DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


 

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RIR DA DESGRAÇA ALHEIA É SINAL DE BAIXA AUTOESTIMA
RIR DA DESGRAÇA ALHEIA É SINAL DE BAIXA AUTOESTIMA

Rir da desgraça alheia é sinal de

baixa autoestima

 

Cientistas da Universidade de Leiden (Holanda) concluíram que rir dos problemas dos outros – um hábito muito comum entre os seres humanos – é sinal de baixa autoestima. Isso significa que, cada vez que você gargalha ao ver alguém que você não gosta quebrando o pé ou caindo da bicicleta, você está mostrando que tem sérios problemas de aceitação.

Os estudos foram liderados pelo professor Wilco W van Djik e analisaram 70 pessoas. A grande maioria delas confessou ficar feliz quando sabe que outra pessoa cometeu alguns deslizes ou se machucou. O nível de felicidade e satisfação ao responder foi maior em pessoas que possuem autoestima mais baixa.

Van Djik afirmou para a revista LiveScience que “pessoas com menor autoestima se sentem melhor quando observam a desgraça alheia”. E esse sentimento (de gostar de ver os outros sofrendo) tem um nome: Schadenfreude.

 

Prazer na desgraça alheia

 

O atleta mais bem pago do mundo começou a trilhar sua derrocada ao bater em um Cadillac SUV, um hidrante e uma árvore, em 2009. Relatórios iniciais do acidente de Tiger Woods, um dos maiores golfistas de todos os tempos, informavam que sua esposa havia quebrado a janela do veículo com um taco de golfe para resgatá-lo, mas quando a notícia de que o casal estava brigando devido à infidelidade de Woods se espalhou, a janela quebrada tornou-se uma metáfora para sua reputação destruída.

À medida que o escândalo se desenrolava, a celebridade esportiva que tinha construído um império sobre sua imagem de homem de família íntegro foi revelado como um glutão do sexo extraconjugal, e autor de textos de mau gosto para amantes e acompanhantes pagas. Do dia para a noite, Woods havia se tornado alvo de comparações com o ridículo, para não falar de um site e uma conta no Twitter com o único propósito de propagar piadas sobre ele.

Outro nome para a inveja

Os alemães têm um termo excelente para o prazer perverso em acontecimentos como estes: schadenfreude (em tradução livre para o português, “a alegria do mal”). A satisfação derivada do infortúnio dos outros é o principal foco de estudo de Richard H. Smith, professor de psicologia da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. Desde 2000, o professor publicou cinco livros sobre o assunto, que falam sobre comparações sociais, inveja e a schadenfreude num contexto político e de identificação social.

A emoção pode parecer perversa, mas possui uma função adaptativa e foi tema do novo livro de Smith, “The joy of pain: Schadenfreude and the dark side of human nature” (“O prazer da dor: schadenfreude e o lado negro da natureza humana”). A narrativa tem como base as comparações sociais que nos permitem avaliar nossos talentos e determinar nossa posição na sociedade. Elas são tão instintivas que na vida selvagem também se manifestam. Estudos mostram que macacos e cães medem suas qualidades por seus pares.

Assim, quando nos deparamos com alguém que é mais amado ou apreciado do que nós, o nosso instinto é rebaixá-lo ao nosso nível. Se este desejo ilícito é cumprido por acaso, a schadenfreude aparece.

O sucesso de Woods no campo de golfe e, aparentemente, na vida — linda esposa, família e reputação perfeitas — “forneceu um contraste agudo para a maioria das pessoas, mesmo que elas não se interessassem pelo esporte”, escreve Smith, no livro. Embora algumas pessoas tenham sido inspiradas por ele, talvez a maioria tenha se sentido diminuída pelo seu sucesso. A sua queda o trouxe para mais perto, e, assim, permitiu que outras pessoas se sentissem melhor.

“Nós assistimos televisão para adquirir conhecimentos preciosos sobre a condição humana?”, pergunta Smith. E ele mesmo responde: “Por favor, nós assistimos para ver aquelas cenas constrangedoras que nos fazem sentir um pouquinho melhor sobre nossas vidas insignificantes”.

Esse é o combustível das revistas de fofoca. Em uma análise de dez semanas da revista americana “The National Enquirer“, Smith e Katie Boucher, psicóloga da Universidade de Indiana, também nos Estados Unidos, descobriram que a popularidade de uma celebridade era maior quando havia um artigo tratando de alguma desgraça em sua vida.

Vingança é outra coisa

O prazer aumenta quando a schadenfreude parece merecida. Uma pesquisa feita por Benoît Monin, um psicólogo social de Stanford, mostra que a mera presença de um vegetariano pode fazer onívoros se sentirem moralmente inferiores. “Os vegetarianos não precisam dizer uma palavra, a sua própria existência, do ponto de vista de um comedor de carne, é uma irritante moral”, afirma Smith. Desta maneira, descobrir hipocrisia na pessoa considerada de mente elevada faz com que o contentamento seja ainda maior.

Por definições tradicionais, schadenfreude é uma emoção passiva entre os espectadores que não desempenham funções nas desgraças alheias. Quando o sentimento inclui a vingança, o termo foge da sua especificidade. É a falta de participação por parte do testemunho que faz o reconhecimento da schadenfreude possível: seu alvo secreto caiu e você não teve nada a ver com isso.

A parte mais polêmica do livro é um capítulo destinado a analisar o que levou ao surgimento do nazismo na Alemanha. Segundo Smith, a schadenfreude foi um dos maiores motivadores para o antissemitismo, que teria surgido como uma tática para rebaixar o objeto de comparação e afirmar a superioridade ariana. No entanto, o Holocausto foge completamente da expressão, pois perde o caráter passivo.

Apesar da conotação negativa do termo, Smith afirma que schadenfreude “não precisa ser demonizada”. Segundo o autor, é melhor abraçar a oportunidade de saciar nossos lados obscuros do que negar a sua existência. Enquanto permanece passivo, “a alegria do mal" pode melhorar a nossa autoestima e servir como um lembrete de que até mesmo as pessoas mais invejáveis são falíveis — assim como nós.

 

QUANDO SUA DESGRAÇA É A MINHA

FELICIDADE


Schadenfreude é uma palavra derivada do alemão, Schaden (dano) e Freude (alegria), utilizada para designar o prazer obtido dos problemas dos outros. É a palavra que dá significado ao sentimento descrito no dito popular "pimenta nos olhos dos outros é refresco". 

Schadenfreude pode ser observado desde as risadas causadas pelo palhaço de circo que escorrega na casca de banana ao prazer de algumas pessoas com os problemas de Britney Spears dois anos atrás (cujas fotos decadentes estiveram esparramadas por todos os tablóides em um grande exempo da palavra), ao prazer com o divórcio da amiga que parecia ter o casamento perfeito. Todos são exemplos deste sentimento nunca comentado mas generalizado na população.

Desde os tempos bíblicos há menções de uma emoção semelhante na descrição ao schadenfreude: "Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar; Para que, vendo-o o Senhor, seja isso mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira" (Provérbios 24:17-18). Na Grécia clássica, Aristóteles usou o termo epikhairekakia na obra Ética a Nicômaco, que quer dizer "alguém que sente prazer com o infortúnio de outro"

Quando o conceito passou a ser incorporado no linguajar europeu, apenas sua menção causava horrores. Mesmo o lúgubre filósofo alemão do século 19 Arthur Schopenhauer considerava este prazer terrível demais para ser contemplado e, embora ateu, Shopenhauer dizia que schadenfreude era obra do diabo. Teólogos protestantes e católicos posteriormente denunciaram schadenfreude como um grave pecado, embora poucos estejam livre dele.

Homer imagina a desgraça de Flanders com um sorriso nos lábios no episódio "When Flanders Fails" (Quando Flanders Falha) da terceira temporada do desenho americano Os Simpsons

Schadenfreude atrai porque é uma vingança desempenhada sem qualquer esforço por parte do observador. A sensação é parecida com a conquista de um inimigo. E é justamente por esta razão que Friedrich Nietzsche argumentava que o sentimento é de fato perigoso. O prazer sentido é ilegítimo, e desta forma culposo; o indivívuo nada fez para o receber. Uma vitória recebida sem qualquer competição não pode ser nada mais do que "vendeta imaginária", apenas uma satisfação virtual. Nietzsche chegou até mesmo a hipotetizar que sentimentos de inferioridade intensificam o schadenfreude.


O famoso filósofo alemão estava no caminho certo. R.H. Smith, um psicólogo da Universidade de Kentucky nos EUA, estudioso da inveja em psicologia social, escreveu diversos artigos que trazem evidências do que Nietzsche teorizou. Smith realizou um experimento no qual estudava reações a histórias aparentemente verdadeiras de dois estudantes de medicina que arruinaram suas carreiras ao roubar drogas do laboratório da universidade. Um deles era rico, bonito e bom aluno. O outro era o oposto. Os voluntários no experimento de Smith sentiram mais alegria ao ver o infortúnio do aluno que apresentava maior sucesso. Os achados de Leach et al., publicados em 2003 no Journal of Personality and Social Psychology reforçam estes achados. Os pesquisadores deste estudo, analisaram o sentimento de prazer com a perda alemã no futebol. 

Os psicólogos que investigam a área baseiam seu trabalho no que é conhecido como Social Comparison Theory (Teoria da Comparação Social). O campo foi concebido na década de 1950 por Leon Festinger e é baseado na premissa de que os humanos avaliam-se não tanto por objetivos estandardizados mas por comparação ao outros em seu redor. Uma piadinha americana exemplifica isso:
Dois homens estão a caminhar pela floresta quando encontram um urso. O primeiro abre sua mochila e pega seus tênis/sapatilhas. "Porque você vai vestir tênis/sapatilhas?'', pergunta o segundo. "É impossível correr mais que um urso". "Eu não tenho que correr mais que o urso", responde o homem, "só tenho que correr mais que você".

O jogador/futebolista brasileiro Ronaldo, vítima de Schadenfreude ao ter seu nome associado a uma orgia com travestis.

Segundo esta teoria, nossos sucessos e insucessos na verdade são assim concebidos com base no que as pessoas ao nosso redor tem ou fazem – fazemos comparações sociais. Quando as pessoas à nossa volta sofrem perdas, isso faz com que nosso desempenho melhore.

Aaron Ben-Ze'ev, professor de filosofia na Universidade de Haifa, em Israel, teoriza que as pessoas que invejamos mais são as mais próximas em nosso círculo social. Em entrevista ao New York Times, ele disse: "Você inveja mais um colega que ganha mil dólares a mais por ano do que um presidente de empresa, que ganha milhões de dólares a mais". Ele continua: "Também invejamos mais pessoas famosas, elas são símbolos para nós".

No campo dos estudos de imagem, Takahashi et al, estudaram a neurologia deste sentimento proibido. Os autores utilizaram fMRI (Ressonância Magnética Funcional) para avaliar a ativação cerebral aos sentimentos de inveja e schadenfreude em 19 voluntários. Os resultados foram publicados na revista Science em 2009:

No experimento de inveja, os voluntários deveriam visualizar cenários nos quais eram protagonistas. No primeiro cenário, um estudante A foi bem nas provas da faculdade, mas o protagonista não foi. A é um atleta talentoso (ao contrário do protagonista), é popular com as garotas e tem uma bela e inteligente namorada (ao contrário do protagonista). A foi bem numa entrevista de emprego e está a se sair muito bem no trabalho. Seu salário é bom e ele vive com estilo (ao contrário do protagonista).

