DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


 

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* LIVRO AOS HEBREUS: AUTOR PAULO - 13 CAPÍTULOS
* LIVRO AOS HEBREUS: AUTOR PAULO - 13 CAPÍTULOS

PAULO (apóstolo)

 

Paulo de Tarso, também chamado de Apóstolo PauloSaulo de Tarso e São Paulo, foi um dos mais influentes escritores do cristianismo primitivo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada de "paulinismo", foi fundamental por causa do seu papel como proeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano.

Conhecido como Saulo antes de sua conversão, ele se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a Jerusalém", Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz, ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo.

Juntamente com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada.

Treze epístolas no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em sete delas é contestada por estudiosos modernos. Agostinho desenvolveu a ideia de Paulo que a salvação é baseada na fé e não nas "obras da Lei". A interpretação de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de "sola fide".

A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu "Novo Testamento", fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição.

Fontes de informação

A principal fonte para informações históricas sobre a vida de Paulo são as pistas encontradas em suas epístolas e nos Atos dos Apóstolos. Os Atos recontam a carreira de Paulo, mas deixam de fora diversas partes de sua vida, como a sua alegada execução em Roma.

Estudiosos como Hans Conzelmann e o teólogo John Knox (não deve ser confundido com John Knox do século XVI), disputam a confiabilidade histórica dos Atos dos Apóstolos. O relato do próprio Paulo sobre seu passado está principalmente na Epístola aos Gálatas. De acordo com alguns acadêmicos, o relato dos "Atos" sobre a visita de Paulo a Jerusalém, em Atos 11:27-30, contradiz o relato nas epístolas paulinas . Outros consideram o relato de Paulo nas epístolas como sendo mais confiável do que os encontrados nos "Atos".

Nomes

O nome original de Paulo era "Saulo" (em hebraico: שָׁאוּל- Sha'ultiberiano: Šāʼûl - "o que se pediu, o que se orou por" e traduzido em grego antigo: Σαούλ - Saul - ou Σαῦλος - Saulos), nome que divide com o bíblico Rei Saul, um outro benjaminita e primeiro rei de Israel, que foi sucedido pelo Rei Davi, da tribo de Judá . Segundo suas próprias palavras, era um fariseu.

O uso de "Paulo" (em grego: Παῦλος - Paulos; em latimPaulus ou Paullus - "baixo"; "curto") aparece nos "Atos" pela primeira vez quando ele começou sua primeira jornada missionária em território desconhecido. Em Atos 13:6-13, Paulo aparece, juntamente com Barnabé e João Marcos, conversando com Sérgio Paulo, um oficial romano em Chipre que será convertido por ele. Paulus era um sobrenome romano e alguns argumentam que Paulo o adotou como seu primeiro nome. Outra teoria, apontada pelo Vaticano, afirma que era costume para os judeus romanizados da época adotarem um nome romano e o pai de Paulo provavelmente quis agradar à família dos Pauli. Por fim, há ainda os que consideram possível a homenagem a Sérgio Paulo e mais provável que a mudança esteja mais relacionada a um desejo do apóstolo em se distanciar da história do Rei Saul, que perseguiu Davi.

Antes da conversão

Em "Atos dos Apóstolos", Paulo afirma ter nascido em Tarso (na província de Mersin, na parte meridional da Turquia central) e faz breves menções à sua família. Um sobrinho é mencionado em Atos 23:16 e sua mãe é citada entre os que moram em Roma em Romanos 16:13. É ali também que o apóstolo confessa que «Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.» (Atos 8:3).

Mesmo tendo nascido em Tarso, foi criado em Jerusalém, "aos pés de Gamaliel", que é considerado um dos maiores professores nos anais do Judaísmo" e cujo equilibrado conselho em Atos 5:34-39, para que os judeus se contivessem na fúria contra os discípulos, contrasta com a temeridade de seu estudante que, após a morte de Estevão, saiu num rompante perseguindo os "santos".

Conversão e a sua missão

A conversão de Paulo pode ser datada entre os anos de 31 e 36 pela referência que ele fez em uma de suas epístolas. De acordo com os "Atos dos Apóstolos", sua conversão (metanoia) ocorreu na "estrada para Damasco", onde ele afirmou ter tido uma visão de Jesus ressuscitado que o deixou temporariamente cego.

Testemunho pós-conversão

Nos versículos iniciais da Epístola aos Romanos, Paulo nos dá uma litania de sua própria alegação apostólica e de suas convicções pós-conversão sobre a ressurreição de Cristo.

Os seus próprios textos nos dão alguma ideia sobre o que ele pensava de sua relação com o Judaísmo. Se por um lado se mostrava crítico, tanto teologicamente quanto empiricamente, das alegações de superioridade moral ou de linhagem dos judeus, por outro defendia fortemente a noção de um lugar especial reservado aos filhos de Israel.

Ele ainda afirmou que recebeu as "boas novas" não de qualquer um, mas por uma revelação pessoal de Jesus Cristo. Por isso, ele se entendia independente da comunidade de Jerusalém (possivelmente no Cenáculo), embora alegasse sua concordância com ela no que tangia ao conteúdo do Evangelho. O que é mais impressionante nessa conversão é a mudança na forma de pensar que ocorreu. Ele teve que mudar seu conceito sobre quem o Messias era e, particularmente, aceitar a ideia, então absurda, de um Messias crucificado. Ou talvez o mais difícil tenha sido a mudança de seus conceitos sobre a superioridade dos judeus. Ainda há debates sobre se Paulo já se considerou como o veículo de evangelização dos gentios no momento de sua conversão ou se isto se deu mais tarde.

Primeiros anos de ministério

Após a sua conversão, Paulo foi para Damasco, onde os "Atos" afirmam que foi curado de sua cegueira e batizado por Ananias de Damasco. Paulo afirma em 2 Coríntios 11:32 que foi em Damasco que ele escapou por pouco da morte, indo em seguida primeiro para a Arábia e depois de volta para Damasco. Esta viagem de Paulo para a Arábia não é mencionada em nenhum outro lugar no Novo Testamento e alguns autores acreditam que ele tenha na realidade viajado até o Monte Sinai para meditar no deserto. Ele descreve em Gálatas como, três anos após a sua conversão, ele viajou para Jerusalém, onde se encontrou com Tiago, o Justo, e ficou com Simão Pedro por 15 dias.

A narrativa em Gálatas continua afirmando que, quatorze anos após a sua conversão, ele foi de novo a Jerusalém. Não se sabe exatamente o que aconteceu neste período, conhecido como "anos desconhecidos", mas tanto os Atos quanto os Gálatas nos dão algumas pistas. Ao final deste período, Barnabé foi ao encontro de Paulo e o trouxe de volta para Antioquia. O autor F. F. Bruce sugeriu que os quatorze anos podem ser contados a partir da conversão de Paulo ao invés de sua primeira visita a Jerusalém.

Quando uma grande fome ocorreu na Judeia, Paulo e Barnabé viajaram para Jerusalém para entregar a ajuda financeira da igreja de Antioquia. De acordo com os Atos, Antioquia já tinha se tornado um centro importante para os fiéis após a dispersão dos crentes que se seguiu ao martírio de Estêvão e foi lá que os seguidores de Jesus foram, pela primeira vez, chamados de cristãos.

Primeira viagem missionária

Nos Atos, relatam-se três viagens de Paulo: a primeira, liderada primeiro por Barnabé, levou Paulo de Antioquia até Chipre, passando depois pela Ásia Menor (Anatólia) e de volta a Antioquia. Em Chipre, Paulo refuta e cega Elimas, o mago, que estava criticando seus ensinamentos. Deste ponto em diante, Paulo é descrito como sendo o líder do grupo.

Segunda viagem missionária

Concílio de Jerusalém

Paulo partiu para sua segunda viagem de Jerusalém, onde estava sendo realizado o concílio com os outros apóstolos no qual a obrigatoriedade da circuncisão foi retirada. A maior parte dos acadêmicos concorda que houve uma reunião vital entre Paulo e a igreja de Jerusalém em algum momento entre os anos de 48 e 50, descrita em Atos 15:2 e geralmente entendido como o mesmo evento mencionado por Paulo em Gálatas 2:1. A principal questão discutida ali foi se os gentios convertidos precisavam ou não ser circuncidados, conforme o relato nos Atos e em Gálatas. Paulo alega em sua epístola que terá sido neste encontro que Pedro, Tiago e João aceitaram a missão de Paulo aos gentios.

Com o objetivo de levar a Antioquia o resultado do concílio, os fiéis realizaram uma eleição para escolher dois mensageiros que acompanhariam Paulo e Barnabé nessa missão. Os eleitos então foram Silas e Judas, "chamado Barsabá".

