psico-social. Como mais adiante se verá, o fim da adolescência não é marcado por mudanças de ordem fisiológica, mas sobretudo de ordem sócio-cultural; o presente artigo se dedica assim à adolescência em sentido restrito, tomando a idade da maioridade civil no caso brasileiro - 18 anos - como fim.

Definição

Construção histórico-social

Adolescência e juventude são fenômenos de forte caracterização cultural e sua definição está intimamente ligada à transformação da compreensão do desenvolvimento humano e também à transformação da forma como cada geração adulta se define a si própria.

A ideia de que a adolescência é uma fase qualitativamente diferente da infância e da idade adulta tem sua origem já na antiguidade. A base sócio-política dessa diferenciação só surgiu, no entanto, com a transformação das estruturas sociais ocorrida em fins do século XIX que permitiram que os jovens (adolescentes) fossem retirados do mercado de trabalho para frequentarem a escola e outras instituições educacionais. Ligados a essa idéia de adolescência como fase de formação para o trabalho foram propostos os termos "adolescência encurtada" e "adolescência estendida", que descrevem as diferentes oportunidades de formação e educação que têm pessoas que entram no mercado de trabalho mais cedo ou mais tarde - normalmente de acordo com a situação cultural e a possibilidade financeira da família. O aumento da complexidade das funções e papéis a serem exercidos na idade adulta levam a um aumento progressivo dessa fase de formação.

Adolescência e juventude na ciência

As fases da adolescência e da juventude são objeto de estudo de diferentes disciplinas, como sociologiapolíticapsicologiapedagogiabiologiamedicinadireito e outras, apresentando diferentes significados. Tais significados abrangem, por exemplo, "juventude como fase do desenvolvimento individual", "juventude como ideal e mito" (com uma correspondente idealização dessa fase da vida) e "juventude como grupo social" que possui uma cultura própria.

Psicologia do desenvolvimento

Se, do ponto de vista da psicologia do desenvolvimento, o início da adolescência é claramente marcado pelo início do amadurecimento sexual (puberdade), o seu fim não se define apenas pelo desenvolvimento corporal, mas sobretudo pela maturidade social - que inclui, entre outras coisas, a entrada no mercado de trabalho e o assumir do papel social de adulto.

A adolescência não é, no entanto, uma fase homogênea. Pelo contrário, é uma fase dinâmica que, para o seu estudo, exige uma maior diferenciação. Steinberg propõe uma divisão em três fases: (1) Adolescência inicial, dos 11 aos 14 anos; (2) adolescência média, dos 15 aos 17 anos e (3) adolescência final, dos 18 aos 21. Essa última fase sobrepõe-se à "juventude" em sentido estrito, que marca o início da idade adulta, definida por Oerter e Montada como a fase entre os 18 e os 29 anos de idade.

Desenvolvimento cognitivo

O desenvolvimento cognitivo é, ao lado das mudanças corporais tratadas mais abaixo, uma das características mais marcantes da adolescência. Tal desenvolvimento se mostra sobretudo através:

do aumento das [[operações mentais]];

da melhora da qualidade no processamento de informações e da modificação dos processos que geram a consciência.

Dessa maneira o adolescente adquire a base cognitiva para redefinir as formas com que lida com os desafios do meio-ambiente, que se torna cada vez mais complexo, e das mudanças psicofisiológicas. As principais características desse desenvolvimento são:

Pensar em possibilidades - ou seja, o pensamento não se limita mais à realidade, mas atinge também hipóteses irreais e permite ao indivíduo gerar novas possibilidades de ação;

Pensamento abstrato - a capacidade de abstrair se desenvolve, pemitindo ao indivíduo compreender não somente conceitos abstratos, mas também estruturas complexas, sobretudo sociais, políticas, científicas, econômicas e morais;

Metacognição - o próprio pensamento é alvo de reflexão, permitindo o direcionamento consciente da atenção, a reflexão e a avaliação de pensamentos passados, abrindo assim caminho para as capacidades de autoreflexão e introspecção;

Pensamento multidimensional - o indivíduo torna-se capaz de levar em conta cada vez mais aspectos dos fenômenos. Essa capacidade permite ao indivduo compreender a interdependência de fenômenos de diferentes áreas e argumentar a partir de diferentes pontos de vista;

Relativização do pensamento - o indivíduo se torna cada vez mais capaz de compreender outros pontos de vista e sistemas de valores.

Desenvolvimento corporal e psicossexual

Crescimento físico

Durante a adolescência, o corpo do indivíduo cresce continuamente até a idade de 16 a 19 anos, quando a estatura adulta é alcançada - os rapazes atingem a estatura adulta em média dois anos mais tarde do que as moças. Tal crescimento, no entanto, não se dá de maneira contínua: aproximadamente aos 14-15 anos os rapazes - as moças dois anos antes - têm um "salto no crescimento", ou seja eles crescem em um ano mais do que nos anos anteriores e nos seguintes. Depois desse salto, a velocidade do crescimento diminui marcadamente até o indivíduo atingir sua altura final. Paralelamente ao crescimento físico há um aumento no peso, que, no entanto, é dependente da alimentação e da forma de vida.

As diferentes partes do corpo também crescem com velocidades diferentes. De maneira geral os membros superiores (braços) e inferiores (pernas) e a cabeça crescem mais rapidamente que o resto do corpo, atingindo seu tamanho final mais cedo. Isso leva a uma desproporção visível com relação ao tronco, que cresce mais devagar. Essa desproporção é observável também nos movimentos por vezes desajeitados, típicos da adolescência.

Até a idade de 11 anos, meninos e meninas tem aproximadamente a mesma força muscular. O crescimento muscular dos rapazes é, no entanto, maior, o que explica a maior força física média dos homens na idade adulta.

Puberdade

Mudanças corporais

Apesar das muitas diferenças individuais no crescimento e no desenvolvimento sexual, o processo de amadurecimento sexual apresenta uma certa sequência, comum tanto aos rapazes como às moças. Para as moças, no entanto, esse processo tem início, em média, dois anos mais cedo do que nos rapazes.

Desenvolvimento dos caracteres sexuais primários e secundários nas mulheres

10-11 anos: Início da formação dos quadris com a acumulação de gordura, primeiro crescimento dos seios e dos mamilos;

11-14 anos: Surgem os pelos pubianos (lisos), a voz torna-se mais grave, rápido crescimento dos ovários, da vagina, do útero e dos lábios da genitália; Os pelos pubianos tornam-se crespos; Idade do "salto de crescimento" (ver acima), os seios começam a tomar forma (estágio primário), amadurecimento dos óvulos: menarca (primeira menstruação):

14-16 anos: Crescimento dos pelos axilares, os seios adquirem a forma adulta (estágio secundário)

Desenvolvimento dos caracteres sexuais primários e secundários nos homens:

12-13 anos: Surgem os pelos pubianos (lisos); início do crescimento dos testículos, do escroto e do pênis, mudanças temporárias no peito; formação de esperma

13-16 anos: Início da mudança de voz, crescimento acelerado do pênis, dos testículos, do escroto, da próstata e da vesícula seminal, primeira ejaculação; Os pelos pubianos tornam-se crespos; Grande "salto de crescimento"; Crescimento dos pelos axilares

16-18 anos: aparecimento da barba, início das "entradas" no contorno dos cabelos, marcante mudança de voz.

O significado dessas mudanças para os adolescentes

Em uma pesquisa realizada na Alemanha Schmid-Tannwald e Kluge registraram uma tendência entre as meninas de terem a menarca aproximadamente 1,3 anos mais cedo do que em uma pesquisa anterior de 1981. As meninas que foram preparadas pelos pais para esse fenômeno corporal relataram terem-no visto como natural, enquanto as moças que não haviam sido preparadas relataram terem tido um sentimento desagradável. Também entre os meninos o mesmo estudo registrou uma tendência de uma primeira ejaculação aproximadamente 1,7 anos mais cedo do que dez anos antes. Dos adolescentes entrevistados apenas 43% tiveram uma primeira ejaculação espontânea; 31% a tiveram através de masturbação e 5% através do ato sexual.

Mudanças hormonais

A ação dos hormônios, muito importantes na regulação do metabolismo, é muito complexa e ainda não completamente compreendida. Com relação ao crescimento corporal dois hormônios desempenham um papel preponderante: a somatotrofina, hormônio do crescimento produzido pela hipófise, e atiroxina, produzida pela tiróide. A somatotrofina regula o crescimento do corpo como um todo; já a tiroxina, que só é produzida "sob instrução" da hipófise através da tirotrofina, regula principalmente o crescimento do cérebro, dos dentes e dos ossos.

A puberdade traz consigo uma mudança na ação dos hormônios. Ativada pelo hipotálamo a hipófise começa a secretar novos hormônios que agem sobre os órgãos sexuais (gonadotrofinashormônio folículo-estimulante e hormônio luteinizante) e sobre as glândulas supra-renais (hormônio adrenocorticotrófico). Nos meninos, aproximadamentes aos 11 anos, o hormônio folículo-estimulante provoca o desenvolvimento das células que produzem os espermatozóides e o hormônio luteinizante leva à produção do hormônio masculino, a testosterona. Esta, por sua vez, conduz aos desenvolvimento das características típicas masculinas. Já nas meninas, aproximadamente aos 9 anos, o hormônio folículo-estimulante leva ao amadurecimento dosfolículos de Graaf no ovário, que produzem os óvulos, e o hormônio luteinizante à menstruação. Os ovários produzem, por sua vez, dois hormônios: o estrogênio, que regula o crescimento dos seios, dos pelos pubianos e a acumulação de gordura, e a progesterona, que regula o ciclo menstrual e a gravidez.

Aceleração e retardo no desenvolvimento

Como se viu, as mudanças típicas da adolescência iniciam, em média, em uma idade específica. No entanto alguns adolescentes iniciam o seu amadurecimento mais cedo do que a média enquanto outros o fazem mais tarde. Dos primeiros se diz que seu amadurecimento é acelerado, enquanto o dos segundo é retardado. Importante é notar que tal comparação só pode ser feita em algumas situações, pois tais diferenças existem entre pessoas de diferentes raças e de diferentes gerações.