No experimento de schadenfreude, o protagonista sai-se bem melhor do que A. As análises envolveram comparação da ativação em diferentes regiões cerebrais aos cenários de inveja, schadenfreude e neutro e os voluntários também graduaram seus próprios sentimentos de inveja e regozijo em cada cenário. Os resultados mostraram que o cenário de inveja levou a maior ativação do córtex cingulado anterior (CCA) e este achado foi correlacionado a maiores sentimentos relatados de inveja. O CCA é relacionado a detecção de erros ou conflitos - quando a resposta esperada não é a que acontece. O CCA também é ativado na dor, dor empática ou dor associada a exclusão social. A ativação do CCA só aconteceu quando o voluntário conseguia se relacionar com o objeto de sua inveja. Se o voluntário imaginasse que a pessoa alvo é irrelevante para comparação, os resultados mostravam indiferença (o que corrobora a hipótese de Ben-Ze'ev).

Os cenários de schadenfreude causaram ativação no estriado ventral e esta ativação foi correlacionada a sentimentos auto-referidos de schadenfreude. Da mesma forma que no cenário de inveja, a correlação só foi positiva quando o exemplo alvo era relevante para comparação pessoal. A ativação do estriado ventral é tipicamente associada a estímulo de recompensa e os autores interpretaram sua ativação com sentimentos de prazer.

Os autores concluem com a proposta de um mecanismo neurológico para inveja e schadenfreude, que podem ser mediados de diversas formas. Uma delas é que a pessoa em questão, alvo dos sentimentos deve ser importante para um indivíduo. O quanto você empatiza com este indivíduo alvo determina a intensidade dos sentimentos de inveja e schadenfreude.

Fulford (2003) em sua coluna no National Post acredita que ocasionalmente o schadenfreude pode ser justificado e prazeroso. O autor descreve a história de Peter Gay, que relata em seu livro My German Question seu episódio de prazer com a desgraça alheia: Gay era um adolescente judeu perseguido na alemanha nazista. Ele se lembra do prazer que sentiu ao ver os atletas alemães perdendo medalhas para aqueles que tinham certeza que eram seus inferiores (especialmente para um negro americano no atletismo). Enquanto os fãs alemães agoniavam, Gay deliciava-se. Schadenfreude, segundo Gay, "pode ser um dos grandes prazeres da vida."

 

GRAÇA, DESGRAÇA E GRAÇA.

 

Os discursos religiosos eivados de piedade podem, ao serem analisados detidamente, revelar uma total inconsistência. Falam de Deus a partir de chavões, slogans, discursos de segunda mão, sem se darem ao trabalho de verificar a veracidade das afirmações, confrontando-as com a vida real. Se “na prática, a teoria é outra”, urge refazer a teoria, de modo a se adequar à prática. Insistir numa teologia pouco aderente à realidade, por incapacidade ou medo de questioná-la, revela-se uma atitude inadequada para quem almeja ter uma fé adulta.

Jó teve a ousadia de se insubordinar contra as certezas religiosas de seu tempo, por julgar a doutrina da retribuição incapaz de oferecer uma luz para ajudá-lo a superar sua dramática situação de inocente punido por Deus. A doutrina da retribuição era taxativa ao explicar a situação em que se encontrava. Se fora acometido por males tão terríveis, só havia uma explicação: tratava-se de castigos por pecados atuais ou passados, embora desconhecidos ou imemoráveis.

Recusando aceitar essa explicação simplista, Jó é desafiado a pensar Deus para além das relações interesseiras promovidas pela teologia da retribuição. O caminho consistirá em estabelecer com Deus relações de pura gratuidade, sem esperar nada em troca. E, até mesmo, sendo vítima da pobreza, ser acometido por doenças e perdendo a inteira prole.

Jó compreende que a relação com Deus deverá ser a mais profunda possível. Entretanto, nada de barganhar com ele, transformando a relação numa espécie de comércio. Nada se deve esperar de material, senão a consciência de ser amado e valorizado por ele. A relação de total gratuidade com Deus previne o fiel de viver agitado por crises de dúvidas, ao lhe garantir certa distância em relação à dor e ao sofrimento. Jó foi capaz de por em xeque as imagens pré-fabricadas e facilitadas de Deus e, assim, abriu caminho para uma maneira diferente de fazer teologia.

A postura do autor de Jó abre espaço para a abordagem da fenomenologia e da hermenêutica do religioso, numa vertente bem peculiar. Trata-se, afinal de contas, de confrontar as variadas imagens de Deus, disponíveis no amplo mercado religioso, com a vivência real do ser humano, visando a desmascarar as falsas imagens de Deus. Ou seja, aquelas que mantêm o ser humano cativo de um destino cruel, sempre em dívida com divindades caprichosas, às quais jamais será capaz de agradar. Ou, então, as que estabelecem com o ser humano uma relação de “toma lá dá cá”, em que o ser humano, quase sempre leva a pior. A teologia veiculada no livro de Jó segue a direção contrária: a verdadeira religião consiste em amar a Deus sem esperar nada em troca, nem riqueza, nem prole e nem vida longa. A Deus se ama porque é amável! Olvidar esta teologia fundamental terá como efeito fazer a religião, qualquer que seja, enveredar-se por caminhos perigosos.

1. Observações preliminares

1ª – Jó é o personagem central de uma obra anônima. Não é o autor do livro. Não fala sobre a própria experiência. Outros falam a respeito dele. O livro é uma teologia narrativo-poética sobre o tema do sofrimento – “desgraça” – do justo. Subjacente está a questão da verdadeira religião. Como explicar o sofrimento do justo que teve conduta ilibada no trato com Deus?

Jó não é israelita. Logo, não professa a fé no Deus de Israel. De igual modo, os demais personagens são todos estrangeiros. Frisa-se, assim, o aspecto humano e universal da experiência de Jó. Apesar de estar na Bíblia, o livro não trata de algo exclusivo dos israelitas, mas da humanidade enquanto tal. Por outro lado, na literatura extrabíblica encontram-se personagens semelhantes a Jó. É possível que a tradição bíblica tenha se inspirado em tais personagens largamente conhecidos.

2ª – Existem dois “Jós”: o da secção narrativa (Jó 1-2; 42,7-17) e o da secção poética (Jó 3,1-42,6) (WESTERMANN, 1983, p. 19-31). O primeiro é paciente e conformado; o segundo é inquieto e questionador. Um não se rebela contra o enigma do sofrimento do justo; o outro exige explicações vindas de Deus. Um enfrenta calado o sofrimento; o outro se envolve num bate-boca interminável com quem insiste em fazê-lo confessar pecados não cometidos. Ambos, porém, são exemplos de homens sábios e de fé comprovada.

O Jó crítico fala de si mesmo nestes termos: “Se recusei respeitar o direito de meu servo e de minha serva, quando reclamavam contra mim, que farei quando Deus se levantar para o julgamento, e que vou responder-lhe quando me interrogar?... Se neguei aos pobres o que eles queriam e fiz desfalecerem os olhos da viúva; se comi meu bocado de pão sozinho sem reparti-lo com o órfão... se desprezei a quem perecia por não ter roupa, e a um pobre sem cobertor; se não me agradeceram os seus ombros, por serem aquecidos com a lã de minhas ovelhas; se levantei a mão contra o órfão, ao ver que eu tinha apoio no tribunal... então, que meu ombro se desloque da clavícula e meu braço se desconjunte! Sim, porque o castigo de Deus seria o terror para mim, e eu nada poderia fazer diante da sua grandeza” (Jó 31,12-23). É a descrição do ser humano plenamente fiel (CAESAR, 1999, p. 435-447).

3ª – A teologia da época tinha a justiça de Deus como um dado inquestionável. A fidelidade a Deus era penhor de “graça”. A infidelidade era causa de “desgraça”. Por isso, os sábios insistiam na necessidade de ser justo e piedoso, como forma de garantir o beneplácito divino. Evitava-se, assim, que o ser humano estivesse submetido à arbitrariedade da natureza. A “graça” era assegurada pela lei moral, garantida por Deus. Na direção contrária, qualquer deslize era suficiente para atrair o castigo divino. As opções morais funcionavam como instrumento para controlar e prever a história. A correlação entre ética e teologia era estreita: a ação de Deus, de certo modo, estava na dependência da ação humana. Resultava daí a teologia do Deus previsível, sempre pronto a dar às ações humanas a devida retribuição (OLIVEIRA, 2006; HAINEN, 1982).

4º – Colocar Deus sob suspeita significa questionar as imagens que se fazem de Deus. Afinal, ninguém se relaciona com Deus em si mesmo, de forma imediata, mas com as maneiras como a divindade é imaginada. Decorre, daí, a relação do ser humano com Deus. Uma imagem de Deus marcada pelo amor, pela misericórdia e pelo perdão nutrirá no coração humano uma postura de acolhida amorosa de Deus e disposição para ser caridoso, misericordioso e disposto a perdoar o semelhante. Na direção contrária, uma imagem de Deus fundada na punição e na vingança, mas, também, na retribuição, levará o ser humano a nutrir pavor em relação a Deus, a esperar retribuição pelo que faz de bem ou de mal e a agir da mesma forma na relação com o próximo. Pode-se, então, falar da conversão de Deus como transformação da imagem de Deus cultivada no coração humano.

2. Jó às voltas com uma questão teológica

O autor de Jó põe em xeque a teologia do Deus previsível, mostrando que a justiça retributiva – a doutrina da retribuição – não é o melhor caminho para se estabelecer uma relação saudável e autêntica com Deus. O motivo principal de sua inconveniência deve-se ao fato de pensar Deus na dependência do ser humano. Deus estaria cerceado e limitado em sua ação, impedido de agir para além dos limites estabelecidos pela ação humana, boa ou má.

A questão subjacente ao livro do Jó pode ser formulada de variadas maneiras: É possível o ser humano amar a Deus por ele mesmo, sem visar a interesses? É possível uma piedade totalmente desinteressada? É possível estabelecer um vínculo com Deus sem nada esperar dele? É possível uma religião de pura gratuidade, onde seja banida a idéia de retribuição?

Se a vida piedosa é uma postura interesseira, qualquer experiência de desgraça será suficiente para tornar insensata a vida humana, para quem não conseguiu responder a contento a questão levantada por Jó. A correção ética bastaria para prevenir toda sorte de sofrimento? É possível ao ser humano tornar-se imune a qualquer experiência de luto, de dor e de perda? A piedade é um antídoto suficientemente forte para mantê-los distantes?

A mentalidade popular não questiona o sofrimento do ímpio, do malvado, do marginal, do facínora, mesmo imposto ao arrepio da Lei. É comum ouvir imprecações contra os grupos de Direitos Humanos, acusados de defender bandidos, como se os bandidos não fossem seres humanos. Para muita gente, “bandido bom é bandido morto”. Ditos populares reforçam esta mentalidade: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”; “A justiça de Deus tarda, mas não falha”; “Quem planta vento, colhe tempestade”.

Tudo é diferente quando a desgraça se abate sobre uma pessoa de fé, alguém que se destaca por sua religiosidade e temor a Deus. Então, surgem interrogações deste tipo: “Por que eu?” “Eu não mereço isto”. “O que fiz de mal para que esta desgraça se abatesse sobre mim e sobre a minha família?”

Estas interrogações têm um claro pressuposto teológico. A pessoa suspeita de “desinformação” de Deus a seu respeito. “Se Deus, deveras, soubesse quem sou eu, com toda certeza não permitiria que isto acontecesse comigo!” Ou, então, de que Deus quer prová-la. Num grau radical, há quem chegue a acusar Deus de injusto, vingativo, perseguidor. Por que faz isto comigo e não com os outros?

Surgem daí não poucas crises de fé que, na pior das hipóteses, leva à negação de Deus, ao ateísmo. Aliás, a “desgraça” do mundo tem levado muitos a negar a existência de Deus, pois a misericórdia divina seria incompatível com a desgraça avassaladora, espalhada pela face da terra.

O livro de Jó não resolveu o problema que enfrentou, mas, pelo menos, insinuou a possibilidade de fazer teologia com senso crítico, sem se dar por seguro, simplesmente, pela repetição dos dados da tradição, tidos como inquestionáveis.