Paulo, Barnabé, Judas e Silas partiram então de Jerusalém levando os decretos dos apóstolos aos fiéis em Antioquia e nas províncias romanas da Síria e Cilícia. Chegando a Antioquia, eles cumprem a missão que lhes foi dada, sendo que Judas retorna para Jerusalém e desaparece da história, enquanto Silas permanece na cidade.

Paulo e Silas

Em Antioquia, Paulo e Barnabé tiveram uma dura discussão sobre se deveriam levar João Marcos com eles. Nos Atos, é mencionado que o menino já os tinha deixado em uma viagem anterior para retornar para casa. Paulo acreditava que ele ainda não estava pronto para este tipo de evangelização e, por isso, ele e Barnabé decidiram se separar. Barnabé acabou levando João Marcos consigo e Silas se juntou a Paulo.

Paulo e Silas viajaram para diversas cidades diferentes, como Tarso, Derbe e Listra (todas na Ásia Menor). Nesta última, eles encontraram Timóteo, um discípulo que tinha uma boa reputação, e decidiram levá-lo com eles. Em Filipos (na Grécia), uma multidão incitada por homens insatisfeitos com a conversão de uma escrava que dava muitos lucros aos seus patrões com suas adivinhações se insurgiu contra os missionários, açoitando e prendendo Paulo e Silas. Após um milagroso terremoto, os portões da prisão se abriram e os dois puderam escapar, o que levou por sua vez à conversão do carcereiro. Eles seguem então para Bereia, de onde Paulo segue para Atenas, deixando ali Silas e Timóteo. Na capital grega, Paulo prega no areópago contra os muitos ídolos que encontra, converte Dionísio, o Areopagita e parte. 

Por volta de 50 a 52, Paulo passou 18 meses em Corinto, onde reencontrou Timóteo e Silas. A referência nos Atos ao procônsul Gálio permite inferir a data (vide Inscrição de Gálio). Lá ele trabalhou com Silas e Timóteo e Paulo conheceu Priscila e Áquila, que se tornaram fiéis crentes e ajudaram Paulo em suas viagens missionárias. A dupla seguiu Paulo e seus companheiros até Éfeso e o grupo permaneceu ali para iniciar aquela que seria a mais forte e fiel igreja cristã daquele tempo. A cidade foi um importante centro da cristandade a partir do ano 50. Em 52, os missionários viajaram para Cesareia para cumprimentar a igreja que se formara ali, viajando em seguida para o sul até Antioquia, descansando ali por um ano antes de iniciarem uma terceira viagem missionária.

Terceira viagem missionária

Paulo iniciou sua terceira viagem missionária passando por toda a região da Galácia e da Frígia para reforçar a fé e ensinar para os fiéis, além de repreender os que estavam em erro. Quando ele chegou em Éfeso, ficou ali por pouco menos de três anos e realizou uma série de milagres, como curas e exorcismos. O apóstolo seguiu então para a Macedônia, passando novamente por Corinto, onde permaneceu por três meses. Quando ele estava pronto para retornar para a Síria, mudou de ideia por conta de um plano que os judeus tinham feito contra sua vida, voltando então para a Macedônia e terminando sua viagem em Cesareia.

Embora Paulo tenha escrito sobre uma visita que fez a Ilíria, ele estava se referindo ao que hoje chamamos de Ilíria Grega, parte da província romana da Macedônia, onde hoje está atualmente a Albânia.

Viagem a Roma

Paulo e seus companheiros seguiram então para Roma, naquela que foi provavelmente a última das viagens missionárias, em 60. A viagem começou em Jerusalém, onde os irmãos foram recebidos em festa. Lá, Paulo foi espancado e quase morto, preso e enviado para Cesareia Marítima, onde esteve detido durante aproximadamente um ano e meio. Foi transferido depois para Roma, a seu pedido, e solto após o comandante saber que ele era um cidadão romano. Paulo passou então a pregar na capital imperial.

O Incidente em Antioquia

Apesar do acordo encontrado no Concílio de Jerusalém, como tinha entendido Paulo, o apóstolo relata como ele depois confrontou publicamente Pedro, no que ficou conhecido como "Incidente em Antioquia", por causa da relutância dele em realizar suas refeições com os cristãos gentios em Antioquia.

Escrevendo depois sobre o incidente, relata ter dito a Pedro e os demais presentes «Se tu, sendo judeu, vives como gentio, e não como judeu, como obrigas os gentios a viver como os judeus?» (Gálatas 2:11-14). Paulo também menciona que até mesmo Barnabé, seu companheiro de viagem até aquele momento, ficou do lado de Pedro.

O resultado final do incidente permanece incerto. A Enciclopédia Católica afirma que "o relato de Paulo sobre o incidente não deixa dúvidas de que Pedro viu justiça na reprimenda". Em contraste, a obra "From Jesus to Christianity", de L. Michael White, alega que "o confronto com Pedro foi uma falha completa, uma bravata política, e Paulo logo deixou Antioquia como persona non grata para nunca mais voltar".

Prisão e morte

Paulo chegou em Jerusalém em 57 com uma coleta de dinheiro que tinha feito para a comunidade local e, segundo Atos, ele foi recebido calorosamente. Porém, o relato continua afirmando que ele foi interrogado por Tiago por ensinar a«...todos os judeus que estão entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem seus filhos nem andem segundo os nossos ritos» (Atos 21:22). Paulo então realizou um ritual de purificação para não dar aos judeus nenhum motivo para acusá-lo por não seguir os mandamentos da Lei.

Paulo porém continuava a pregar contra a circuncisão, contra as restrições alimentares e contra os requerimentos da Toráe isto provocou o rompimento final com os judeus. Paulo causou um alvoroço ao aparecer no Templo e somente escapou da morte por ter sido preso. Ele foi então mantido prisioneiro por dois anos em Cesareia até que um novo governador reabrisse seu caso em 59. Quando Paulo foi acusado de traição apelou ao César, alegando seu direito, como cidadão romano, de ser levado a um tribunal apropriado e de se defender das acusações.

Atos 28:1 relata que no caminho para Roma, Paulo sofreu um naufrágio em "Melite" (Malta), onde ele se encontrou com Públio e foi recebido pelos habitantes da ilha com "muita humanidade". Ele chegou a Roma por volta do ano 60 e passou mais dois anos em prisão domiciliar. Contando esta vez, Paulo passou entre cinco e seis anos preso em celas ou prisioneiro em casa.

Irineu de Lyon acreditava que Pedro e Paulo tinham sido os fundadores da Igreja de Roma, sendo eles a nominarem São Lino como bispo e sucessor:

...Igreja fundada e organizada em Roma pelos dois mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo; também [ensinando] a fé pregada aos homens, que chegou aos nossos dias através da sucessão dos bispos.... Os abençoados apóstolos, então, tendo fundado e abençoado a Igreja, entregaram nas mãos de Lino o episcopado.

 

— Adversus Haereses 3.2-3, Ireneu de Lyon

 

Paulo, porém, não foi bispo de Roma e nem levou o cristianismo para lá, pois já havia cristãos em Roma quando ele chegou lá[nota r1]. É evidente também que Paulo já tinha escrito uma epístola para a Igreja de Roma antes de ter visitado a cidade. Porém, Paulo pode ter tido um importante papel na formação da Igreja na capital romana.

Tradição sobre a morte de Paulo

Nem a Bíblia e nem outra história qualquer conta explicitamente como ou quando Paulo morreu. De acordo com a tradição cristã, Paulo foi decapitado em Roma durante o reino do imperador Nero em meados dos anos 60 na Abadia das Três Fontes (em italianoTre Fontane). O tratamento mais "humano" dado a Paulo, em contraste com a crucificação invertida de São Pedro, foi graças à sua cidadania romana.

Vários autores cristãos da Antiguidade já propuseram mais detalhes sobre a morte de Paulo. I Clemente, uma carta escrita pelo bispo de RomaClemente, por volta do ano 90 D.C. relata o seguinte sobre Paulo:

"Por causa de inveja e brigas, Paulo, pelo exemplo, mostrou a recompensa da resistência paciente. Após ele ter sido preso por sete vezes, ter sido exilado, apedrejado e ter pregado no ocidente e no oriente, ele recebeu o reconhecimento que era o prêmio da sua fé, tendo ensinado a retidão para o mundo inteiro e tendo chegado aos confins do ocidente. E quando ele já tinha dado seu testemunho perante os governantes, partiu deste mundo e foi para um lugar sagrado, tendo encontrado um notável padrão de resistência paciente.

 

— I Clemente, Clemente de Roma

 

 

Comentando sobre esta passagem, Raymond Brown escreve que, ainda que ela não afirme categoricamente que Paulo foi martirizado em Roma, "... algo assim é a mais provável interpretação".