Em nenhuma outra fase da vida há uma variação tão grande entre pessoas da mesma idade como na adolescência. Essa situação é ainda mais confusa porque o desenvolvimento físico, o social e o cognitivo (ver abaixo) não andam necessariamente juntos. O meio-ambiente, no entanto, reage de forma diferente, de acordo com o desenvolvimento visível da pessoa - meninos que parecem mais velhos tendem a ser tratados como mais velhos e vice-versa. Essa reação do meio ambiente influencia o desenvolvimento social e psicológico dos adolescentes de maneira marcante. Adolescentes com desenvolvimento retardado tendem a ser emocionalmente menos estáveis e menos satisfeitos; tendem a ter uma autoimagem mais negativa, a ser menos responsáveis e mais inseguros. Já os adolescentes com desenvolvimento acelerado têm um maior risco de terem problemas com drogas e com o comportamento social, provavelmente por terem acesso mais cedo a grupos mais velhos. Outros estudos registraram que rapazes com desenvolvimento acelerado apresentam algumas vantagens com relação a seus coetâneos: mesmo na idade de 38 anos eles se mostraram mais responsáveis, coocperativos, seguros, controlados e mais adaptados socialmente; ao mesmo tempo se mostraram mais convencionais, conformistas e com menos senso de humor; já os rapazes com desenvolvimento retardado mostraram-se, mesmo com 38 anos, mais impulsivos, instáveis emocionalmente, mas em compensasão mais capazes de reconhecer seus erros, mais inovativos e divertidos. Também com relação ao desenvolvimento da identidade há diferenças entre rapazes com desenvolvimento acelerado e retardado. Como têm mais tempo para desenvolver seu conhecimento e suas estratégias de coping os rapazes com desenvolvimento retardado tendem a ter melhores possibilidades no desenvolvimento da própria identidade, enquanto os rapazes com desenvolvimento acelerado acabam sendo introduzidos mais cedo no muno adulto e acabam assumindo uma identidade mais próxima aos padrões socialmente estabelecidos. Já no caso das moças a situação é um pouco distinta. Moças com desenvolvimento acelerado tendem a ter uma autoestima mais baixa por crescerem mais rapidamente e assim não corresponderem ao ideal de beleza culturalmente estabelecido. Por outro lado moças com uma menarca muito tardia parecem também mostrarem uma tendência a terem uma autoestima mais baixa. Resumindo: aceleração e retardo no desenvolvimento são dois fenômenos que podem trazer consigo certos riscos para o desenvolvimento da pessoa. No entanto um trabalho de esclarecimento dos pais e dos adolescentes pode reduzir esses risco de maneira drástica, oferecendo aos adolescentes melhores condições de desenvolvimento.

Outro fenômeno muito discutido é o da chamada aceleração secular, ou seja, a tendência, nos países ocidentais, de a puberdade iniciar cada vez mais cedo. Em um estudo comparativo, Tanner mostra como desde 1840 a idade média da menarca caiu de 17 anos para 13,5 anos na Noruega, fenômeno observável também em outros países europeus e nos Estados Unidos. Os adolescentes atingem, assim, a maturidade corporal cada vez mais cedo. Por outro lado o início da idade adulta - entrada no mercado de trabalho e formação de uma família - tende a ocorrer cada vez mais tarde devido à longa formação necessária (escola, universidade). Essas duas tendências contrárias geram novas oportunidades mas também novos desafios - e estresse - para os adolescentes.

A sexualidade do adolescente

Paralelamente ao início da maturidade sexual também o comportamento sexual começa a se desenvolver. Esse desenvolvimento é um processo muito complexo e é fruto da interação de vários fatores - desenvolvimento físico (ver acima), psicosocial, a exposição a estímulos sexuais (que é definida pela cultura), os grupos de contatos sociais (amigos, grupos de esporte, etc.), e as situações específicas que permitem o acesso à experiência erótica.

O início do desenvolvimento sexual se encontra já na infância. Não apenas os casos de abuso sexual, mas também as experiências quotidianas de troca de carinho e afeto, de relacionamentos interpessoais e de comunicação sobre a sexualidade desempenham um papel importantíssimo para o desenvolvimento do comportamento sexual e afetivo do adolescente e, posteriormente, do adulto. Importantes aqui são sobretudo processos de aprendizado através do modelo dos pais: em famílias em que carinho e afeto são trocados abertamente e em que a sexualidade não é um tabu os adolescentes desenvolvem outras formas de comportamento do que em famílias em que esses temas são evitados e considerados inconvenientes.

Comportamento sexual

Baseados em seus estudos com adolescentes alemães Schmid-Tannwald e Kluge (1998) defendem três teses que resumem o resultado desse trabalho:

O desenvolvimento do comportamento social está cada vez mais acelerado, acompanhando a aceleração secular da maturidade sexual (ver acima "aceleração e retardo no desenvolvimento"). O início da vida sexual está ligado ao início da maturidade sexual (menarca nas moças e primeira ejaculação nos rapazes) mais do que a qualquer outro fator: a maior parte dos adolescentes tendem a ter sua primeira relação sexual nos primeiros anos após atingirem a maturidade sexual. Dessa forma, em um estudo de 1983 44% das moças e 33% dos rapazes com 17 anos afirmavam já ter tido uma relação sexual, enquanto em 1994 92% das moças e 79% dos rapazes com 17 anos diziam já ter tido uma experiência sexual. Apesar da pouca idade, a maioria dos adolescentes tende a trocar carícias e a fazer experiências de toques íntimos sem penetração ("petting") como preparação para o ato sexual. Já nos primeiros anos de atividade sexual ambos os sexos tendem a ver o sexo como algo belo, se bem que essa tendência seja maior entre os rapazes.

O comportamento sexual de ambos os sexos está se aproximando cada vez mais: em 1983 a diferença entre a idade média da menarca e da primeira ejaculação era de 0,7 anos (ou seja, em média as moças tinham a primeira menstruação 9 meses antes dos rapazes); já em 1994 a diferença era de apenas 0,3 anos (3-4 meses). Em 1983 as moças tendiam a ter a primeira relação sexual 0,7 anos mais cedo do que os rapazes, já em 1994 a idade era a mesma: 14,9 anos.

O comportamento sexual é influenciado pela cultura familiar. Mas mesmo em famílias que tendem a conversar menos abertamente sobre sexualidade e relacionamentos e a não preparar os adolescentes para a menarca e a maturidade sexual os adolescentes têm uma vida sexual ativa - mesmo a revelia dos pais.

Um outro ponto importante é a preferência dos adolescentes por relacionamentos estáveis ao invés de liberalidade sexual. Sobretudo para as moças uma vida sexual satisfatória está fortemente relacionada a um relacionamento estável e íntimo.

Sexualidade e contracepção

No estudo de 1983, 30% das moças e 50% dos rapazes diziam ter tido a primeira relação sem proteção, por crerem que não se engravida tão facilmente; já em 1994, 80% das moças e 76% dos rapazes alemães diziam ter utilizado algum tipo de método contraceptivo já no primeiro ano de vida sexual ativa. As principais razão para a pouca proteção é sobretudo pouco ou mesmo falso conhecimento: os adolescentes frequentemente não conhecem suficientemente o ciclo menstrual mas julgam saber quando podem ter sexo sem proteção e sem risco de gravidez. Em comparação às moças os rapazes têm um maior defict de conhecimento. O esclarecimento sobre a sexualidade ainda tende a ser feito por amigos ou livros e não em casa.

Prevenção de sexualidade precoce

A partir dos dados disponíveis, Oerter e Dreher (2002) enfatizam três ponto principais:

O controle e o apoio sociais ao adolescente são importantes para o seu desenvolvimento - também para o sexual. A tendência atual, de a vida sexual ativa dos adolescentes se tornar cada vez mais aceita, de forma que os jovens podem, por exemplo, dormir com a namorada em casa torna a família um importante ponto de referência também com relação à sexualidade;

A sexualiade faz parte do processo de desenvolvimento da própria identidade do adolescente e é assim uma parte importante do seu desenvolvimento humano;

A sexualidade, como outras atividades na vida do adolescente, tem uma função no desenvolvimento da identidade. O desenvolvimento de outros interesses que tenham uma função análoga podem ajudar a evitar um início precoce da vida sexual.

Desenvolvimento da Identidade

O termo "identidade" corresponde à resposta à pergunta "quem sou eu?". A resposta a essa pergunta se desenvolve num longo e complexo processo que começa nas primeiras horas de vida e se estende até a mais alta idade. Nesse longo processo a adolescência representa um momento chave, de grande significado. No processo de desenvolvimento da identidade agem duas forças motrizes: (1) o desejo do indivíduo de conhecer a si mesmo (autoconhecimento) e (2) a busca de dar forma a si, de construir sua personalidade, se aprimorar e se desenvolver (autodesenvolvimento, al.Selbstgestaltung).

Durante muito tempo a adolescência foi vista como uma fase de "tempestades e tormentas" (Sturm umd Drang, por exemplo por Granvillle S. Hall). Com o auxílio da pesquisa mais atual, no entanto, essa visão tem se tornado mais diferenciada. Por exemplo, quando medidas através de questionários, a autoimagem e a autoestima mantém-se relativamente estáveis durante toda a adolescência - se bem que em uma importante minoria, sobretudo entre as moças, há uma tendência de diminuição da autoestima.

Enquanto a autoimagem e a autoestima parecem permanecer constantes, a complexidade da estrutura da identidade aumenta constantemente durante a adolescência. Esse aumento de complexidade se mostra nos seguintes pontos:

A descrição de si se torna cada vez mais contexto-específica: por exemplo, a pessoa se vê como tímida diante de pessoas do outro sexo, mas autoconfiante diante de amigos e colegas;

A autoimagem real (como eu sou) e a autoimagem ideal (como eu gostaria de ser) são vistas cada vez mais como diferentes;

O "eu verdadeiro" é visto cada vez mais como diferente de um "eu falso" ou "fingido": enquanto adolescentes com 12 ou 13 anos não fazem essa diferença, rapazes e moças mais velhos a consideram importante;

Os adolescentes aprendem cada vez mais a verem-se pelos olhos dos outros;

A dimensão do tempo desempenha um papel cada vez mais importante na descrição de si: enquanto crianças se descrevem sempre no presente, os adolescentes começam a levar em conta o passado (como eu era) e o futuro (como eu gostaria de ser) em consideração.

