DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


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INSTINTO HUMANO E ANIMAL.
INSTINTO HUMANO E ANIMAL.

Instinto

 

Instinto designa, em psicologiaetologiabiologia e outras ciências afins, predisposições inatas para a realização de determinadas sequências de ações (comportamentos) caracterizadas sobretudo por uma realização estereotipada, padronizada, predefinida. Devido a essas características, supõe-se uma forte base genética para os instintos, ideia defendida já por Darwin. Os mecanismos que determinam a influência genética sobre os instintos não são completamente compreendidos, uma vez que se desconhecem as estruturas genéticas que determinam sua hereditabilidade.

O termo "instinto" foi usado nas primeiras traduções da obra de Freud para o inglês a fim de traduzir o termo alemão Trieb. Esse uso do termo "instinto" não corresponde ao conceito psicanalítico e foi, por isso, substituído pelo termo mais próprio pulsão (em inglês, drive).

Instintos nos animais

Instintos são típicos do comportamento animal, sobretudo com relação a comportamentos que favorecem a sobrevivência da espécie (acasalamento, busca de alimento, construção de ninhos, fuga). Os comportamentos instintivos podem assumir formas muito complexas, com longas sequências de ações especializadas para determinados fins (por exemplo, a reprodução e a alimentação de insetos).

O etólogo alemão Konrad Lorenz propôs uma diferenciação entre a "ação final" (em tradução literal do alemão Erbkoordination, "coordenação herdada"), típica do comportamento instintivo, e o "comportamento de apetência", ou seja, a busca ativa de situações que permitam a realização do ato instintivo. O instinto em si é desencadeado através de um estímulo-chave, e, uma vez desencadeado, se desenvolve automaticamente, não podendo ser modificado por influência externa. Já o comportamento de apetência pode ser influenciado pelo aprendizado, por condições ambientais e, no ser humano, pela influência de processos cognitivos (pensamento).

Instintos na psicologia

O conceito de instinto, uma vez que ele conduz a um determinado comportamento, foi também alvo de estudos da psicologia da motivação, esta preocupada em explicar as razões que levam o ser humano a agir. Uma explicação baseada no modelo de instinto apresentado acima faria da ação final o estímulo que levaria o indivíduo a praticar outras ações (ações de apetência), com o fim de atingi-la.

W. McDougall foi o autor que mais desenvolveu o estudo dos instintos na psicologia. Segundo ele, instintos são estruturas inatas de comportamento que conduzem a (1) um determinado direcionamento da percepção (o indivíduo tende a perceber determinados fenômenos mais frequentemente do que outros), (2) a uma determinada reação emocional e (3) a uma tendência a reagir ao objeto percebido de uma determinada maneira. O cerne do instinto, segundo ele, é a reação emocional, os outros elementos (o objeto percebido e a reação) poderiam ser modificados. Dessa forma, no ser humano restaria apenas uma expressão rudimentar do instinto original. Uma vez que essa definição de instinto se afasta da definição mais tradicional da etologia, Mcdougall utilizava muitas vezes o termo propensão em seu lugar. Com essa definição de instinto o Autor conseguiu criar um modelo que permitia descrever a grande variedade do comportamento humano. No entanto, apesar de o modelo de McDougall ter sido posteriormente parcialmente confirmado pela pesquisa empírica das emoções, o paradigma de pesquisa iniciado por ele conduziu apenas a uma série de listas de propensões, incapazes de apresentar uma explicação mais detalhada do comportamento humano.

Para a psicologia, o principal ganho do estudos dos instintos foi a consciência da existência de determinadas tendências de ação predefinidas que participam da regulação da ação humana, juntamente com os outros elementos que determinam a sua plasticidade, como os processos cognitivos.

O que mantem o homem vivo é o seu espírito, e o que mantem o animal vivo é o instinto.

 

A BÍBLIA FALA SOBRE INSTINTO

 

Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. Judas 1:10

Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção, 2 Pedro 2:12

 

Diferença Entre o Homem e o

Animal

 

 

O homem, por de ser racional, age de uma forma bem diferente do animal, destacando a sua inteligência e a forma do seu comportamento.

O homem tem inteligência, consciência e capacidade para analisar seus atos, executar suas tarefas, planejar suas atividades e colocá-las em prática.

O homem através de sua inteligência e capacitação, chega a atingir as coisas sensíveis e corporais e também as realidades imateriais e incorporais. Como por exemplo: a verdade, o tempo, o espaço, o bem, a virtude etc.

O homem, através das suas diferenças defronta-se com seu comportamento, pois o homem é um ser surpreendente; sua mudança é constante, seus hábitos, costumes, crenças e culturas. A palavra “razão” é o que predomina em seu vocabulário.

Hoje é lamentável a forma em que o homem vive, ele se destrói a cada minuto, tanto de uma forma carnal, como espiritual.

Hoje, nós podemos dizer que o homem luta contra si mesmo. Ele mesmo fabrica armas contra si, bombas atômicas, não respeita nem seu corpo, nem sua própria vida, ele, tão ganancioso, que pode um dia chegar ao ponto de se destruir totalmente, como já fez com várias espécies animais, com as florestas, e como ela, a fauna. Ele, na realidade, é o maior inimigo da natureza.

Os animais, considerados como um ser irracional, por mais que possamos pensar que ele é um ser livre, realiza seus atos impelido pelas suas sensações, pelos apetites e pelo instinto natural, para um fim de que ele mesmo ignora e cujas conseqüências não consegue nunca prever.

Os animais também são seres inteligentes, mas sempre se reduz à sensibilidade, é um ser que age de acordo com seu instinto, porém seus sentimentos são fortes e puros em relação ao homem.

Os animais não visam um conhecimento para o futuro, mas vivem a realidade do momento, se expressam de uma maneira natural para a vida.

Os animais são na verdade seres organizados, dotados de um sentimento profundo e expressam essa forma de vida aos olhos dos homens que não entendem, nem compreendem e nem respeitam um ser que é tão lindo e natural, independente de sua espécie.

Conclusão

O homem domina todo espaço que encontra, ele infelizmente interfere até no espaço animal. O homem sempre visa o seu objetivo, sem se importar se irá destruir outras vidas, o homem ao mesmo tempo que constrói, destrói tudo num simples piscar de olhos, o homem fez deste mundo um barril de pólvora que a qualquer momento pode explodir.

O homem é um ser que tem atitudes que muitas vezes deixam a desejar, nos deixam entristecidos e com os corações feridos.

Um dia tudo isso terá um fim, o Criador de todas estas coisas irá nos perguntar: o porque de tanta maldade, de tanta violência, de tanta desordem e também, falta de humanidade.

 

Racionalidade

 

Racionalidade é a qualidade ou estado de ser sensato, com base em fatos ou razão. A racionalidade implica a conformidade de suas crenças com umas próprias razões para crer, ou de suas ações com umas razões para a ação. “Racionalidade" tem significados diferentes especializados em economiasociologiapsicologiabiologia evolutiva e ciência política. Uma decisão racional  é aquela que não é apenas fundamentada, mas também é ideal para alcançar um objetivo ou resolver um problema, racionalidade também pode ser definida por muito principalmente por ser algo que não existe algo racional inexistente que falta não tem não aparece pois es racional racionado da realidade!

Determinar otimização para o comportamento racional exige uma formulação quantificável do problema, e fazer várias suposições-chave. Quando o objetivo ou problema envolve a tomada de uma decisão, o fator de racionalidade em quanta informação está disponível (por exemplo, conhecimento completo ou incompleto). Coletivamente, a formulação e pressupostos de fundo são o modelo em que a racionalidade se aplica. Ilustrando a relatividade da racionalidade: se alguém aceita um modelo no qual beneficiando a si mesmo é o ideal, em seguida, a racionalidade é equiparado a um comportamento que é auto interessado, a ponto de ser egoísta; enquanto que, se alguém aceita um modelo no qual a beneficiar o grupo é o ideal, então o comportamento puramente egoísta é considerado irracional. É, portanto, sem sentido de afirmar a racionalidade sem especificar também os pressupostos do modelo de fundo que descrevem como o problema é enquadrado e formulado.

Teorias da racionalidade

Max Weber

O sociólogo alemão Max Weber propôs uma interpretação da ação social que a distinção entre quatro diferentes tipos idealizados de racionalidade. A primeira, que ele chamou Zweckrational ou proposital / racionalidade instrumental, está relacionado com as expectativas sobre o comportamento de outros seres humanos ou objetos no ambiente. Essas expectativas servem como meios para um determinado ator para atingir fins, que finalmente Weber notou que foi "racionalmente perseguido e calculado." O segundo tipo, chamado Weber Wertrational ou orientada / crença de valor . Aqui, a ação é realizada para o que se poderia chamar de razões intrínsecas ao ator: alguns ético, estético, religioso ou qualquer outro motivo, independente se ele vai levar ao sucesso. O terceiro tipo era afetiva, determinada pelo específico de um ator afeto, sentimento ou emoção, ao qual o próprio Weber disse que este era um tipo de racionalidade que estava no limite do que ele considera "orientado de forma significativa." O quarto era tradicional ou convencional, determinada pela habituação enraizada. Weber enfatizou que era muito raro encontrar apenas uma dessas orientações: combinações era a norma. Seu uso também deixa claro que ele considerava as duas primeiras como mais importantes do que os outros, e é discutível que o terceiro e o quarto são subtipos dos dois primeiros.

A vantagem na interpretação de Weber da racionalidade é que ele evita uma avaliação carregado de valor, por exemplo, que certos tipos de crenças são irracionais. Em vez disso, Weber sugere que um terreno ou motivo pode ser dada por motivos religiosos ou afetivos, por exemplo, que podem atender o critério de explicação ou justificativa, mesmo se não é uma explicação que se encaixa no Zweckrational orientação dos meios e fins. Portanto o oposto, também é verdade: alguns meios-fins explicações não vai satisfazer aqueles cujos motivos para a ação são Wertrational .

Construções de Weber de racionalidade foram criticadas tanto do habermasiana (1984) perspectiva (como desprovido de contexto social e sub-teorizado em termos de poder social) e também de uma feminista perspectiva (Eagleton, 2003) em que as construções de racionalidade de Weber são visto como imbuído de valores masculinos e orientada para a manutenção do poder masculino. Uma posição alternativa na racionalidade (que inclui tanto a racionalidade limitada, pode ser encontrada na crítica de Etzioni (1988),  que reformulada pensou na tomada de decisões para defender uma inversão da posição apresentada por Weber. Etzioni ilustra como raciocínio proposital/instrumental é subordinada por considerações normativas (ideias sobre como as pessoas "deveriam" se comportar) e considerações afetivas (como um sistema de apoio para o desenvolvimento das relações humanas).

Psicologia de raciocínio

Na psicologia do raciocínio, psicólogos e cientistas cognitivos têm defendido posições diferentes sobre a racionalidade humana. Um ponto de vista de destaque, devido a Philip Johnson-Laird e Ruth MJ Byrne entre outros, é que os seres humanos são racionais, em princípio, mas erram na prática, ou seja, os seres humanos têm a competência para ser racional, mas seu desempenho é limitado por vários fatores. No entanto, tem-se argumentado que muitos teste padrão de raciocínio, tais como aqueles na falácia da conjunção, na tarefa de seleção de Wason , ou a falácia taxa básica sofrem de problemas metodológicos e conceituais. Isto levou a disputas em psicologia sobre se os pesquisadores devem (apenas) usar as regras padrão de lógica, a teoria da probabilidade e estatística, ou teoria da escolha racional como as normas de bom raciocínio. Os opositores deste ponto de vista, como Gerd Gigerenzer, a favor de uma concepção de racionalidade limitada, especialmente para tarefas sob alta incerteza.

Richard Brandt

Richard Brandt propôs uma "definição reforma" da racionalidade, defendendo alguém é racional se suas noções sobreviver a uma forma de psicoterapia cognitiva.

Qualidade da racionalidade

Acredita-se por alguns filósofos(notadamente AC Grayling) que uma boa justificativa deve ser independente das emoções, sentimentos pessoais ou qualquer tipo de instintos. Qualquer processo de avaliação ou análise, que pode ser chamado de racional, deve ser altamente objetiva, lógica e "mecânica". Se estes requisitos mínimos não são satisfeitos, ou seja, se uma pessoa tem sido, ainda que ligeiramente, influenciados por emoções pessoais, sentimentos, instintos ou códigos culturalmente específicos, morais e normas, em seguida, a análise pode ser chamado de irracional, devido à injeção de viés subjetivo.

Ciência cognitiva moderna e neurociência estudam o papel da emoção na função mental (incluindo temas que vão desde lampejos de compreensão científica para fazer planos para o futuro), que nenhum ser humano jamais satisfará este critério, exceto, talvez, uma pessoa sem sentimentos afetivos, por exemplo, um indivíduo com uma amígdala massivamente danificada ou psicopatia grave. Assim, uma forma idealizada de racionalidade é mais bem exemplificada por computadores, e não pessoas. No entanto, os estudiosos podem produtiva apelar para a idealização como um ponto de referência.