Eusébio de Cesareia, que escreveu no século IV d.C., afirma que Paulo foi decapitado durante o reino do imperador romano Nero . Este evento tem sido datado ou no ano de 64 D.C., quando Roma foi devastada por um incêndio, ou alguns anos depois, em 67 D.C. A festa de São Pedro e São Paulo, da Igreja Católica, é comemorada em 29 de junho, o que pode refletir uma data tradicional para o seu martírio. Outras fontes também apontaram uma tradição de que Pedro e Paulo teriam morrido no mesmo dia (e, possivelmente, no mesmo ano).

apócrifo Atos de Pedro sugere que Paulo sobreviveu a Roma e viajou para o oeste, para a Hispânia. Alguns mantém o ponto de vista que ele poderia ter visitado a Grécia e a Ásia Menor após a sua viagem à Hispânia e que ele pode ter sido finalmente preso em Troas e enviado a Roma para ser executado (veja-se a discussão acima sobre as epístolas a Timóteo).

Túmulo e relíquias

tradição cristã mantém que Paulo foi enterrado com São Pedro ad Catacumbas na Via Ápia e lá permaneceu até seu corpo ser levado para a Basílica de São Paulo Extra-Muros, em Roma. O venerável Beda, em sua Historia ecclesiastica gentis Anglorum, escreveu que o Papa Vitaliano, em 665, deu algumas relíquias de Paulo (incluindo a cruz feita com as correntes que o prenderam) ao rei Oswiu da Nortúmbria, no norte da Inglaterra.

Ainda segundo a tradição, o túmulo de Paulo estaria localizado na Basílica de São Paulo Extra-Muros, em Roma. Escavações foram realizadas conforme o relato feito em um comunicado da Agência Católica Internacional de Imprensa (APIC - Agence de Presse Internationale Catholique), de 17 de fevereiro de 2005:

Um sarcófago que pode conter as relíquias do apóstolo Paulo foi identificado na Basílica de São Paulo Extra-Muros, de acordo com Giorgio Filippi, chefe do departamento epigráfico do Museu do Vaticano.

Sob o altar elevado, está uma laje de mármore do século IV, que sempre esteve visível, contém uma inscrição PAULO APOSTOLO MART (Paulo Apóstolo Mártir). A placa tem três furos e provavelmente está relacionada com o culto funerário de São Paulo. De acordo com Giorgio Filippi, esses buracos foram usados para a "criação de relíquias" por meio de simples contato com o túmulo do apóstolo.
Ao longo da Via Ostiense, um santuário foi erguido sobre o túmulo do apóstolo Paulo ainda no século I D.C. Como já fizera com São Pedro, o imperador romano Constantino, começou, no início do século IV, a construir uma basílica para abrigar o túmulo. Então, em 386, meio século após a do imperador e por conta do afluxo de peregrinos, uma basílica ainda maior foi construída por ordem dos imperadores Valentiniano IITeodósio I e Arcádio.

Em junho de 2009 o Papa Bento XVI anunciou os resultados das escavações ali realizadas. O sarcófago em si não foi aberto, mas foi examinado por meio de uma sonda e revelou pedaços de incenso e de linho, azul e púrpura, assim como pequenos fragmentos de osso, que foram datados por radio carbono como sendo do século I ou II D.C. De acordo com o Vaticano, isto é uma evidência a favor da tradição de que ali está efetivamente o túmulo de Paulo.

Obras

Quatorze epístolas do Novo Testamento são atribuídas a Paulo, das quais sete têm a autoria quase que universalmente aceita, enquanto que as outras sete são disputadas: EfésiosColossenses2 Tessalonicenses1 TimóteoTito e HEBREUS. Destas, quatro são consideradas como sendo de outro autor que não Paulo por razões textuais e gramaticais, enquanto que as outras três são disputadas por alguns acadêmicos. Paulo aparentemente ditou todas as suas epístolas (exceto Gálatas) através de um secretário (ou amanuense), que geralmente parafraseava o tom de sua mensagem, como era a prática entre os escribas do século I D.C.

Estas epístolas circularam entre as comunidades cristãs e eram lidas em público por membros da igreja, juntamente com outras obras. Elas foram citadas ainda no século I, por volta de 96 D.C., por Clemente de Roma em sua epístola Clemente aos Coríntios.

Atribuição de suas obras

As epístolas paulinas foram na sua maioria escritas para igrejas que Paulo visitou e o apóstolo era um grande viajante. Ele passou por Chipre, por toda a Ásia Menor, pela GréciaCreta e Roma. Elas estão repletas de exposições sobre o que os cristãos deveriam acreditar e como deveriam viver, ao passo que ele não relata ao destinatário (e aos leitores modernos) muito sobre a vida de Jesus. Suas mais explícitas referências são passagens sobre a Última Ceia e a crucificação e ressurreição. As referências aos ensinamentos de Jesus são também esparsos, levantando a questão, ainda em disputa, sobre o quão consistente é seu relato sobre a fé com o que está nos quatro evangelhos canônicos, os Atos e a Epístola de Tiago. O ponto de vista de que o Cristo de Paulo é diferente do Jesus histórico foi proposta pelo teólogo Adolf Harnack. De toda maneira, ele nos dá o primeiro relato escrito do que é ser cristão e da espiritualidade cristã.

Das catorze cartas atribuídas a Paulo e incluídas no cânone do Novo Testamento, há pouca ou nenhuma disputa de que Paulo tenha escrito pelo menos sete:

Epístola aos HEBREUS, que foi atribuída a ele ainda na antiguidade, já era questionada na época, e atualmente não é considerada como tendo sido escrita por ele pela maior parte dos especialistas (veja Antilegomena). A autoria das demais epístolas tem variados graus de disputa a respeito da autoria.

A autenticidade da Epístola aos Colossenses tem sido questionada por conter uma descrição de Jesus não encontrada em nenhuma outra de Paulo, descrevendo-o como a "imagem do Deus invisível", uma cristologia que só tem paralelo no Evangelho de João. Evidências internas demonstram uma conexão próxima com a Epístola aos Efésios, que é muito similar a Colossenses (dos 155 versículos, 78 são idênticos), mas quase sem referências pessoais. O estilo de Colossenses é único entre as epístolas paulinas, não se encontrando a ênfase na cruz que se vê nas demais e nem referência à Segunda vinda de Cristo, além de uma exaltação do casamento que contrasta com a encontrada em 1 Coríntios 7:8-9. Finalmente, segundo R.E. Brown, ela exalta a Igreja de uma forma que só se tornaria comum numa segunda geração de cristãos, "construída sobre a fundação deixada pelos apóstolos e profetas", já passada. Os defensores da autoria paulina argumentam que ela foi escrita para ser lida uma quantidade grande de igrejas (daí a similaridade com Efésios) e marca um estágio final do desenvolvimento de Paulo de Tarso. Deve ser lembrado também que a porção moral da epístola, que é composta dos dois últimos capítulos, tem uma afinidade muito maior com os trechos equivalentes em outras epístolas enquanto que o restante casa perfeitamente com os detalhes que conhecemos sobre a vida de Paulo, dando-nos ainda mais pistas sobre ela. Ela confirma, por exemplo, que ele estava preso quando a escreveu.

As epístolas pastorais1 Timóteo2 Timóteo e Epístola a Tito também já tiveram a autoria questionada. As três principais razões são:

  • As diferenças em vocabulário, estilo e teologia em relação às demais obras de Paulo. Os defensores da autenticidade afirma que elas foram provavelmente escritas em nome do apóstolo sob sua autoridade por algum de seus discípulos, a quem ele teria explicado claramente o que deveria ser escrito, ou a quem ele havia passado um sumário por escrito dos pontos a serem desenvolvidos, e que, uma vez escritas, Paulo as teria lido, aprovado e assinado.
  • A dificuldade de alinhá-las com a biografia conhecida de Paulo. Estas epístolas, assim como as dirigidas aos Colossenses e aos Efésios, foram escritas no período em que Paulo estava preso, mas ao contrário delas, afirmam que o apóstolo foi solto e viajou depois disso. Os defensores argumentam que Paulo foi preso pela primeira vez não por algum crime contra os romanos, mas para salvá-lo da prisão. Em Filêmom, ele parece ter a esperança de ser libertado logo e haveria bastante tempo para ele ter visitado Creta e escrever as epístolas a Timóteo antes de sua segunda - e final - prisão pelos romanos.
  • Finalmente, foram levantadas diversas objeções sobre o estado avançado da Igreja que a epístola deixa transparecer. Novamente, os defensores alegam que a epístola usa termos como "bispo", "diácono" e "padres" como sinônimos para indicar os que foram legados pelos apóstolos com a missão evangélica e não no sentido organizacional que termo viria a adquirir nos anos seguintes. Alegam também que se estas epístolas fossem mesmo, como alegam os críticos, uma defesa da sucessão apostólica pelos bispos, elas já deveriam ter sido atacadas como fraudes na antiguidade, argumenta que não encontra nenhum suporte evidencial.