Higgins (1987) descreveu três tipos de "si mesmo" - o si mesmo real, o si mesmo ideal (como a pessoa gostaria de ser) e o si mesmo como deveria ser (que representa a identificação da pessoa com determinadas obrigações e tarefas apresentadas pelo ambiente social). O ambiente social tem, ele mesmo (ou melhor, a pessoas que dele fazem parte), uma imagem de como o indivíduo é e de como ele deveria ser (expectativas). O aumento da complexidade na compreensão de si mesmo expõem o adolescente assim a diferentes tipos de discrepância:

Entre o si mesmo real e o ideal - ou seja, a imagem que o indivíduo faz de si não corresponde com a pessoa que ele gostaria de ser; a pessoa tende se sentir decepcionada e insatisfeita;

Entre o si mesmo real e a imagem que os outros têm do indivíduo - a imagem que a pessoa faz de si não corresponde àquela que outras pessoas - família, amigos - fazem; a pessoa tende a se sentir envergonhada e humilhada;

Entre o si mesmo real e o como deveria ser - a imagem que a pessoa faz de si não corresponde à idéia que ela faz a respeito das obrigações e tarefas que ele deveria cumprir; a pessoa tende a ter sentimentos de culpa e a fazer acusações, condenando-se a si mesma;

Entre o si mesmo real e as expectativas dos outros - a imagem que a pessoa faz de si não corresponde às expectativas e desejos da família, amigos ou outroas pessoas ou grupos importantes para o indivíduo; a pessoa tende a se sentir ameaçada, com medo, esposta a perigos e dor.

A tomada de consciência desses conflitos de interesses expõe o adolescente ao estresse e, dependendo da carga genética e do ambiente em que se desenvolve, ao risco de diversos tipos de problemas sociais e psicológicos - desde transtornos alimentares (anorexiabulimia) até o suicídio, passando por problemas de desempenho escolar, abuso e dependência de substâncias químicas, fobias e depressão. Segundo estudos epidemiológicos europeus entre 15% e 22% da população infanto-juvenil apresenta alguma forma de distúrbio mental nessa faixa etária.

Significado social

Os adolescentes são um alvo cobiçado pelo comércioTelemóveis, música contemporânea, jogos eletrónicos e roupas "da moda" são populares entre adolescentes, desde os últimos anos doséculo XX. Da mesma forma, a propaganda utiliza a imagem do próprio adolescente para vender seus produtos, buscando mostrar a idéia de jovialidade, mudança e independência. Em muitas culturas há cerimônias que celebram a passagem da adolescência ao mundo adulto, geralmente ocorrendo na adolescência. Por exemplo, a tradição judaica considera como adultos (membros da sociedade) os homens aos 13 e as mulheres aos 12 anos de idade, sendo a cerimônia de transição chamada Bat Mitzvah para as garotas e Bar Mitzvah para os rapazes. Os jovens católicosde ambos os sexos recebem o sacramento da Crisma por volta da mesma idade (16 anos). No Japão a passagem para a idade adulta é celebrada pelo Seijin Shiki (ou “cerimônia adulta” em tradução literal), marcando o Genpuku ("de menor de idade" ou "de maior de idade", do japonês). Em África, muitos grupos étnicos indígenas praticam ritos de iniciação, por vezes associada àcircuncisão masculina ou feminina, esta com aspetos que têm sido postos em causa, por alegadamente atentarem contra a saúde física ou mental das jovens, como a excisão do clitoris e a infibulação.

Questões de instância legal

Em muitos países, pessoas maiores de uma certa idade (18 anos, em vários casos, apesar de variar de país a país) são legalmente considerados adultos. Pessoas que têm menos que essa delimitada idade podem ser considerados jovens demais para serem considerados culpados por crime. Isto chama-se defesa da infância. O direito a votar em eleições é dado a pessoas com idade mínima entre 16 e 21 anos, em muitos países.

A venda de certos produtos como cigarrosálcoolfilmes e jogos eletrônicos com conteúdo pornográfico ou violento é proibido a menores de idade. Tais restrições de idade variam de país a país. Na prática, é possível encontrar pessoas que tiveram contato com estes produtos antes da maioridade.

Sexo entre adultos e adolescentes

relação sexual entre adultos e adolescentes é regulada pelas leis de cada país referentes à idade de consentimento. Alguns países permitem o relacionamento a partir de uma idade mínima (12 anos na Arábia Saudita, 13 anos na Espanha, 14 no BrasilPortugalItáliaAlemanha e Áustria, 15 na França e Dinamarca, 16 na Noruega). Para além das restrições legais, a questão é muitas vezes tratada como um problema social, chegando alguns setores da sociedade a pregar a abstinência sexual nesta faixa etária.

Um exemplo de relacionamento com grande diferença de idade foi dramatizado no romance Lolita, de Vladimir Nabokov levado ao cinema pela primeira vez por Stanley Kubrick em 1962.

No Japão, o termo joshi-kousei (女子高生) indica as estudantes femininas de ensino médio e é usado por garotas de 16 a 18 anos. Elas são frequentemente notadas por suas obsessões por roupas, cultura pop e telefones celulares. A prostituição por parte delas, chamada enjo kosai (援助交際), tornou-se uma preocupação social japonesa a partir da década de 1990. O problema da prostituição juvenil e mesmo infantil é aliás preocupação em muitas sociedades.

Pornografia envolvendo pessoas abaixo de certa idade (geralmente 18) é também considerado inaceitável e é proibida na maioria dos países.

Emancipação de menores

emancipação de menores é um mecanismo legal através do qual uma pessoa abaixo da idade da maioridade adquire certos direitos civis, geralmente idênticos àqueles dos adultos. A extensão dos direitos adquiridos, assim como as proibições remanescentes, variam de acordo com a legislação local.

No Brasil, porém, ainda que esteja emancipado, o menor de idade de 18 anos não comete crime e sim ato infracionário. Os efeitos da emancipação alcançam apenas a esfera civil, ou seja, o emancipado abaixo de 18 anos continua penalmente inimputável.


CONTRACEPÇÃO

 

Contracepção ou contraceção ou controle de natalidade ou controle de natalidade é o regime de uma ou mais ações, dispositivos ou medicamentos de modo a prevenir ou reduzir a propensão de uma mulher se tornar grávida ou "dar à luz". Estas ações, também conhecidas como métodos anticoncepcionais, são fundamentais hoje em dia para o planejamento familiar.

O controle de natalidade é um assunto política e eticamente controverso em muitas culturas e religiões, e embora seja menos controverso que o aborto especificamente, ainda enfrenta a oposição de muitas pessoas. Existem vários graus de oposição, incluindo aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que não usam a abstinência sexual; aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que eles consideram "não-naturais", enquanto permitem o controle de natalidade natural; e aqueles que apoiam a maioria das formas de controle de natalidade que previnem a fertilização, mas são contrários a qualquer método de controle de natalidade que previna que um embrião fertilizado se fixe no útero e inicie a gravidez.

Contracepção e superpopulação

A contracepção é atacada por alguns grupos como modo de controle da superpopulação. A população humana já ultrapassou os sete bilhões de pessoas e por conseguinte estes grupos acreditam que há a necessidade de planejamento social para destruir a explosão demográfica, desta forma diminuindo a devastação e esgotamento dos recursos naturais do meio ambiente.Com mais habitantes no mundo todo causariam níveis mais elevados de emissão de CO2, que alterariam a composição da atmosfera, desta forma aumentando o aquecimento global.

Um destes grupos afirma que é muito mais fácil, rápido e barato distribuir preservativos para as pessoas do que tentar controlar a emissão de CO2 através das estratégias atuais, cujo custo é muito mais elevado.

Contracepção e aborto

Geralmente acredita-se que a contracepção se diferencia do aborto por não possibilitar o início da gravidez, ou seja, o surgimento de um novo ser com vida. Não há consenso sobre qual seria o momento a partir do qual a vida humana deveria começar a ser protegida, o que leva a um complexo debate ético e religioso, já que a inviabilização da fecundação, de acordo algumas ideias, como no catolicismo, pode ser definida como ato condenável, assim como o aborto. A origem deste debate, é o fato de diferentes grupos utilizarem seus próprios argumentos para definir o momento em que a vida deve começar a ser protegida, ou quando "se inicia":

Fecundação - é o momento em que o espermatozoide e o óvulo se unem, completando a carga genética necessária ao desenvolvimento do embrião;

Nidação - é o momento em que o zigoto (óvulo fecundado) se fixa ao endométrio (parede do útero) e é o momento geralmente tomado como referência em Medicina para distinguir o limite entre contracepção e aborto;

Duas semanas - é o momento do início da formação do sistema nervoso, sendo utilizado como referência ao início da vida por uma analogia oposta à definição de morte, que seria a perda irreversível do funcionamento do cérebro;

Seis semanas - é o momento em que surgem as primeiras células do sistema circulatório, que definiriam na Bíblia o início da vida (Levítico 17:11 "Porque a vida da carne está no sangue");

Vinte e seis semanas - é o período em que se inicia a atividade cerebral no feto, critério análogo ao da morte cerebral.

A discórdia entre estes grupos faz com que medicamentos que são considerados pelos governos dos países como contraceptivos (como os contraceptivos de emergência, a "pílula do dia seguinte") sejam considerados por uma parcela da população como medicamentos abortivos.

Em um levantamento realizado pelo governo federal do Brasil, no qual foram ouvidas 2,1 mil pessoas em 131 municípios de 25 estados de todas as regiões do país, 91% dos entrevistados consideraram positivo oferecer métodos anticoncepcionais nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas 3% dos entrevistados acharam isso negativo.

História

Provavelmente os métodos mais antigos de contracepção (com exceção da abstinência sexual) são o coito interrompido, alguns métodos de barreira, alavagem vaginal e métodos com o uso de ervas.

O coito interrompido (a retirada do pênis da vagina antes da ejaculação) provavelmente antecedeu todos os outros métodos de controle de natalidade. Uma vez que se tenha relacionado a liberação do sêmen no interior vagina com a posterior gravidez, alguns homens começaram a usar esta técnica. Este não é um método particularmente confiável de evitar a gravidez, já que poucos homens têm o auto-controle para praticar corretamente este método em cada uma das relações sexuais. Embora geralmente acredita-se que o fluido pré-ejaculatório pode causar a gravidez, diversas pesquisas mostraram que este líquido não contém espermatozoides viáveis na primeira ejaculação, entretanto pode ser um meio de transporte para os espermatozoides da ejaculação anterior.

Existem registros históricos de que as mulheres egípcias usavam um pessário (um supositório vaginal) feito de várias substâncias ácidas (vindas supostamente do estrume do crocodilo) e lubrificado com mel ou óleo, o que pode ter sido um tanto eficaz como espermicida. Entretanto, é importante frisar que os espermatozoides como células germinativas não foram descobertos até que Anton van Leeuwenhoek inventasse o microscópio no século XVII, logo os métodos de barreira empregados antes dessa época eram usados sem o conhecimento dos detalhes da concepção. As mulheres asiáticas podem ter usado o papel banhado a óleo como um capuz cervical, e aseuropeias a cera das abelhas para esta finalidade. O preservativo, que surgiu por volta do século XVII, era feito inicialmente de uma tira do intestino de um animal. Ele não era popular, nem tão eficaz quanto os preservativos modernos de látex, mas foi empregado como meio de contracepção e na esperança de evitar a sífilis, que era extremamente temida e devastadora antes da descoberta dos medicamentos antibióticos.