Racionalidade teórica e prática

Kant tinha distinguido teórico da razão prática. Racionalidade teórica Jesús Mosterín faz uma distinção paralela entre a racionalidade teórica e prática, embora, de acordo com ele, a razão e a racionalidade não são os mesmos: a razão seria uma faculdade psicológica, ao passo que a racionalidade é uma estratégia de otimização. Os seres humanos não são racionais por definição, mas eles podem pensar e agir racionalmente ou não, dependendo se eles se aplicam, explícita ou implicitamente, a estratégia de racionalidade teórica e prática para os pensamentos que eles aceitam e às ações que realizam.

Racionalidade teórica tem um componente formal que reduz a consistência lógica e um componente material que reduz a sustentação empírica, com base em nossos mecanismos inatos de detecção e interpretação de sinais. Mosterín distingue entre involuntário e crença implícita, por um lado, e da aceitação voluntária e explícita, por outro. Racionalidade teórica pode mais adequadamente ser dita para regular nossas aceitações de nossas crenças. Racionalidade prática é a estratégia para viver uma vida melhor forma possível, alcançar os seus objetivos mais importantes e suas preferências na medida do possível.

Exemplos de diferentes áreas

Economia

Indivíduos ou organizações são chamadas racionais, se tomarem as melhores decisões em busca de seus objetivos. É nestes termos que se fala, por exemplo, de uma alocação racional dos recursos, ou de uma estratégia empresarial racional. Para tal "racionalidade", os objetivos do tomador de decisão são tomados como parte do modelo, e não é sujeito à crítica, ética ou não.

Debates surgem nestes quatro campos sobre se ou não as pessoas ou organizações são "realmente" racional, assim como se faz sentido para modelá-los como tal em modelos formais. Alguns têm argumentado que uma espécie de racionalidade limitada faz mais sentido para tais modelos.

Outros pensam que qualquer tipo de racionalidade nos moldes da teoria da escolha racional é um conceito inútil para a compreensão do comportamento humano; o termo homo economicus (homem econômico: o homem imaginário que está sendo assumido nos modelos econômicos que é logicamente consistente, porém imoral) foi criado em grande parte, em homenagem a este ponto de vista.

Inteligência artificial

Dentro da inteligência artificial, um agente racional é aquele que maximiza sua utilidade esperada, dado o seu conhecimento atual. Utility é a utilidade das consequências de suas ações. A função de utilidade é definida arbitrariamente pelo designer, mas deve ser uma função de "performance", que são as consequências diretamente mensuráveis, tais como ganhar ou perder dinheiro. A fim de tornar um agente seguro que desempenha defensiva, uma função não linear do desempenho é muitas vezes desejada, de modo que a recompensa para vencer é mais baixo do que o castigo por perder. Um agente pode ser racional dentro de sua própria área de problema, mas encontrar a decisão racional para os problemas arbitrariamente complexas não é praticamente possível. A racionalidade do pensamento humano é um problema chave na psicologia do raciocínio.

 

INSTINTO HUMANO

 

Instinto e razão na natureza humana, segundo Hume e Darwin José Claudio Morelli Matos resumo Esta discussão pretende mostrar pontos relevantes de uma comparação entre a obra de David Hume e de Charles Darwin, no que toca às capacidades cognitivas humanas e de outros animais. Hume tem uma teoria que explica o conhecimento causal em termos de um instinto natural – o hábito. A presença de tal instinto pode ser entendida remetendo-se a uma teoria geral da natureza, onde o mundo é entendido como governado por leis e regularidades constantes, e sem a suposição da interferência de um plano ou desígnio. Isto conduz Hume à aproximação entre a capacidade cognitiva humana e a de outros animais, que também manifestam um aprendizado instintivo do tipo causal. Darwin, por sua vez, menciona uma graduação de diversas capacidades de conhecimento, diferenciando a ação instintiva da ação que resulta de deliberação e inferência; e aponta para o fato de que muitos animais apresentam um grau significativo de comportamento inteligente. Seu mecanismo de evolução por seleção natural pretende explicar essas características, tanto no homem como nos animais. Disso resulta contemporaneamente uma corrente em epistemologia que tem recebido o nome de epistemologia evolutiva, a qual, ao seguir declaradamente Darwin, carece de uma interpretação mais detalhada do pensamento de Hume, que poderia, supõe-se, oferecer elementos para o tratamento de questões epistemológicas tais como a da capacidade para o conhecimento causal. Palavras-chave ● Darwin. Hume. Conhecimento. Epistemologia. Seleção natural. Introdução O interesse principal desta discussão é examinar alguns pontos de semelhança conceitual entre David Hume e Charles Darwin, no que toca a alguns temas da teoria do conhecimento, muito particularmente aquele que diz respeito à manifestação de certos poderes ou capacidades da mente humana para o conhecimento das regularidades naturais. Pode-se, desse modo, fazer uma discussão da filosofia de Hume integrada ao debate epistemológico contemporâneo ou, no mínimo, fazer uma leitura contemporânea da filosofia de Hume. Estamos, obviamente, pensando aqui na corrente denominada desde há alguns anos de epistemologia evolutiva, que tem declaradamente a obra de Darwin e o darwinismo, em um panorama mais amplo, como a sua maior fonte de inspiração.