3. A graça na vida de Jó

A graça manifestou-se na vida de Jó como experiência da posse de bens, prole e saúde, sinais da benevolência divina.

“Havia na terra de Us um homem chamado Jó: era íntegro e reto, temia a Deus e mantinha-se afastado do mal. Tinha sete filhos e três filhas. Possuía também sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas, e servos em grande quantidade. Era, pois, o mais rico entre todos os habitantes do Oriente” (Jó 1,1-3).

O personagem Jó é identificado pelo viés teológico: temente a Deus e afastado do mal. Nisto consistia sua integridade e retidão. Tudo mais decorria desta raiz. A retribuição divina era visível na prole e na riqueza invejável. Tanto o aspecto social quanto o econômico era regido pela fé. Porque temia a Deus, tinha uma bela família e era rico. Só faltou a referência à idade avançada, como se dirá no final, para termos os três indicadores da bênção divina: riqueza, prole e idade avançada.

A piedade paterna foi herdada pelos filhos. Jó 1,4-5 alude à vida dos filhos vivida na alegria e na felicidade, em perfeita comunhão e na celebração de contínuas festas. O pai, por precaução, todos os dias oferecia holocausto na intenção de cada um dos filhos, para reparar possíveis pecados cometidos por eles, eventuais ofensas a Deus.

A narração apresenta Jó de maneira a impossibilitar qualquer acusação de impiedade. Ninguém conseguirá apontar-lhe malfeitos ou desvios de conduta. Prepara-se, assim, a etapa seguinte, quando os amigos pressioná-lo-ão a rebuscar na memória traços de eventuais faltas que, embora olvidadas ou imperceptíveis, acabarão por gerar-lhe os mais atrozes sofrimentos. Jó, pelo contrário, tem a nítida consciência de estar em dia com Deus. Não dava para pensar diferentemente.

4. A desgraça na vida de Jó

Se a graça é representada por riqueza e prole, a desgraça vai na contramão, privando Jó de ambos os sinais da benevolência divina. A narração segue, passo a passo, a desgraça recaindo sobre Jó, como numa tomada cinematográfica.

A experiência de perda é descrita em três momentos: perda dos bens, dos filhos e da saúde. É o castigo divino abatendo-se sobre o justo Jó. A narração insere um novo personagem – Satanás – o inimigo, que levanta suspeitas sobre a consistência da piedade de Jó, nos seguintes termos: Jó é justo e temente a Deus para ser agraciado com as bênçãos divinas (piedade interesseira) ou é agraciado por ser temente a Deus (piedade gratuita)? Satanás suspeita que a primeira alternativa é a verdadeira, enquanto Deus aposta na segunda. Por isto, entrega seu servo nas mãos de Satanás, para que verifique a pureza de intenção de Jó.

Na primeira cena celeste (Jó 1,6-12), Satanás levanta uma suspeita a respeito da observação de Deus sobre Jó: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e reto, teme a Deus e afasta-se do mal”. Deus mesmo testemunha a favor da sinceridade de seu servo.

Satanás suspeita que a fidelidade de Jó deve-se à proteção – retribuição/“graça” – recebida de Deus. Daí ter declarado: “É sem motivo que Jó teme a Deus? Não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Abençoaste as obras de suas mãos, e seus bens cresceram na terra. Porém, estende um pouco a tua mão e toca em todos os seus bens, para ver se não te lançará maldições na cara!” (Jó 1,9-10).

Deus, então, dá a Satanás a permissão para submeter Jó à prova, privando-o de todos os seus bens. E a desgraça começa a entrar na vida dele: seus bois e mulas são roubados e seus servos assassinados; suas ovelhas, juntamente com os pastores, são queimadas com fogo caído do céu; seus camelos são roubados por bandos de caldeus, que eliminam os servos que os guardavam. O terror vem de todas as partes: do norte e do sul, do céu e da terra, sem escapatória. Não havia como proteger os bens do rico Jó. Num piscar de olhos, foram reduzidos a nada!

E, agora, como reconhecê-lo abençoado, diante do claro sinal de castigo divino? Entretanto, este era apenas o início das dores.

A desgraça continua na perda dos filhos, esmagados sob os escombros da casa onde faziam festa, sobre a qual se abateu um terrível furacão. Perde-se mais um sinal da benevolência divina: a prole. Portanto, Jó não terá mais quem lhe conserve a memória. Está fadado a ser esquecido. Quem quererá falar de um justo privado dos sinais exteriores de bênção e reduzido à pobreza e sem descendência? Em suma, um homem castigado por Deus.

Ambas as cenas aludem a experiências exteriores, tendo Jó permanecido incólume. O fato de ter se mantido firme, sem se revoltar contra Deus, dá motivo a Satanás para atacá-lo por um novo flanco. Se Jó for tocado na própria carne, haverá de conservar a fidelidade? Terá início uma segunda rodada de provações.

Novamente, num diálogo com Satanás, Deus faz uma observação elogiosa a respeito de Jó: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e se mantém afastado do mal. Ele persevera em sua integridade. Tu, porém, me atiçaste contra ele, para eu o afligir sem motivo”. É quanto Satanás lança a Deus um segundo repto: “Pele por pele! Para salvar a vida, o homem dá tudo o que tem. Mas estende a tua mão e fere-o na carne e nos ossos, e então verás se ele não vai maldizer-te na cara!” (Jó 2,3-6).

Satanás, então, recebe a permissão de tocar na saúde de Jó, contanto que lhe poupe a vida. Jó é ferido “com chagas malignas, desde a planta dos pés até o alto da cabeça” (Jó 2,7).

O Jó desgraçado está desprovido não só dos bens e dos filhos, mas, também da saúde. O mais rico dentre todos os habitantes do Oriente foi reduzindo à mais total miséria. Numa leitura teológica, Jó fora colocado na condição de amaldiçoado por Deus, passando a integrar a categoria dos ímpios. Sua vida reta e íntegra foi posta em xeque. Teria a vida de Jó, até então, sido pura aparência e falsidade? No fundo, teria levado uma vida inconfessável? É impossível pensar situação mais terrível para quem buscou pautar a vida pelo temor de Deus e se vê reduzido a uma situação incompreensível de perda, como se fora um morto vivo, desenraizado da vida. O preconceito teológico reduziu-o a um nada, ao interpretar a situação em que se encontrava como punição divina por faltas passadas. Daí seu duplo sentimento: de perda dos bens, dos filhos e da saúde e da perda da dignidade religiosa, ele que se pautara pela mais estrita fidelidade a Deus. A imagem de Deus em voga não dava margem para dúvida. A adesão a ela exigia confessar-se como pecador. Haveria outra para substituí-la?

Jó confronta-se com um nó difícil de ser desatado. A questão de fundo pode ser formulada assim: “É possível falar de Deus a partir do sofrimento do inocente? Que imagem de Deus seria necessária para dar sustentação a tal teologia? Uma teologia daí surgida pode ter a pretensão de ser honesta, não fazendo concessões a Deus em detrimento do ser humano?” Jó será capaz de se desvencilhar, quando “procura compreender a justiça de Deus em relação à pessoa que sofre, por isto não aceita a camisa de força da teologia que lhe é proposta... É o rechaço de uma maneira de fazer teologia que não leva em conta as situações concretas, o sofrimento e as esperanças do ser humano. E que, ao mesmo tempo, esquece o amor gratuito e a compreensão sem limites de Deus” (GUTIÉRREZ, 1986, p. 83.85).

5. A reação de Jó na desgraça

A reação de Jó na secção narrativa é bem distinta da reação na seção poética.

O Jó da secção narrativa assume uma atitude da mais total conformidade. Tendo perdido os bens e os filhos, não amaldiçoa Deus, conforme a expectativa de Satanás. Dirigindo-se a Deus, Satanás levanta a suspeita de que Jó nutria uma religião interesseira. Por ser abençoado por Deus, de quem recebia proteção, dava mostras de religiosidade. Bastaria uma pequena provação para fazer desmoronar essa piedade inconsistente. Satanás teve a petulância de desafiar Deus ao lhe dizer: “Estende, porém, um pouco a tua mão e toca em todos os seus bens, para ver se não te lançará maldições na cara!” (Jó 1,11). O leitor conhece muito bem a confiança depositada por Deus na sinceridade da religião de seu servo.

As palavras de Jó revelam a inconsistência da suspeita levantava por Satanás. Ele não tem razão e, sim, Deus. Este havia confiado em Jó. E não se decepcionou” São comoventes as palavras de Jó: “Nu, saí do ventre de minha mãe e nu, voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim aconteceu. Seja bendito o nome do Senhor!” (Jó 1,11). Reconhecia-se indigno do que possuía, pois fora tudo dom divino, sem que merecesse. Com a liberdade que havia concedido, Deus tinha o direito de tirar, sem necessitar de permissões. Jó colocava-se diante da liberdade divina sem protestar, apelando para a vida escrupulosamente justa que levara. Uma intervenção do narrador sublinha a resignação de Jó: “Apesar de tudo, Jó não pecou com seus lábios, nem disse coisa alguma insensata contra Deus” (Jó 1,22).

Idêntica reação repete-se na segunda investida de Satanás, quando lhe é dada a permissão de submeter Jó à provação de privá-lo da saúde. Sem reclamar, Jó repleto de chagas “sentado no meio do lixo, raspava o pus com um caco de telha” (Jó 2,8). Instigado por sua mulher a amaldiçoar a Deus e “morrer de uma vez” (Jó 2,9), repreende-a: “Falas como uma insensata. Se recebemos de Deus os bens, não deveríamos receber também os males?” (Jó 2,10). Constata, novamente, o narrador: “E apesar de tudo, Jó não pecou com seus lábios” (Jó 2,10b).

Deus tinha razão. A piedade de Jó não era interesseira, pois, tanto na saúde quanto na doença, manteve a postura de reverência a Deus. Sem fazer exigências, reconheceu ter Deus o direito de dar e de tirar, de conceder e de privar, de tornar rico e de tornar pobre, sem consultar o ser humano. Deste exige-se, apenas, conservar a atitude de temor respeitoso a Deus, embora sem conhecer-lhe os desígnios misteriosos.

O Jó da secção poética, pelo contrário, é um inconformado com a desgraça. No monólogo introdutório desta secção, quando abre a boca, amaldiçoa o dia de seu nascimento, com expressões duras. Em última análise, Deus é o destinatário de sua lamentação. Uma leitura superficial de Jó 3 é suficiente para respigar afirmações cortantes de maldição contra o ter vindo à existência. É como se o nascimento houvera sido um equívoco de Deus e pudesse ser, pura e simplesmente, cancelado, sem nenhuma consideração. “Pereça o dia em que nasci e a noite em que anunciaram: ‘Nasceu um menino!’ Esse dia, que se torne em trevas; Deus, do alto, não se lembre dele, e sobre ele não brilhe a luz!” (Jó 3,3-4). É como se Jó postulasse a reversão da criação, desejando que passe do ser ao não-ser. É muito mais do que passar da vida à morte, pois é a existência, enquanto tal, que está em jogo. A lamentação encerra-se revelando a decisão de Jó: “Não dissimulo, não me calo, não me aquieto: a ira de Deus veio sobre mim!” (Jó 3,26).

Jó entra numa intensa crise e mergulha numa profunda escuridão: falta-lhe inteligibilidade para compreender a gama de sofrimentos que se abatera sobre ele. Uma crise de sentido! Parecia-lhe impossível conciliar a bondade de Deus com o seu sofrimento. A teologia da retribuição era incapaz de explicar o que está acontecendo. Tendo sido um homem reto e íntegro, não merecia desgraças deste calibre. Sem alternativas teológicas, fica sem chão, reduzido à mais total perplexidade. Haveria a possibilidade de rebelar-se contra Deus, como sugerira sua mulher – “Amaldiçoa a Deus e morre de uma vez!” (Jó 1,9) –, mas seria indigno para quem se pautou por uma piedade sincera. Revoltar-se contra o sem sentido da vida, em longo prazo, seria insuportável. O Jó da secção poética, porém, não está disposto a resignar-se.