Várias drogas indutoras de aborto foram utilizadas durante toda a história humana, embora muitos não associassem o aborto induzido com o termo "controle de natalidade". Uma planta abortiva que se relatava ter níveis baixos de efeitos colaterais - Silphium - foi colhida até sua extinção em torno do século I. Muitas mulheres ingeriam determinados venenos para causar distúrbios nosistema reprodutivo; bebendo soluções que contêm o mercúrio, o arsênico ou outras substâncias tóxicas para esta finalidade. O ginecologista grego Soranus no século II sugeria que as mulheres bebessem a água da qual os ferreiros tinham usado para resfriar o metal. As ervas atanásia (Tanacetum vulgare) e o Poejo são bem conhecidas pelo folclore como agentes abortíferos, mas estas ervas na verdade funcionam pois envenenam a mulher. Os níveis de compostos químicos nestas ervas que induzem o aborto são bastante altos, danificando o fígadorins e outros órgãos, tornando-as muito perigosas. No entanto, naqueles tempos o risco de morte materna por complicações no pós-parto era alto, o que tornava o risco de efeitos colaterais dos métodos anticoncepcionais e abortivos existentes comparativamente menos significativos.

O fato de que vários métodos eficazes do controle de natalidade eram conhecidos no mundo antigo contrastava fortemente com uma ignorância aparente destes métodos por diversos segmentos da adiantada população da Europa cristã moderna. Esta ignorância continuou em alto grau no século XX, e foi acompanhada por taxas de nascimento extremamente elevadas em países europeus durante os séculos XVIII e XIX. Alguns historiadores atribuíram isto a uma série das medidas coercivas decretadas pelos estados modernos emergentes, em um esforço de repovoar a Europa após a catástrofe populacional causada pela peste negra, começando em 1348. De acordo com este ponto de vista, a caça às bruxas eram a primeira medida que o estado moderno adotou em uma tentativa de eliminar o conhecimento sobre o controle de natalidade da população, e manter estas informações nas mãos de especialistas médicos masculinos (ginecologistas) empregados pelo estado. Antes da caça às bruxas, não se ouvia falar em ginecologistas masculinos, porque o controle de nascimento era naturalmente um domínio feminino.

Alguns apresentadores em conferências de planejamento familiar narram um conto sobre comerciantes árabes que introduziram pequenas pedras nos úteros de seus camelos a fim impedir a gravidez, um conceito muito similar ao DIU moderno. Embora a história seja repetida como uma verdade, não se tem nenhuma base histórica e só tem como finalidade o entretenimento da plateia. Os primeiros dispositivos interuterinos (contidos na vagina e no útero) foram introduzidos no mercado inicialmente em torno de 1900. O primeiro dispositivo intra-uterino moderno (contido inteiramente no útero) foi descrito em uma publicação alemã em 1909, embora o autor parece nunca ter disponibilizado no mercado seu produto.

O método rítmico, mais conhecido como o método da tabelinha, (com uma taxa de falha particularmente elevada de 10% por o ano) foi desenvolvido no início do século XX, quando os pesquisadores descobriram que a ovulação de uma mulher ocorre somente uma vez no ciclo menstrual. Somente após a metade do século XX, quando os cientistas compreenderam melhor o funcionamento do ciclo menstrual e dos hormônios que o controlavam, foram desenvolvidos os contraceptivos orais e os métodos modernos de monitorização da fertilidade.

Métodos

Atualmente existe uma ampla disponibilidade de métodos anticoncepcionais (contraceptivos), tanto para homens quanto para mulheres, que previnem uma gravidez. Variam desde métodos mais simples, como os comportamentais, até métodos mais complexos que envolvem cirurgias. A escolha do método anticoncepcional deve ser sempre personalizada. Deve-se levar em conta fatores pessoais como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam se agravar com a utilização de determinado método. Como todos os métodos têm suas limitações, é importante que o usuário tenha conhecimento de quais são elas, para que eventualmente possa optar por um dos métodos. As maiores limitações dos métodos mais seguros (que possuem pequenas taxas de falha) são a manutenção da possibilidade de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Nestes casos, a fim de se manter uma relação sexual segura, eles devem ser usados em conjunto com um método de barreira (leia abaixo os tipos diferentes de métodos) como o preservativo, por exemplo.

Métodos físicos

Métodos de contracepção de barreira

Os métodos de barreira impõem um obstáculo físico para dificultar ou impedir o movimento dos espermatozoides em direção ao trato reprodutivo feminino.

O método de barreira mais popular é o preservativo masculino, uma cobertura de látex ou poliuretano colocada sobre o pênis. O preservativo também está disponível na versão feminina, que é feita de poliuretano. O preservativo feminino tem um anel flexível em cada extremidade — um permanece atrás do osso púbico, mantendo o preservativo em seu lugar, enquanto o outro permanece fora da vagina.

Barreiras cervicais são dispositivos que são inseridos por completo no interior da vagina. O capuz cervical é a menor barreira cervical. Ele se mantém no lugar por sucção ao cérvix (colo do útero) ou às paredes vaginais. O escudo de Lea é uma barreira cervical mais larga, também mantida na posição por meio de sucção.

diafragma é um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina, que a mulher deve colocar na vagina, para cobrir o colo do útero. Deve ser usado preferencialmente em conjunto com um espermicida. Como há vários tamanhos de diafragma, a mulher deve consultar seu ginecologista para verificar qual tamanho se ajusta melhor à medida do seu colo do útero.

esponja contraceptiva é uma pequena esponja embebida em espermicida, que possui uma depressão para segurá-la no lugar sobre o colo uterino. O espermicida contido nela é normalmente ativado mediante o contato com água corrente. Deve ser inserida pouco antes da relação sexual.

Métodos hormonais

Existe uma ampla variedade de métodos de contracepção hormonal que interferem no ciclo ovariano às custas da administração de hormônios (geralmente sintéticos) que impedem a ovulação.

Geralmente são utilizadas combinações de estrógeno sintético e progestinas (formas sintéticas da progesterona) nos contraceptivos hormonais. Estes incluem a pílula anticoncepcional ("A Pílula"), o Adesivo, e o anel vaginal contraceptivo ("NuvaRing"). A Cyclofemina (Lunelle) é uma injeção mensal.

Outros métodos contêm somente uma progestina (um progestágeno sintético). Estes incluem a pílula exclusivamente de progesterona (a PEP ou 'mini pílula'), Depo Provera (acetato de medroxiprogesterona) administrado através de injeção intramuscular a cada três meses, e Noristerat (acetato de noretisterona), que também é administrado através de injeção intramuscular, porém a cada 8 semanas. Existe também estradiol e algestona aplicado sempre no 8o dia do início da menstruação e se chama PERLUTAN, com mais de 20 anos no mercado é o contraceptivo injetável mais prescrito e vendido na América Latina. A pílula exclusivamente de progesterona deve ser tomada em horários mais precisos do dia do que as pílulas combinadas. Um contraceptivo de implante chamado Norplant foi removido do mercado em 2002, embora um novo implante chamado Implanon foi aprovado para a comercialização em 17 de Julhode 2006. Os diversos métodos que incluem exclusivamente a progestina podem causar menstruações com sangramento irregular por vários meses.

Outro método de libertar hormônios é a anticoncepcional subcutâneo, apesar de não estar tanto disseminado o seu uso como os anteriores.

Ormeloxifeno (Centchroman)

Ormeloxifeno (Centchroman) é um modulador seletivo do receptor de estrógeno (MSRE). Ele faz com que a ovulação ocorra de forma não sincronizada com o espessamento do endométrio, prevenindo assim a implantação de um zigoto. Tem sido amplamente disponível como método contraceptivo na Índia desde o início dos anos 90, comercializado sob a marca de Saheli®. O ormeloxifeno está disponível legalmente somente na Índia.

Métodos intra-uterinos

Os Intra-uterinos são dispositivos que são colocados dentro do útero. Geralmente têm a forma de "T" — os braços do T seguram o dispositivo em seu lugar no interior do útero. Nos Estados Unidos, todos os dispositivos colocados dentro do útero para prevenir a gravidez são referidos como DIUs. No Reino Unido é feita uma distinção entre DIUs e SIUs. Isso provavelmente se deve ao fato de que existem sete tipos diferentes de DIUs disponíveis no Reino Unido, em comparação aos dois vendidos nos Estados Unidos.

Dispositivos intra-uterinos ("DIUs") contêm cobre (que tem efeito espermicida).

Sistemas intra-uterinos ("IUS") liberam progesterona ou uma progestina.

Contracepção de emergência

Algumas das pílulas anticoncepcionais combinadas e pílulas exclusivamente de progestágenos (PEPs) podem ser tomadas em altas doses para prevenir a gravidez após a falha de um método contraceptivo (como o rompimento da camisinha, por exemplo) ou após uma relação sexual desprotegida. Esta técnica é conhecida também como método de Yuzpe. A contracepção de emergência hormonal é também conhecida como a "pílula do dia seguinte", embora seu uso pode ser feito até três dias após a relação sexual.

No entanto, quanto maior o intervalo de tempo entre a relação sexual e a administração da pílula, menores as chances de ela prevenir a gestação.

Os dispositivos intra-uterinos de cobre também podem ser usados como contracepção de emergência. Para este uso, eles devem ser inseridos dentro de cinco dias após a falha do método de contracepção ou relação sexual desprotegida.

Aborto induzido

aborto pode ser feito através de procedimentos cirúrgicos, normalmente aborto via sucção ou aspiração (no primeiro trimestre) ou dilatação e evacuação no segundo trimestre. O aborto médicoutiliza drogas para encerrar uma gravidez e é aprovado para aquelas de menos de oito semanas de gestação.

Acredita-se que algumas ervas podem causar aborto. Algumas pesquisas provaram a eficácia de algumas dessas substâncias, mas o uso de ervas para induzir o aborto não é recomendado, devido ao risco de sérios efeitos colaterais.

Embora seja empregado no controle da natalidade, o aborto não é considerado um método contraceptivo, pois consiste na interrupção da gestação após a nidação, implicando na prévia ocorrência da concepção. O uso do aborto induzido como controle de natalidade é um assunto controverso, sujeito a debates éticos.