Não é o caso de tentar medir aqui o alcance das afirmações de um dos autores pelos pressupostos ou noções do outro. Cada um deles, tanto Hume como Darwin, pode ser encontrado na origem de uma tradição de leitura, e cada uma dessas obras possui o seu próprio horizonte, sua própria estrutura, o seu próprio conjunto de problemas. Também não é o caso de atacar aqui um tema que, embora polêmico, está fora de nossa intenção, que é o da crítica que se pode creditar a cada um destes pensadores contra o argumento de que um desígnio ou providência particular opera na natureza; o que já foi feito de modo interessante e perspicaz por Graham Oppy (1996), em um artigo que, mesmo não se referindo ao nosso tema central, pode constituir um reforço ao espírito do que se pretende dizer aqui. O que queremos tentar mostrar é que, por diversos conceitos e procedimentos mantidos por Hume em sua filosofia, é justo que se considere, em uma razoável medida e do ponto de vista de uma epistemologia da seleção natural, o filósofo com uma atenção mais cuidadosa, em vista de sua proposta naturalista e de sua investigação do conhecimento humano. Isso pode iluminar possibilidades tanto na compreensão de aspectos profundos da filosofia de Hume, quanto na compreensão de aspectos profundos da relação – tão cara aos epistemólogos evolutivos – entre a constituição biológica dos humanos, sua posição no mundo natural e sua capacidade de produzir um conhecimento que expressa, ou tenta explicar, leis naturais. 1 Teoria do conhecimento e seleção natural Uma das propostas recentemente formuladas para explicar o conhecimento, que faz uso proveitoso do sucesso dos métodos investigativos empregados nas ciências particulares, é conhecida como epistemologia evolutiva,1 ou epistemologia da seleção natural, que se desenvolve a partir de uma consideração atenta de certas realizações importantes da ciência moderna, principalmente da teoria da evolução por seleção natural desenvolvida no século xix por Charles Darwin. E uma das principais feições desta epistemologia é a de considerar a seleção natural como um modelo de explicação fundamental para a compreensão do caráter e do relativo sucesso nas diversas tentativas de produzir conhecimento. Muitos autores nas últimas décadas têm-se dedicado a pesquisar o conhecimento nos moldes oferecidos pela epistemologia evolutiva. Podemos mencionar aqui a obra 1 Alguns usam em língua portuguesa o termo “epistemologia evolucionária”, como tradução de “evolutionary epistemology”. Optou-se aqui por “epistemologia evolutiva”, o que deveria ser entendido como a mesma coisa; e se concordarmos a respeito da matéria, não há porque alongar-se em disputas sobre palavras.265 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 de Karl Popper (1959, 1975), Donald Campbell (1974), Michael Ruse (1986, 1995) e David Hull (1975), como referências na pesquisa sobre o tema, o qual atingiu tal diversidade que podemos falar, sem receio, de versões diferentes do que seria a epistemologia evolutiva. De modo geral, uma caracterização bastante aceita seria aquela feita por Donald Campbell: Uma epistemologia evolutiva será, no mínimo, uma epistemologia que toma a cognição como compatível com o estatuto do homem como um produto da evolu- ção biológica e social [...]. Uma tal epistemologia tem sido negligenciada nas tradições filosóficas dominantes” (Campbell, 1974, p. 413). Assim, as estruturas de conhecimento no ser humano, e as similares em outros seres vivos, são explicadas levando-se em conta o seu desenvolvimento por meio de processos naturais, tais como a seleção natural. É este ponto de vista que aqui está sendo enfocado, e que Hume, segundo a leitura naturalista, desenvolve na Investigação acerca do entendimento humano, assim como Darwin em A ascendência do homem. Ao analisar o quanto o ser humano deve à natureza por suas capacidades de conhecimento, procura-se por um caminho que integre as diversas linhas de investigação, em busca de uma visão mais completa do lugar e da relação do ser humano com o mundo natural. 2 Natureza e instinto segundo Hume Sabe-se que, segundo a teoria desenvolvida por Hume na Investigação acerca do entendimento humano, a inferência que constitui o conhecimento causal é resultado da ação do princípio do hábito. Diversos autores reforçam a concepção de que Hume soluciona a questão do conhecimento causal afirmando a superioridade do instinto natural como princípio produtor de conhecimento (cf. Winters, 1995). Uma vez que o sujeito tem a experiência de que dois objetos aparecem regularmente conjugados, um seguindo-se do outro, o entendimento apresenta uma tendência a supor uma conexão entre tais objetos, de modo a conceber o primeiro como causa e o segundo como efeito. Assim, diante da observação do primeiro – a causa – a mente sente um avivamento da idéia de seu correlato – o efeito. E, por meio disso, é possível o raciocínio que nos leva a crer que o fogo causa calor, que o álcool causa embriaguez, bem como tantas outras regularidades causais que inferimos acerca do mundo (EHU, seção 5). Hume afirma que essa expectativa, esse passo da conjunção de objetos ou eventos para a conexão causal, é produzido por um princípio, ou instinto da natureza humana, caracterizado por ele como um “hábito”. Segundo suas palavras: “está mais de acordo com a costumeira266 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 sabedoria da natureza, que uma atividade mental tão necessária seja garantida por meio de algum instinto ou tendência mecânica, capaz de mostrar-se infalível em suas opera- ções” (EHU, seção 5, parte ii, § 13). Este instinto é denominado por Hume de costume ou hábito, e a operação vital de que Hume fala é a inferência causal. Já em 1905, Norman Kemp Smith fala do papel das “crenças naturais” para a produção do conhecimento na filosofia de Hume (cf. Smith, 1995). Para Hume, a natureza humana é dotada de disposições e instintos, todos de utilidade para a sobrevivência do ser humano. João Paulo Monteiro afirma acerca do hábito: Com esse instinto, foi a própria natureza que nos ofereceu a possibilidade de predizer as suas próprias regularidades. Mas em que sentido devemos tomar aqui a palavra “sabedoria”? Qual será esse peculiar procedimento da natureza, através do qual se supõe que ela foi capaz de nos oferecer esse instinto, o qual nos permite inferir efeitos semelhantes de causas semelhantes e predizer acontecimentos futuros, conseguindo assim sobreviver no mundo em que habitamos? (Monteiro, 1984, p. 113). O sentido em que se deve tomar a expressão “sabedoria da natureza” está diretamente ligado a uma noção de natureza, ou de ordem natural. É preciso saber de que tipo são as forças ou princípios que governam a natureza, para que se possa apelidá-los de “sabedoria”. Hume atribui a presença do hábito ao modo como é constituída a natureza humana, por isso o chama de instinto natural. Uma vez que a natureza humana é considerada uma pequena parte da natureza em geral, é de se supor que esteja submetida às mesmas regularidades. Encontra-se a discussão da ordenação da natureza na obra de Hume nos Diálogos sobre a religião natural. O que Monteiro mostra em sua discussão é que as noções de Hume, presentes nos Diálogos, podem de modo legítimo ser transpostas para a discussão a respeito do hábito, e assim fornecer uma explicação de sua presença e de seu sucesso como mecanismo produtor de conhecimento. 3 A teoria humeana da ordem natural Sabemos o quanto Hume se aprofunda na crítica da posição que supõe algum tipo de intenção ou finalidade particular atuando no mundo natural. Seu argumento mostra que não é possível inferir, por argumentos de ordem experimental, nenhum tipo de plano ou intenção, como causa ordenadora da natureza, tal como a observamos. Esta é a base de sua crítica à teologia natural. Mas, sabe-se que, ao mesmo tempo em que tecia tal crítica, Hume desenvolvia amostras de suas próprias posições.267 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 Hume recusa-se a admitir causas finais, na forma de intenção ou desígnio, em parte devido a seu firme compromisso com o método experimental, inspirado em Newton. E, portanto, segundo Monteiro: “uma explicação teleológica do hábito e do sucesso de suas operações, em termos de causas finais, não poderia nunca merecer mais que o desprezo e a ironia de Hume” (Monteiro, 1984, p. 115-6). Em linhas gerais, somos levados a rejeitar logo de saída, e com base na argumentação humeana acerca da ordem natural, uma explicação do hábito em termos de finalidade ou intenção, porque Hume está justamente interessado em romper com esse tipo de explicação, e manifestamente aponta para seus defeitos incontornáveis. Se os Diálogos mostrarem que a natureza não se ordena e nem se mantém por meio de qualquer plano ou desígnio, então o mesmo ocorre com cada uma de suas partes, incluindo a natureza humana. Mas qual seria a alternativa para Hume, ou seja, onde mais se poderia esperar encontrar um sentido viável de “sabedoria da natureza” que fornecesse uma pista de como o ser humano pode ter desenvolvido esse instinto fundamental para seu conhecimento do mundo? A alternativa seria supor que a natureza se ordena segundo regularidades inerentes, sem envolver entidades sobrenaturais. Esta tese, segundo a qual a matéria da qual é constituído o universo possui suas próprias leis de organização, está presente nos próprios Diálogos. O princípio de ordem, de que se trata aqui, é aquele segundo o qual a matéria, por seu constante movimento, tende a preservar as formas mais estáveis e a destruir aquelas menos estáveis. E isto se aplica a todas as diversas formas particulares na natureza. A pergunta formulada nesta parte dos Diálogos é: “Haveria um sistema, uma ordem, uma organização das coisas mediante a qual a matéria pudesse preservar essa agitação incessante que lhe parece essencial e, ao mesmo tempo, manter constantes as formas que ela produz?” (DNR, p. 107). O movimento constante na matéria que compõe a natureza poderia plausivelmente produzir um arranjo relativamente estável, a ponto de a natureza manter sua diversidade de formas – mesmo as formas de vida? A resposta de Hume, representada pela fala do personagem Filo, é afirmativa. O próprio movimento da matéria deveria produzir as mais variadas formas das coisas e, por uma probabilidade resultante do número de formas possíveis em um determinado período de tempo, o mundo deverá, em algum momento, chegar a uma situação observável de ordem e adaptação. Hume afirma que onde quer que a matéria se equilibre, arranje e ajuste de modo a preservar, apesar do seu contínuo movimento, uma constância nas formas, sua disposição deverá necessariamente apresentar a mesma aparência de ordem e engenho que presentemente observamos (DNR, p. 107-8).268 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 O movimento constante da matéria no universo produz um nível elevado de formas variadas (entenda-se “formas” no sentido geral de estruturas organizadas, como um diamante, uma montanha, uma estrela, ou mesmo uma bactéria ou um tigre). Essa varia- ção deve produzir a estrutura ordenada do mundo natural, segundo Hume, diante da combinação com mais um elemento, a competição determinada pela melhor adaptação: As partes de cada forma devem manter uma relação entre si e com o todo; e este, por sua vez, estar relacionado com as outras partes do universo, com o meio no qual a forma subsiste, com os materiais de que se serve para reparar o seu desgaste e deterioração, e com toda outra forma que lhe seja útil ou favorável (DNR, p. 108). A explicação não se refere somente a objetos inanimados, mas também aos seres vivos, como habitantes que são do mundo natural, e sujeitos, portanto, a suas leis e regularidades. Não deve restar dúvida de que Hume esteja referindo aos seres vivos de todos os tipos, incluindo naturalmente o homem, uma vez que este não ocupa posição privilegiada e, por isso, conta com um lugar na lista dos animais conhecidos. Hume possui uma abordagem da natureza humana, em que ela se constitui a partir do modo como se relaciona com outras formas existentes na natureza, com outros humanos em particular, mas em geral com todo o ambiente, não incluindo somente os seres vivos, mas o próprio meio e suas condições. Tal relação, mediada pelas conclusões que o hábito leva o ser humano a inferir, aparece na forma de uma correspondência, ou harmonia, entre o ambiente e o comportamento do indivíduo que o conhece. O que ainda falta decidir é até que ponto Hume estava disposto a adotar esta noção como válida, ou seja, como parte de sua própria explicação da ordem natural. Será que Hume admitia esta teoria, mesmo conjetural, como parte de sua visão particular acerca do assunto? Parece que a resposta é sim. Uma vez que a explicação pelo desígnio está definitivamente descartada, um pensador como Hume não se poderia dar ao luxo de não ter uma posição a respeito da ordem da natureza. Mesmo sendo referente a um assunto distanciado da experiência cotidiana, e que por isso conta com um menor número de evidências a seu favor, esta hipótese é a mais plausível diante da dificuldade. Hume admitia diferentes graus de evidência conforme a natureza do assunto, mesmo sabendo que é preciso considerar o caráter hipotético e provisório de boa parte de nossas teorias. Então, pode supor-se que diante das inúmeras alternativas – entre elas a do desígnio – a teoria de uma ordenação por meio da diferenciação e manutenção das formas mais adaptadas, presente na oitava parte dos Diálogos, represente uma versão bastante fiel do pensamento de Hume acerca do princípio que explica a diversidade e a ordem natural.269 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 4 O instinto natural no conhecimento do mundo Hume admite que, dada a sua utilidade para a sobrevivência, cabe esperar que seja o hábito, e não a razão, o responsável pelas inferências causais. E se admitirmos a validade da explicação humeana da ordem e diversidade das formas por meio da operação de princípios naturais, estamos em condição de compreender a epistemologia de Hume, ou pelo menos uma parte importante dela, em harmonia com uma idéia genérica de economia ou ordem natural na qual temos o seguinte quadro: o hábito é um instinto que se desenvolveu uma vez que as formas de vida, capazes de prever cada vez melhor as regularidades causais, tendem a ser cada vez mais estáveis em sua relação com as outras formas e com o ambiente em geral. Esta versão cosmológica da seleção do mais estável tem versões contemporâneas, das quais uma das mais conhecidas é a de Dawkins (1979). Este é o modo pelo qual se pode atribuir sentido à expressão “sabedoria da natureza”, que realmente oferece uma explicação plausível para a presença do hábito, de acordo com o que Hume afirma na Investigação. Mais que isso, atribuir a Hume uma epistemologia, na qual o poder de conhecer resulta de causas naturais, faz com que se possa harmonizar a compreensão de diferentes obras, como a Investigação e os Diálogos, sob o alcance de uma mesma compreensão da natureza em geral, e da natureza humana em particular. Tudo isso serve para que se possam considerar os aspectos positivos da filosofia desse autor, e não cair no erro de considerá-lo meramente como um cético. É preciso, portanto, abandonar o mito de um Hume puramente cético, e que se recusava a admitir hipóteses e conjecturas. O raciocínio experimental é admitidamente o método mais caro a Hume no estudo da natureza humana. E embora ele estivesse pronto a admitir suas limitações, e submeter-se ao poder da natureza sobre a razão, como no caso do conhecimento causal, mesmo assim entendia que é preciso render-se à hipótese mais plausível. Obviamente, no caso de Hume a expressão “epistemologia evolutiva” é inadequada, pelo fato de que Hume não possuía um conceito de evolução dos seres vivos. Mesmo porque as idéias evolucionistas só puderam consolidar-se no século xix, depois que dados suficientes apareceram para corroborá-las. Ao discutir a questão de que as conclusões experimentais devem adequar-se ao tipo e número de evidência disponível, o próprio Hume desautoriza a formulação de hipóteses sem base experimental. Tal é o caso, para ele, do assunto da evolução, que não podia ser mais do que uma especulação, até que evidências importantes pudessem ser levadas a público. Sobre sua atitude de não admitir a evolução, pode-se acrescentar a conhecida passagem da Investigação:270 José Claudio Morelli Matos raciocinava corretamente o príncipe indiano que se recusou a acreditar nos primeiros relatos dos efeitos do congelamento; e seria naturalmente necessário um testemunho muito poderoso para fazê-lo admitir fatos que decorrem de uma condição da natureza com a qual ele não estava familiarizado, e que apresentava tão pouca analogia com os acontecimentos dos quais tinha tido experiência constante e uniforme. Não era uma deformidade e nem excessiva ortodoxia intelectual considerar a tese fixista mais plausível do que a transformista, no tempo de Hume. Este era o resultado da aplicação rigorosa do mesmo método experimental que determinou a possibilidade de desenvolver a teoria acerca da natureza humana, levando em conta princípios naturais tais como o hábito. Embora alguns estudiosos contemporâneos de Hume já considerassem o transformismo das espécies como uma possibilidade, a noção de espécie como categoria definida e, portanto, fixa era tão arraigada que a evolução permanecia uma idéia conjetural demais para demandar qualquer compromisso. De qualquer modo, sempre permanece um traço imensamente relevante dessa epistemologia – a ser posto em confronto com as perspectivas atuais – o fato de que Hume define uma parte crucial dos processos cognitivos do ser humano em termos da relação deste com o ambiente, no qual, para ele, as crenças causais produzidas pelo hábito possuem um papel na sobrevivência e bem estar de seu portador. Veja-se, por exemplo, o papel da experiência de conjunções repetidas de eventos na formação da crença causal. Se a presença de um objeto não excitasse instantaneamente a idéia dos objetos que a ele comumente se associam, todo o nosso conhecimento teria de ficar circunscrito à estreita esfera de nossa memória e dos nossos sentidos, e jamais teríamos sido capazes de ajustar os meios aos fins ou empregar nossos poderes naturais seja para produzir o que é bom, seja para evitar o que é mau (EHU, seção 5, parte ii, § 12). O ser humano, por meio do conhecimento de questões de fato não imediatamente observadas, pode planejar sua ação futura: é o que afirma Hume aqui. E planejando sua ação, pode economizar uma preciosa quantidade de energia, além de sobressair-se na disputa pelos recursos disponíveis no ambiente. Em outras palavras, devido ao sucesso do hábito, a natureza humana atinge um grau relativamente alto de estabilidade. Todas estas observações dependem do aspecto ecológico envolvido na teoria humeana do conhecimento causal (cf. Monteiro, 1984). Entenda-se o termo “ecológico” no sentido de uma relação do ser vivo com o ambiente e com os outros seres vivos com os quais ele interage. Essa relação acaba por interferir nas características e no comportamento do ser vivo.271 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin. Um outro aspecto importante da compreensão do conhecimento como parte da natureza humana aparece, por exemplo, na seção 9 da Investigação, intitulada “Da razão dos animais”. Ali Hume afirma que “todos os nossos raciocínios acerca de questões de fato fundam-se em uma espécie de analogia que nos leva a esperar de uma causa qualquer os mesmos acontecimentos que observamos resultarem de causas semelhantes” (EHU, seção 9, § 1). Por isso, dada uma relação causal entre dois eventos, que