O principal argumento contra a autoria de Paulo da Segunda Epístola aos Tessalonicenses é que a sua escatologia parece contradizer a da Primeira Epístola aos Tessalonicenses. Enquanto a primeira epístola parece indicar que a parousia é iminente, na segunda ele a coloca num futuro desconhecido, o que implicaria num "erro" do apóstolo em uma epístola que, segundo os crentes, teve inspiração divina. A defesa principal é que a frase mais polêmica, «Então nós que estivermos vivos, e formos deixados, seremos arrebatados em nuvens...» (1 Tessalonicenses 4:17) teve tradução problemática já na Vulgata (em latimNos, qui vivimus, qui residui sumus), mas que o texto original em grego não deixa dúvidas, hemeis oi zontes oi paraleipomenoi, ama syn autois arpagesometha, que seria melhor traduzido como "Nós, se estivermos vivos - se deixados para trás - [na terra], seremos arrebatados...".

Redenção

A teologia da redenção foi um dos principais assuntos abordados por Paulo. Paulo ensinou que os cristãos foram redimidos da Lei (veja supersessionismo) e do pecado pela morte de Jesus e sua ressurreição. Sua morte foi uma expiação e, pelo sangue de Cristo, a paz foi estabelecida entre Deus e o homem. Pelobatismo, um cristão toma sua parte na morte de Jesus e na sua vitória sobre a morte, recebendo, gratuitamente, uma renovada condição de filho de Deus.

Relação com o judaísmo

A teologia de Paulo sobre o evangelho acelerou a separação da seita messiânica dos cristãos do judaísmo, algo que Paulo não desejava. Ele escreveu que somente a fé em Cristo (como Messias) era suficiente e decisiva para a salvação, tanto de judeus quanto de gentios, tornando o cisma entre os cristãos e os judeus não só inevitável, mas permanente. Ele argumentou que os gentios convertidos não precisavam se tornar judeus ou ser circuncidados, nem tampouco seguir as leis alimentares. Porém, em Romanos, ele insiste numa visão positiva do valor da Lei Mosaica como um guia moral.

Escatologia

De acordo com Ehrman, Paulo acreditava que Jesus iria retornar ainda durante a sua vida. Ele afirma que Paulo acreditava que os cristãos que tinham morrido nesse meio tempo seriam ressucitados para poder participar do Reino de Deus. Acreditava também, segundo ele, que os salvos seriam transformados e assumiriam formas sobrenaturais.

O ensinamento de Paulo sobre o fim do mundo aparece muito claramente nas suas epístolas à igreja de Tessalônica. Muito perseguidos, é possível que eles tenham escrito para o apóstolo primeiro perguntando sobre os que já tinham morrido e sobre o que deveriam esperar no final. Paulo então os assegura que os mortos se levantarão primeiro e serão seguidos pelos que ainda estão vivos. Veja a discussão mais acima sobre as epístolas aos tessalonicenses), o que pode sugerir uma iminência do fim, mas ele não foi específico sobre a cronologia e encoraja seus ouvintes a terem paciência na epístola seguinte. O final dos tempos será uma batalha entre Jesus e o "Homem da iniquidade", cuja conclusão será o triunfo final de Cristo.

Papel das mulheres

Um verso na Primeira Epístola a Timóteo, tradicionalmente atribuída a Paulo (vide acima), é frequentemente utilizada como maior fonte de autoridade na bíblia para que às mulheres seja vedado o sacramento da ordem, além de outras posições de liderança e ministério no cristianismo. A Epístola a Timóteo é também muitas vezes utilizada por muitas igrejas para negar-lhes o voto em assuntos eclesiásticos e posições de ensino para público adulto e também a permissão para o trabalho missionário.

11 A mulher aprenda em silêncio com toda a sujeição;

12 pois não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem; mas que esteja em silêncio.

13 Pois Adão foi formado primeiro, depois Eva.

14 Adão não foi seduzido, mas a mulher é que, deixando-se iludir, caiu na transgressão;

 

— 1 Timóteo 2:11-14,

 

Esta passagem parece estar dizendo que as mulheres não devem ter na igreja nenhum papel de liderança frente aos homens. Se ela também proíbe as mulheres de ensinar outras mulheres ou crianças é duvidoso, pois até mesmo as igrejas católicas - que proíbem o sacerdócio feminino - permitem que abadessas ensinem e assumam posições de liderança sobre outras mulheres. Qualquer interpretação desta parte das escrituras tem que se confrontar com as dificuldades teológicas, contextuais, sintáticas e léxicas destas poucas palavras.

O teólogo J. R. Daniel Kirk encontrou um importante papel para as mulheres na igreja antiga, como por exemplo quando Paulo elogia Febe por seu trabalho como diaconisa e também Júnia, considerada por alguns como sendo a única mulher citada no Novo Testamento entre os apóstolos. Kirk aponta para estudos recentes que levaram alguns a concluir que a passagem que obriga as mulheres a "ficarem caladas nas igrejas" em 1 Coríntios 14:34 foi uma adição posterior, aparentemente por um autor diferente e não era parte da carta original de Paulo à igreja de Corinto. Outros, como Giancarlo Biguzzi, alegam que a restrição de Paulo sobre as mulheres em Coríntios é genuína, mas aplica-se ao caso particular de proibi-las de fazerem perguntas ou de conversar, e não uma probição generalizada contra as mulheres falarem, pois em 1 Coríntios 11:5 Paulo afirma o direito das mulheres de profetizar.

O terceiro exemplo de Kirk de uma visão mais inclusiva está em «Não pode haver judeu nem grego, não pode haver escravo nem livre, não pode haver homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus» (Gálatas 3:28). Ao anunciar um fim dentro da igreja das divisões que eram tão comuns no mundo todo, ele conclui destacando que "... havia mulheres do Novo Testamento que ensinaram e tinham autoridade na igreja antiga e que estes ensinamentos e esta autoridade eram sancionadas por Paulo e que o apóstolo mesmo oferece um paradigma teológico dentro do qual a superação da subjugação da mulher é um resultado esperado".

Influência no cristianismo

A influência de Paulo no pensamento cristão é possivelmente o mais importante dentre todos os outros autores do Novo Testamento. Paulo declarou que sua fé em Cristo tornou a Torá desnecessária para a salvação, exaltou a igreja cristã como sendo o corpo de Cristo e mostrou o mundo fora da igreja como estando sob julgamento.

Tradição oriental

No oriente, os padres da Igreja reduziram a eleição divina presente Romanos 9:11 à onisciência de Deus e o tema dapredestinação presente na teologia ocidental não aparece no oriente.

Tradição ocidental

As obras fundamentais de Agostinho sobre a "boa nova" como um presente (graça), sobre a moralidade como a vida no Espírito, sobre a predestinação e sobre o pecado original se baseiam todas em Paulo, especialmente na Epístola aos Romanos.

Durante a Reforma protestanteMartinho Lutero expressou a doutrina de Paulo sobre a fé como elemento mais importante como justificação para a sua doutrina dasola fide (apenas a fé).

Visões críticas

Elaine Pagels, professora de religião na Universidade de Princeton e uma autoridade reconhecida sobre o gnosticismo, argumenta que Paulo era um gnóstico e que as epístolas pastorais, antignósticas, são falsificações "pseudo-paulinas", escritas para refutar esta crença ainda na antiguidade.

O acadêmico britânico e judeu Hyam Maccoby argumenta que o Paulo como descrito nos Atos dos Apóstolos e o Paulo que aparece em suas próprias obras são pessoas muito diferentes. Algumas dificuldades foram apontadas no relato de sua vida, por exemplo. O Paulo dos Atos está muito mais interessado na história factual e menos na teologia e ideias como a justificação pela fé não estão ali, assim como não estão às referências ao Espírito, de acordo com Maccoby. Ele também afirma que não existem referências a João Batista nas epístolas paulinas, enquanto Paulo o menciona diversas vezes nos Atos. Maccoby teoriza ainda que Paulo sintetizou o judaísmo, o gnosticismo e o misticismo para um cristianismo como uma religião com um salvador cósmico. De acordo com ele, o farisaísmo de Paulo foi sua própria invenção e que ele, na verdade, teria se associado com os saduceus. Maccoby atribui ainda as origens do antissemitismo cristão a Paulo e alega que a visão das mulheres que o apóstolo defendia, embora inconsistente, refletia seu gnosticismo (em seus aspectos misóginos).

Outros autores lembram que linguagem nos discursos de Paulo é muito parecida com a de Lucas no estilo. Além disso, George Shillington escreve que o autor dos Atos provavelmente criou os discursos de acordo com este estilo e eles contêm sua marca teológica e literária. Contrariamente, o historiador e apologista cristão Christopher Price argumenta que o estilo de Lucas nos Atos representa o estilo dos historiadores da época que reconhecidamente relatavam discursos em suas obras.