Esterilização

esterilização cirúrgica está disponível na forma de ligadura de trompas (laqueadura) para mulheres e vasectomia para homens, servindo para interromper definitivamente a capacidade reprodutiva. A reversão através de outra cirurgia é possível, mas não é garantida.

Um procedimento de esterilização não-cirúrgico, o Essure, também está disponível para mulheres.

Ligadura de trompas

A laqueadura ou ligadura de trompas é o método de esterilização feminina caracterizado pelo corte e/ou ligamento cirúrgico das trompas de Falópio (tubas uterinas), que fazem o caminho dos ovários até o útero. Assim, os óvulos não conseguem passar para dentro do útero, não se encontrando com os espermatozoides, e, consequentemente, não há a fecundação. É um procedimento seguro que pode ser feito de várias maneiras, sendo necessário internação e anestesia geral ou regional.

O procedimento pode ser reversível através de uma cirurgia mais complexa que a anterior. É considerada um método anticoncepcional indicado somente para mulheres que já estão plenamente decididas a não ter mais filhos.

Vasectomia

A vasectomia consiste em uma pequena cirurgia na altura das virilhas onde é feita a ligadura dos canais deferentes, os ductos que levam os espermatozoides produzidos nos testículos até o pênis. Após a cirurgia devem ser realizados exames para confirmar a ausência de espermatozoides no esperma, que ainda é produzido e ejaculado. A vasectomia não interfere na potência sexual e na produção dos hormônios sexuais nos testículos.

O procedimento pode ser reversível dependendo do sucesso na cirurgia, contudo os especialistas indicam que o homem só deve fazer vasectomia se já estiver plenamente decidido a não ter mais filhos.

Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelou que os homens submetidos à vasectomia revelaram estar satisfeitos com o método simples, rápido e gratuito de esterilização. Comparada aos métodos femininos de contracepção, a cirurgia ainda é pouco realizada no Brasil.

RISUG

O Risug é um método contraceptivo interno masculino, que já é utilizado há cerca de 25 anos na Índia, porém ainda se encontra em fase de testes devido a um número insuficiente de voluntários. Existe nos Estados Unidos sob o nome de Vasagel. É um método reversível, que consiste na aplicação de um polímero nos vasos deferentes tornando o esperma infértil. É um método barato - a dose em si é mais barata que a própria seringa para a aplicação-, rápido, eficiente e seguro.

Dos 250 voluntários, somente em um caso o procedimento foi ineficiente - supõe-se que o medicamento não foi corretamente administrado nesse caso -, apresentando uma eficácia de quase 100%.

Métodos comportamentais

São os métodos contraceptivos em que se utilizam mudanças comportamentais conscientes para eliminar ou minimizar o risco de promover uma gravidez indesejada. Estes métodos se caracterizam por não utilizarem dispositivos ou medicamentos.

Métodos de monitorização da fertilidade

Variação da temperatura corporal basal durante o ciclo menstrual feminino. A mulher que anotar estes dados pode saber o momento exato de sua ovulação. Note o aumento da temperatura durante a ovulação, no dia 14.

Os métodos de monitorização da fertilidade envolvem a observação e registro dos principais sinais de fertilidade que o corpo da mulher fornece, para determinar as fases férteis e inférteis de seu ciclo menstrual. O sexo não-protegido é restrito somente ao período menos fértil. Durante o período mais fértil, os métodos de barreira podem ser utilizados ou a mulher pode manter abstenção do ato de fazer sexo. Os diferentes métodos registram um ou mais dos três principais sinais de fertilidade: mudanças na temperatura corporal basal, no muco cervical (secreção vaginal) e na posição cervical, embora a posição cervical seja usada mais frequentemente como uma referência cruzada com outro ou os dois outros sinais corporais de fertilidade. Se uma mulher acompanha tanto a temperatura basal corporal quanto outro sinal principal, o método é chamado de sintotérmico. Outras dicas do corpo como o mittelschmerz são consideradas indicadores secundários. A mulher pode registrar estes eventos de seu corpo em um papel ou com um software.

O termo planejamento familiar natural é usado às vezes para se referir a qualquer uso dos métodos de monitorização da fertilidade. Entretanto, o termo especificamente se refere a práticas que são permitidas pela Igreja Católica Romana - o método lactacional (infertilidade durante a amamentação) e abstinência sexual periódica durante os períodos férteis. Os métodos de monitorização da fertilidade podem ser usado por usuários do planejamento familiar natural para identificar estes períodos férteis.

Métodos estatísticos

Os métodos estatísticos como o Método Rítmico (mais conhecido como "tabelinha", ou método do calendário) são diferentes dos métodos de monitorização da fertilidade, de modo que eles não envolvem a observação e registro dos sinais (dicas) que o corpo dá sobre sua fertilidade. Ao contrário, os métodos estatísticos estimam a propensão da fertilidade baseados na duração dos ciclos menstruais passados. Os métodos estatísticos são muito menos precisos que os métodos de monitorização da fertilidade, sendo considerados, por muitos estudiosos, métodos obsoletos há pelo menos vinte anos.

Coito interrompido

Coito interrompido (literalmente "sexo interrompido"), também conhecido como o método da retirada, é a prática de terminar a relação sexual antes da ejaculação. O principal risco do coito interrompido é aquele de que o homem não consiga administrar bem o tempo de sua ejaculação. Embora haja uma preocupação crescente sobre o risco de gravidez pelos espermatozoides contidos no fluido pré-ejaculatório (o líquido expelido pelo pênis no período de excitação que antecede o orgasmo), diversos estudos até o momento não obtiveram êxito em encontrar algum espermatozoide viável no fluido.

Evitando relação vaginal

O risco de gravidez do sexo sem penetração vaginal, como o sexo anal ou sexo oral, é baixo. Há uma remota possibilidade de que o sêmen escorra para a vulva durante o sexo sem penetração ou durante o sexo anal, ou que venha a entrar em contato com a vagina pouco depois através de um meio ou objeto que o transporte, como a mão. De qualquer forma, este método requer disciplina para prevenir que sua progressão para uma relação sexual com penetração aconteça.

Abstinência

abstinência sexual é a prática de abster-se de todas atividades sexuais. Assim como a decisão de não ter relações vaginais, a intenção de se manter abstinente pode não prevenir a gravidez, devido ao nível de disciplina exigido. Além disso, uma atividade sexual sem consentimento como o estupro pode não ser evitada, resultando em gravidez. Com exceção destas situações, este método é o único método contraceptivo totalmente eficaz e seguro que evita a gravidez e as DST, se for mantido total disciplina, pois elimina totalmente o contato entre as genitálias, assim como o contato do sêmen com a genitália feminina.

Lactacional

método de amenorreia lactacional é composto por diversas orientações que auxiliam a determinação da duração do período de infertilidade durante a amamentação de uma mulher. É importante lembrar que este período de infertilidade varia de mulher para mulher e que durante a amamentação a mulher deve utilizar meios contraceptivos para evitar uma nova gravidez e a eventual suspensão da produção do leite materno.

Métodos em desenvolvimento

Contraceptivos masculinos experimentais

Muitas pesquisas vêm sendo feitas em diversas substâncias que têm potencial para ser contraceptivos orais masculinos, implantes ou injeções que possam ser usados como contraceptivos hormonais masculinos.

Disponibilidade

No Brasil, a rede pública de saúde disponibiliza os seguintes dispositivos/métodos contraceptivos gratuitamente: preservativo masculinodiafragma,DIU (Dispositivo intra-uterino), preservativo femininopílulas anticoncepcionais combinadasminipílulas, anticoncepcional hormonal injetável, pílula anticoncepcional de emergência ("do dia seguinte"), laqueadura e vasectomia.

Em pesquisa realizada no Brasil, apenas 25% dos entrevistados relataram que tiveram acesso a algum método contraceptivo por meio dos postos do SUS ou do Programa Saúde da Família. Somente 9% disseram ter utilizado os serviços públicos para esterilização e apenas 2% para receber a "pílula do dia seguinte".

Técnicas controversas, não recomendadas e conceitos errados

A ideia de que se fazer uma lavagem vaginal imediatamente após a atividade sexual pode ser um método contraceptivo é controversa, não sendo recomendada pelas autoridades de saúde para este fim. Pode parecer uma ideia lógica tentar lavar a ejaculação para fora da vagina, mas isso pode não funcionar. Devido à natureza dos fluidos e à estrutura reprodutora feminina, a lavagem pode impulsionar sêmen para o interior do útero. Pode haver uma ação espermicida no caso da lavagem ser feita com uma solução ácida ou com a água clorada normalmente distribuída nos encanamentos de todas as cidades e por conseguinte disponível nos chuveiros porém não existe comprovação científica de que este é um método com eficiência confiável. Além disso, aumenta a possibilidades de que ocorra infeções vaginas, risco esse que é aumentado com uso de surfactante como sabão e detergentes, outro ponto é uso de um fômite por várias mulheres usarem a mesma mangueirinha de chuveiro para fazer essa lavagem vaginal facilita o surgimento de doenças como a vaginose bacteriana e aumenta o risco de se adquirirdoenças sexualmente transmissíveis.

A introdução na vagina de uma garrafa de Coca-Cola após agitação logo após a ejaculação não é um método de controle de natalidade confiável, podendo também promover a candidíase.

É um mito que uma mulher não pode ficar grávida na primeira vez que ela realiza o ato sexual.

Apesar das mulheres terem um período menos fértil nos primeiros dias da menstruação, é um mito que uma mulher não possa ficar grávida se fizer sexo durante este período. (vertabelinha)

Praticar sexo em uma banheira com água quente não impede a gravidez, mas pode contribuir com as infecções vaginais.

Embora algumas posições sexuais possam facilitar a gravidez, nenhuma posição sexual impede a gravidez. Praticar sexo de pé ou com a mulher em cima do homem não impede a entrada do esperma no útero. A força de ejeção da ejaculação, as contrações do útero causadas pelas prostaglandinas no sêmen, assim como a habilidade dos espermatozoides de nadar, são fatores que superam a força gravitacional.

Espirrar ou urinar após o ato sexual também é uma prática completamente ineficaz para a contracepção.

Pasta de dentes não pode ser usada como um contraceptivo eficaz.

Cilit Bang não é recomendado pelo médicos como método contraceptivo, podendo causar outras complicações como infecções vaginais.

Efetividade

A efetividade dos métodos de contracepção é medida pela quantidade de mulheres que se tornam grávidas usando um determinado método contraceptivo em um ano. Logo, se 100 mulheres usarem um método que tem uma taxa de 12% de falha, então, em algum momento durante aquele ano, 12 destas mulheres deverão engravidar, segundo as estatísticas.