leva a uma conclusão na forma de regularidade, todo caso análogo é uma confirmação dessa relação e, conseqüentemente, dessa regularidade. Na medida em que podemos estender a analogia a um número maior de casos semelhantes, isto só confirma e dá mais força à conclusão que baseamos em tal analogia. Cada caso conta como uma evidência adicional daquela regularidade, ou regra, que o raciocínio experimental espera estabelecer. Por causa disso, segundo Hume, “qualquer teoria que explique as operações do entendimento, ou a origem e conexão das paixões no homem, adquirirá autoridade adicional se descobrirmos que a mesma teoria é necessária para explicar os mesmos fenômenos em todos os outros animais” (EHU, seção 9, § 1). Afirmação importante, na medida em que supõe que o estudo da natureza humana está conectado com o estudo da natureza de outros animais. Qualquer teoria importante para explicar a vida animal em geral é, assim, importante para explicar a vida humana. Uma posição que está em pleno acordo com o lugar que, segundo Hume, o ser humano ocupa na natureza: não como um modelo do criador e, portanto, o ponto máximo de um plano intencional, mas sim como um resultado das mesmas leis naturais a que estão sujeitos os outros seres vivos. Hume pretende mostrar, na seção 9 da Investigação, a validade da seguinte no- ção: “parece evidente que os animais, tanto quanto os seres humanos, aprendem muitas coisas a partir da experiência, e inferem que os mesmos acontecimentos irão sempre seguir-se das mesmas causas” (EHU, seção 9, § 2); o que implica a suposição de uma capacidade cognitiva nos animais e supõe uma escala, mesmo que muito provisó- ria e geral, de diferentes graus de atividade epistêmica. Hume afirma que outros animais aprendem com a experiência, assim como faz o ser humano, e é no mínimo digno de nota que, em uma obra acerca do entendimento humano, Hume tenha dedicado uma seção à inteligência e ao aprendizado tal como ocorre em outros animais. Ele supõe, assim, a existência de um princípio natural que permite aos animais desenvolverem conhecimento causal. Por esse princípio, eles se familiarizam com as propriedades mais óbvias dos objetos externos e, desde seu nascimento, vão gradualmente acumulando conhecimento sobre a natureza do fogo, da água, da terra, das pedras, das alturas, das profundezas etc. e dos efeitos que resultam da atuação dessas coisas (EHU, seção 9, § 2).272 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 Devido a esse princípio, os animais produzem um conhecimento de seu ambiente e das diferentes partes que o compõem: “fogo, água, pedras, alturas, profundezas”; conhecimento que se compõe de regularidades causais, do mesmo modo como ocorre com os seres humanos. Estas regularidades formam um sistema de realidades que ultrapassa o imediatamente observado, e que se situa no domínio das crenças e expectativas. As mesmas crenças e expectativas que tiram seu valor para a sobrevivência do fato de modelarem o comportamento dos indivíduos que as possuem. Hume fortalece sua argumentação com alguns exemplos que, como será discutido mais adiante, assemelham-se aos utilizados por Darwin em sua obra A ascendência do homem, mais de um século depois, para relacionar a inteligência dos homens e dos animais. No caso de Hume, a argumentação em favor do comportamento cognitivo dos animais leva-o a perguntar: Não é a experiência que faz um cão temer a dor quando o ameaçamos ou erguemos o chicote para surrá-lo? E não é igualmente a experiência que o faz até mesmo responder a seu nome e inferir, a partir desse som arbitrário, que referimonos a ele e não a algum outro de seus companheiros, e que o estamos chamando quando pronunciamos esse som de uma certa maneira e com uma certa inflexão? (EHU, seção 9, § 3). Perceba-se que Hume utiliza o termo “inferir”, ou seja, tirar uma conclusão que ultrapassa o limite dos casos efetivamente observados. Alguém poderia talvez objetar que, nos animais, o comportamento que se assemelha ao comportamento inteligente é na verdade resultado unicamente da memória de eventos passados, não havendo atividade cognitiva no sentido de descoberta de regularidades. Assim, o animal agiria com base unicamente na evidência imediata ou na memória. Mas uma vez que, segundo Hume, o conhecimento causal no homem tampouco deriva da faculdade da razão – que é aquela que tem a reputação de nos distinguir dos animais – por que imaginar que o homem é o único capaz desse comportamento? Hume, de fato, é claro ao mostrar que está falando aqui de conhecimento de regularidades do tipo causal, e não meramente de memória e observação. Ao comentar seus exemplos, ele afirma: Em todos esses casos observamos que o animal infere algum fato além daquilo que impressiona imediatamente seus sentidos, e que essa inferência funda-se completamente na experiência passada, pela qual a criatura espera do objeto presente as mesmas conseqüências que sua observação sempre lhe mostrou resultarem de objetos semelhantes (EHU, seção 9, § 4).273 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 Claramente, o que Hume está afirmando é que os animais fazem inferências acerca do ambiente em que estão situados. Poder-se-ia acrescentar que tais inferências apresentam um sucesso relativo elevado o bastante para que os animais que as realizam possam manter-se na natureza como formas estáveis. Esse modelo explicativo deve refletir o ponto de vista de Hume, uma vez que não se pode supor o absurdo de que as leis e princípios observados na natureza moldem o comportamento cognitivo apenas do ser humano, sem atuar também nos outros animais que apresentam comportamento semelhante. Não há alternativa a não ser admitir que o princípio causador das inferências realizadas pelos animais seja similar ao princípio que as causa no ser humano. Ainda mais porque “é impossível que essa inferência do animal esteja fundada em algum processo de argumento ou raciocínio que o leve a concluir que resultados semelhantes devam seguir-se de objetos semelhantes” (EHU, seção 9, § 5). Aqui dá-se exatamente o mesmo que no caso do raciocínio causal do ser humano. Além de a razão não ser capaz de justificar o estabelecimento da conexão necessária entre os eventos que aparecem na experiência constantemente conjugados, se houvesse um argumento que pudesse levar a tirar tal conclusão, este seria demasiado complexo para chegar a ser formulado pelo entendimento de um animal. Uma vez que possui uma importante função para a sobrevivência, o aprendizado a partir da experiência deve estar apoiado em um princípio que seja relativamente bemsucedido e que não dependa das vacilações a que a razão está sujeita. A razão, como instrumento de sobrevivência, é considerada por Hume como demasiado fraca e incerta, se comparada com os princípios fornecidos aos animais e ao homem pela “sabedoria da natureza”. Afirma ele: A natureza deve ter provido algum outro princípio, de aplicação mais imediata e mais geral; e, de fato, uma operação de tamanha importância para a vida, como a operação de inferir efeitos a partir de causas, não poderia estar confiada ao processo incerto do raciocínio e da argumentação (EHU, seção 9, § 5). Vemos aqui que a continuidade entre as estruturas cognitivas no homem e nos outros animais é reafirmada. A necessidade de sobreviver e de adaptar-se ao ambiente exige que o ser vivo tenha condições de prever regularidades na forma de relações causais. Só assim as impressões de eventos e objetos presentes podem ser indício de eventos e objetos futuros ou distantes. Alguém que esteja tomando este assunto de uma perspectiva evolutiva poderia, neste ponto da discussão, afirmar que a razão é uma capacidade de aparecimento muito tardio, e de longo e demorado desenvolvimento em uma espécie. Portanto, um animal274 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 não poderia sobreviver por muito tempo, se fosse depender dela para conhecer o ambiente em que está situado. Ainda mais porque a maioria dos animais no planeta nem sequer apresenta tal capacidade. É, com efeito, interessante que o título desta seção seja “Da razão dos animais”, sendo que Hume apressa-se em afirmar que o conhecimento causal não depende, nem nos homens e nem nos animais que o manifestam, da razão, e sim do instinto natural. Como Hume não está tratando do tema em termos evolutivos, o argumento do desenvolvimento tardio pode ser entendido de um outro ponto de vista. Ao invés de falar em espécie, pode-se falar na vida de um indivíduo. Ou seja, nos anos iniciais da vida, o indivíduo não desenvolveu ainda a sua capacidade de raciocínio e argumenta- ção e, mesmo assim, tem a necessidade de adaptar-se ao ambiente por meio do conhecimento derivado da experiência. Por isso, é mais adequado que este conhecimento não dependa da razão, e sim de um outro mecanismo ou princípio, que se manifeste desde o início da vida, e permita ao jovem – humano ou animal – conhecer as regularidades do mundo que o rodeia. Sabemos que, segundo Hume, o princípio é inato e resulta da ação de leis naturais, conforme o que foi discutido anteriormente. Trata-se do já mencionado princí- pio do hábito ou costume. “É simplesmente o hábito que leva os animais a inferirem, de cada objeto que impressiona seus sentidos, seu acompanhante usual, e faz que, ao aparecer o primeiro, sua imaginação conceba o segundo daquela maneira particular que denominamos crença” (EHU, seção 9, § 5). Pelo mesmo tipo de exame que o levou a concluir que o instinto chamado por ele de hábito produz o conhecimento na forma de crença causal, Hume conclui que esse instinto é compartilhado por nós com os outros animais que, em maior ou menor grau, aprendem a partir da experiência. Assim, o ser humano aparece integrado à natureza, submetido – como os outros animais – ao mesmo tipo de leis e princípios que, no caso destes últimos, produziu toda uma série de mecanismos de sobrevivência e adaptação. Conforme Hume afirma acerca dos animais, existem muitas coisas que obtêm originalmente da mão da natureza, coisas que excedem em muito a quota de habilidades que possuem em ocasiões ordinárias e que pouco ou nada se aperfeiçoam mesmo pela mais longa prática e experiência. A essas coisas denominamos instintos, e dedicamo-lhes nossa admiração como algo de extraordinário e inexplicável (EHU, seção 9, § 6). O resultado da ação do hábito, tanto nos humanos como nos animais, são expectativas que vão moldar o comportamento com vistas, no mínimo, a um maior desempenho do indivíduo em sua luta pela vida. Para ser preciso, e utilizando uma termino-275 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, logia mais recente, não se trata exatamente de que o conhecimento causal se baseie em expectativas inatas. Seria mais adequado afirmar que, de acordo com Hume, o hábito é um instinto formador de expectativas. Estas expectativas, adquiridas, são o resultado de um instinto inato. Para chegar a esse modelo da epistemologia de Hume, em que mecanismos naturais instintivos concorrem na produção de crenças, foram considerados basicamente três temas de sua filosofia. Primeiro, a teoria humeana da ordem da natureza, presente nos Diálogos sobre a religião natural, segundo a qual a ordem e a adaptação das variadas formas resulta do concurso de princípios inerentes à própria natureza. Segundo, a teoria humeana do conhecimento causal, na qual um instinto natural – o hábito – é apontado como o produtor das expectativas, ou crenças em questões de fato, que a razão é incapaz de produzir. E terceiro, a analogia do conhecimento no homem e nos outros animais, mostrando a extensão, por assim dizer, biológica do instinto natural que produz o conhecimento derivado da experiência. Toda a argumentação foi baseada em um ponto de vista naturalista, segundo o qual o projeto de Hume de um estudo experimental da natureza humana supõe a unidade entre o homem e a natureza, o que às vezes implica em diminuir e desmistificar o pretenso alcance da razão formal, sem deixar de admitir a possibilidade de um conhecimento hipotético da natureza (cf. Smith, 1966). Este naturalismo não equivale a reduzir a compreensão do mundo ao discurso científico, mas, certamente, envolve uma relação próxima entre a filosofia e os resultados e métodos da ciência experimental. 6 A teoria darwiniana da seleção natural Charles Darwin, em sua obra A origem das espécies (1859), desenvolveu uma complexa estrutura argumentativa, combinando relatos de observações com hipóteses e suas conseqüências. Como ele mesmo afirmou em sua conclusão, “todo este volume é um longo argumento” (Darwin, 1952 [1859], p. 230), cuja intenção é convencer a comunidade intelectual de seu tempo de duas concepções fundamentais da história da vida. As duas concepções que Darwin pretendeu provar em seu livro são, primeiro, a de que as diversas espécies atuais descendem de umas poucas outras espécies que existiam no passado, ou seja, de que as espécies podem evoluir, dando origem a novas espécies distintas. E segundo, que a explicação para este fenômeno é o mecanismo de reprodução com variação e sobrevivência do mais adaptado, chamado por ele e pela posteridade de seleção natural (cf. Gould, 1999). Como resultado dos processos de reprodução dos seres vivos, deve haver competição por alimento, espaço e outros recursos. Nessa competição, qualquer pequena276 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 variação favorável representa uma melhor adaptação, e uma melhor chance de perpetuação do ser vivo. Darwin foi original ao compreender que o princípio de luta pela vida pode não ser somente uma força limitadora, mas também uma força mantenedora da estabilidade dos seres e reuniu suas conclusões em um longo argumento, que muitos autores comparam com uma “demonstração geométrica” (Flew, 1978, p. 8). Muito mais que isso, Darwin entendeu que o processo de crescente variedade e imensa diversidade observada no mundo natural pode ter o próprio princípio de seleção como sua causa. Ele tentou reunir o maior número de dados de que foi capaz, incluindo informações sobre o registro geológico da Terra, e dar a esses dados uma explicação compatível com sua hipótese fundada na seleção natural. A seleção natural opera uma vez que os indivíduos manifestam a cada geração pequenas variações, e algumas das variações podem depois ser transmitidas hereditariamente. Segundo suas palavras: a “preservação de diferenças e variações individuais favoráveis, e a destruição daquelas que são nocivas, eu tenho chamado de seleção natural, ou a sobrevivência dos mais adaptados” (Darwin, 1952 [1859], p. 40). Os dois elementos fundamentais desta equação são a variação e a seleção. No caso da variação, o que ocorre é que os seres formados mais ou menos na mesma época e no mesmo meio ambiente possuem, uns em relação aos outros, pequenas diferenças. No caso dos seres vivos, pode-se adiantar que a maior parte dessas variações decorre da reprodução sexuada. E no caso da seleção, o que se tem é uma disputa entre os indivíduos, no qual aquelas variações que oferecem uma pequena vantagem adaptativa tendem a ser perpetuadas. O resultado é um processo de seleção exercido, em grande parte, por uma pressão do próprio ambiente. Outra coisa que se poderia perguntar é: como ocorre a variação? Segundo Darwin: Ninguém supõe que todos os indivíduos da mesma espécie são lançados no mesmo molde. Estas diferenças individuais são da maior importância para nós, pois elas são freqüentemente herdadas, como deve ser familiar a todos; e elas assim fornecem materiais para a seleção natural agir e acumular, do mesmo modo como o homem acumula em uma dada direção, diferenças individuais em seus produtos domésticos (Darwin, 1952 [1859], p. 24). As variações herdadas são a fonte do material que será submetido à seleção natural. Pode-se adiantar que a reprodução sexuada é um dos principais fatores que promovem variações nas características físicas dos seres vivos. A seleção natural é uma regularidade que atua de maneira bastante ampla, influindo nas diversas características das formas a ela submetidas. Em um dos comentários que Darwin dedica ao modo de atuação desse mecanismo, ele afirma:277 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 Pode-se metaforicamente dizer que a seleção natural está diariamente escrutinando através do mundo as mais tênues variações, rejeitando aquelas que são más e adicionando todas as que são boas, silenciosa e insensivelmente operando, quando e onde quer que apareça oportunidade, para o aperfeiçoamento de todo ser orgânico na relação com suas condições orgânicas e inorgânicas de vida (Darwin, 1952 [1859], p. 42). Acerca desta passagem, deve-se ressaltar o uso da expressão “metaforicamente”, no sentido de que a seleção natural não tem uma direção definida, como um plano pré-ordenado, ou uma teleologia. Dadas as condições iniciais de variação, luta pela sobrevivência e seleção, o resultado em termos da diversidade de formas não pode ser considerado um progresso para um estado melhor e mais perfeito. Não se pode inferir perfectibilidade nenhuma e nenhum plano para um objetivo definido. Pode ser considerado apenas o efeito de uma regularidade ou lei geral da natureza, inerente à ordenação de certos elementos complexos do mundo material. A seleção natural darwiniana pretende explicar a história da vida, de modo que as leis e regularidades sejam unicamente aquelas presentes de modo constatável na natureza, sem apelar para entidades sobrenaturais. Por isso, a evolução que resulta desta sobrevivência do mais apto não vai, necessariamente, em direção a um estado melhor, mais ordenado ou mais perfeito. É meramente o resultado de variações que, surgidas sem intenção – ou aleatoriamente, se alguém preferir – podem, contudo, representar uma parte decisiva na perpetuação ou perecimento dos seres que as apresentam. Isto é exemplificado pelo fato de serem possíveis tanto variações favoráveis, como variações inócuas ou mesmo letais para seu portador. Darwin chega a afirmar acerca desta questão da intencionalidade: Tem sido dito que falo de seleção natural como um poder ativo ou deidade; mas quem objeta a um autor que fala da atração da gravidade como regulando os movimentos dos planetas? Todos sabem o que está significado e o que está implicado em tais expressões metafóricas; e elas são quase necessárias para a brevidade. Novamente, é difícil tentar personificar a palavra Natureza; mas quero dizer por natureza, apenas a ação agregada e produto de leis naturais, e por leis a seqüência de eventos tal como verificada por nós (Darwin, 1952 [1859], p. 40). Declaração que esclarece em parte o modo como Darwin entende sua própria teoria, e seu poder de explicação dos fatos. Segundo ele, a natureza é uma totalidade composta de leis e regularidades, as quais o cientista tenta explicar, formulando-as em termos de teorias e hipóteses. Ao tratar de tais leis e regularidades, muitas vezes o278 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 investigador é levado a utilizar uma linguagem antropomórfica. Ou seja, “estas formas construídas elaboradamente, tão diferentes entre si, e dependentes uma da outra de modo tão complexo, foram todas produzidas por leis agindo em torno de nós” (Darwin, 1952 [1859], p. 243). Nesse sentido, a linguagem empregada em A origem das espécies deve ser entendida como um recurso de que o investigador se serve para fazer-se entender, nunca como a expressão de uma concepção teleológica das leis da natureza. Temos aqui alguns pontos que são de grande interesse para a comparação com a teoria da ordem natural de Hume, que sabemos ter aparecido como resposta a explica- ções apoiadas na divindade. A definição de natureza como algo governado por leis, e, por sua vez, a de leis como algo estabelecido pela investigação, põe de lado a pretensão que alguém poderia ter de atribuir à seleção natural, como princípio explicativo, um elemento de intenção, plano ou desígnio, uma vez que a natureza é governada segundo suas regularidades inerentes. Sem demorar demais neste ponto, o que se pode dizer é que, a partir de Darwin, os estudiosos da vida podem voltar-se para uma explicação abrangente da natureza – em especial dos seres vivos – sem ter que recorrer a alguma entidade cuja existência não esteja apoiada, em alguma medida, pela evidência. Ou seja, podem descartar o uso de causas tais como força vital, substância e mesmo, por assim dizer, a divindade na maior parte de suas pesquisas. 