F. C. Baur (1792–1860), professor de teologia em Tubinga, na Alemanha, o primeiro acadêmico a criticar os Atos e as epístolas paulinas, e fundador da Escola de Tubinga de teologia, argumentou que Paulo, como o "Apóstolo dos gentios", estava em violenta oposição com os doze apóstolos originais. Baur considera os Atos como uma obra tardia e pouco confiável. O debate que ele iniciou continua até hoje, com Adolf Deissmann (1866 - 1937) e Richard Reitzenstein (1861–1931) enfatizando a herança grega de Paulo e Albert Schweitzer destacando a sua dependência do Judaísmo.

O professor Robert Eisenman da Universidade da Califórnia em Long Beach, argumenta que Paulo era membro da família de Herodes, o Grande. Eisenman faz uma conexão entre Paulo e um indivíduo identificado por Flávio Josefo como "Saulus", um "parente de Agripa". Outro elemento bastante citado como suporte a esta tese está em «Saudai a Herodião, meu compatriota.» (Romanos 16:11) (em latimSalutate Herodionem cognatum meum.).

Entre os críticos do apóstolo Paulo também está Thomas Jefferson, um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos, que escreveu que Paulo foi o "primeiro que corrompeu as doutrinas de Jesus".

F.F. Powell argumenta que Paulo, em suas epístolas, fez uso de muitas ideias do filósofo grego Platão, chegando até mesmo a usar as mesmas metáforas e a mesma linguagem. Por exemplo, em Fedro, Platão colocou Sócrates dizendo que os ideais celestes são percebidos como "se através de um vidro, vagamente". Estas palavras são ecoadas por Paulo em «Pois agora vemos como por um espelho em enigma» (1 Coríntios 13:12).

 

AS 05 LIÇÕES DA CARTA A FILEMOM - FM 1:8-21

 

CARTA A FILEMOM foi escrita por Paulo em torno do ano 60 D.C., durante a sua primeira prisão em Roma, quase na mesma época em que as cartas aos Efésios e aos Colossenses foram escritas. Ela é a mais breve entre todas as cartas de Paulo; consiste de apenas 335 palavras no original (grego) e somente 25 versículos .

É provável que Filemom fosse um membro rico da Igreja de Colossos. O PROPÓSITO de Paulo em ter escrito esta carta foi convencer Filemom a perdoar Onésimo, um escravo seu (Filemom) fugitivo. Cabe ressaltar que a pena para um escravo fugitivo era a morte. Paulo evangelizou o escravo Onésimo na prisão e este veio a se converter. Com a conversão, Onésimo, que antes fora um inútil agora, no Senhor, tornou-se útil (Paulo fez um "jogo de palavras" uma vez que Onésimo significa útil). A intenção de Paulo é que Filemom não receba Onésimo mais como escravo mas o aceite como um irmão na fé.

Alguém já disse que a carta a Filemom poderia ser chamado de Evangelho de Filemon. Por quê? Há nestes poucos versículos uma ILUSTRAÇÃO DA OBRA DE CRISTO; uma analogia, comparação com a obra da redenção:

A) Onésimo SE REBELA foge de Filemon - O pecador SE REBELA e foge de Deus.

B) Paulo se encontra com Onésimo – Cristo se encontra com o pecador

C) Paulo se identifica com ele – Cristo se identifica conosco

D) Paulo intercede (mediador entre Onésimo e Filemom) por ele. Jesus intercede (mediador) por nós.

E) Paulo se dispõe a pagar a dívida de Onésimo – Cristo rasgou o escrito de dívida “pagou nossos débitos”

F) Paulo não pede nada em troca – Cristo não pede nada em troca - isso é graça

G) Onésimo não tem nada a oferecer – O pecador não tem nada a oferecer

H) Onésimo é reconciliado com Filemon – O pecador é reconciliado com Deus

I) Onésimo tem acesso a Filemom – O escolhido de Deus tem, agora, acesso ao Pai,

J) Onésimo agora é um irmão - Não somos mais escravos do pecado, pertencemos à mesma família.

K) Onésimo era inútil agora é útil – Éramos velha criatura agora somos nova criatura

Todas essas figuras lançam luz acerca da nossa grande salvação em Cristo embora essa carta não seja doutrinária como as demais do apóstolo, é uma perfeita ilustração da doutrina DAQUILO QUE Cristo fez para conosco.

O seu oferecimento de pagar a dívida e a recepção de Onésimo por Filemon por causa de Paulo; a restauração do escravo solicitada “[...] em nome do amor” (v. 9).

Lutero disse que todos nós somos Onésimos. Jesus se identificou de tal forma conosco que o Pai nos recebe como ao próprio Filho. Somos aceitos no Amando (Ef 2.6). Fomos vestidos com sua justiça (2 Co 5.21).

Dessa carta tão linda, especialmente dos versículos 8 a 22, podemos extrair algumas lições importantes:


1ª LIÇÃO - APRENDEMOS A CERCA DA PROVIDÊNCIA DE DEUS

Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre - 15

A carta do Apóstolo a Filemon, demonstra os caminhos sábios e amorosos de Deus para cumprir seus propósitos. “NA VIDA DAQUELE QUE É ESCOLHIDO POR DEUS NÃO EXISTEM COINCIDÊNCIAS, O QUE EXISTE É PROVIDÊNCIA DIVINA”

A Providência de Deus diz respeito ao governo, ao controle, à direção sábia e amorosa do senhor ao dirigir e governar a vida de seus escolhidos, conduzindo-os sempre ao fim melhor.

O que Deus é capaz de fazer para salvar um perdido? Alguém pode calcular? O Apóstolo Paulo fala em Rm 11:33: “Ó profundidade das riquezas tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus, quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os teus caminhos...” Os caminhos de Deus na vida de Onésimo o amor de Deus para com ele era maior do que a sua rebeldia, orgulho e presunção.

A bíblia não diz "por que", apenas relata que Onésimo tornou-se um escravo fugitivo. Viaja, não se sabe como para longe, Roma. De repente é pego e preso. Passa de cela em cela, prisão a prisão. Até que numa cela está exatamente o apóstolo Paulo. O que é isso? Coincidência? Se Filemon o encontrasse antes sofreria grave castigo, talvez seria morto. A verdade é que não era Onésimo que estava fugindo; era Deus que o estava conduzindo (por Sua providênciia - sem Onésimo saber) aos Seus propósitos. Aleluia!

Mas a providência de Deus estava na vida de Onésimo, e na sua infinita sabedoria de conduzir todas as coisas, não permite que Filemon, no momento da sua ira localize Onésimo em Roma, e também o protege da morte em Roma. O Espírito Santo então conduz Onésimo a um homem velho numa prisão de Roma chamado Paulo. “Quão insondáveis...”

Isto chama-se providência de Deus, a atuação do Espírito Santo no mundo a favor de seus escolhidos!

ALGUÉM JÁ DISSE QUE a moinha de Deus mói devagar, mas mói muito bem.

Com Jose foi assim. Jogaram numa cisterna. Quando iam mata-lo passou uma caravana de ismaelitas que seguiam para o Egito. Lá foi preso, mas aconteceu que dois homens lhe contaram seus sonhos. Depois foi Faraó. Ele foi posto no trono para o momento de fartura e seca. Depois de muitos anos ele se encontra com seus irmãos e os perdoa porque entendeu em tudo a providência de Deus! Aleluia!

Assim também Deus agiu nas nossas vidas, os caminhos dele foram muito maiores do que os nossos tortuosos caminhos escolhidos por nós mesmos. O profundidade das riquezas... Deus é profundo e rico em sabedoria e conhecimento, alguém por ventura consegue enxergar a profundidade da sabedoria, riqueza , conhecimento e força do Deus Eterno? Meus irmãos, Deus estava por trás ou melhor na frente de tudo.

A carta a Filemom nos ensina que Deus pode estar presente nas circunstâncias mais adversas (v. 15). Quando as coisas parecem fora de controle e as rédeas saem das nossas mãos, descobrimos que elas continuam sob o controle soberano de Deus. Aquilo que nos parecia perda é ganho. Deus reverte situações humanamente impossíveis.


2ª LIÇÃO - APRENDEMOS ACERCA DO PODER DE DEUS

Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim - 11

A carta a Filemon nos ensina que Deus ainda transforma desertos secos em mananciais exponenciais. Essa carta tem um profundo valor prático – Se não há causa perdida para Deus, também, não há vida irrecuperável. “JAMAIS DEVEMOS DUVIDAR OU LIMITAR O PODER DE DEUS – NÃO EXISTE VIDA IRRECUPERÁVEL”.

Onésimo era um escravo rebelde e fugitivo. Nada havia nele que o pudesse recomendar. É provável que houvesse rebeldia e muito ódio no seu coração.