Os três amigos – Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat –, então, entram em cena. A secção narrativa fizera referência a eles, como vindos de longe para consolar o amigo Jó, afligido pela desgraça. Naquela ocasião, “em alta voz começaram a chorar, rasgaram suas vestes e lançaram poeira para o céu, sobre as cabeças. Sentaram-se no chão ao lado dele por sete dias e sete noites, sem dizer-lhe palavra, pois viam como era atroz a sua dor” (Jó 2,11-13).

Estes amigos silenciosos, solidários, compassivos tornam-se, agora, intransigentes defensores da teologia popular tradicional, a teologia oficial, excelente instrumento para acobertar injustiças. Jó é colocado sob suspeita. Elifaz lança um repto a Jó: “Lembra-te, por favor: acaso já pereceu alguém inocente? Ou quando é que os retos foram destruídos? Ao contrário, tenho visto os que praticam a iniquidade, os que semeiam dores e as colhem: esses pereceram ao sopro de Deus e foram consumidos ao ímpeto de sua ira” (Jó 4,7-8). E questiona a piedade de Jó: “Acaso (o Poderoso) te repreenderá pela tua piedade ou entrará contigo em juízo? Não antes, por causa da tua múltipla maldade e das tuas infinitas iniqüidades?” (Jó 22,4-5). Baldad segue na mesma direção: “De fato, Deus não rejeita quem é íntegro, como tampouco não estende a mão aos malvados” (Jó 8,20). Daí seu conselho a Jó: “Feliz o homem a quem Deus corrige! Não rejeites, pois, a repreensão do Poderoso” (Jó 5,17). Sofar indica a Jó a conduta correta: “Se colocares em ordem o coração e estenderes as mãos para Deus, se afastares das mãos a maldade e não alojares a injustiça em tua tenda, poderás levantar o rosto sem mácula, serás inabalável e nada temerás” (Jó 11,13-15).

Entretanto, Jó recusa-se terminantemente a admitir ter cometido qualquer pecado digno do castigo. As três séries de diálogo são um combate entre o Jó cético diante da teologia tradicional e seus amigos, seguros de que todo pecador é castigado. As dolorosas provações de Jó, para eles, são um sinal inequívoco de que havia pecado. Negá-lo seria fechar-se diante da evidência.

A postura de Jó é firme no sentido de recusar as imagens de Deus não sintonizadas com a experiência. A contradição exige questionar a imagem de Deus, mais que se submeter de maneira irracional, embora, esta possa parecer a atitude mais respeitosa para com Deus. Neste sentido, Jó pode ser considerado um “desmantelador de Deus”, pois despedaça “as imagens religiosas de Deus”, “a imagem do Deus justo e bom”, mas que “viola o direito”, “um Deus perverso e sádico”, cuja imagem é “negativa e radicalmente destrutiva” (ASURMENDI, 1999, p. 77-81, cf. p. 104-108). Sua consciência é nítida: “Dos mandamentos de seus lábios nunca me afastei e no meu íntimo guardei as palavras de sua boca” (Jó 23,12). Por isto, não pode aceitar o que as doutrinas e teologias correntes querem lhe impor. “Longe de mim dar-vos razão: enquanto eu respirar, não me apartarei da minha inocência. Não largarei a minha defesa, que comecei a fazer, pois meu coração nada me reprova em toda a minha vida” (Jó 27,5-6) é a postura firme diante da insistência dos amigos. A postura dogmática e intransigente da religião que tenta abafar seu grito de justo sofredor é-lhe insuportável. Ele tem a ousadia de dizer para Deus: “Tu te transformaste em meu carrasco e me atacas com a brutalidade de tua mão” (Jó 30,21), coisa impensável e com cheiro de blasfêmia para seus amigos, que se consideravam defensores de Deus e da verdadeira religião. Tal religião, fundada numa experiência superficial de Deus, que exige conformismo, imobilismo, silêncio e fórmulas prontas está fora do horizonte de Jó. Pelo contrário, interessa-lhe a religião onde o ser humano, sem faltar de respeito a Deus nem, tampouco, cair na impiedade, pode abrir o coração e dizer a Deus o que sente no íntimo.

Como a conversa se prolonga sem nenhum resultado, Jó decide dar-lhe um basta e desafia o próprio Deus a lhe dar uma resposta: “Quem me apresentaria alguém que me escutasse? É isso que assino. Que me responda o Poderoso! Quanto à acusação, redigida por meu adversário, eu a carregaria sobre os ombros e a cingiria como um diadema. A ele eu daria conta de meus passos e dele me aproximaria, como de um príncipe!” (Jó 31,35-37).

Deus aceita o desafio de Jó e intervém. Todavia, longe de oferecer-lhe uma explicação fácil, mostra-lhe a real dimensão do problema. Deus mergulha-o nas profundidades do mistério do universo, com uma imensa quantidade de questões irrespondíveis e insolúveis, como as quais o ser humano convive. O enigma do sofrimento – desgraça – do justo é uma questão a mais. Para ser feliz não é necessário ter uma resposta cabal para cada enigma da existência. Compreendendo isto, Jó estaria no rumo da superação de seu drama interior. A desgraça não deve, necessariamente, ser interpretada como castigo divino. Portanto, o íntegro e reto pode experimentar a dor e a tribulação sem que a relação com Deus seja colocada em xeque. Este é um mistério entre tantos outros nos quais o ser humano está envolvido!

O autor do livro de Jó não tem a intenção de ridicularizar a teologia tradicional e, sim, mostrar-lhe a insuficiência para resolver a questão do sofrimento do íntegro e reto, a desgraça do justo. A firmeza da teologia tradicional não é tão firme assim. "Foi Deus quem quis" – "Foi Deus quem permitiu" são afirmações correntes diante de situações inexplicáveis. Entretanto, são respostas insatisfatórias, que revelam a incapacidade humana de penetrar os meandros do mistério da vida, que envolve tanto Jó quanto seus amigos.

6. A graça recuperada

Cada um dos dois Jós recupera a graça a seu modo.

O Jó da secção narrativa, tendo conservado a fidelidade, vê a sorte mudar totalmente. Deus “restituiu-lhe todos os bens, o dobro do que antes possuía... O Senhor abençoou Jó no fim de sua vida mais do que no princípio: ele possuía agora quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Teve, também, outros sete filhos e três filhas... Depois desses acontecimentos, Jó viveu ainda centro e quarenta e quatro anos e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração. E morreu velho e cumulado de dias” (Jó 42,10-17).

Esta solução confirma a teologia da retribuição. A desgraça foi uma provação na vida de Jó. A recompensa divina veio em forma de bens multiplicados, prole e idade avançada, como recompensa da fidelidade. É um happy end! A lição é clara: o sofrimento não tem a última palavra na vida do justo, pois a bênção divina virá na certa. Vale a pena sofrer, embora sem merecer o sofrimento!

Com grande probabilidade deve ter sido um acréscimo, obra de alguém inconformado com a solução a que Jó chegou: resignar-se diante do desígnio insondável de Deus. “O Senhor deu, o Senhor tirou... bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1,21). O sofrimento do justo só será compreendido por quem for capaz de compreender que Deus não está obrigado a cumular o justo de bênçãos, só porque foi justo. E, mais, entender que o sofrimento do justo pode não ser castigo de Deus. E, sim, ter outras causas, por exemplo, a maldade e a injustiça alheias. E que Deus se solidarizará com o justo injustiçado, sofrendo com ele, sem intervir para privá-lo do sofrimento. A grandeza de Deus consistirá, exatamente, em fazer-se solidário com o justo sofredor, sem criar para ele um tipo de existência especial, onde a dor não tenha lugar. Em outras palavras, um tipo de vida artificial onde o ser humano está posto à margem da tragicidade da vida. O autor de Jó não caiu nessa armadilha! O acréscimo de Jó 42,10-17 foi uma traição à teologia do narrador. Os sinais hiperbólicos de bênçãos contêm uma teologia contrária à que foi defendida ao longo de toda a obra. O “final feliz” tem o efeito de amenizar a crueza do passado. Entretanto, a verdadeira religião consiste em perseverar no amor de Deus, embora os sinais exteriores sejam interpretados pelos falsos teólogos como punição divina. A teologia do narrador de Jó exige, pois, deixar de lado o desfecho entrevisto por quem se recusava a renunciar à teologia aprendida da tradição, sem questionar-lhe os fundamentos.

O Jó da secção poética, após o debate estéril com os amigos, recorre a Deus, de quem espera luzes para entender o enigma de sua vida. Os dois longos discursos de Deus (Jó 38-41) parecem não enfrentar o problema com que Jó se debatia. Recorrendo a perguntas retóricas e bastante irônicas, confronta-o com a multiplicidade de interrogações, para as quais os seres humanos não possuem resposta, e com os quais devem conviver. O mistério da natureza e da história soma-se ao mistério de cada ser humano como parte de um mistério muito maior e incontrolável, que escapa a toda e qualquer compreensão humana, que tenha a pretensão de ser cabal. Ao ser humano são dadas fagulhas de compreensão, com as quais deve se contentar. A religião não oferece ao ser humano uma segurança racional, uma chave de leitura para os mistérios da vida e do cosmos (SÁNCHEZ, 1991, p. 173-183). A religião parte daí. Qualquer teologia muito segura racionalmente pode mostrar-se insuficiente, quando não inútil.

O Jó crítico parece encontrar a paz de espírito. Não pela via da razão, no sentido de ter chegado a explicações apodíticas de seu sofrimento, embora fosse inimputável (LEVORATTI, 1993, p. 1-53). E, sim, pelo caminho da fé, no sentido de reconhecer haver um sentido para o sofrimento, coOs discursos religiosos eivados de piedade podem, ao serem analisados detidamente, revelar uma total inconsistência. Falam de Deus a partir de chavões, slogans, discursos de segunda mão, sem se darem ao trabalho de verificar a veracidade das afirmações, confrontando-as com a vida real. Se “na prática, a teoria é outra”, urge refazer a teoria, de modo a se adequar à prática. Insistir numa teologia pouco aderente à realidade, por incapacidade ou medo de questioná-la, revela-se uma atitude inadequada para quem almeja ter uma fé adulta.

Jó teve a ousadia de se insubordinar contra as certezas religiosas de seu tempo, por julgar a doutrina da retribuição incapaz de oferecer uma luz para ajudá-lo a superar sua dramática situação de inocente punido por Deus. A doutrina da retribuição era taxativa ao explicar a situação em que se encontrava. Se fora acometido por males tão terríveis, só havia uma explicação: tratava-se de castigos por pecados atuais ou passados, embora desconhecidos ou imemoráveis.

Recusando aceitar essa explicação simplista, Jó é desafiado a pensar Deus para além das relações interesseiras promovidas pela teologia da retribuição. O caminho consistirá em estabelecer com Deus relações de pura gratuidade, sem esperar nada em troca. E, até mesmo, sendo vítima da pobreza, ser acometido por doenças e perdendo a inteira prole.

Jó compreende que a relação com Deus deverá ser a mais profunda possível. Entretanto, nada de barganhar com ele, transformando a relação numa espécie de comércio. Nada se deve esperar de material, senão a consciência de ser amado e valorizado por ele. A relação de total gratuidade com Deus previne o fiel de viver agitado por crises de dúvidas, ao lhe garantir certa distância em relação à dor e ao sofrimento. Jó foi capaz de por em xeque as imagens pré-fabricadas e facilitadas de Deus e, assim, abriu caminho para uma maneira diferente de fazer teologia.