7 Darwin acerca dos poderes mentais do homem Além de considerações sobre as espécies vivas em geral, Darwin também desenvolveu estudos que tentam explicar o homem como integrante do mundo natural. Com base nas conclusões tiradas de A origem das espécies, ele está em condições de aprofundar-se mais no estudo da natureza humana. Como seu objetivo é entender o ser humano como um personagem do reino animal, o método para o estudo é a análise comparativa entre os diversos elementos do comportamento humano e o de outros animais. Assim, Darwin pode pretender construir um estudo experimental da natureza humana, que tem como objetivo situar o homem como resultado do mesmo processo de seleção natural que se aplica às outras espécies vivas. Segundo Darwin, “o homem deve ser incluído junto com os outros seres orgânicos em qualquer conclusão geral a respeito de sua forma de aparição nesta Terra” (Darwin, 1952 [1871], p. 253). Em sua obra acima citada, A ascendência do homem, apresenta as conclusões sobre a origem por seleção natural do ser humano, de suas capacidades e características. Naturalmente, entre tais características, Darwin dedica atenção à capacidade humana de linguagem e de conhecimento. Muito de sua argumentação ba-279 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 seia-se em comparações dos poderes ou capacidades cognitivas do homem e de outros animais. Segundo ele: Apenas poucas pessoas atualmente negam que os animais possuam algum poder de raciocínio. Os animais podem constantemente ser vistos ao parar, deliberar e resolver. É um fato significativo o de que quanto mais os hábitos de um animal particular são estudados por um naturalista, mais ele os atribui à razão e menos a instintos inatos (Darwin, 1952 [1871], p. 292). Esta afirmação deve ser entendida em termos de que uma parte significativa do comportamento animal resulta de algum tipo de aprendizado a partir da experiência. Pode-se, assim, entender a palavra “razão”, utilizada aqui por Darwin, como um comportamento epistêmico adquirido, e não herdado. Esta modificação do comportamento animal, baseada na apreensão de regularidades simples do ambiente, também é denominada “razão” por Hume, na seção 9 da Investigação acerca do entendimento humano. Conforme foi visto, Hume dedica essa seção a uma comparação entre as conclusões causais realizadas por homens e por alguns animais. A conclusão de Hume, ali, aponta para uma diferença de grau, e não de natureza, entre a capacidade humana e a animal para aprender com a experiência. Darwin, em A ascendência do homem, parte da admissão fundamental de que homens e animais compartilham uma série de instintos naturais, e também a capacidade de aprender e, por isso, modificar seu comportamento a partir da experiência adquirida. Esta atribuição de capacidade epistêmica a outros animais sugere uma diferença unicamente gradativa entre a razão humana e a “razão” animal. E isso, mesmo que de um modo indireto, complica a discussão acerca da distinção entre o ser humano e os outros seres vivos, porque muitos pensadores atribuem um modo de ser especial à razão humana e, conseqüentemente, afirmam algo equivalente a que só uma mente poderia ser causa da mente, ou que só a razão poderia originar a razão. Novamente, Darwin abre espaço para a polêmica ao afirmar que a seleção natural é a causa da mente, o que estaria provado pela continuidade observável entre a capacidade humana e a capacidade animal, em uma escala de inteligência. Conforme ele afirma, “não há uma diferença fundamental entre o homem e os mamíferos superiores em suas faculdades mentais” (Darwin, 1952 [1871], p. 287). Se a diferença não é fundamental, mas acidental, como alguém poderia qualificar, não pode ser tão marcante que tome a razão humana como pertencente a outro domínio. A inteligência, ou as faculdades mentais do homem, assemelham-se às dos animais superiores, proibindo qualquer atribuição de um lugar privilegiado do ser humano por causa delas.280 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 É um ponto conhecido o de que os animais são dotados de capacidades inatas chamadas instintos. Uma oposição comum ao estudar o comportamento dos animais é entre as ações resultantes de aprendizado adquirido, de um lado, e as ações instintivas, de outro. Darwin supõe que tais instintos venham a ser formados “através da seleção natural de variações de ações instintivas mais simples” (Darwin, 1952 [1871], p. 288). Deve-se assinalar que a distinção entre os efeitos da inteligência e os efeitos dos instintos não é uma distinção absolutamente clara e fácil de estabelecer, dada a plasticidade desses princípios da natureza humana e animal. Em geral, o que se pode afirmar é que ambos contribuem para moldar o comportamento e, mais que isso, há para Darwin certa influência mútua entre instinto e inteligência, na produção dos comportamentos observáveis, tanto no caso dos animais como no do homem. Darwin enumera uma série de poderes ou faculdades mentais de que o ser humano é dotado, e que os animais compartilham com ele, em maior ou menor grau. Entre eles encontram-se a capacidade de imitação, a curiosidade e a imaginação. Mas possivelmente, as observações mais interessantes de Darwin sejam dirigidas ao que ele denomina com o termo “razão”. Conforme suas palavras: “de todas as faculdades da mente humana, será, eu presumo, admitido que a razão encontra-se no topo. Apenas poucas pessoas atualmente disputam que os animais possuem algum poder de raciocí- nio” (Darwin, 1952 [1871], p. 292). Assim, do ponto de vista do que é relevante para um epistemólogo, Darwin considera a razão como um resultado da seleção natural, cuja ocorrência pode ser constatada em sua expressão máxima no ser humano, mas que também se encontra em outros animais. Pode-se aqui definir, em linhas bastante gerais, a razão, como uma capacidade de lidar com idéias, tirar conclusões e, como resultado, manifestar conhecimento acerca do ambiente e de suas regularidades. Observando as considerações de Darwin acerca da capacidade racional, percebe-se uma aproximação bastante grande com o que foi afirmado por Hume na Investigação acerca do entendimento humano. Sempre mantendo a linha da comparação entre o homem e os outros animais, Darwin chega a afirmar coisas muito similares às que Hume afirmou um século antes. No caso de Hume, deve-se lembrar que o conhecimento causal é atribuído a um instinto natural. Essa atribuição é feita após uma argumentação que inviabiliza a razão formal como uma possível produtora do conhecimento causal. Hume chama tal instinto com o nome de hábito ou costume. Diferentemente do que este nome escolhido por Hume poderia levar a pensar, este instinto é herdado, ou inato, nos seres humanos. Mais que isso, é em alguma medida compartilhado pelo ser humano com outros animais, como se pode concluir – é o que afirma Hume – pelo fato de que outros animais manifestamente possuem ou produzem conhecimento causal a partir da experiência. Na teoria de Hume, a experiência repetida representa um papel importante na produção do conhecimento causal,281 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 pois é ela que conduz à expectativa, ou crença, em uma conexão entre objetos (cf. EHU, seções 4, 5 e 9). Darwin, por sua vez, faz a seguinte colocação acerca da relação já mencionada entre razão e instinto: “Sem dúvida, é freqüentemente difícil distinguir entre o poder da razão e o do instinto” (Darwin, 1952 [1871], p. 292). Mas a pergunta que se faz aqui é: a que tipo de comportamento Darwin estaria referindo-se quando ressalta a dificuldade de atribuí-lo ao instinto ou à razão? O comportamento de que Darwin fala é o aprendizado a partir da experiência, ou seja, a aquisição de conhecimento de questões de fato, tal como ocorre nos animais e no homem. “Podemos julgar apenas a partir das circunstâncias sob as quais as ações são executadas, se elas são devidas ao instinto, à razão ou à mera associação de idéias: este último princípio, contudo, é intimamente conectado com a razão” (Darwin, 1952 [1871], p. 292). Aqui aparece um ponto importante do assunto, que precisa ser esclarecido. Darwin pretende atribuir uma causa compreensível à capacidade dos animais e humanos de aprender a partir da experiência. Aponta como causas possíveis o instinto, a razão e a associação de idéias. Mas, por outro lado, não se aprofunda em definições precisas destes termos. Uma vez que se está tentando uma aproximação entre a posição de Hume na Investigação e a de Darwin em A ascendência do homem, é preciso imaginar o que este último autor pretende dizer com estes termos, quanto à sua aplicabilidade em uma teoria do conhecimento experimental. No caso dos instintos, pode-se afirmar que são tendências inatas inerentes a certo tipo de comportamento. Segundo Darwin, quando uma ação é executada “sem experiência, e quando executada por muitos indivíduos da mesma maneira, sem o seu conhecimento de com qual propósito ela é executada, é usualmente considerada instintiva” (Darwin, 1952 [1859], p. 119). O instinto molda o comportamento de uma maneira tal que não é adquirido por aprendizado, ou aperfei- çoado pela prática. O comportamento instintivo aparece geralmente, já em sua forma mais plena, desde a primeira ocasião. O caso é diferente quando o comportamento é resultante da capacidade racional ou da comparação de idéias. Darwin afirma que aqui se revelam as diferenças de grau e de complexidade entre o homem e os animais. Na verdade, podem-se detectar diferenças mesmo entre um homem de intelecto cultivado e desenvolvido e um homem em estado selvagem. Imagine-se o exemplo de um cão e de um selvagem, no qual ambos aprenderam, a partir de repetidas experiências, a encontrar água no deserto, dirigindo-se a depressões no terreno. O selvagem e o cão freqüentemente encontraram água em um nível mais baixo, e a coincidência sob tais circunstâncias tornou-se associada em suas mentes.282 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 Um homem cultivado elaboraria talvez alguma proposição geral sobre o assunto; mas por tudo o que nós sabemos sobre os selvagens é extremamente duvidoso que eles fizessem o mesmo, o cão certamente não o faria (Darwin, 1952 [1871], p. 293). Aqui parece residir esta aparente diferença entre o que Darwin entende por comportamento racional e por comportamento baseado no que ele chama de “mera associação de idéias”. É que o comportamento racional, embora igualmente baseado na experiência, expressa-se na forma de uma proposição ou lei geral, tal como uma teoria, por exemplo. Isso é algo que um animal, ou um homem em estado selvagem, não está em condições de formular. A diferença de grau apresenta-se aqui de maneira clara, o grau máximo da inteligência é representado pela capacidade de expressar o conhecimento a partir de “proposições gerais”, para empregar a expressão de Darwin. O selvagem certamente nem saberia nem se importaria com a lei segundo a qual os movimentos desejados são efetuados; seu ato ainda seria guiado por um rude processo de raciocínio, tão seguramente como um filósofo em sua mais longa cadeia de deduções. Esta é, sem dúvida, a diferença entre ele e um dos animais superiores, que ele tomaria nota das mais tênues circunstâncias e condições, e observaria qualquer conexão entre elas após muito menos experiência (Darwin, 1952 [1871], p. 293). Vemos que a expressão “associação de idéias” em Darwin refere-se à capacidade de um indivíduo de aprender algo, ou seja, de tirar uma conclusão, tomando por base a repetição de experiências semelhantes. E que uma maior capacidade, ou poder mental, tem como resultado a formulação de uma lei geral que expressa tal conclusão, como faz o homem culto, por exemplo. Cabe ressaltar que a terminologia de Darwin pode ser considerada imprecisa, em certa medida, ao referir-se a essas operações mentais. Além disso, a terminologia difere daquela empregada por Hume em sua teoria do conhecimento. Mesmo assim, acerca do assunto em questão, os dois autores parecem guardar uma similaridade de opiniões, no sentido de que ambos tomam como ponto de partida de suas conclusões dois elementos em comum. O primeiro é a comparação entre a aquisição de conhecimentos com base na experiência, em animais e em seres humanos. E o segundo, o papel da repetição na formulação desse conhecimento. Na verdade, a semelhança entre a posição dos dois autores, no fim de contas, não deve ser exagerada. Hume está interessado no fundamento das inferências causais, e283 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 chega à conclusão de que essas inferências não derivam da razão formal, mas sim de um instinto natural. Esse instinto, fundamental como é para a sobrevivência, é encontrado também, em grau menos desenvolvido, em outros animais, que se reconhece serem capazes de aprender com a experiência, sem por isso poderem formular suas conclusões na forma de uma proposição geral, ou teoria. Hume encontra o instinto em suas pesquisas e, por isso, pode mostrar que o conhecimento causal não depende necessariamente da razão. Darwin, por sua vez, está interessado nas origens biológicas dos poderes mentais do homem e pretende mostrar que mesmo a razão, a faculdade mais tipicamente humana, é, em certa medida, compartilhada com os animais. Embora não defina expressamente o que pretende dizer com a palavra “razão”, Darwin relaciona este comportamento com o que ele chama de “associação de idéias”, ou seja, tirar conclusões a partir da experiência repetida. Não há exatamente uma teoria do conhecimento em Darwin, como há em Hume. O que há é uma argumentação que possui implicações para a teoria do conhecimento, mesmo que tal argumentação dirija-se intencionalmente a outro propósito. O tema de Darwin, ao falar de razão e de conhecimento experimental, não é epistemológico, e sim biológico; o que se deve levar em conta. Além disso, ele nunca chega ao ponto de afirmar que o conhecimento causal deriva de um instinto, como faz Hume. Darwin parece manter uma posição acerca da razão humana segundo a qual, mesmo que admita uma diferença simplesmente gradual, e não de natureza, entre a razão humana e a animal, ainda assim, pretende atribuir algum peso a tal capacidade na produção de conclusões causais. Conclusão O que se pode tirar como conclusão, entre outras coisas, é que, enquanto historiador natural, Darwin mantém idéias epistemológicas da tradição corrente em sua época, dentre as quais não se encontrava o naturalismo epistemológico de Hume. O pensamento de Hume é nitidamente uma reação à corrente tradicional que considerava a razão especulativa como o principal elemento na produção do conhecimento. A teoria do hábito como formador das crenças causais não tinha sido reconhecida, de maneira ampla, pela comunidade intelectual de que Darwin fazia parte,2 muito embora se possa conjeturar que o autor de A origem das espécies seria simpático à interpretação natura- 2 John Stuart Mill, contemporâneo de Darwin, em seu livro Sistema de lógica dedutiva e indutiva, escreveu um capítulo no qual tenta refutar a tese de Hume, mostrando que é impossível que o raciocínio causal derive de um instinto (cf. Mill, 1989, cap. xvi).284 José Claudio Morelli Matos scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 lista que se tem feito mais atualmente da teoria humeana do conhecimento – sobretudo a respeito do conhecimento basear-se em princípios naturais. Independentemente do que se possa conjeturar, diversos estudiosos utilizaram a pesquisa de Darwin como um panorama conceitual a partir do qual entender a teoria do conhecimento, em sua relação com a seleção natural. O lugar do homem no mundo natural, tal como Darwin pretendia vê-lo, foi, assim, o ponto de partida declarado de muitas das atualmente denominadas epistemologias evolutivas, ou da seleção natural. Fora isso, a interpretação exclusivamente biológica da seleção natural, frente a uma mais ampla interpretação cosmológica, ainda é um ponto de controvérsia. Parece que o próprio Darwin não pretendia ser tão rígido a esse respeito, visto que não nega expressamente, em nenhum momento, a possibilidade de se aplicar a seleção natural a outros domínios. Pelo contrário, é possível que Darwin entrevisse a aplicabilidade do modelo de seleção natural para a explicação de questões fora do assunto das espécies vivas. Isso tudo concorda com a consideração do poder lógico de explicação do mecanismo de seleção natural (variação cega e retenção seletiva), na forma de um argumento dedutivo válido. Daniel Dennett reforça este pensamento ao descrever o modelo explicativo de Darwin como um algoritmo, composto de inúmeras etapas irracionais, cujo resultado, em um espaço suficiente de tempo, é a diversidade e a adaptação observadas na natureza, um algoritmo para produzir adaptação e diversidade, que poderia ser aplicado, com os devidos ajustes, a outros domínios explicativos como, por exemplo, a cultura (cf. Dennett, 1998, p. 49-63). Uma vez que se tem variação, e luta pela sobrevivência entre as variadas ou diversas formas produzidas, o resultado é um processo de eliminação das menos estáveis, a que se dá o nome apropriado de seleção natural. Hume, epistemologicamente falando, leva a postura naturalista mais longe do que Darwin, pois ataca frontalmente a razão especulativa, que Darwin procura não exatamente preservar, mas abster-se da polêmica, contornando o problema. Hume declara que, mesmo no ser humano, o conhecimento de fatos, moldado pela relação de causalidade, é instintivo, e o papel da razão restringe-se às relações de idéias, como ocorre na matemática e na geometria. Darwin apresenta ainda uma noção, mesmo que tácita, de uma razão produtora de conhecimento acerca do mundo, presente unicamente no ser humano. Mesmo assim, pode-se concluir que a intenção de explicar a complexidade de fenômenos da natureza humana, entre eles o conhecimento, é manifesta de forma semelhante nos dois autores; ou seja, a intenção de situar o ser humano em uma situação de aproximação com os outros seres vivos, com os que estão sujeitos à atuação de um conjunto de princípios e de leis naturais, sem que nenhum dos princí- pios autorize ninguém, em alguma medida, a inferir finalidade, intenção ou plano operando na natureza.285 Instinto e razão na natureza humana , segundo Hume e Darwin scientiæ zudia, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 263-86, 2007 Assim, tanto Hume quanto Darwin tentam explicar a complexidade do comportamento cognitivo do ser humano, como resultante das mesmas regularidades que modelam as características dos outros seres vivos. Finalmente, este ponto de vista mantido por Hume e Darwin, embora conservando particularidades em cada caso, não pode ser negligenciado na discussão contemporânea acerca do conhecimento manifestado pelo homem e por outros animais, e que resulta da experiência, e tampouco na discussão das causas biológicas desse conhecimento. José Claudio Morelli Matos Professor doutor da Faculdade de Educação, Universidade do Estado de Santa Catarina, Brasil. doutortodd@gmail.com