Os métodos mais efetivos são geralmente aqueles que não dependem de uma ação regular realizada pela (o) usuária (o). A esterilização cirúrgicaDepo-Provera, implantes, e dispositivos intra-uterinos (DIUs) têm todos taxas de falha menores do que 1% ao ano para um uso perfeito. O Depo-Provera tem uma taxa de falha no uso típico de 3%, ao passo que a esterilização, implantes e DIUs têm uma taxa de falha no uso típico menor do que 1%.

Outros métodos podem ser considerados altamente eficientes se forem usados consistentemente e corretamente, mas podem apresentar taxas de falha no uso típico que são consideravelmente altas devido ao uso incorreto ou ineficiente pelo usuário. Os contraceptivos hormonais, métodos de monitorização da fertilidade e o método de amenorreia lactacional, se usados corretamente, têm taxas de falha de menos de 1% ao ano. A taxa de falha do uso típico dos contraceptivos hormonais podem ser até 8% ao ano. Os métodos de monitorização da fertilidade como um todo possuem taxas de falha de uso típico de até 25% ao ano; entretanto, como citado acima, o uso perfeito destes métodos reduz a taxa de falha para menos que 1%.

Os preservativos (camisinhas) e barreiras cervicais como o diafragma possuem taxas de falha do uso típico semelhantes (15,0% e 16%, respectivamente), mas para o uso perfeito o preservativo é mais eficiente (2% de falha contra 6%), além de possuir a característica adicional de prevenir a contaminação de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS. O método do coito interrompido (retirar o pênis da vagina logo antes da ejaculação), se usado consistentemente e corretamente, possui uma taxa de falha de 4%. Devido a dificuldade de se usar o método do coito interrompido consistentemente e corretamente, ele possui uma taxa de falha de uso típico de 27% e não é recomendado por alguns médicos, embora outros acreditam que este método precisa de mais defensores.

Nem todos os métodos de contracepção oferecem proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis. Só a abstinência de todas as formas de comportamento sexual humano pode proteger contra a transmissão sexual destas infecções. O preservativo masculino de látex (camisinha) oferece alguma proteção contra algumas das doenças se for usado corretamente e consistentemente, assim como o preservativo feminino, embora o feminino só tenha sido aprovado para o sexo vaginal. O preservativo feminino pode oferecer maior proteção contra infecções sexualmente transmissíveis que passam através do contato pele-com-pele, já que o anel externo do preservativo cobre mais a porção de pele exposta que o preservativo masculino, e isso pode ser usando durante o sexo anal para proteger contra infecções sexualmente transmissíveis. Entretanto, o preservativo feminino pode ser difícil de ser usado. Frequentemente a mulher pode não inseri-lo adequadamente, mesmo que ela acredite que o está usando corretamente.

Os outros métodos de contracepção não oferecem uma proteção significante contra a transmissão sexual de doenças.

Entretanto, as chamadas infecções sexualmente transmissíveis também podem ser transmitidas não-sexualmente, e por conseguinte, a abstinência de comportamentos sexuais não garante 100% de proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. Por exemplo, o vírus HIV da AIDS pode ser transmitido através de agulhas contaminadas que podem ser usadas para se fazertatuagempiercing ou injeções médicas. Muitos profissionais da saúde adquirem o HIV no seu dia-a-dia profissional através de feridas acidentais com agulhas contaminadas.

Aspectos religiosos e culturais

Visões religiosas sobre o controle de natalidade

As religiões variam amplamente nos seus pontos de vista sobre a ética do controle de natalidade. No cristianismo, a Igreja Católica Romana, com base na Encíclica Humanae vitae de Paulo VI, aceita somente o planejamento familiar natural, ao passo que os Protestantes mantêm um amplo espectro de ponto de vista desde a não-permissão até a permissão muito branda. As visões no Judaísmo variam desde o judaismo mais ortodoxo ao mais brando reformista. No Islã, os contraceptivos são permitidos se eles não ameaçarem a saúde ou levarem à esterilidade, embora o seu uso seja às vezes desmotivado. Os hindus podem usar contraceptivos artificiais e naturais.

Em maio de 2007, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal dom Geraldo Majella, criticou o programa de educação sexual do governo brasileiro, dizendo que é contra o programa, pois, como no caso do preservativo, este estimularia a precocidade da criança e do adolescente. Afirmou também que isto induz à promiscuidade.

Neste mesmo período, o Papa Bento XVI declarou na 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (CELAM), em Aparecida(SP), que as leis civis que favorecem e permitem o uso de anticoncepcionais e o aborto, presentes em alguns países da América Latina, são uma ameaça "ao futuro dos países da região".

O Jornalista católico Michael Voris produziu um documentário, "The Contraception Deception" (A Fraude da Contracepção), denunciando o silêncio e a traição de clérigos e leigos na Igreja Católica quanto ao tema da contracepção, o que teria levado os fiéis católicos a adotar métodos contraceptivos, contrariando o ensinamento milenar da Igreja.

Educação sobre o planejamento familiar

É um direito assegurado pela Constituição Federal Brasileira e pela Lei Nº 9.263, que regulamenta o planejamento familiar, o acesso das pessoas a informações, métodos e técnicas para a concepção e para a anticoncepção, cientificamente aceitos e que não coloquem em risco suas vidas e saúde.

Muitos adolescentes, mais comumente nos países desenvolvidos, recebem algum tipo de educação sexual na escola. Há uma grande contestação sobre qual informação deve ser fornecida nestes programas, especialmente nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os possíveis assuntos incluem anatomia reprodutiva, comportamento sexual humano, informações sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), aspectos sociais da interação sexual, habilidades de negociação para ajudar os adolescentes a tomar a decisão de seguirem abstinentes ou partirem para o uso de um contraceptivo e informação sobre os métodos contraceptivos existentes.

Em uma pesquisa realizada pelo governo brasileiro em todo território nacional, 74% dos entrevistados disseram que aprovam a distribuição de preservativos entre adolescentes com mais de 13 anos, que participam do programa de educação sexual nas escolas, enquanto 16% desaprovam a ação.

Existe um tipo de programa de educação sexual, a educação baseada somente na abstinência, que divulga a abstinência sexual até a data do casamento, e não fornece informações sobre controle de natalidade ou acaba enfatizando muito fortemente informações negativas como as taxas de falha do uso dos contraceptivos. Pelo fato da abstinência oferecer uma melhor proteção contra a gravidez e doenças do que a atividade sexual mesmo com os melhores métodos contraceptivos, os entusiastas do programa baseado somente na abstinência acreditam que ele irá resultar em taxas menores de gravidezes na adolescência e de infecções por DST. Entretanto, alguns estudos mostraram que os programas de educação sexual baseados somente na abstinência na verdade aumentam as taxas de gravidezes e DSTs na população adolescente. 


 

MASTURBAÇÃO

 

Masturbação é o acto da estimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objectos, com o objectivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo, sendo uma prática sexual não-penetrativa. Podendo ser autoaplicada, quando o que promove a estimulação é o mesmo que a recebe ou pode ser aplicada a uma pessoa diferente, quando o que promove a estimulação o promove em outro.

O termo foi usado pela primeira vez pelo médico inglês e fundador da psicologia sexual, Dr. Havelock Ellis, em 1898. Foi formado pela junção de duas palavras latinas manus, que significa "mãos", e turbari, que significa "esfregar", com o significado de "esfregar com as mãos".

A masturbação é observada em muitas espécies de mamíferos, especialmente nos grandes primatas. Na espécie humana, a masturbação é comum em ambos os sexos e em uma larga faixa etária, iniciando-se no início da puberdade, ou, segundo alguns, ainda durante a infância - mas sem a carga erótica nesta fase. O acto da masturbação é socialmente condenável em algumas culturas, embora não seja uma doença e nem cause doenças.

Antes do cristianismo, era vista como uma ação natural; a partir desse, foi proibida, com toda a sexualidade sendo reprimida. A partir do século XX, voltou a ser considerada natural.

Pré-Cristianismo

Registros de que o Homo sapiens se masturbava são datados da era paleolítica há 10000 a.C., com inscrições feitas por homens primitivos mostrando figuras de masturbação solitária, coletiva ou como parte de rituais.

Na Grécia Antiga, de moralidade sexual muito livre, comparada à Ocidental actual, a masturbação era um acto sexual usual e aceito como natural.

No Antigo Egito a masturbação era uma prática coletiva feita em santuários de adoração as divindades como o Atum e as mulheres quando morriam eram mumificadas com os objetos fálicos utilizados por elas, uma espécie de dildo de argila.

Os Maias também possuíam rituais de masturbação e desenhavam esses rituais em pedras que são encontradas hoje em ruínas.

Os Indianos tinham a crença de que a masturbação acarretava perda de energia vital e evitavam a prática para se sentirem mais fortes. O esperma era considerado o elixir da vida e deveria ser conservado dentro do corpo o maior tempo possível. Veio daí a crença de que a masturbação deixa as pessoas fracas e poderia levá-las até a morte. Nesse contexto se desenvolveu o sexo tântrico e a masturbação tântrica.

No Império Romano, era comum o homem se masturbar horas antes da relação sexual para retardar a ejaculação no coito com a parceira. Esta prática é indicada até hoje para o tratamento de ejaculação precoce.

Pós-Cristianismo

Com a chegada da cultura judaico-cristã no Ocidente, iniciou-se um processo de repressão, por motivos morais e religiosos. Nomeadamente, o desperdício voluntário de esperma (ou sêmen) era pecado grave, punido, algumas vezes, até com pena de morte. Este fenómeno teve dois grandes responsáveis: a Igreja Católica e a Medicina.

A Igreja Católica, através do teólogo São Tomas de Aquino, classificou-a como um pecado contra natureza, mesmo pior do que incesto. Ele se baseava na interpretação da narrativa (critica-se, errónea) do Antigo Testamento sobre Onã. A descoberta do espermatozóide, em 1677, motivou a Medicina a se associar à Igreja Católica para qualificar a masturbação como uma doença abominável e um mal moral, uma vez que o espermatozóide veio a ser considerado como um bebé em miniatura.

A repressão da masturbação foi, consequentemente, a regra nos Séculos XVII a XIX. Era vista como uma doença que provocava distúrbios do estômago e da digestão, perda do apetite ou fome voraz, vómitos, náuseas, debilitação dos órgãos respiratórios, tosse, rouquidão, paralisias, enfraquecimento do órgão de procriação a ponto de causar impotência, falta de desejo sexual e ejaculações nocturnas e diurnas. Em 1758Samuel Auguste Tissot publica o "Ensaio sobre as doenças decorrentes do Onanismo", em que diz que esta doença ataca os jovens e libidinosos e, embora comam bem, emagrecem e consomem seu vigor juvenil.