A postura do autor de Jó abre espaço para a abordagem da fenomenologia e da hermenêutica do religioso, numa vertente bem peculiar. Trata-se, afinal de contas, de confrontar as variadas imagens de Deus, disponíveis no amplo mercado religioso, com a vivência real do ser humano, visando a desmascarar as falsas imagens de Deus. Ou seja, aquelas que mantêm o ser humano cativo de um destino cruel, sempre em dívida com divindades caprichosas, às quais jamais será capaz de agradar. Ou, então, as que estabelecem com o ser humano uma relação de “toma lá dá cá”, em que o ser humano, quase sempre leva a pior. A teologia veiculada no livro de Jó segue a direção contrária: a verdadeira religião consiste em amar a Deus sem esperar nada em troca, nem riqueza, nem prole e nem vida longa. A Deus se ama porque é amável! Olvidar esta teologia fundamental terá como efeito fazer a religião, qualquer que seja, enveredar-se por caminhos perigosos.

1. Observações preliminares

1ª – Jó é o personagem central de uma obra anônima. Não é o autor do livro. Não fala sobre a própria experiência. Outros falam a respeito dele. O livro é uma teologia narrativo-poética sobre o tema do sofrimento – “desgraça” – do justo. Subjacente está a questão da verdadeira religião. Como explicar o sofrimento do justo que teve conduta ilibada no trato com Deus?

Jó não é israelita. Logo, não professa a fé no Deus de Israel. De igual modo, os demais personagens são todos estrangeiros. Frisa-se, assim, o aspecto humano e universal da experiência de Jó. Apesar de estar na Bíblia, o livro não trata de algo exclusivo dos israelitas, mas da humanidade enquanto tal. Por outro lado, na literatura extrabíblica encontram-se personagens semelhantes a Jó. É possível que a tradição bíblica tenha se inspirado em tais personagens largamente conhecidos .

2ª – Existem dois “Jós”: o da secção narrativa (Jó 1-2; 42,7-17) e o da secção poética (Jó 3,1-42,6) (WESTERMANN, 1983, p. 19-31). O primeiro é paciente e conformado; o segundo é inquieto e questionador. Um não se rebela contra o enigma do sofrimento do justo; o outro exige explicações vindas de Deus. Um enfrenta calado o sofrimento; o outro se envolve num bate-boca interminável com quem insiste em fazê-lo confessar pecados não cometidos. Ambos, porém, são exemplos de homens sábios e de fé comprovada.

O Jó crítico fala de si mesmo nestes termos: “Se recusei respeitar o direito de meu servo e de minha serva, quando reclamavam contra mim, que farei quando Deus se levantar para o julgamento, e que vou responder-lhe quando me interrogar?... Se neguei aos pobres o que eles queriam e fiz desfalecerem os olhos da viúva; se comi meu bocado de pão sozinho sem reparti-lo com o órfão... se desprezei a quem perecia por não ter roupa, e a um pobre sem cobertor; se não me agradeceram os seus ombros, por serem aquecidos com a lã de minhas ovelhas; se levantei a mão contra o órfão, ao ver que eu tinha apoio no tribunal... então, que meu ombro se desloque da clavícula e meu braço se desconjunte! Sim, porque o castigo de Deus seria o terror para mim, e eu nada poderia fazer diante da sua grandeza” (Jó 31,12-23). É a descrição do ser humano plenamente fiel (CAESAR, 1999, p. 435-447).

3ª – A teologia da época tinha a justiça de Deus como um dado inquestionável. A fidelidade a Deus era penhor de “graça”. A infidelidade era causa de “desgraça”. Por isso, os sábios insistiam na necessidade de ser justo e piedoso, como forma de garantir o beneplácito divino. Evitava-se, assim, que o ser humano estivesse submetido à arbitrariedade da natureza. A “graça” era assegurada pela lei moral, garantida por Deus. Na direção contrária, qualquer deslize era suficiente para atrair o castigo divino. As opções morais funcionavam como instrumento para controlar e prever a história. A correlação entre ética e teologia era estreita: a ação de Deus, de certo modo, estava na dependência da ação humana. Resultava daí a teologia do Deus previsível, sempre pronto a dar às ações humanas a devida retribuição (OLIVEIRA, 2006; HAINEN, 1982).

4º – Colocar Deus sob suspeita significa questionar as imagens que se fazem de Deus. Afinal, ninguém se relaciona com Deus em si mesmo, de forma imediata, mas com as maneiras como a divindade é imaginada. Decorre, daí, a relação do ser humano com Deus. Uma imagem de Deus marcada pelo amor, pela misericórdia e pelo perdão nutrirá no coração humano uma postura de acolhida amorosa de Deus e disposição para ser caridoso, misericordioso e disposto a perdoar o semelhante. Na direção contrária, uma imagem de Deus fundada na punição e na vingança, mas, também, na retribuição, levará o ser humano a nutrir pavor em relação a Deus, a esperar retribuição pelo que faz de bem ou de mal e a agir da mesma forma na relação com o próximo. Pode-se, então, falar da conversão de Deus como transformação da imagem de Deus cultivada no coração humano.

2. Jó às voltas com uma questão teológica

O autor de Jó põe em xeque a teologia do Deus previsível, mostrando que a justiça retributiva – a doutrina da retribuição – não é o melhor caminho para se estabelecer uma relação saudável e autêntica com Deus. O motivo principal de sua inconveniência deve-se ao fato de pensar Deus na dependência do ser humano. Deus estaria cerceado e limitado em sua ação, impedido de agir para além dos limites estabelecidos pela ação humana, boa ou má .

A questão subjacente ao livro do Jó pode ser formulada de variadas maneiras: É possível o ser humano amar a Deus por ele mesmo, sem visar a interesses? É possível uma piedade totalmente desinteressada? É possível estabelecer um vínculo com Deus sem nada esperar dele? É possível uma religião de pura gratuidade, onde seja banida a idéia de retribuição? 

Se a vida piedosa é uma postura interesseira, qualquer experiência de desgraça será suficiente para tornar insensata a vida humana, para quem não conseguiu responder a contento a questão levantada por Jó. A correção ética bastaria para prevenir toda sorte de sofrimento? É possível ao ser humano tornar-se imune a qualquer experiência de luto, de dor e de perda? A piedade é um antídoto suficientemente forte para mantê-los distantes?

A mentalidade popular não questiona o sofrimento do ímpio, do malvado, do marginal, do facínora, mesmo imposto ao arrepio da Lei. É comum ouvir imprecações contra os grupos de Direitos Humanos, acusados de defender bandidos, como se os bandidos não fossem seres humanos. Para muita gente, “bandido bom é bandido morto”. Ditos populares reforçam esta mentalidade: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”; “A justiça de Deus tarda, mas não falha”; “Quem planta vento, colhe tempestade”.

Tudo é diferente quando a desgraça se abate sobre uma pessoa de fé, alguém que se destaca por sua religiosidade e temor a Deus. Então, surgem interrogações deste tipo: “Por que eu?” “Eu não mereço isto”. “O que fiz de mal para que esta desgraça se abatesse sobre mim e sobre a minha família?”

Estas interrogações têm um claro pressuposto teológico. A pessoa suspeita de “desinformação” de Deus a seu respeito. “Se Deus, deveras, soubesse quem sou eu, com toda certeza não permitiria que isto acontecesse comigo!” Ou, então, de que Deus quer prová-la. Num grau radical, há quem chegue a acusar Deus de injusto, vingativo, perseguidor. Por que faz isto comigo e não com os outros?

Surgem daí não poucas crises de fé que, na pior das hipóteses, leva à negação de Deus, ao ateísmo. Aliás, a “desgraça” do mundo tem levado muitos a negar a existência de Deus, pois a misericórdia divina seria incompatível com a desgraça avassaladora, espalhada pela face da terra.

O livro de Jó não resolveu o problema que enfrentou, mas, pelo menos, insinuou a possibilidade de fazer teologia com senso crítico, sem se dar por seguro, simplesmente, pela repetição dos dados da tradição, tidos como inquestionáveis.

3. A graça na vida de Jó

A graça manifestou-se na vida de Jó como experiência da posse de bens, prole e saúde, sinais da benevolência divina.

“Havia na terra de Us um homem chamado Jó: era íntegro e reto, temia a Deus e mantinha-se afastado do mal. Tinha sete filhos e três filhas. Possuía também sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas, e servos em grande quantidade. Era, pois, o mais rico entre todos os habitantes do Oriente” (Jó 1,1-3).

O personagem Jó é identificado pelo viés teológico: temente a Deus e afastado do mal. Nisto consistia sua integridade e retidão. Tudo mais decorria desta raiz. A retribuição divina era visível na prole e na riqueza invejável. Tanto o aspecto social quanto o econômico era regido pela fé. Porque temia a Deus, tinha uma bela família e era rico. Só faltou a referência à idade avançada, como se dirá no final, para termos os três indicadores da bênção divina: riqueza, prole e idade avançada.

A piedade paterna foi herdada pelos filhos. Jó 1,4-5 alude à vida dos filhos vivida na alegria e na felicidade, em perfeita comunhão e na celebração de contínuas festas. O pai, por precaução, todos os dias oferecia holocausto na intenção de cada um dos filhos, para reparar possíveis pecados cometidos por eles, eventuais ofensas a Deus.

A narração apresenta Jó de maneira a impossibilitar qualquer acusação de impiedade. Ninguém conseguirá apontar-lhe malfeitos ou desvios de conduta. Prepara-se, assim, a etapa seguinte, quando os amigos pressioná-lo-ão a rebuscar na memória traços de eventuais faltas que, embora olvidadas ou imperceptíveis, acabarão por gerar-lhe os mais atrozes sofrimentos. Jó, pelo contrário, tem a nítida consciência de estar em dia com Deus. Não dava para pensar diferentemente.

4. A desgraça na vida de Jó

Se a graça é representada por riqueza e prole, a desgraça vai na contramão, privando Jó de ambos os sinais da benevolência divina. A narração segue, passo a passo, a desgraça recaindo sobre Jó, como numa tomada cinematográfica.

A experiência de perda é descrita em três momentos: perda dos bens, dos filhos e da saúde. É o castigo divino abatendo-se sobre o justo Jó. A narração insere um novo personagem – Satanás – o inimigo, que levanta suspeitas sobre a consistência da piedade de Jó, nos seguintes termos: Jó é justo e temente a Deus para ser agraciado com as bênçãos divinas (piedade interesseira) ou é agraciado por ser temente a Deus (piedade gratuita)? Satanás suspeita que a primeira alternativa é a verdadeira, enquanto Deus aposta na segunda. Por isto, entrega seu servo nas mãos de Satanás, para que verifique a pureza de intenção de Jó.

Na primeira cena celeste (Jó 1,6-12), Satanás levanta uma suspeita a respeito da observação de Deus sobre Jó: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e reto, teme a Deus e afasta-se do mal”. Deus mesmo testemunha a favor da sinceridade de seu servo.

Satanás suspeita que a fidelidade de Jó deve-se à proteção – retribuição/“graça” – recebida de Deus. Daí ter declarado: “É sem motivo que Jó teme a Deus? Não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Abençoaste as obras de suas mãos, e seus bens cresceram na terra. Porém, estende um pouco a tua mão e toca em todos os seus bens, para ver se não te lançará maldições na cara!” (Jó 1,9-10).

Deus, então, dá a Satanás a permissão para submeter Jó à prova, privando-o de todos os seus bens. E a desgraça começa a entrar na vida dele: seus bois e mulas são roubados e seus servos assassinados; suas ovelhas, juntamente com os pastores, são queimadas com fogo caído do céu; seus camelos são roubados por bandos de caldeus, que eliminam os servos que os guardavam. O terror vem de todas as partes: do norte e do sul, do céu e da terra, sem escapatória. Não havia como proteger os bens do rico Jó. Num piscar de olhos, foram reduzidos a nada!

E, agora, como reconhecê-lo abençoado, diante do claro sinal de castigo divino? Entretanto, este era apenas o início das dores.