 

INSTINTO ANIMAL

  

Como os animais de estimação conseguem adivinhar que seus donos estão chegando? Para um polêmico cientista inglês, os bichos têm um sexto sentido que lhes permite sentir coisas que nós não percebemos.

Quem já não se deparou com uma coincidência incrível, daquelas que fazem a gente pensar se há alguma razão sobrenatural para aquilo ter acontecido? Algo como você ligar para um amigo e ouvir que ele estava pensando em ligar para você naquele momento, ou encontrar com uma pessoa que você não via há muito tempo bem no dia em que sonhou com ela. Para o biólogo inglês Rupert Sheldrake, essas ocasiões são mais que simples acasos. Ele defende que acontecimentos como esses ocorrem nos raros momentos em que nos conectamos a uma forma de consciência primitiva, que o processo civilizatório calou há muito tempo. Para Sheldrake, a forma mais fácil de comprovar a existência dessa outra inteligência é observar os animais, que ainda dominam e utilizam cotidianamente esse sexto sentido.

Antes de entrar nas teorias de Sheldrake, é bom apresentá-lo. Para grande parte dos cientistas suas idéias não passam de esoterismo. Mas o biólogo tem credenciais cunhadas nas casas mais nobres da ciência. Formado em Ciências Naturais pela Universidade de Cambridge e em Filosofia pela Universidade de Harvard, Sheldrake tem ainda o título de PhD em Bioquímica (também de Cambridge). Mas, decididamente, ele não segue os passos de seus mestres. Seus livros levam a sério temas banidos da academia, como fenômenos “paranormais” e espiritualidade. Para ter uma idéia do tipo de crítica que suas idéias geram, basta dizer que John Madox, ex-editor da revista Nature, propôs que os livros de Sheldrake deveriam ser sumariamente queimados. “Ele merece ser condenado pela exata mesma razão que o papa condenou Galileu: como um herege”.

Para acirrar ainda mais a controvérsia, Sheldrake critica abertamente alguns dos pilares do método científico, como a necessidade de ambientes controlados para reduzir o número de variáveis em um experimento e a validação de um resultado somente se ele puder ser repetido nas mesmas condições. Para Sheldrake, isso gera um artificialismo que desmerece os resultados. “Essa visão”, diz o controverso cientista, “data do século XVII e deriva da teoria de René Descartes de que o Universo é uma máquina. Animais e plantas são vistos como autômatos programados. A natureza precisa ser encarada de forma menos mecanicista e utilitária”, afirma.

Foi com base nessas premissas que o biólogo pesquisou e escreveu o livro Cães Sabem Quando seus Donos Estão Chegando. O livro, um best-seller, é uma compilação de casos – alguns acompanhados mais de perto e outros mais à distância – de animais de estimação que demonstram poderes maiores do que a ciência tradicional seria capaz de admitir.

Seguindo sua linha polêmica, Sheldrake defende que animais têm habilidades que nós, humanos, perdemos. Por isso, têm muito a nos ensinar.

Para pesquisar os casos citados no livro, Sheldrake seguiu três passos. Primeiro, ele e sua equipe entrevistaram pessoas que têm experiência em lidar com animais: treinadores, veterinários, cegos com seus cães-guia, tratadores de zôos, proprietários de canis e gente que trabalha com cavalos. O segundo passo foi espalhar aleatoriamente questionários sobre comportamento animal em residências que possuíam animais de estimação nos Estados Unidos e nos países britânicos. Por fim, alguns casos foram separados para um estudo monitorado. O resultado é um apanhado de casos documentados que surpreende os mais céticos. Como o do cão Jaytee.

Cães que sabem

Jaytee foi adotado por uma secretária de Manchester, Inglaterra, chamada Pamela Smart. Os pais de Pamela percebiam que, meia hora antes de a filha voltar do trabalho para casa, Jaytee se postava em frente à porta de entrada e esperava por ela. Como ele sabia que ela estava chegando? Curiosa com o fato, Pamela entrou em contato com Rupert Sheldrake e se propôs a colaborar com sua pesquisa. Durante 100 dias, ela e seus pais mantiveram um diário duplo anotando detalhes das rotinas de Pam e do animal. Sob a orientação de Sheldrake, Pamela começou a inserir algumas variáveis em seu comportamento para testar a capacidade de Jaytee de antecipar sua chegada. Seria o cheiro? Dificilmente: a dona estava entre seis e 60 quilômetros de casa. Como sentir qualquer cheiro a essa distância no caos urbano? Será que o mascote reconhecia o motor do carro? Tampouco. Pamela começou a voltar para casa de táxi, de bicicleta ou a pé e o cão continuou antecipando sua chegada. Seria a rotina? Também não, pois variações aleatórias de horário não mudaram em nada o fenômeno.