Criaram-se mitos anticientíficos fortemente negativos acerca da prática da masturbação, visando a desencorajar o acto nos jovens ainda em desenvolvimento psicossexual, o que levou a muitos casos de complexos de culpa, medos e recalcamentos. Vários mitos populares que visam desencorajar a prática da masturbação remontam aos séculos XVIII e XIX, quando a sociedade europeia promoveu a censura da sexualidade.

Modernidade

No entanto, no início do século XX, surgiram novos estudiosos como Sigmund FreudKraft-Hebing e Havelock Ellis, com novas linhas de pensamento que levaram a uma visão diferente da masturbação.

O peso histórico da carga negativa e pecaminosa dessa atividade ainda existe em algumas pessoas, inibindo-as da vivência plena da sua sexualidade ou mesmo atrofiando o seu natural desenvolvimento psicossexual. Atualmente, o novo Catecismo da Igreja Católica classifica-a de "desordem moral" a ser vencida pelo crente. O ato ainda é condenado pelas religiões evangélicas.

No final do século XX foi criado um consenso por profissionais de saúde de que a masturbação é sadia, e com o advento da especialização acadêmica da sexualidade o ato é defendido por especialistas como parte do desenvolvimento sexual de uma pessoa normal. O mercado de vibradores e estimulantes ao ato vem crescendo no mundo todo com lojas na Internet.

Recentemente, estudos mostraram que a masturbação pode prevenir o câncer de próstata e aliviar os sintomas de depressão. A masturbação frequente, particularmente aos 20 anos, ajudaria os homens nesse sentido, de acordo com um estudo publicado na revista "New Scientist" (www.newscientist.com).

Segundo cientistas australianos, quanto mais os homens se masturbam entre os 20 e os 50 anos, menos chances há de um tumor prostático se desenvolver. Eles suspeitam que a ejaculação frequente preveniria a formação de carcinógenos na glândula, pois o sêmen é rico em substâncias como potássio, zinco, frutose e ácido cítrico.

O pesquisador Graham Giles, do Conselho de Câncer Victoria, em Melbourne, analisou 1.079 pacientes com câncer e 1.259 homens saudáveis. Giles descobriu que as pessoas que ejaculavam mais de cinco vezes por semana aos 20 anos tinham três vezes menos chance de apresentar uma versão agressiva da doença.

Técnicas

Masculina

Existem variações sobre a masturbação, que dependem de vários fatores, e cada técnica é individual. A maioria dos homens se masturbam ao segurar o pênis com a mão e a movimentando de cima para baixo e de baixo para cima até atingir a ejaculação. Outros, preferem esfregar a região do frenulum com os dedos indicador e médio e com o polegar pelo outro lado. Outra técnica é, enquanto uma mão esfrega o pênis a outra estimula os testículos ou mamilos ou o ânus, entre outras partes do corpo.

Os homens não circuncidados, normalmente, não requerem o uso de lubrificantes, uma vez que o prepúcio atenua os efeitos da fricção direta sozinho. O uso de lubrificantes é mais comum entre os homens que têm pênis circuncidado, a fim de facilitar o deslizamento da mão sobre a glande. Existem aparelhos mecânicos e elétricos para os homens se masturbarem, como bonecas infláveis, vaginas artificiais, bombas de vácuo, etc. Homens também podem utilizar vibradores, concentrando a sua atividade na região do frenulum.

Feminina

A técnica de masturbação feminina consiste na mulher pressionar e/ou esfregar sua vulva, especialmente o clítoris, com o seu dedo indicador e/ ou dedo médio. Às vezes, um ou mais dedos podem ser inseridos na vagina para promover a estimulação interna. A masturbação pode ser auxiliada com um vibradordildo ou bolas Ben-wa, que também podem ser usados para estimular a vagina e o clitóris.

Sabe-se também que o tempo gasto numa masturbação feminina pode ser bem mais longo e muito mais intenso do que numa relação sexual com penetração, embora nem sempre a mulher tenha vontade de procurar o prazer sexual tocando no próprio corpo. E, ao contrário da masturbação masculina, em que o desejo sexual pode diminuir após a ejaculação, muitas mulheres ficam até mais excitadas depois que se masturbam, ao invés de se sentirem aliviadas, tornando-se, portanto, uma preparação para o sexo penetrativo.

Circle Jerk

Outra prática comum de masturbação é o Circle Jerk que é realizado coletivamente em uma reunião de homens.

Sem envolvimento amoroso, financeiro e sem penetração, alguns rapazes gostam de se reuniar apenas para se masturbarem.

Originalmente, tratava-se de uma competição entre garotos heterossexuais que sentavam-se num círculo, colocavam um biscoito ou um donnut bem no centro da roda e começavam a se masturbar. Então, o último a ejacular teria que comer o biscoito coberto pelo sêmem dos outros que ejacularam primeiro.

Hoje em dia, embora muitas das vezes a masturbação em grupo esteja associada a homossexuais, alguns psicólogos entendem que se trata de algo saudável entre adolescentes. No entanto, a prática ainda não é muito bem aceita no meio social já que muitas vezes pode contribuir para uma iniciação homossexual em que o adolescente pode ser induzido a masturbar outro rapaz ou deixar que manipulem seus órgãos.

A masturbação em grupo pode envolver a participação de pessoas do sexo oposto como ocorre na prática do bukkake.

Como método de contracepção

Há uma crescente ideia de que a masturbação funcionaria como um método de contracepção, pois dá vazão ao desejo sexual, sem que ocorra o coito ou a troca de fluidos, podendo ser caracterizada como uma atividade sexual quando as práticas masturbatórias ocorre a dois, sem o risco de culminar em umagravidez, sendo enquadrada com um método de contracepção comportamental.

Mais do que a popular camisinha, a masturbação tem um dos poucos contraceptivos disponíveis entre os adolescentes já que não é recomendável a utilização de pílulas anticoncepcionais para mulheres muito jovens em que a medicação pode não surtir o efeito desejado no organismo ou afetar o desenvolvimento corporal. E, por outro lado, muitos adolescentes evitam possíveis constrangimento quanto à aquisição do preservativo em farmácias ou em unidades de saúde pública.

Também é uma alternativa para casais mais restritivos quanto aos demais métodos contraceptivos e a determinadas práticas sexuais penetrativas, visto que para muitos o uso da camisinha diminui o prazer.

Todavia, existem críticas e recomendações quanto à eficácia da masturbação mútua como um método de contracepção, sendo indicável que o casal sempre tenha por perto preservativos para a hipótese de não se conterem durante as trocas de carícias e a prática de outros atos.

A masturbação não provoca infertilidade, não importando a idade que ela ocorra, não apresentando um influencia negativa na produção de espermatozóides. O que se recomenda quando um casal almeja uma gravidez é que nos quinze dias anteriores a ovulação que o homem evite ejacular, para assim aumentar o número de espermatozóides no coito que ocorrera durante a ovulação. Embora estudos recentes demostrem que espermatozóides mais "velhos" apresentem uma observável determinada dificuldade até então de chegarem ao óvulo. Embora a quantidade de espermatozóides seja maior dentro de quinze dias, os mais novos tendem a fecundar com mais eficiência o óvulo. Estima-se também que a normalização de espermatozóides ocorre quase que completamente dentro de 8 horas após a ejaculação.

Prevenção de AIDS (SIDA) e de DSTs

Vários programas de orientação sexual que divulgam a abstinência sexual propõem a masturbação como uma alternativa para a prevenção de AIDS (SIDA) e outras doenças sexualmente transmissíveis, alcançando resultados bastante interessantes com comprovadas pesquisas que apontam para uma diminuição significativa no número de infeções do HIV em Uganda.

Mesmo na masturbação mútua, o risco quanto à transmissão de doenças sexuais é quase inexistente já que a prática em si não propicia a troca de fluidos corporais.

Desde a década de 1980, a masturbação mútua já era incentivada entre homossexuais como uma alternativa ao sexo anal ou ao oral, sendo que hoje a sua divulgação destina-se também aos heterossexuais como um eficiente método preventivo e contraceptivo.

Atualmente, as escolas de vários países falam abertamente sobre o uso da masturbação aos seus alunos, ensinando que se trata de algo saudável para os adolescentes, embora persista uma oposição de diversos grupos religiosos quanto a esta concepção moderna nos modelos de educação sexual, recomendando unicamente a abstinência do sexo e sua limitação aos relacionamentos matrimoniais.

Mesmo funcionando como um método seguro de prevenção de AIDS e DSTs, bem como de contracepção, pode não ser recomendável que um casal pratique a masturbação mútua sem ter alguns preservativos por perto, considerando a possibilidade dos parceiros não se conterem durante o momento e praticarem o sexo penetrativo sem nenhuma proteção. Até mesmo porque a masturbação quando praticada na mulher pode despertar mais ainda o seu desejo pelo coito vaginal.

Análise psicológica

Alguns psicólogos defendem a masturbação na adolescência como essencial para o auto conhecimento das zonas erógenas e da sua resposta sexual, para o exercício das fantasias sexuais, e nos casos de impossibilidade de se ter um relacionamento sexual, desde que não seja em excesso ou se torne numa obsessão. Estudos científicos comprovam que o orgasmo resultante da masturbação pode ser tão intenso ou mais do que o resultante de uma relação sexual, de modo que tem se tornado comum o uso da masturbação mútua mesmo entre parceiros heterossexuais. Para a maioria das pessoas, independentemente do seu envolvimento ou não em actividades sexuais, torna-se uma prática saudável complementar que permanece até a velhice, sem maiores intercorrências.

Há algumas correntes da psicologia que defendem que a prática da masturbação pode ser prejudicial à vida conjugal futura, quando um (a) jovem acostumado à rápida satisfação sexual por meio da masturbação acaba por desconsiderar egoisticamente as necessidades de satisfação sexual do seu parceiro (a), podendo gerar problemas no seu relacionamento sexual e afectivo.

Para além disto, pode constituir um problema psicológico, quando uma pessoa adulta prefere obter satisfação sexual unicamente pela masturbação, em vez de uma relação sexual. A masturbação compulsiva não é uma mera busca ocasional de alívio da ansiedade ou da tensão; torna-se numa prejudicial válvula de escape da realidade, podendo tornar-se numa dependência psicológica fortíssima. Nestes casos, a pessoa deverá procurar um acompanhamento psicológico, identificar as causas do seu comportamento e, depois, lidar com elas.