A desgraça continua na perda dos filhos, esmagados sob os escombros da casa onde faziam festa, sobre a qual se abateu um terrível furacão. Perde-se mais um sinal da benevolência divina: a prole. Portanto, Jó não terá mais quem lhe conserve a memória. Está fadado a ser esquecido. Quem quererá falar de um justo privado dos sinais exteriores de bênção e reduzido à pobreza e sem descendência? Em suma, um homem castigado por Deus.

Ambas as cenas aludem a experiências exteriores, tendo Jó permanecido incólume. O fato de ter se mantido firme, sem se revoltar contra Deus, dá motivo a Satanás para atacá-lo por um novo flanco. Se Jó for tocado na própria carne, haverá de conservar a fidelidade? Terá início uma segunda rodada de provações.

Novamente, num diálogo com Satanás, Deus faz uma observação elogiosa a respeito de Jó: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e se mantém afastado do mal. Ele persevera em sua integridade. Tu, porém, me atiçaste contra ele, para eu o afligir sem motivo”. É quanto Satanás lança a Deus um segundo repto: “Pele por pele! Para salvar a vida, o homem dá tudo o que tem. Mas estende a tua mão e fere-o na carne e nos ossos, e então verás se ele não vai maldizer-te na cara!” (Jó 2,3-6).

Satanás, então, recebe a permissão de tocar na saúde de Jó, contanto que lhe poupe a vida. Jó é ferido “com chagas malignas, desde a planta dos pés até o alto da cabeça” (Jó 2,7).

O Jó desgraçado está desprovido não só dos bens e dos filhos, mas, também da saúde. O mais rico dentre todos os habitantes do Oriente foi reduzindo à mais total miséria. Numa leitura teológica, Jó fora colocado na condição de amaldiçoado por Deus, passando a integrar a categoria dos ímpios. Sua vida reta e íntegra foi posta em xeque. Teria a vida de Jó, até então, sido pura aparência e falsidade? No fundo, teria levado uma vida inconfessável? É impossível pensar situação mais terrível para quem buscou pautar a vida pelo temor de Deus e se vê reduzido a uma situação incompreensível de perda, como se fora um morto vivo, desenraizado da vida. O preconceito teológico reduziu-o a um nada, ao interpretar a situação em que se encontrava como punição divina por faltas passadas. Daí seu duplo sentimento: de perda dos bens, dos filhos e da saúde e da perda da dignidade religiosa, ele que se pautara pela mais estrita fidelidade a Deus. A imagem de Deus em voga não dava margem para dúvida. A adesão a ela exigia confessar-se como pecador. Haveria outra para substituí-la?

Jó confronta-se com um nó difícil de ser desatado. A questão de fundo pode ser formulada assim: “É possível falar de Deus a partir do sofrimento do inocente? Que imagem de Deus seria necessária para dar sustentação a tal teologia? Uma teologia daí surgida pode ter a pretensão de ser honesta, não fazendo concessões a Deus em detrimento do ser humano?” Jó será capaz de se desvencilhar, quando “procura compreender a justiça de Deus em relação à pessoa que sofre, por isto não aceita a camisa de força da teologia que lhe é proposta... É o rechaço de uma maneira de fazer teologia que não leva em conta as situações concretas, o sofrimento e as esperanças do ser humano. E que, ao mesmo tempo, esquece o amor gratuito e a compreensão sem limites de Deus” (GUTIÉRREZ, 1986, p. 83.85).

5. A reação de Jó na desgraça

A reação de Jó na secção narrativa é bem distinta da reação na seção poética.

O Jó da secção narrativa assume uma atitude da mais total conformidade. Tendo perdido os bens e os filhos, não amaldiçoa Deus, conforme a expectativa de Satanás. Dirigindo-se a Deus, Satanás levanta a suspeita de que Jó nutria uma religião interesseira. Por ser abençoado por Deus, de quem recebia proteção, dava mostras de religiosidade. Bastaria uma pequena provação para fazer desmoronar essa piedade inconsistente. Satanás teve a petulância de desafiar Deus ao lhe dizer: “Estende, porém, um pouco a tua mão e toca em todos os seus bens, para ver se não te lançará maldições na cara!” (Jó 1,11). O leitor conhece muito bem a confiança depositada por Deus na sinceridade da religião de seu servo.

As palavras de Jó revelam a inconsistência da suspeita levantava por Satanás. Ele não tem razão e, sim, Deus. Este havia confiado em Jó. E não se decepcionou” São comoventes as palavras de Jó: “Nu, saí do ventre de minha mãe e nu, voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim aconteceu. Seja bendito o nome do Senhor!” (Jó 1,11). Reconhecia-se indigno do que possuía, pois fora tudo dom divino, sem que merecesse. Com a liberdade que havia concedido, Deus tinha o direito de tirar, sem necessitar de permissões. Jó colocava-se diante da liberdade divina sem protestar, apelando para a vida escrupulosamente justa que levara. Uma intervenção do narrador sublinha a resignação de Jó: “Apesar de tudo, Jó não pecou com seus lábios, nem disse coisa alguma insensata contra Deus” (Jó 1,22).

Idêntica reação repete-se na segunda investida de Satanás, quando lhe é dada a permissão de submeter Jó à provação de privá-lo da saúde. Sem reclamar, Jó repleto de chagas “sentado no meio do lixo, raspava o pus com um caco de telha” (Jó 2,8). Instigado por sua mulher a amaldiçoar a Deus e “morrer de uma vez” (Jó 2,9), repreende-a: “Falas como uma insensata. Se recebemos de Deus os bens, não deveríamos receber também os males?” (Jó 2,10). Constata, novamente, o narrador: “E apesar de tudo, Jó não pecou com seus lábios” (Jó 2,10b).

Deus tinha razão. A piedade de Jó não era interesseira, pois, tanto na saúde quanto na doença, manteve a postura de reverência a Deus. Sem fazer exigências, reconheceu ter Deus o direito de dar e de tirar, de conceder e de privar, de tornar rico e de tornar pobre, sem consultar o ser humano. Deste exige-se, apenas, conservar a atitude de temor respeitoso a Deus, embora sem conhecer-lhe os desígnios misteriosos .

O Jó da secção poética, pelo contrário, é um inconformado com a desgraça. No monólogo introdutório desta secção, quando abre a boca, amaldiçoa o dia de seu nascimento, com expressões duras. Em última análise, Deus é o destinatário de sua lamentação . Uma leitura superficial de Jó 3 é suficiente para respigar afirmações cortantes de maldição contra o ter vindo à existência. É como se o nascimento houvera sido um equívoco de Deus e pudesse ser, pura e simplesmente, cancelado, sem nenhuma consideração. “Pereça o dia em que nasci e a noite em que anunciaram: ‘Nasceu um menino!’ Esse dia, que se torne em trevas; Deus, do alto, não se lembre dele, e sobre ele não brilhe a luz!” (Jó 3,3-4). É como se Jó postulasse a reversão da criação, desejando que passe do ser ao não-ser. É muito mais do que passar da vida à morte, pois é a existência, enquanto tal, que está em jogo. A lamentação encerra-se revelando a decisão de Jó: “Não dissimulo, não me calo, não me aquieto: a ira de Deus veio sobre mim!” (Jó 3,26).

Jó entra numa intensa crise e mergulha numa profunda escuridão: falta-lhe inteligibilidade para compreender a gama de sofrimentos que se abatera sobre ele. Uma crise de sentido! Parecia-lhe impossível conciliar a bondade de Deus com o seu sofrimento. A teologia da retribuição era incapaz de explicar o que está acontecendo. Tendo sido um homem reto e íntegro, não merecia desgraças deste calibre. Sem alternativas teológicas, fica sem chão, reduzido à mais total perplexidade. Haveria a possibilidade de rebelar-se contra Deus, como sugerira sua mulher – “Amaldiçoa a Deus e morre de uma vez!” (Jó 1,9) –, mas seria indigno para quem se pautou por uma piedade sincera. Revoltar-se contra o sem sentido da vida, em longo prazo, seria insuportável. O Jó da secção poética, porém, não está disposto a resignar-se.

Os três amigos – Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat –, então, entram em cena. A secção narrativa fizera referência a eles, como vindos de longe para consolar o amigo Jó, afligido pela desgraça. Naquela ocasião, “em alta voz começaram a chorar, rasgaram suas vestes e lançaram poeira para o céu, sobre as cabeças. Sentaram-se no chão ao lado dele por sete dias e sete noites, sem dizer-lhe palavra, pois viam como era atroz a sua dor” (Jó 2,11-13).

Estes amigos silenciosos, solidários, compassivos tornam-se, agora, intransigentes defensores da teologia popular tradicional, a teologia oficial, excelente instrumento para acobertar injustiças. Jó é colocado sob suspeita. Elifaz lança um repto a Jó: “Lembra-te, por favor: acaso já pereceu alguém inocente? Ou quando é que os retos foram destruídos? Ao contrário, tenho visto os que praticam a iniquidade, os que semeiam dores e as colhem: esses pereceram ao sopro de Deus e foram consumidos ao ímpeto de sua ira” (Jó 4,7-8). E questiona a piedade de Jó: “Acaso (o Poderoso) te repreenderá pela tua piedade ou entrará contigo em juízo? Não antes, por causa da tua múltipla maldade e das tuas infinitas iniqüidades?” (Jó 22,4-5). Baldad segue na mesma direção: “De fato, Deus não rejeita quem é íntegro, como tampouco não estende a mão aos malvados” (Jó 8,20). Daí seu conselho a Jó: “Feliz o homem a quem Deus corrige! Não rejeites, pois, a repreensão do Poderoso” (Jó 5,17). Sofar indica a Jó a conduta correta: “Se colocares em ordem o coração e estenderes as mãos para Deus, se afastares das mãos a maldade e não alojares a injustiça em tua tenda, poderás levantar o rosto sem mácula, serás inabalável e nada temerás” (Jó 11,13-15).

Entretanto, Jó recusa-se terminantemente a admitir ter cometido qualquer pecado digno do castigo. As três séries de diálogo são um combate entre o Jó cético diante da teologia tradicional e seus amigos, seguros de que todo pecador é castigado. As dolorosas provações de Jó, para eles, são um sinal inequívoco de que havia pecado. Negá-lo seria fechar-se diante da evidência.

A postura de Jó é firme no sentido de recusar as imagens de Deus não sintonizadas com a experiência. A contradição exige questionar a imagem de Deus, mais que se submeter de maneira irracional, embora, esta possa parecer a atitude mais respeitosa para com Deus. Neste sentido, Jó pode ser considerado um “desmantelador de Deus”, pois despedaça “as imagens religiosas de Deus”, “a imagem do Deus justo e bom”, mas que “viola o direito”, “um Deus perverso e sádico”, cuja imagem é “negativa e radicalmente destrutiva” (ASURMENDI, 1999, p. 77-81, cf. p. 104-108). Sua consciência é nítida: “Dos mandamentos de seus lábios nunca me afastei e no meu íntimo guardei as palavras de sua boca” (Jó 23,12). Por isto, não pode aceitar o que as doutrinas e teologias correntes querem lhe impor. “Longe de mim dar-vos razão: enquanto eu respirar, não me apartarei da minha inocência. Não largarei a minha defesa, que comecei a fazer, pois meu coração nada me reprova em toda a minha vida” (Jó 27,5-6) é a postura firme diante da insistência dos amigos . A postura dogmática e intransigente da religião que tenta abafar seu grito de justo sofredor é-lhe insuportável. Ele tem a ousadia de dizer para Deus: “Tu te transformaste em meu carrasco e me atacas com a brutalidade de tua mão” (Jó 30,21), coisa impensável e com cheiro de blasfêmia para seus amigos, que se consideravam defensores de Deus e da verdadeira religião. Tal religião, fundada numa experiência superficial de Deus, que exige conformismo, imobilismo, silêncio e fórmulas prontas está fora do horizonte de Jó. Pelo contrário, interessa-lhe a religião onde o ser humano, sem faltar de respeito a Deus nem, tampouco, cair na impiedade, pode abrir o coração e dizer a Deus o que sente no íntimo.