Por fim, Sheldrake utilizou duas câmeras, com os cronômetros sincronizados, para registrar o comportamento de Jaytee e os movimentos de Pamela. Nada menos que 120 fitas foram registradas e analisadas. E revelaram algo ainda mais intrigante. Jaytee não ia para a porta esperar a dona no momento em que ela partia do trabalho, mas no momento em que ela decidia partir. Era como se lesse seus pensamentos. Submetidos ao crivo de outros cientistas, os dados foram considerados insuficientes e passíveis de erro, mas Sheldrake insiste: cães têm poderes extra-sensoriais. E não são só eles: gatos, papagaios, galinhas, gansos, répteis, peixes, macacos, cavalos e ovelhas também os possuem.

Animais que curam

Rupert Sheldrake afirma que, nos templos de cura da Grécia antiga, cães eram tratados como co-terapeutas. A mais importante divindade de cura entre os gregos, Asklépios, costumava manifestar-se por meio de “cães sagrados”. Segundo Sheldrake, até Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, era acompanhado por sua cadela, uma chow, que não era apenas uma companhia ou um animal de estimação, mas parte do processo a que ele submetia os pacientes. Freud acreditava em uma “cura pelo animal de estimação”, nas suas palavras. E, curiosamente, era o animal que avisava quando a sessão tinha terminado.

Sheldrake indica no livro uma série de trabalhos acadêmicos realizados em hospitais e clínicas demonstrando que pacientes que possuem animais de estimação se sentem menos sós, ansiosos e deprimidos. E o bem-estar emocional é um grande aliado de médicos na recuperação de pacientes, porque melhora a resposta imunológica, entre outros benefícios. Segundo o autor, essa interação acontece não por mágica, mas porque animais de estimação oferecem o que poucos humanos são capazes de oferecer: amor incondicional.

Mas o benefício da ligação entre o dono e o animal transcende o mero companheirismo. Segundo o biólogo, os animais cuidam de seus donos, conhecem suas doenças e os ajudam a se tratar, de forma deliberada, como mostram os relatos apresentados em seu livro. Uma mulher do norte da Inglaterra conta que, numa noite de profunda depressão, resolveu se matar tomando uma overdose de calmantes. Seu spaniel chamado William pela primeira e única vez em 15 anos de fidelidade total se colocou agressivamente entre ela e o vidro de remédio, rosnando com fúria e mostrando os dentes. Ela desistiu do suicídio e o cão voltou à mansidão habitual.

Christine Murray, que mora numa cidadezinha perto de Washington, capital dos Estados Unidos, tem uma mestiça de pitbull e beagle chamada Annie. Cerca de duas vezes por semana, Annie pula no colo de Christine e começa a lamber seu rosto furiosamente. Imediatamente, Annie pára o que estiver fazendo e se acomoda no chão. Em poucos minutos, tem um ataque epilético. A cadela não falha. Ela parece saber que a dona vai ter um ataque e a avisa. Há o caso também de uma epilética alemã de Hamburgo que possui um casal de vira-latas. Quando o ataque começa, os dois estão sempre por perto, e um deles tenta se colocar entre a doente e o chão, para amortecer- lhe a queda.

Senso de direção

Desde a década de 1930 o alemão Bastian Schmidt realiza detalhados estudos sobre orientação animal. Ele foi um pioneiro em testar teorias ao abandonar cães em lugares desconhecidos e observar seu comportamento. A observação mais importante colhida por Schmidt foi a de que nos primeiros cinco a 25 minutos o animal não “farejava” o caminho de volta. Ele levantava a cabeça, observava os arredores, como que estabelecendo sua localização. Em seguida, o cão simplesmente sabia a direção de casa – e seguia para lá.

Sheldrake não podia deixar de testar esse poder. O biólogo conheceu, em Leicester, uma collie-de-fronteira mestiça chamada Pepsi que tinha um estranho costume: fugia de casa e reaparecia na residência de algum parente ou amigo do seu dono. No verão de 1996, Rupert Sheldrake instalou um receptor GPS (o sistema de posicionamento global) na coleira de Pepsi e a largou a 3 quilômetros de casa, às 4h55 da madrugada. Às 9 horas da manhã a cadelinha foi achada curtindo um sol tranqüilamente na casa da irmã do seu dono. Cada um de seus movimentos foi registrado pelo GPS. Com a ajuda de um mapa da cidade, Sheldrake descobriu que, assim que foi largada, Pepsi procurou a casa mais próxima conhecida, depois foi para a seguinte e assim por diante. Em pouco menos de quatro horas, já havia passado por 17 lugares guardados em sua memória. Seguindo seu padrão de comportamento, logo ela estaria em casa, pronta para uma nova aventura.

Como animais se guiam? Pelas estrelas, por campos magnéticos? Sheldrake considera essas teorias mecanicistas e ultrapassadas. Cita vários casos de cães que descobriram o túmulo de seus donos sem nem sequer testemunhar a morte deles. E conta a epopéia de Prince, um Irish Terrier que, durante a Primeira Guerra Mundial, saiu de Londres para encontrar seu dono no caos das trincheiras da França (e se tornou uma espécie de mascote das forças britânicas). O que estrelas e campos magnéticos têm a ver com isso?

Telepatia

Rupert Sheldrake afirma que essa ligação entre homens e cães se deve ao longo tempo de convivência entre as duas espécies, que já dura 100 000 anos, quando os primeiros cachorros foram domesticados. Graças a essa conexão, os animais “lêem os pensamentos das pessoas”. Eles parecem sentir quando seus donos precisam de ajuda ou de apoio emocional. Algumas dessas manifestações se revelam em pequenos atos cotidianos. Gatos que desaparecem no dia de ir ao veterinário. Cães que tremem na hora de uma consulta, mesmo que seus donos simulem tratar-se de um simples “passeio”.

Rupert Sheldrake coletou mais de 1 500 casos de supostos contatos telepáticos entre homens e animais. Histórias como a do gato Godzilla, que vive com o relações-públicas David White, em Oxford. Por obrigação profissional, White viaja muito por lugares tão diferentes quanto a África do Norte, o Oriente Médio e a Europa continental. Não importa de onde ou quando David White ligava, Godzilla subia à mesa e ficava ao lado do telefone antes que ele fosse atendido. Mas só nas ligações do dono. Todas as outras eram desprezadas pelo gato. Isso foi testado em várias condições e variações, e Godzilla não falhava. Se o dono liga, ele parece saber. Um caso semelhante ocorre com o cão Jack, de Gloucester: ele também só fica ao lado do telefone quando seu dono liga. Com um detalhe: Jack se manifesta uns dez minutos antes de a ligação acontecer.

A explicação, afinal

Sheldrake é o primeiro a esfriar os ânimos de seus leitores que procuram explicações para esses fenômenos. “Não existe uma conclusão para explicar tudo isso”, diz ele. O que há são hipóteses. E a hipótese do biólogo baseia-se em uma controversa proposição: a teoria dos “campos mórficos”. Segundo Sheldrake, os corpos têm uma espécie de extensão invisível e indetectável, que determina sua forma e seu comportamento. São os campos mórficos. A teoria não pára por aí. Esses campos, diz ele, atravessam o tempo – conectando as coisas entre si – e o espaço – conectando os corpos com outros corpos existentes no passado e no futuro, em um processo chamado ressonância mórfica. “O campo mórfico é um campo estendido no tempo-espaço, assim como o campo gravitacional do sistema solar não está meramente dentro do Sol e dos planetas, mas contém todos eles e coordena seus movimentos”, diz.

A idéia básica é a de que todo ser possui uma marca própria, que se estende não apenas ao seu próprio organismo, mas a tudo com o que esse ser convive. E essa ligação se torna mais forte à medida que essa convivência se repete.

Segundo Sheldrake, a origem do campo mórfico pode estar em um fenômeno que inquietou Albert Einstein, chamado de não-localidade quântica, e que foi confirmado por experiências realizadas na década de 80. Nos experimentos, comprovou-se que duas partículas de luz, ou elétrons, emitidas pelo mesmo átomo continuam de certa forma ligadas entre si, mesmo separadas por uma grande distância. De tal forma que, quando os cientistas mediam alguma característica de uma das partículas, a outra imediatamente modificava a mesma característica.

Os campos mórficos explicam muitos mistérios que desafiam a ciência, como a morfogênese, ou seja, o desenvolvimento da forma e da estrutura de um organismo. Enquanto os biólogos continuam procurando a chave que faz uma perna desenvolver-se como uma perna e não como uma antena, Sheldrake já tem sua resposta. Como uma semente de cenoura se transforma em uma cenoura? Resposta: seu campo mórfico conecta a semente às cenouras passadas, que a precederam, e faz com que ela se desenvolva como uma cenoura. Esse não seria o papel dos genes? Em parte. Os genes seriam apenas um sintonizador de campos mórficos. Como o seletor de canais de uma televisão, o DNA conecta um ser ao seu respectivo campo mórfico. Por esse mesmo raciocínio, admite-se que um jogo de palavras cruzadas impresso em um exemplar de um jornal matutino fica mais fácil de resolver à medida que o dia passa, porque a ressonância mórfica emitida pelas pessoas que o resolveram facilita a tarefa.

Bem, e onde entram os animais? Em termos muito simplificados, esses campos mórficos formam ligações entre seres (e entre seres e objetos) invisíveis aos olhos e ao conhecimento. É como um campo magnético – que nada representa para nós se não tivermos uma bússola. Segundo essa teoria, animais criam campos mórficos com seus donos e sabem como utilizá-los na prática. O gato que sabe que o telefonema é do seu dono está apenas usando seus “sensores de campos mórficos”.

Quando um animal “adivinha” a hora exata em que seu dono vai chegar, estaria usando um recurso de inteligência que nós perdemos. Quando um cachorro quer voltar para casa, ele apenas localiza a extensão do seu campo mórfico e vai em frente. O mesmo princípio vale para o cãozinho Prince, que, de algum jeito, cruzou o Canal da Mancha para reencontrar seu dono no inferno das trincheiras.

Sheldrake acha que sua teoria faz parte de uma evolução natural do conhecimento. “Descartes acreditava que o único tipo de mente era a consciente. Então, Freud reinventou o inconsciente. Daí Jung disse que não existe apenas um inconsciente pessoal, mas um inconsciente coletivo. A ressonância mórfica nos mostra que nossas próprias almas estão conectadas com as almas dos outros e ligadas ao mundo que nos cerca.”

 

COMO ABENÇOAR AQUELES QUE TU AMAS

 

O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz. Livro de Números, Capítulo 6, Versículos 22 ao 27. 


FLORES PARA TUA VIDA

 

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LEIA A BÍBLIA E ELA SE TORNARÁ

 O TEU AMULETO  E TALISMà


SERVIDÃO SOB OS MEDIANITAS

 

Porém os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos midianitas por sete anos.
E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações.
Porque sucedia que, semeando Israel, os midianitas e os amalequitas, e também os do oriente, contra ele subiam.
E punham-se contra ele em campo, e destruíam os frutos da terra, até chegarem a Gaza; e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.
Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em grande multidão que não se podia contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir.
Assim Israel empobreceu muito pela presença dos midianitas; então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.
E sucedeu que, clamando os filhos de Israel ao Senhor por causa dos midianitas,
Enviou o Senhor um profeta aos filhos de Israel, que lhes disse: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Do Egito eu vos fiz subir, e vos tirei da casa da servidão;
E vos livrei da mão dos egípcios, e da mão de todos quantos vos oprimiam; e os expulsei de diante de vós, e a vós dei a sua terra.
E vos disse: Eu sou o Senhor vosso Deus; não temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; mas não destes ouvidos à minha voz.