Naqueles dias a escravidão era algo muito forte no Império Romano. Os estudiosos dizem que havia em todo o império uma média de 60.000.000 de escravos. Os escravos não tinham direitos legais. Pela mínima ofensa eles podiam ser açoitados, mutilados e até mesmo crucificados. Há uma história de uma escrava linda que se envolveu com o patrão. Pois a patroa mandou vazar os dois olhos da escrava com ferro em brasa. Não eram somente os negros que eram escravizados como foi a escravidão do Brasil, por exemplo. A pessoa poderia vir a tornar-se escravo por diversas razões: poderia nascer na condição de filho de escravos e assim passaria a pertencer ao seu senhor; poderia ser devido à pobreza, ou a uma dívida (quando familiares eram vendidos para arrecadar dinheiro; poderia ser devido à prática do roubo, o que culminava na prisão e possibilidade de se tornar escravo também.

Não sabemos com certeza o que levou Onésimo a ocupar esta condição, mas sabemos que ele fugiu revoltado, e teve um encontro com Cristo e sua vida foi transformada. Ele se tornou uma nova criatura e as coisas velhas ficaram para trás. Esta mudança é claramente vista na afirmação de Paulo a Filemom: Ele antes te foi inútil, atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (v.11), Paulo escolhe propositalmente estas palavras porque o nome Onésimo significa "útil".

Antes desta transformação, Onésimo demonstrou ser um escravo rebelde e que provavelmente ainda roubou a Filemom por ocasião de sua fuga, pois Paulo menciona um possível prejuízo e a lógica nos faz entender que se este homem conseguiu chegar a Roma (onde Paulo estava preso) deve ter conseguido algum dinheiro ou forma de pagamento de suas despesas – o que um escravo normalmente não possuía.

Meus irmãos é isso que a bíblia nos diz: se alguém está em Cristo nova criatura é: as cosas antigas passaram. Tudo se fez novo. Fomos desarraigados deste mundo perverso. Somos transportados do império das trevas para o reino do Filho do seu amor. E não existe vida irrecuperável. Deus muda desde a vida mais simples até de um escravo revoltado, e fugitivo. Deus pode mudar a sua vida, a vida de seu esposo, de seu filho ele pode mudar a sua sorte "como as torrentes no Neguebe," ao ponto de você ficar "como quem sonha" e as pessoas ao seu redor dizendo: "Realmente grandes coisas tem feito o Senhor por ele". Aleluia! Seu filho "rebelde" pode ser uma bênção. Sua filha "ingrata" pode ser a menina cheia do Espírito Santo. Seu marido "ignorante" pode ser um grande pregador do evangelho. Sua esposa "inconsequente" pode ser uma grande mulher nas mãos de Deus. Nós aprendemos isso nessa noite com a vida de Onésimo.


3ª LIÇÃO – APRENDEMOS SOBRE A NECESSIDADE DE ACERTAR AS NOSSAS PENDÊNCIAS

Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração - 12

Filemon era um crente da cidade Colossos. A ocupação de Filemon era ser Senhor de escravos e um de seus escravos era um homem chamado Onésimo. Ao que Paulo diz, parece que Filemom não era um mau patrão. Provavelmente era um bom patrão. Paulo diz (4,5): Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações, estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos. Depois que Paulo pediu para Filemom receber Onésimo como irmão e não mais escravo ele demonstrou confiança (21): “Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo.”. E veja que ainda foi além; pediu pousada para a viagem (22): “E, ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que, por vossas orações, vos serei restituído.”.

Paulo me lembrou do relato dos crentes da igreja da Galácia: “Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. (Gl 4:15)”. Eu conheço gente que é assim comigo. Se eu pedir elas fazem; elas "carregam água na bacia" por mim... A amizade é verdadeira; e olha que ainda me agradecem.

Mas Onésimo não se contentava com a vida de servo; ele se rebelou contra seu Senhor Filemon e fugiu. Ele buscou a "liberdade fácil". E para onde que ele foge? Para a cidade de Roma. Roma representa o mundo. A cidade de Roma tinha tudo para fascinar e atrair qualquer ser humano da época, assim como o mundo de hoje.

PROVAVELMENTE PARA CHEGAR LÁ, É PROVÁVEL QUE ONÉSIMO TENHA ROUBADO A FILEMOM. Diz o versículo 18,19a: E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei... Onésimo provavelmente havia conversado muito com Paulo sobre essa situação e estava disposto a voltar a Filemon. Paulo entendeu tão bem a situação ocorrida entre Filemon e Onésimo; sabia que havia grandes chances de Filemon ter ficado com algum prejuízo (tanto material, quanto emocional)

Onésimo era um escravo que fugiu da casa de seu senhor. Nas suas andanças pelo mundo encontrou a Paulo e recebeu a palavra com alegria em seu coração, transformando-se num irmão fiel em Cristo. Quando ele conheceu o Senhor Jesus, tudo começou a ser colocado em ordem na sua vida e um dos próximos passos era reconciliar-se.

MEUS IRMÃOS, CONHEÇO MUITOS CRENTES QUE ATÉ QUEREM SER BÊNÇAO, MAS SEM "ACERTAR AS COISAS". Perceba algomesmo reconhecendo que Onésimo havia sido transformado e perdoado por Deus, Paulo não deixa de reconhecer que ele ainda tinha pendências a serem corrigidas. ISSO É DEVERAS IMPORTANTE: Nossa transformação não remove de nós a responsabilidade de consertar algumas coisas que fizemos de errado em nosso passadoNão podemos agir certo só da conversão em diante; precisamos resolver algumas “coisinhas” que ficaram para trás, também.

Foi isso que aconteceu com Zaqueu quando ele se converteu: "Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido". (Lc 19.8-10). Observe que Jesus só exultou depois da decisão de Zaqueu.

Eu me lembro de uma recém convertida em meu primeiro ministério. Ela antes de se converter brigou com outra "senhora" da cidade, a briga foi séria; foi de "rolar na poeira", puxar cabelo e rasgar a roupa. Preguei ela se converteu. Um dos primeiros sinais da conversão desta nova covertida foi pedir perdão. Outra pessoa que sabia da história veio me perguntar: Pastor, o que está acontecendo na sua igreja? Só pode ser obra do Espírito Santo...

Irmãos percebam isso: da mesma forma como Paulo pede restauração em favor de Onésimo, poderia também pedir o perdão da dívida. Mas ele não faz isto, pois sabia que este era um princípio que deveria ser praticado e não ignorado. Quantos crentes de hoje precisam aprender este princípio! Antes de nos entregar a Jesus deixamos para trás um rastro de injustiças praticadas e achamos que não precisamos fazer mais nada, "só porque Jesus nos perdoou?" Não é bem assim!

Tem muita gente por aí que ainda está presa a situações de seu passado E SAO EXATAMENTE ESSAS COISAS NOS QUE IMPEDEM DE DESENVOLVER NA VIDA ESPIRITUAL. A reconciliação costuma produzir vergonha na parte culpada quando sabe que vai encarar a vítima. Não sabemos quanto tempo isso levou para acontecer, mas ORE, peça Deus força e condição. Acerte o seu passado. Se não sua vida será como tartaruga com uma casca enorme que te empurra para baixo!

E você? Como está sua vida? Ainda traz consigo pendências não resolvidas? Acredito que esta é uma mensagem de Deus para muitos corações que necessitam de conserto.

Eu acredito que haja pessoas aqui, nesta noite, neste lugar que precisam acertar, consertar certas pendências. Infelizmente, irmão a intriga sempre existiu e existirá no meio do povo de Deus nesta terra. Mas é em momentos como este que os aprovados se manifestam: Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio. (1Co 11.19.). Aprendemos com esta carta sobre a necessidade de acertar as nossas pendências. Aleluia!


4ª LIÇÃO – APRENDEMOS SOBRE A NECESSIDADE DE TRATAR COM O NOSSO SENSO DE JUSTIÇA PRÓPRIA

nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade - 14

Já falamos que provavelmente Filemom fosse era um bom patrão. Agora tente imaginar Filemom como alguém “afeiçoado”, dócil. Com o histórico de virtudes descrito por Paulo, deve ter sido alguém que certamente se classificava como “um bom senhor”. No entanto, ainda assim, Onésimo foge, o rouba; e lhe dá prejuízo. É provável que Filemom dissesse: "aquele maldito cuspiu no prato que comeu. Ingrato. Tratei bem para isso...Você já se sentiu injustiçado? Já sentiu a dor da traição? Da Ingratidão? Eu, já, e dói demais, gente...

Acredito que esta história deixou mágoas e feridas. Deixou no ar um cheiro de ingratidão para Filemom. Não era o que ele esperava colher da parte de Onésimo... Veja, se Onésimo fosse encontrado por Filemon, sofreria grave castigo, talvez sua escravidão seria aumentada por toda vida, ou até mesmo morreria com maus tratos.