Como a conversa se prolonga sem nenhum resultado, Jó decide dar-lhe um basta e desafia o próprio Deus a lhe dar uma resposta: “Quem me apresentaria alguém que me escutasse? É isso que assino. Que me responda o Poderoso! Quanto à acusação, redigida por meu adversário, eu a carregaria sobre os ombros e a cingiria como um diadema. A ele eu daria conta de meus passos e dele me aproximaria, como de um príncipe!” (Jó 31,35-37) .

Deus aceita o desafio de Jó e intervém. Todavia, longe de oferecer-lhe uma explicação fácil, mostra-lhe a real dimensão do problema. Deus mergulha-o nas profundidades do mistério do universo, com uma imensa quantidade de questões irrespondíveis e insolúveis, como as quais o ser humano convive. O enigma do sofrimento – desgraça – do justo é uma questão a mais. Para ser feliz não é necessário ter uma resposta cabal para cada enigma da existência. Compreendendo isto, Jó estaria no rumo da superação de seu drama interior. A desgraça não deve, necessariamente, ser interpretada como castigo divino. Portanto, o íntegro e reto pode experimentar a dor e a tribulação sem que a relação com Deus seja colocada em xeque. Este é um mistério entre tantos outros nos quais o ser humano está envolvido!

O autor do livro de Jó não tem a intenção de ridicularizar a teologia tradicional e, sim, mostrar-lhe a insuficiência para resolver a questão do sofrimento do íntegro e reto, a desgraça do justo. A firmeza da teologia tradicional não é tão firme assim. "Foi Deus quem quis" – "Foi Deus quem permitiu" são afirmações correntes diante de situações inexplicáveis. Entretanto, são respostas insatisfatórias, que revelam a incapacidade humana de penetrar os meandros do mistério da vida, que envolve tanto Jó quanto seus amigos.

6. A graça recuperada

Cada um dos dois Jós recupera a graça a seu modo.

O Jó da secção narrativa, tendo conservado a fidelidade, vê a sorte mudar totalmente. Deus “restituiu-lhe todos os bens, o dobro do que antes possuía... O Senhor abençoou Jó no fim de sua vida mais do que no princípio: ele possuía agora quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Teve, também, outros sete filhos e três filhas... Depois desses acontecimentos, Jó viveu ainda centro e quarenta e quatro anos e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração. E morreu velho e cumulado de dias” (Jó 42,10-17).

Esta solução confirma a teologia da retribuição. A desgraça foi uma provação na vida de Jó. A recompensa divina veio em forma de bens multiplicados, prole e idade avançada, como recompensa da fidelidade. É um happy end!  A lição é clara: o sofrimento não tem a última palavra na vida do justo, pois a bênção divina virá na certa. Vale a pena sofrer, embora sem merecer o sofrimento!

Com grande probabilidade deve ter sido um acréscimo, obra de alguém inconformado com a solução a que Jó chegou: resignar-se diante do desígnio insondável de Deus. “O Senhor deu, o Senhor tirou... bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1,21). O sofrimento do justo só será compreendido por quem for capaz de compreender que Deus não está obrigado a cumular o justo de bênçãos, só porque foi justo. E, mais, entender que o sofrimento do justo pode não ser castigo de Deus. E, sim, ter outras causas, por exemplo, a maldade e a injustiça alheias. E que Deus se solidarizará com o justo injustiçado, sofrendo com ele, sem intervir para privá-lo do sofrimento. A grandeza de Deus consistirá, exatamente, em fazer-se solidário com o justo sofredor, sem criar para ele um tipo de existência especial, onde a dor não tenha lugar. Em outras palavras, um tipo de vida artificial onde o ser humano está posto à margem da tragicidade da vida. O autor de Jó não caiu nessa armadilha! O acréscimo de Jó 42,10-17 foi uma traição à teologia do narrador. Os sinais hiperbólicos de bênçãos contêm uma teologia contrária à que foi defendida ao longo de toda a obra. O “final feliz” tem o efeito de amenizar a crueza do passado. Entretanto, a verdadeira religião consiste em perseverar no amor de Deus, embora os sinais exteriores sejam interpretados pelos falsos teólogos como punição divina. A teologia do narrador de Jó exige, pois, deixar de lado o desfecho entrevisto por quem se recusava a renunciar à teologia aprendida da tradição, sem questionar-lhe os fundamentos.

O Jó da secção poética, após o debate estéril com os amigos, recorre a Deus, de quem espera luzes para entender o enigma de sua vida. Os dois longos discursos de Deus (Jó 38-41) parecem não enfrentar o problema com que Jó se debatia. Recorrendo a perguntas retóricas e bastante irônicas, confronta-o com a multiplicidade de interrogações, para as quais os seres humanos não possuem resposta, e com os quais devem conviver. O mistério da natureza e da história soma-se ao mistério de cada ser humano como parte de um mistério muito maior e incontrolável, que escapa a toda e qualquer compreensão humana, que tenha a pretensão de ser cabal. Ao ser humano são dadas fagulhas de compreensão, com as quais deve se contentar. A religião não oferece ao ser humano uma segurança racional, uma chave de leitura para os mistérios da vida e do cosmos (SÁNCHEZ, 1991, p. 173-183). A religião parte daí. Qualquer teologia muito segura racionalmente pode mostrar-se insuficiente, quando não inútil.

O Jó crítico parece encontrar a paz de espírito. Não pela via da razão, no sentido de ter chegado a explicações apodíticas de seu sofrimento, embora fosse inimputável (LEVORATTI, 1993, p. 1-53). E, sim, pelo caminho da fé, no sentido de reconhecer haver um sentido para o sofrimento, conhecido apenas por Deus.  Daí, dirigindo-se a Deus, ter dito: “Fui leviano ao falar. Que é que vou responder? Porei minha mão sobre a boca. Disse uma coisa, mas não repetirei; e ainda outra, mas nada acrescentarei” (Jó 40,4-5). Jó pratica uma espécie de silêncio obsequioso diante de Deus, para além da crítica e da revolta; uma forma de calar respeitoso, contrapondo-se à verborréia dos amigos e se precavendo contra a tentação de imprecar e blasfemar, pela incapacidade de compaginar amor e sofrimento.

Jó dá um passo a mais, colocando-se diante de Deus com reverência. “Reconheço que podes tudo e que para ti nenhum pensamento é oculto... Pois eu falei, sem nada entender, de maravilhas que ultrapassam meu conhecimento... Eu te conhecia só por ouvir dizer, mas, agora, vejo-te com meus próprios olhos. Por isso, acuso-me a mim mesmo e me arrependo, no pó e na cinza” (Jó 42,2-6). A honestidade de Jó consistiu em não se contentar com a teologia pré-fabricada, que os amigos queriam fazê-lo tragar. Antes, só se contenta quando “faz teologia”, dispondo-se a falar com Deus face a face. Teologia de primeira mão! Teologia onde o ser humano, mormente o justo sofredor, coloca-se diante de Deus e se predispõe a escutá-lo e dar-lhe razão, mesmo sem chegar à explicação cabal da realidade. De uma coisa Jó está seguro, de forma alguma está sendo castigado por Deus, por faltas passadas, nem, tampouco, estava alijado das preocupações divinas. Deus estava atento a ele, mesmo em meio a sofrimentos atrozes.

A conclusão narrativa apresenta Deus censurando Elifaz de Temã e seus amigos, por terem sido incapazes de falar corretamente de Deus. Jó, pelo contrário, é elogiado. “Estou indignado contra ti e os teus dois amigos, porque não falastes corretamente de mim, como o fez meu servo Jó” (Jó 42,7) . Portanto, o discurso ortodoxo dos defensores da religião e dos apologetas fanáticos, por mais fiéis a Deus que queiram ser, padece de um defeito radical: não tem o beneplácito divino. Afinal, Deus não precisa de quem o defenda! Na contramão, o discurso de Jó, crítico e inconformado, corresponde ao “falar bem de Deus”. Este não exige de ninguém abaixar a cabeça diante do que não entende, nem, tampouco, engolir respostas piedosas, mas pouco convincentes ou, até mesmo, inaceitáveis. Deus não abafa o grito do justo sofredor, cujo sofrimento não se explica com os argumentos oferecidos pela religião. O protesto do justo sofredor não é blasfêmia. É sinal de reverência de quem, afinal, compreendeu que, de Deus, nada se deve esperar, pois só vale a pena amá-lo por pura gratuidade, sem a mais ínfima tentação de contar com recompensa, seja ela qual for. Deus será amado por ser amável, não porque possa retribuir com bens, prole e vida longa. O ser humano será justo, mesmo em meio a sofrimento, pois é este o modo de proceder de quem faz a verdadeira experiência de Deus. Da busca de recompensa, passa-se à gratuidade e ao amor como postura religiosa verdadeiramente sábia. Agir diferentemente é insensatez! Compreende-se que a verdadeira religião não é interesseira – do ut des – e que vale a pena ser temente a Deus, mesmo em meio à dor e ao sofrimento. Da teologia da retribuição passa-se à teologia do amor e da graça. A pessoa de fé autêntica ama a Deus com um amor desinteressado, sem nada esperar em troca. A desgraça, então, deixa de ser desgraça – castigo de Deus. A experiência humana de dor e de sofrimento deixa de ser argumento para se duvidar da misericórdia divina. A pessoa de fé pode amar a Deus e se sentir amada por ele em meio ao sofrimento. Afinal de contas, trata-se do sentido que damos aos fatos, a partir da relação estabelecida com Deus. O sofrimento só pode ser compreendido diferentemente por quem, de fato, estabelece com Deus uma relação de absoluta gratuidade. Jó reencontrou o sentido da vida porque recusou as teologias de segunda mão e trilhou um caminho novo, contra tudo e contra todos.

Jó foi aprovado por Deus por ter procurado a verdade com mais coragem e, por consequência, ter se aproximado dela mais de perto. Embora sua linguagem possa levar à suspeita de blasfêmia, foi a que melhor preservou a glória divina; mais que uma linguagem muito certinha, devedora da doutrina da retribuição. Aqui o risco de comprometer a imagem de Deus é grande. Pelo contrário, a gratuidade no trato com Deus e no falar de Deus tem mais chances de originar uma religião verdadeira.

Conclusão

A superação das aporias da fé e da religião supõe estabelecer com Deus uma relação de absoluta gratuidade, amando-o sem nada esperar, a não ser a certeza de amá-lo com amor verdadeiro. Só assim a pessoa de fé é capaz de mirar para além das desgraças da vida, sem se lamentar nem se revoltar contra Deus. Jó comporta um claro ensinamento: para avançar na direção de Deus, pressupõe-se romper com a tradição (ROSSI, 2005a, p. 63). Dito de outro modo, por em xeque as falsas imagens de Deus, de modo especial, as cultivadas por um tipo de religião piedosa, porém, sem consistência. Sem colocar Deus sob suspeita – o Deus de certas teologias – será impossível “falar bem de Deus”.

Jó não resolveu o problema em que se encontrava. Não! Ele não ofereceu um conteúdo à teologia, mas apontou para um "método" de fazer teologia, a partir da experiência. Só a partir daí é possível fazer uma teologia honesta que, talvez, nos colocará a salvo de certas crises de fé conhecido apenas por Deus. Daí, dirigindo-se a Deus, ter dito: “Fui leviano ao falar. Que é que vou responder? Porei minha mão sobre a boca. Disse uma coisa, mas não repetirei; e ainda outra, mas nada acrescentarei” (Jó 40,4-5). Jó pratica uma espécie de silêncio obsequioso diante de Deus, para além da crítica e da revolta; uma forma de calar respeitoso, contrapondo-se à verborréia dos amigos e se precavendo contra a tentação de imprecar e blasfemar, pela incapacidade de compaginar amor e sofrimento.