Origem do termo "onanismo" e sua crítica

Embora se use frequentemente o termo onanismo quando se fala da masturbação, muitos consideram-no inapropriado.

Segundo o relato bíblicoEr, o primogénito de Judá, teria sido executado por Deus por um motivo grave não mencionado. Como ele não tinha descendência, Judá, seu pai, mandou que Onã, o segundo filho, casasse com a cunhada Tamar, viúva de Er (casamento Levirato). Assim, se tivessem um filho, a herança do primogénito pertenceria a criança como herdeira legal de Er e, se não tivessem um herdeiro, Onã ficaria com a herança de primogénito, por isso o motivo dele não querer engravidar a cunhada.

Ao ter relações sexuais com Tamar, o texto bíblico diz que ele "desperdiçou o seu esperma na terra", em vez de inseminá-la. Desse modo, acredita-se que não se tratou de um acto de masturbação por parte de Onã, considerando que o relato diz que ele "teve relações com a esposa de seu irmão", apenas evitando que houvesse a concepção dela. O que pode ter acontecido de fato seria então um caso de coito interrompido. Onã, que não tinha filhos, teria sido executado por Deus por causa de sua cobiça e desobediência deliberada.

Todavia, a incorreta associação entre o pecado de Onã e a masturbação tem sido utilizada até hoje por alguns religiosos para justificarem a existência de respaldo bíblico a fim de condenarem a prática.

A masturbação e as religiões

Diferentemente da moral judaico-cristã, o paganismo geralmente tolerava a masturbação e até incluía essa e outras práticas sexuais em seus cultos a determinadas entidades relacionadas ao amor e à sexualidade.

No entanto, grande parte dos rabinospadres e pastores protestantes condenam a masturbação considerando-a um pecado. E, em épocas bem recentes, vários papas já se posicionaram contra a masturbação.

Em geral, a maioria das igrejas cristãs são aversas à masturbação e poucos são os teólogos que não condenam a prática. Os que adotam um posicionamento mais tolerante afirmam que se Deus não proibiu expressamente a masturbação, o homem não teria poderes para criar um mandamento novo.

Interpretações baseadas na Bíblia

Para muitas religiões cristãs, a Bíblia é considerada a fonte dos mandamentos que devem ser praticados pelos fiéis.

Hoje em dia, embora a maioria dos teólogos e doutrinadores do cristianismo não se baseiem tanto na experiência de Onã, busca-se em outras passagens quais seriam os fundamentos para proibirem a masturbação.

Uma das referências bíblicas estaria no Sermão da Montanha, quando Jesus afirmou que o homem que olhasse para uma mulher com intenção impura no coração já teria adulterado com ela.

Fundamentam também nas recomendações de Paulo que, em uma de suas epístolas, escreveu que tudo o que fosse puro ocupasse o pensamento dos cristãos.

Assim, o fundamento atual defendido por católicos e protestantes estaria mais no desvio do pensamento do que na ejaculação em si.

Já no Antigo Testamento, a lei mosaica tinha recomendações sobre a purificação do homem quando tivesse alguma polução noturna, o qual deveria banhar-se em água e ficaria impuro durante um período, tal como a mulher em seu período menstrual. Também as relações sexuais obrigavam que o israelita religioso se purificasse para participar de determinadas ocasiões religiosas.

Deste modo, é possível que os judeus tivessem associado as recomendações de higiene na ejaculação involuntária do sêmen com a masturbação.

Masturbação e os mitos

Acredita-se que os mitos foram sendo inventados graças a história de Onã, que expressava o pensamento dos judeus há 4.000 anos atrás. Mas esse pensamento seguiu até o século XVIII.Após esse século, o mundo não passou a ver a visão da igreja, mas sim uma visão mais racional e científica. A partir daí, não bastava apenas a religião condenar o ato. Então a partir daí surgem os mitos.

Há diversos mitos que envolvem a masturbação. Um deles é que a masturbação provoca espinhas. Mas essa afirmação não tem relatos científicos que a comprovem. O Acne é uma doença inflamatória na pele, que pode formar pus. Mas isso não tem nada a ver com masturbação. Outro mito que se tem visto é que a masturbação pode provocar pelos nas mãos. Mas isso é mentira. O nascimento ou não de pelos nas mãos é determinado geneticamente e não ligação com a masturbação.


SEXUALIDADE HUMANA E A

EXPERIÊNCIA RELIGIOSA

 

O texto apresentado é de enorme relevância para o contexto pastoral, pois não há tema tão controverso dentro do contexto religioso como a sexualidade humana.

Tive a felicidade de participar da IX Semana de Estudos da Religião, onde o texto foi produzido. Tive a oportunidade de conhecer o Prof. Edênio e participar da palestra que originou esse texto.

A Igreja, dentre os desafios do cotidiano envolvendo os eclesianos e a vida comunitária, se encontra sem respostas para tamanho desafio. O desafio de responder às dúvidas e anseios dentro do contexto cultural, envolvendo a sexualidade, é um desafio tanto da ciência, como da educação e também dos setores políticos de todas as nações.

A sexualidade muitas vezes é o centro de muitos problemas sociais, sendo um grande paradigma para o Estado e para a Igreja encontrar soluções.
O texto do Prof. Edênio tem sua relevância dentro desse contexto, pois não é a solução para todos os males. Porém, de forma clara e objetiva, demonstra caminhos a serem percorridos dentro desse desafio.

1 - A figura da mulher

O tema da sexualidade não seria tão controverso em diferentes culturas sem a figura da mulher. A mulher é o grande centro de toda a agressividade das indústrias midiáticas, que a exploram, através de sua imagem, a moda, a pornografia, invertendo valores culturais, religiosos, trazendo de forma bastante obscura uma ética muito controversa com os valores humanos contidos nas declarações dos direitos humanos e também na Bíblia.
O Prof. Edênio, no texto, nos diz que superar o fosso que existe entre o pensamento secularizado e o pessimismo do mundo real, e os valores do Evangelho, é o grande desafio daqueles que pensam em prol de um mundo melhor. Ele diz que a Igreja fala para um mundo que não mais existe, ou para pessoas que não querem ouvi-la. A mensagem da mídia penetra com mais profundidade, pois a figura da mulher é demonstrada através do corpo.

A conversa moderna sobre o sexo ser livre como qualquer outro sentido, sobre o corpo ser belo como uma árvore ou uma flor é uma descrição do Jardim do Éden, ou um exemplo de psicologia totalmente errada, da qual o mundo se cansou há muitos anos. O conhecimento se multiplicou em todas as áreas. A filosofia mudou, o Ocidente e as religiões urbanas, em qualquer parte do mundo, são influenciadas pelas transformações.

O feminismo, a liberação gay, fazem parte dessas transformações que envolvem tanto a moralidade pública como a privada, e nessas transformações vêm a figura da mulher como principal veículo de propagação de paradigmas com respeito à sexualidade.

2. O que é sexualidade?

O Prof. Edênio aborda em seu texto que a sexualidade é a dimensão masculina ou feminina que implica à personalidade total de cada indivíduo, desde o primeiro instante de sua concepção e ao longo de todo o seu desenvolvimento ulterior. O homem não tem sexo, ele é sexo.

No texto, ele destaca que há uma espécie de osmose entre sexualidade e existência. Não se pode imaginar um humano sem sexualidade, sem o Eros, a philia e o ágape. Um ser humano sem essas três dimensões é tão impensável quanto um ser humano sem sentimentos ou sem inteligência.

A sexualidade, por ser parte integral do ser humano, está presente também na Igreja, e é na Igreja que encontra os maiores desafios.

3 - Sexualidade e experiência religiosa.

 Para muitos, a palavra santificação é desprovida de sexualidade, ou melhor, a santificação é a total resignação da sexualidade. No contexto católico, acredita-se que com o refúgio para os mosteiros, para os remotos cantos do mundo em constante oração e leituras dos textos sagrados, é possível vencer a carne e prevalecer o Espírito. No contexto protestante, principalmente no pentecostal, as cartas paulinas são a base para um total afastamento da sexualidade.

Não há respostas para isso. A Igreja não sabe responder a seus fiéis como agir com a experiência religiosa e sua sexualidade, e nisso encontramos enormes problemas, principalmente no ponto central da vida humana, que é o relacionamento.

A sexualidade se tornou um ponto a ser esclarecido. Busca-se a solução. Com as Igrejas tendo em sua maioria de membros as mulheres, o tema se torna mais desafiador, pois a figura da mulher é o grande desafio para a Igreja.

O que fazer quando a sexualidade envolve gênero, cultura, e principalmente má-interpretação e utilização do contexto bíblico? A Bíblia se tornou o grande entrave, principalmente para os contextos religiosos. Para os católicos, o ventre é sagrado, a mulher não tem escolha, a Igreja determina. Quanta controvérsia ao longo da história, em decorrência da pílula anticoncepcional! Ou do uso do preservativo, pontos que marcaram a sociedade por décadas, e até hoje, quando se trata de aborto ou da recém utilização das células-tronco.

O grande desafio, tanto para o movimento feminista como para teólogos, sociólogos, é descobrir como inserir a sexualidade na vida humana.
Em nosso contexto, outro ponto a ser definido é a homossexualidade. Nisso a Igreja se encontra totalmente às escuras. O movimento homossexual é quem está a quilômetros das incertezas e das inseguranças que envolvem as lideranças religiosas, pois após décadas, criaram seus próprios redutos religiosos, onde pastores, padres, bispos e fiéis louvam a Deus dentro do seu contexto, sem sofrer discriminações.

A discriminação e a ignorância se tornaram os elos entre sexualidade e seus desafios, como movimento feminista, homossexuais e aborto. Em todo o mundo, utiliza-se a linguagem da discriminação ou do descaso. A Igreja, incluída nisso, se torna sem voz diante das indagações que ressoam no púlpito e na vida diária da Igreja.

Conclusão
A sexualidade é o grande desafio para a Igreja, pois desde o final da II Guerra Mundial a Igreja vem seguindo o avanço do mundo. Hoje, a Igreja sabe mais sobre o sexo, porém tende a falar cada vez menos sobre ele.

Não se discute o suficiente. As classes de ensino, as homilias, as músicas falam de batalhas, falam de soluções, falam de prosperidade, de cura, porém falam pouco do verdadeiro conflito do ser humano.

A Igreja ainda é a resposta para uma sexualidade sadia, em meio ao caos de um mundo com valores distorcidos. Este é o grande desafio a ser vencido por líderes religiosos.

 


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