Já falamos que a reconciliação costuma produzir vergonha na parte culpada, MAS, ainda é preciso observar TAMBÉM que reconciliação costuma produzir SENSO DE AUTO-JUSTIÇA na parte QUE SE JULGA CERTA (NO CASO- FILEMOM). Lhe pergunto sinceramente; será que com toda a bondade de Filemom ERA FÁCIL, AGRADÁVEL, UM MAR DE ROSAS, A VIDA DE ESCRAVO?

ACREDITO QUE É por isso que Paulo diz algumas coisas. Veja (8,9): “Pois bem, ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para teordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor”. Tem certas coisas na vida, meu irmão, que não adianta empurrar "goela abaixo". Algumas coisas não são questão de "forçar a barra"; é questão de abrir o coração para o Espírito Santo regar, banhar, amolecer com óleo, fazer a obra. Aí sim é que Paulo vai dizer (14): nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade - 14

TUDO ISSO SIGNIFICA UMA ÚNICA COISA COM DOIS LADOS: O SENHOR QUERIA RESTAURAR ONESIMO (DA VERGONHA). MAS, O SENHOR TAMBÉM QUERIA RESTAURAR FILEMOM. 

FILEMOM PRECISAVA SER RESTAURADO DE PELO MENOS DUAS COISAS:

A) DO SENSO DE AUTO-JUSTIÇA – ISSO EU NÃO POSSO FAZER...

B) DE SUA AUTO-PIEDADE: “NUNCA MAIS TRATO NINGUÉM ASSIM...; SEMPRE ME FALARAM QUE ERA ISSO QUE IA ACONTECER COMIGO....

TANTO ONÉSIMO, QUANTO FILEMOM, AMBOS PRECISAVAM SE HUMILHAR - PRECISAVAM DE GRAÇA, DE MISERICÓRDIA DE RESTAURAÇÃO.

Os relacionamentos cristãos devem ser impregnados de perdão e aceitação. Quando viemos para Cristo, nossas pendências antigas são perdoadas por Ele, mas suas conseqüências são inevitáveis, elas virão. Não sei quanto tempo levou para que Filemon e Onésimo acertassem as coisas mas o Senhor pela suas graça, misericórdia e providência propiciou o encontro entre eles...

Você é capaz de perdoar, sem se auto-justificar, àqueles que o prejudicam sem se auto-justificar; sem se achar o mais desprezado dos homens, sem se achar um "deus acima do bem e do mal"?

Por trás de todo enredo da vida de Filemom e Onésimo, vemos a mão sábia soberana e providência divina propiciando a ambos, mediados por Paulo, a condição de se perdoarem mutuamente, como irmãos em Cristo, não mais como "senhor e escravo", mas como irmãos, plenamente livres para se relacionarem de igual para igual. Isso é lindo demais... Aleluia!


QUINTA LIÇÃO – APRENDEMOS SOBRE A EXCELÊNCIA DO EVANGELHO 

que o recebas para sempre, não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor – 15b,16

Onésimo era inútil antes de se converter, mas, agora, transformado, seria NÃO um “escravo de grande valor" para Filemon (havia escravos de grande valor – Eliézer (Abraão) ou outros que se apegavam e se dedicavam para sempre – furavam a orelha). Não é isso que Paulo pede. É mais do que isso.

Paulo pede que Filemom receba Onésimo como a um irmão. O verbo “receber” AQUI no versículo 17 é "receber dentro do círculo familiar". Imagine um escravo entrando PARA o círculo familiar do seu senhor... Imagine-o assentando à mesa, nas reuniões sociais...

As culturas romana, grega e judaica eram recheadas de barreiras, nas quais a sociedade determinava classes às pessoas e esperava que estas ficassem em seus lugares - homens e mulheres, escravos e livres, ricos e pobres, judeus e gentios, gregos e bárbaros, religiosos e pagãos. Mas a mensagem de Cristo veio para desfazer as barreiras, e Paulo pôde declarar: "Onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas, Cristo é tudo em todos" (Cl 3.11).

A vida tem muitas paredes e cercas que dividem, separam e criam compartimentos. Não são barreiras feitas de madeira ou pedra, talvez se o fossem seriam mais fáceis de serem removidas. Mas elas são obstruções pessoais que bloqueiam as pessoas umas em relação às outras, e em relação a Deus. A pessoa simplesmente diz: eu não gostei de você, não fui com a sua cara, é questão de pele, meu santo não bate com o dele.

“O VERDADEIRO EVANGELHO IMPLODE, DINAMITA, ROMPE TODAS AS BARREIRAS QUE NOS SEPARAM. ROMPE COM AS CONVENIÊNCIAS, SOCIAIS, CULTURAIS, FILOSÓFICAS ETC... TODAS AS BARREIRAS QUE NOS AFASTAM, DE USUFRUIRMOS A VERDADEIRA COMUNHÃO, O VERDADEIRO SENSO DE PERTENCERMOS A UMA AUTÊNTICA FAMÍLIA”

OBSERVE QUE Paulo não se detém nas questões legais da época (ESCONDER-SE DEBAIXO DOS "DIREITOS DO PATRÃO", ou em como "tratar um escravo fugitivo". Ele se prende à lei de Deus, que é o amor – O AMOR DETONA TODAS ESSAS PRETENSAS JUSTIFICATIVAS)

Cristo veio como o "grande destruidor de barreiras", derrubando a divisória de pecado que nos separava de Deus e desfazendo as barreiras que nos afastavam uns dos outros. Sua morte e ressurreição serviram caminho para a vida eterna, a fim de conduzir todo aquele que crê para a família de Deus.

Que escravidão é esta? Paulo não discute a teoria da escravidão, mas acaba com ela em termos práticos. Escravo não é irmão, mas Filemon e Onésimo são irmãos. A conversão a Cristo uniu na mesma família da fé e na mesma igreja senhores e servos. Amo e escravo foram unidos no Espírito Santo e nessa união foram extintas todas as distinções sociais (Gl 3.28). As barreiras do passado e as novas barreiras que foram erguidas pela cultura, pelos preconceitos próprios, deserção e pelo roubo de Onésimo não deveriam mais dividi-los - pois eles agora fazem parte do corpo de Cristo.

A escravidão era difundida no Império Romano, mas ninguém está perdido de Deus ou fora do alcance do seu amor. A escravidão era uma barreira entre as pessoas, mas o amor e a comunhão cristã devem superar tais barreiras. Em Cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos cristãos.

Que barreiras existem em sua casa, seu bairro ou sua igreja? O que separa você de seus companheiros crentes? Raça? Posição social? Riqueza; ? Educação? Personalidade? Como a Filemom, Deus lhe chama para buscar a unidade, derrubando estas paredes e abraçando seus irmãos e irmãs em Cristo.

CONCLUSÃO

Falamos no início que a história de Filemom e Onésio é uma METÁFORA; ela extrapola o primeiro século e chega aos nossos dias. Ela, repito, é uma metáfora, um resumo do Evangelho, que fala desta graça que vem anós, do amor de Deus que ministramos uns aos outros por causa do amor que recebemos. Evangelho é graça que vem do amor. Evangelho é perdão pleno, é exortação ao exercício da graça, é a busca da reconciliação.

A história de Onésimo é uma metáfora de cada um de nós. Todos somos Onésimos. Até que aceitamos Jesus como nosso Senhor, vivemos como Onésimo, fugitivos de nosso verdadeiro Senhor, Senhor que morreu em nosso lugar para que ficarmos longe da culpa pela fuga.

O que Onésimo teve que fazer para evitar o castigo? Apenas uma coisa. Retornou. Retornou ao seu senhor Filemom.

1. Se você é alguém que está numa condição semelhante à de Onésimo, precisa buscar acerto.

Onésimo fez o que devemos fazer: voltar. Assim como ele voltou para Filemon, devemos voltar para Deus. Ele nos espera para tornar pessoal a graça universal dEle. Podemos viver como escravos fugitivos de Deus ou como pessoas restauradas, adotadas na família de Deus. Esta é a graça que recebemos.

Mas também pode ser uma metáfora em relação a Filemon. Paulo não quis impor a Filemon o encargo de ministrar graça, mas esperava isto dele. Deus não nos impõe semelhante obrigação, mas espera que ministremos graça, como seus parceiros.

2. Se você é alguém que, como Filemom foi ofendido e lesado, precisa perdoar quem te fez isto.

Quem se dispõe a ministrar a graça precisa saber que vai ter que, talvez até, receber as incompreensões ou mesmo tentativas de exploração. Talvez marcados por alguma decepção, alguns cristãos se esquecem de ministrar a graça; se sentem nos seus direitos, acima do bem e do mal.. Quando ministramos a graça, não devemos visar qualquer benefício. Somos, seres humanos, movidos a recompensas. A graça vem do amor. Ponto. Não ministramos graça para receber mais graça. Ministramos graça porque recebemos a graça.