Jó dá um passo a mais, colocando-se diante de Deus com reverência. “Reconheço que podes tudo e que para ti nenhum pensamento é oculto... Pois eu falei, sem nada entender, de maravilhas que ultrapassam meu conhecimento... Eu te conhecia só por ouvir dizer, mas, agora, vejo-te com meus próprios olhos. Por isso, acuso-me a mim mesmo e me arrependo, no pó e na cinza” (Jó 42,2-6). A honestidade de Jó consistiu em não se contentar com a teologia pré-fabricada, que os amigos queriam fazê-lo tragar. Antes, só se contenta quando “faz teologia”, dispondo-se a falar com Deus face a face. Teologia de primeira mão! Teologia onde o ser humano, mormente o justo sofredor, coloca-se diante de Deus e se predispõe a escutá-lo e dar-lhe razão, mesmo sem chegar à explicação cabal da realidade. De uma coisa Jó está seguro, de forma alguma está sendo castigado por Deus, por faltas passadas, nem, tampouco, estava alijado das preocupações divinas. Deus estava atento a ele, mesmo em meio a sofrimentos atrozes.

A conclusão narrativa apresenta Deus censurando Elifaz de Temã e seus amigos, por terem sido incapazes de falar corretamente de Deus. Jó, pelo contrário, é elogiado. “Estou indignado contra ti e os teus dois amigos, porque não falastes corretamente de mim, como o fez meu servo Jó” (Jó 42,7). Portanto, o discurso ortodoxo dos defensores da religião e dos apologetas fanáticos, por mais fiéis a Deus que queiram ser, padece de um defeito radical: não tem o beneplácito divino. Afinal, Deus não precisa de quem o defenda! Na contramão, o discurso de Jó, crítico e inconformado, corresponde ao “falar bem de Deus”. Este não exige de ninguém abaixar a cabeça diante do que não entende, nem, tampouco, engolir respostas piedosas, mas pouco convincentes ou, até mesmo, inaceitáveis. Deus não abafa o grito do justo sofredor, cujo sofrimento não se explica com os argumentos oferecidos pela religião. O protesto do justo sofredor não é blasfêmia. É sinal de reverência de quem, afinal, compreendeu que, de Deus, nada se deve esperar, pois só vale a pena amá-lo por pura gratuidade, sem a mais ínfima tentação de contar com recompensa, seja ela qual for. Deus será amado por ser amável, não porque possa retribuir com bens, prole e vida longa. O ser humano será justo, mesmo em meio a sofrimento, pois é este o modo de proceder de quem faz a verdadeira experiência de Deus. Da busca de recompensa, passa-se à gratuidade e ao amor como postura religiosa verdadeiramente sábia. Agir diferentemente é insensatez! Compreende-se que a verdadeira religião não é interesseira – do ut des – e que vale a pena ser temente a Deus, mesmo em meio à dor e ao sofrimento. Da teologia da retribuição passa-se à teologia do amor e da graça. A pessoa de fé autêntica ama a Deus com um amor desinteressado, sem nada esperar em troca. A desgraça, então, deixa de ser desgraça – castigo de Deus. A experiência humana de dor e de sofrimento deixa de ser argumento para se duvidar da misericórdia divina. A pessoa de fé pode amar a Deus e se sentir amada por ele em meio ao sofrimento. Afinal de contas, trata-se do sentido que damos aos fatos, a partir da relação estabelecida com Deus. O sofrimento só pode ser compreendido diferentemente por quem, de fato, estabelece com Deus uma relação de absoluta gratuidade. Jó reencontrou o sentido da vida porque recusou as teologias de segunda mão e trilhou um caminho novo, contra tudo e contra todos.

Jó foi aprovado por Deus por ter procurado a verdade com mais coragem e, por consequência, ter se aproximado dela mais de perto. Embora sua linguagem possa levar à suspeita de blasfêmia, foi a que melhor preservou a glória divina; mais que uma linguagem muito certinha, devedora da doutrina da retribuição. Aqui o risco de comprometer a imagem de Deus é grande. Pelo contrário, a gratuidade no trato com Deus e no falar de Deus tem mais chances de originar uma religião verdadeira.

“Desde o início, o problema principal do livro de Jó é colocado: o sentido da retribuição e da gratuidade da fé em Deus e a ação que, daí, decorre... No contexto da doutrina da retribuição, a espera da recompensa falsifica a atitude e exerce, diabolicamente, o papel de um obstáculo no caminho para Deus” (RADERMAKERS, 1998, p. 62).

“Será que o pobre é capaz de fidelidade gratuita, independentemente de qualquer recompensa material? Questão grave, porque ¾ da humanidade estão afogados na pobreza. Será que toda esta gente é capaz de uma religião gratuita? E o restante ¼? Vive de fato uma religião gratuita?” (STORNIOLO, 1992, p. 13).

VOGELS (1994, p. 343-359) levanta suspeitas sobre a postura de Jó. Uma leitura atenta mostra que sua fé não é tão profunda como, à primeira vista, pode parecer. Sua resposta parece ser convencional e vazia, embora piedosa, sem nada de pessoal. O Jó da secção poética, sim, usa a própria linguagem e rejeita as fórmulas decoradas.

Jó “abandonou a lógica do linguajar teológico, que fala de Deus a partir de premissas eternamente estabelecidas. À base de sua experiência empírica, acusa a Deus de persegui-lo sem motivo” (PIXLEY, 1984, p. 337).

“Deus é questionado na sua bondade: por que me tratas de um modo que não te convém, ao invés de me tratar benignamente?” (MARTINI, 1990, p. 105).

“Jó rejeita radicalmente a teologia da retribuição: é tudo a mesma coisa, íntegro ou ímpio, a ambos Deus aniquila” (ROSSI, 2005a, p. 63).

“Jó é uma espécie de Prometeu bíblico. Mas, ao contrário de Prometeu, que era um deus, Jó é um homem” (DIETRICH, 1991, p. 35). Na mitologia grega, Prometeu é a divindade que desafia Júpiter, o deus supremo.

O longo discurso do jovem teólogo Eliú, mas com mentalidade conservadora, foi introduzido posteriormente (cf. Jó 32,1-37,24), por algum leitor da narrativa inconformado com a incapacidade de os amigos convencerem Jó. Entretanto, o arroubo juvenil questionando Jó diretamente não consegue ir além da teologia já conhecida, que Jó se recusa a abraçar.

Jó postula “uma teologia leiga, feita fora do Templo, a partir da vida quotidiana daqueles que estão em sofrimento, e questiona profundamente a Teologia da Retribuição” (DIETRICH, 1996, p. 15).

“A teologia existencial de Jó parte da vida. Se a vida contradiz o dogma, então o dogma é inexato e o crente deve continuar a busca. Uma tal teologia é dinâmica e permite a evolução. Jó, com efeito, luta interiormente, debate-se nas contradições e continua a buscar... Partir de sua experiência, sobretudo se é de sofrimento, ao invés de partir de princípios, muda muito as coisas. Muitos princípios que eram importantes e claros se desmoronam e parecem vãos” (VOGELS, 1995, p. 177-178).

“Jó abandona as regras da linguagem teológica e ataca a Deus. Sabe muito bem que o risco é imenso porque em poder não pode competir com Deus. Porém crê saber o que é justo. E a justiça não é monopólio de Deus” (PIXLEY, 1984, p. 338).

“Não se trata de acusar Deus, mas de pedir-lhe contas, de desafiá-lo a provar a culpabilidade de Jó” (RADERMAKERS, 1998, p. 125).

“Jó está confundido não por um inventário vão e arrogante dos itens criados, mas por sua própria estreiteza de visão por ter censurado um deus que ele acreditava ser onipotente e cheio de caprichos. Jó dá-se conta que Yhwh está totalmente envolvido pelo sofrimento e luta de suas criaturas” (LACOCQUE, 2007, p. 91).

“A resposta de Deus a Jó, em forma de uma série de questões, devia  reportar-se ao começo do mundo e sua criação, porque o problema de Jó era fundamentalmente teológico e cosmológico. Jó devia descobrir quem, exatamente, é Deus, de maneira a expor e corrigir a louca malícia dos amigos” (LECOCQUE, 2007, p. 93).

“De fato, a oração de Jó, a interpelação, ou seja, o ultimatum que dirige a Deus choca-se com um muro: o silêncio. Deus parece ausente. Tanto mais se poderia desconfiar de um traço de sua presença na força do grito de Jó, na certeza que o anima, e mesmo na fé com que clama sua inocência” (RADERMARKERS, 1998,p. 205).

“A conversa entre os três amigos e Jó é comparável a uma conversa entre um teólogo conservador e um teólogo liberal, ou entre um cristão cheio de bom senso e um membro fanático de uma seita. Praticar duas teologias equivale a falar duas linguagens diferentes” (VOGELS, 1995, p. 178).

RADERMARKERS (1998, p. 261) segue uma posição um pouco diferente. “O ‘dobro de bens’ dado a Jó não deve ser tomado ao pé da letra como um Happy End ou uma ‘contrapartida’ em recompensa por sua boa conduta; significa a todo-poderosa generosidade de Deus”.

Para TERNAY (2001, p. 318), “trata-se de uma restauração e não de uma retribuição: Jó recebe todos os seus bens novamente e em dobro”.

“Pode-se dizer que a conclusão do livro estraga (gâte) o livro, porque volta à doutrina da retribuição segundo o princípio de causa-efeito, a teoria que o livro tentou questionar” (VOGELS, 1995,p. 254).

Jó “luta com Deus, mais ainda consigo mesmo, com a falta de moderação de seus pensamentos, com o sentimento de inferioridade que o assalta, com a insegurança que o corrói interiormente e da qual gostaria de sair com palavras ameaçadoras” (MARTINI, 1990, p. 107).

Jó “conhecia Deus pela catequese, pela teologia, pelas disquisições, pelos livros. Não se tratava, é claro, de conhecimentos falsos. Entretanto, não conseguiam criar unidade e, de fato, a enfocar a face de Deus... Agora, os olhos se lhe iluminaram e conseguiu intuir, diretamente, que, de Deus, não se fala; pelo contrário, ouve-se-lhe e se o adora” (MARTINI, 1990, p. 122).

“O Deus que Jó buscava calou-se, enquanto este último esforçava-se para encerrá-lo num sistema. Enfim, fala quando Jó, tocando o fundo do despojamento, não encontra palavras, quando não espera outra palavra senão a de Deus” (CHÉREAU, 2006, p. 289).

“A lógica de uma teologia que deduz suas razões de princípios gerais levou os amigos a trair sua amizade. E agora Deus os condenava por esta defesa anti-humana da divindade de Deus” (PIXLEY, 1984, p. 341).

Para a questão do desafio da verdadeira religião, a partir do livro de Jó, cf. STORNIOLO, 1992,p. 77-87.

 

 1

1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.

2 E nasceram-lhe sete filhos e três filhas.

3 E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente.

4 E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.

5 Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.

6 E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.

7 Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.

8 E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.

9 Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde?

10 Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra.

11 Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.

12 E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.

13 E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito,

14 Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles;

15 E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.

16 Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei para trazer-te a nova.

17 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Ordenando os caldeus três tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.

18 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito,

19 Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova.

20 Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou.

21 E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor.

22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

 

Isaías 55

1 Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.

3 Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi.

4 Eis que eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos.

5 Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do Senhor teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.

6 Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

7 Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.

8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.

9 Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

10 Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come,

11 Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

12 Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.

13 Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta; o que será para o Senhor por nome, e por sinal eterno, que nunca se apagará.

Romanos 8

1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

2 Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.

3 Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;

4 Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.

6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.

7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.

8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

10 E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.

11 E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

12 De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.

13 Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.

15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.

16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

18 Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.

19 Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.

20 Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,

21 Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.

23 E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.

24 Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?

25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.

26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

27 E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.

28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

29 Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

30 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.

31 Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

33 Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

34 Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

36 Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro.

37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

39 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.


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