O SILÊNCIO DA CARTA A FILEMOM

Mas a carta não diz que Filemom fez isso (perdoou e restaurou Onésimo). Ela termina num silêncio. Por quê? Acredito ser providencial. Porque você vai escrever esta história; você se convenceu da necessidade de acertar as coisas? Então você irá demonstrar essa atitude na vida prática pedindo perdão ou concedendo perdão sem se auto-justificar.

A Providência te trouxe hoje aqui para que aqui sua vida seja transformada...

Que Deus te abençoe em nome de Jesus... Amém!

 

EPÍSTOLA AOS HEBREUS

 

Autoria

Muitos cristãos atribuem a autoria da epístola ao apóstolo Paulo, mas podemos perceber que o modo como ela foi elaborada, difere das epístolas paulinas.

Outros candidatos são TimóteoApoloLucasBarnabéClemente de RomaSilasFilipe e Priscila.

Há quem acredite que não tenha sido escrita por Timóteo, visto que, segundo o versículo 23 do capítulo 13 desta carta, lemos o seguinte:

Sabem que o nosso irmão Timóteo já está em liberdade. Se ele vier a tempo, hei-de levá-lo comigo, quando vos for visitar.

Logo, a menos que o autor se refira a si mesmo na 3ª pessoa do singular, constatamos que foi outro que não Timóteo a escrever esta carta.

Podemos também perceber que esta Carta terá sido escrita por alguém muito ligada à cultura e tradição judaica, o que não era o caso de Timóteo.

No terceiro séculoOrígenes escreveu:

 

 Deus sabe ao certo quem escreveu a epístola.

 

— Orígenes

Quando foi escrito

Clemente, um dos pais da igreja primitiva, citou o livro de HEBREUS em 95 dC. No entanto, provas internas, tais como o fato de que Timóteo estava vivo no momento em que a carta foi escrita e a ausência de qualquer evidência mostrando o fim do sistema sacrificial do Antigo Testamento, o qual ocorrera com a destruição de Jerusalém em 70 dC, indicam que o livro foi escrito por volta de 65 dC.

Conteúdo

No Novo Testamento, a epístola é única quanto à sua estrutura:

 

Começa como tratado, desenvolve-se como sermão e termina como carta.

 

— Orígenes

O livro de HEBREUS é usado como um argumento final em defesa do Cristianismo. Usando uma lógica cuidadosa e referindo-se freqüentemente ao testemunho, o escritordefine que Jesus Cristo é o Filho de Deus e digno da nossa . O livro compara e contrasta Jesus com toda história do Velho Testamento e argumenta que Jesus é o clímax de todas as coisas do passado.

Assim, o autor conclui:

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus... Considerai, pois, atentamente aquele que suportou tamanha oposição dos pecadoscontra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas. (HEBREUS 12:2-3)

HEBREUS 1 

1 Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,

2 A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

3 O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;

4 Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.

5 Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?

6 E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz:E todos os anjos de Deus o adorem.

7 E, quanto aos anjos, diz: Faz dos seus anjos espíritos, E de seus ministros labareda de fogo.

8 Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.

9 Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiuCom óleo de alegria mais do que a teus companheiros.

10 E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos.

11 Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão,

12 E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão.

13 E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, Até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés?

14 Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?

HEBREUS 2 

1 Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.

2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,

3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

4 Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?

5 Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos.

6 Mas em certo lugar testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres?Ou o filho do homem, para que o visites?

7 Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos;

8 Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas.

9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.

10 Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles.

11 Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos,

12 Dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, Cantar-te-ei louvores no meio da congregação.

13 E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu.

14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;

15 E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.

17 Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.

18 Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.

HEBREUS 3 

1 Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,

2 Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.

3 Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4 Porque toda a casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.

5 E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6 Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.

7 Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,

8 Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto.

9 Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras.

10 Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos.

11 Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso.

12 Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.

13 Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;

14 Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.

15 Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação.

16 Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.

17 Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

18 E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?

19 E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.

HEBREUS 4 

1 Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás.

2 Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.

3 Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse:Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo.

4 Porque em certo lugar disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia.

5 E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso.

6 Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência,

7 Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações.

8 Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria depois disso de outro dia.

9 Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.

10 Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.

11 Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.

12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

13 E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.

14 Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.

15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.

HEBREUS 5 

1 Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados;

2 E possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados; pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza.

3 E por esta causa deve ele, tanto pelo povo, como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados.

4 E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão.

5 Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Hoje te gerei.

6 Como também diz, noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque.

7 O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.

8 Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.

9 E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;

10 Chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

11 Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir.

12 Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento.

13 Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.

14 Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.

HEBREUS 6 

1 Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,

2 E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.

3 E isto faremos, se Deus o permitir.

4 Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo,

5 E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,

6 E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.

7 Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus;

8 Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

9 Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.

10 Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis.

11 Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança;

12 Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.

13 Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo,

14 Dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei.

15 E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.

16 Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda.

17 Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento;

18 Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta;

19 A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,

20 Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

HEBREUS 7 

1 Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;

2 A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz;

3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.

4 Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos.

5 E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.

6 Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas.

7 Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.

8 E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

9 E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.

10 Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.

11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?

12 Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.

13 Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar,

14 Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.

15 E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote,

16 Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível.

17 Porque ele assim testifica: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque.

18 Porque o precedente mandamento é abrogado por causa da sua fraqueza e inutilidade

19 (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.

20 E visto como não é sem prestar juramento (porque certamente aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes),

21 Mas este com juramento por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá; Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque,

22 De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador.

23 E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer,

24 Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.

25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus;

27 Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.

28 Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.

HEBREUS 8 

1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade,

2 Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.

3 Porque todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.

4 Ora, se ele estivesse na terra, nem tão pouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,

5 Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.

6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.

7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.

8 Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, Em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança,

9 Não segundo a aliança que fiz com seus pais No dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; Como não permaneceram naquela minha aliança, Eu para eles não atentei, diz o Senhor.

10 Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo;

11 E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior.

12 Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.

13 Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.

HEBREUS 9 

1 Ora, também a primeira tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre.

2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário.

3 Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos,

4 Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança;

5 E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente.

6 Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços;

7 Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo;

8 Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,

9 Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço;

10 Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção.

11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

12 Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

13 Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,

14 Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

15 E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

16 Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador.

17 Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?

18 Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue;

19 Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo,

20 Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.

21 E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério.

22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

23 De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes.

24 Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;

25 Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;

26 De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,

28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.

HEBREUS 10 

1 Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.

2 Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.

3 Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados,

4 Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.

5 Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste;

6 Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.

7 Então disse: Eis aqui venho(No princípio do livro está escrito de mim),Para fazer, ó Deus, a tua vontade.

8 Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei).

9 Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo.

10 Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.

11 E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados;

12 Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,

13 Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés.

14 Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.

15 E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito:

16 Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:

17 E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.

18 Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.

19 Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,

20 Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,

21 E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,

22 Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,

23 Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.

24 E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,

25 Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.

26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,

27 Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.

28 Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.

29 De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

30 Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.

31 Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

32 Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições.

33 Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados.

34 Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente.

35 Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão.

36 Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.

37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.

38 Mas o justo viverá pela fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

39 Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.

HEBREUS 11 

1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.

2 Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.

3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

4 Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.

5 Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.

6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

7 Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.

8 Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

9 Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.

10 Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.

11 Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.

12 Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.

13 Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

14 Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.

15 E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.

16 Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

17 Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.

18 Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;

19 E daí também em figura ele o recobrou.

20 Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.

21 Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão.

22 Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.

23 Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.

24 Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,

25 Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;

26 Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

27 Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.

28 Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos lhes não tocasse.

29 Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram.

30 Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.

31 Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.

32 E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,

33 Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,

34 Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.

35 As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;

36 E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.

37 Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados

38 (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

39 E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,

40 Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.

HEBREUS 12 

1 Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,

2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.

3 Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.

4 Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.

5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;

6 Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho.

7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?

8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.

9 Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?

10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.

11 E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

12 Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados,

13 E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado.

14 Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;

15 Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

16 E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura.

17 Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou.

18 Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade,

19 E ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais;

20 Porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte será apedrejado ou passado com um dardo.

21 E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado, e tremendo.

22 Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos;

23 À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;

24 E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.

25 Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus;

26 A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu.

27 E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam.

28 Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade;

29 Porque o nosso Deus é um fogo consumidor.

HEBREUS 13 

1 Permaneça o amor fraternal.

2 Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.

3 Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.

4 Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.

5 Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.

6 E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem.

7 Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.

8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.

9 Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram.

10 Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo.

11 Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial.

12 E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta.

13 Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.

14 Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.

15 Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.

16 E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.

17 Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.

18 Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.

19 E rogo-vos com instância que assim o façais, para que eu mais depressa vos seja restituído.

20 Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas,

21 Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém.

22 Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis a palavra desta exortação; porque abreviadamente vos escrevi.

23 Sabei que já está solto o irmão Timóteo, com o qual, se ele vier depressa, vos verei.

24 Saudai a todos os vossos chefes e a todos os santos. Os da Itália vos saúdam.

25 A graça seja com todos vós. Amém.

 


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