O ANJO FALA COM GIDEÃO

Então o anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.
Então o anjo do Senhor lhe apareceu, e lhe disse: O Senhor é contigo, homem valoroso.
Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas.
Então o Senhor olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu?
E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.
E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem.
E ele disse: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo.
Rogo-te que daqui não te apartes, até que eu volte e traga o meu presente, e o ponha perante ti. E disse: Eu esperarei até que voltes.
E entrou Gideão e preparou um cabrito e pães ázimos de um efa de farinha; a carne pôs num cesto e o caldo pôs numa panela; e trouxe-lho até debaixo do carvalho, e lho ofereceu.
Porém o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os pães ázimos, e põe-nos sobre esta penha e derrama-lhe o caldo. E assim fez.
E o anjo do Senhor estendeu a ponta do cajado, que estava na sua mão, e tocou a carne e os pães ázimos; então subiu o fogo da penha, e consumiu a carne e os pães ázimos; e o anjo do Senhor desapareceu de seus olhos.
Então viu Gideão que era o anjo do SENHOR e disse: Ah, Senhor DEUS, pois vi o anjo do SENHOR face a face.
Porém o Senhor lhe disse: Paz seja contigo; não temas; não morrerás.
Então Gideão edificou ali um altar ao SENHOR, e chamou-lhe: O SENHOR É PAZ; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas.
E aconteceu naquela mesma noite, que o Senhor lhe disse: Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele.
E edifica ao Senhor teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.
Então Gideão tomou dez homens dentre os seus servos, e fez como o Senhor lhe dissera; e sucedeu que, temendo ele a casa de seu pai, e os homens daquela cidade, não o fez de dia, mas fê-lo de noite.
Levantando-se, pois, os homens daquela cidade, de madrugada, eis que estava o altar de Baal derrubado, e o bosque estava ao pé dele, cortado; e o segundo boi oferecido no altar que fora edificado.
E uns aos outros disseram: Quem fez esta coisa? E, esquadrinhando, e inquirindo, disseram: Gideão, o filho de Joás, fez esta coisa.
Então os homens daquela cidade disseram a Joás: Tira para fora a teu filho; para que morra; pois derribou o altar de Baal, e cortou o bosque que estava ao pé dele.
Porém Joás disse a todos os que se puseram contra ele: Contendereis vós por Baal? Livrá-lo-eis vós? Qualquer que por ele contender ainda esta manhã será morto; se é deus, por si mesmo contenda; pois derrubaram o seu altar.
Por isso naquele dia lhe chamaram Jerubaal, dizendo: Baal contenda contra ele, pois derrubou o seu altar.
E todos os midianitas e amalequitas, e os filhos do oriente se ajuntaram, e passaram, e acamparam no vale de Jizreel.
Então o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele.
E enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que também se ajuntou após ele; também enviou mensageiros a Aser, e a Zebulom, e a Naftali, que saíram-lhe ao encontro.
E disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste,
Eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar seca, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste.
E assim sucedeu; porque no outro dia se levantou de madrugada, e apertou o velo; e do orvalho que espremeu do velo, encheu uma taça de água.
E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que só esta vez faça a prova com o velo; rogo-te que só o velo fique seco, e em toda a terra haja o orvalho.
E Deus assim fez naquela noite; pois só o velo ficou seco, e sobre toda a terra havia orvalho.

Juízes 6:1-40


 O PROGRESSO E A GLÓRIA DE SIÃO

 

Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; rompe em cântico, e exclama com alegria, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária, do que os filhos da casada, diz o SENHOR.
Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas.
Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; e a tua descendência possuirá os gentios e fará que sejam habitadas as cidades assoladas.
Não temas, porque não serás envergonhada; e não te envergonhes, porque não serás humilhada; antes te esquecerás da vergonha da tua mocidade, e não te lembrarás mais do opróbrio da tua viuvez.
Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; que é chamado o Deus de toda a terra.
Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e triste de espírito; como a mulher da mocidade, que fora desprezada, diz o teu Deus.
Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei;
Com um pouco de ira escondi a minha face de ti por um momento; mas com benignidade eterna me compadecerei de ti, diz o Senhor, o teu Redentor.
Porque isto será para mim como as águas de Noé; pois jurei que as águas de Noé não passariam mais sobre a terra; assim jurei que não me irarei mais contra ti, nem te repreenderei.
Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará, diz o Senhor que se compadece de ti.
Tu, oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada, eis que eu assentarei as tuas pedras com todo o ornamento, e te fundarei sobre as safiras.
E farei os teus vitrais de rubis, e as tuas portas de carbúnculos, e todos os teus termos de pedras aprazíveis.
E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e a paz de teus filhos será abundante.
Com justiça serás estabelecida; estarás longe da opressão, porque já não temerás; e também do terror, porque não chegará a ti.
Eis que seguramente poderão vir a juntar-se contra ti, mas não será por mim; quem se ajuntar contra ti cairá por causa de ti.
Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo, e que produz a ferramenta para a sua obra; também criei o assolador, para destruir.
Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor.


Isaías 54:1-17 


DANIEL NA COVA DOS LEÕES

 

E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino;
E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.
Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.
Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.
Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive para sempre!
Todos os presidentes do reino, os capitàes e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
Por esta razão o rei Dario assinou o edito e a proibição.
Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.
Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.
Então se apresentaram ao rei e, a respeito do edito real, disseram-lhe: Porventura não assinaste o edito, pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, dizendo: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Daniel, que é dos filhos dos cativos de Judá, não tem feito caso de ti, ó rei, nem do edito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração.
Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo.
Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar.
Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e lançaram-no na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará.
E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel.
Então o rei se dirigiu para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei, e foi com pressa à cova dos leões.
E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!
O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.
Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.
Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: A paz vos seja multiplicada.
Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim.
Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões.
Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.


Daniel 6:1-28


 ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO A DEUS

  

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano, e perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livro-nos do mal. DEUS eu te agradeço por tudo o que fizestes no dia de hoje, nos dias anteriores e o que tu farás daqui para frente, a mim, a minha casa, a meus parentes, a meus amigos e irmãos de fé, pela nossa vida e saúde, por tudo o que tu nos dá de comer, beber, vestir, calçar, andar, estudar, trabalhar, ir e vir, pela tua justiça, pela tua verdade e reputação, pelo dia, pelo sol, pela luz, pelas nuvens, pelas chuvas, pelas noites, pela lua, pelas estrelas, por vermos, ouvirmos, falarmos, pelos nossos paladares, olfatos e tatos, pelos montes, montanhas, planaltos e planícies, pelos lagos, rios e mares, pelas ervas, árvores e frutos, pelos animais terrestres e aquáticos e por tudo o mais que tu nos dá no dia a dia. Eu entrego em tuas mãos todos os meus inimigos, os da minha casa, parentes, amigos e irmãos de fé. Pai teu é o reino, teu é o poder e tua é toda a glória. Amém (que assim seja).


 CUIDADORA DE IDOSOS

danicris.louro39@gmail.com

 

Cuidado em domicílio

Cuidado em domícilio ou apoio domiciliário, por vezes descrita em seu termo em inglês, home care, é uma especialização na área da saúde com uma visão bem diferente da hospitalocêntrica: ao invés do paciente ir até o hospital ser tratado, os profissionais de saúde vão até sua casa tratá-lo.

Vantagens

  • O paciente é tratado fora do hospital e em contato com a família. Isso é bom, uma vez que o ambiente hospitalar, para muitos, não é confortável e causa estresse;
  • O paciente fica menos exposto aos riscos infectológicos existentes no âmbito hospitalar;
  • Melhora a "autonomia" do paciente;
  • Melhora a "privacidade" do paciente.
  • Diminui o custo do tratamento para o sistema de saúde.

Público alvo

Pacientes com patologias estáveis, quase sempre portadores de doenças crônicas, como doenças neurológicas degenerativas e músculo-esqueléticas usualmente são tratados por intermédio de cuidados paliativos em hospitais, hospices (termo em inglês) e cuidados em domicílio (home care em inglês). Entretanto o hospice ou o home care não podem ser vistos apenas como uma alternativa para pacientes crônicos ou idosos, devem ser vistos como alternativa para todas as idades e patologias, contanto que o paciente esteja clinicamente estável.

Cuidados dispensados aos pacientes domiciliares

O paciente recebe um tratamento similar ao dado em um hospital, com toda estrutura necessária para sua estabilidade no ambiente doméstico, como sonda, cateter, soro-terapia, oxigeno-terapia, dentre outros. É traçada uma rotina para o cuidado ao paciente envolvendo todas as suas necessidades básicas e avançadas. É um trabalho interdisciplinar e pode envolver médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, dentre outros. Durante a assistência é eleito pela família um cuidador (que pode ser contratado ou escolhido entre seus familiares) para ser treinado no auxilio do paciente para suas atividades de vida diária como alimentação, banho, transporte, utilização do banheiro e etc...

Importância da Home Care

O aumento da expectativa de vida nos últimos anos tem acarretado para o Brasil uma população cada vez mais idosa. O problema não é envelhecer, mas envelhecer sem qualidade. O Brasil não está se desenvolvendo paralelamente à população e isto está causando uma população idosa e sem saúde. A superlotação dos serviços de saúde é consequencial, assim como os problemas previdenciários. A Home Care vem auxiliar no tratamento aos pacientes crônicos e estáveis, e um dos objetivos é tirar o paciente do hospital, sendo que ele pode ser tratado em casa. É menos custoso para o Serviço Público e menos incômodo para o paciente, que poderia passar meses ou anos num hospital, já que sua doença é crônica e/ou degenerativa.

Disponibilidade de Home Cares no Brasil

Apesar de todos esses benefícios, existem poucas home cares no Brasil, principalmente nas cidades do interior. Com isso, os pacientes enchem os hospitais, sendo que, na maioria das vezes, eles poderiam ser tratados em hospices ou em domicílio.

Mas existem três pontos que justificariam essa não disponibilidade de Home Cares no mercado:

  • Os cursos de especialização encontram-se apenas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte;
  • Existem poucos profissionais especializados na área;
  • É algo novo na área da saúde, inclusive com poucas referências bibliográficas.

Demência  danicris.louro39@gmail.com

Demência (do latim de: 'falta, diminuição + mens, genitivo mentis: 'mente') é a perda ou redução progressiva das capacidades cognitivas, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica, suficientemente importante a ponto de provocar uma perda de autonomia do indivíduo.

Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidro eletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais, distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva) e as doenças passíveis de tratamento neurocirúrgico, principalmente a hidrocefalia do idoso (hidrocefalia de pressão normal), hematoma subdural crônico, higroma e tumores cerebrais.

Tipicamente, essa alteração cognitiva provoca a incapacidade de realizar atividades da vida diária. Os déficits cognitivos podem afetar qualquer das funções cerebrais, particularmente as áreas da memória, a linguagem (afasia), a atenção, as habilidades visuo construtivas, as práxias e as funções executivas, como a resolução de problemas e a inibição de respostas. A demência pode afetar também a compreensão, a capacidade de identificar elementos de uso cotidiano, o tempo de reação e os traços da personalidade. Durante a evolução da doença, pode-se observar a perda de orientação espaço-temporal e de identidade. À medida que a doença avança, os dementes também podem apresentar traços psicóticos, depressivos e delírios ou alucinações.

Embora a alteração da memória possa, em poucos casos, não ser um sintoma inicialmente dominante, é alteração típica da atividade cognitiva nas demências - sobretudo para a mais frequente delas, ligada à doença de Alzheimer -, e sua presença é condição essencial para o diagnóstico.

A depender da origem etiológica, a demência pode ser reversível ou irreversível.

Prevalência

O envelhecimento da população leva a um aumento das doenças crônicas e degenerativas, acarretando um maior custo-paciente na área de saúde e a necessidade de inúmeras adaptações sociais, ambientais e econômicas. É provável que, em 2025, o Brasil se torne o 6º país com mais idosos no mundo. O número de vítimas de demências aumenta exponencialmente com a idade afetando apenas 1,1% dos idosos entre 65 e 70 anos e mais de 65% depois dos 100 anos. A média em São Paulo no ano de 1998 na população acima de 65 anos foi estimada em 7,1%. Porém, como é muito sub-diagnosticada, maior nas áreas rurais e com níveis educacionais mais baixos e tem aumentado muito nos últimos anos é provável que atualmente esteja por volta de 21,9% entre os maiores de 65 anos. A doença de Alzheimer, o tipo de demência mais comum, é mais comum em mulheres enquanto as demências vasculares, segundo tipo mais comum, são mais comuns em homens.

Os custos com demência no mundo passam de 600 bilhões, custo maior do que o de qualquer empresa do mundo. A estimativa da Alzheimer’s Disease International (ADI) é de que em 2010 havia 35,6 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo. Este número deve subir para 65,7 milhões até 2030 e 115,4 milhões até 2050. No Brasil, estima-se que entre 70% e 94% dos pacientes com demência vivam em casa, subindo para 90 a 95% nas áreas rurais, média muito acima da dos países desenvolvidos que fica por volta de 66%.

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A prevalência média de demência, acima dos 65 anos de idade, é de 2,2% na África, 5,5% na Ásia, 6,4% na América do Norte, 7,1% na América do Sul e 9,4% na Europa.

Tipos

A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. Todavia a expressão demência senil, embora ainda apareça na literatura, tende a cair em desuso. A maior parte do que se chamava demência pré-senil é de fato a doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade. Embora existam casos raros diagnosticados de pessoas na faixa de idade que vai dos 17 anos aos 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 aos 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.

Segundo a Organização Mundial da Saúde a exposição aos disruptores endócrinos poderá desencadear a doença de Alzheimer.

A demência pode ser descrita como um quadro clínico de declínio geral na cognição como também de prejuízo progressivo funcional, social e profissional. As demências mais comuns são:

No dicionário internacional de doenças outras demências são classificadas como:

CID 10 - F02.0 Demência da doença de Pick
CID 10 - F02.1 Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob
CID 10 - F02.2 Demência na doença de Huntington
CID 10 - F02.3 Demência na doença de Parkinson
CID 10 - F02.4 Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)

Esses diagnósticos não são exclusivos sendo possível, por exemplo, a existência de Alzheimer simultaneamente com uma demência vascular. Outras classificações incluem a demência na Síndrome de Korsakoff.

Demência reversiva

Há fatores que podem causar demência e que podem ser revertidos. 

  • O uso de drogas
  • Depressão
  • Hipotiroidismo, encefalite de Hashimoto
  • Perda progressiva de visão e audição
  • Infecções , SIDA, sífilis
  • Deficiência de vitamina b12, ácido fólico: anemia.
  • Tumores, hidrocefalia
  • Reações tóxicas a medicamentos: antidepressivos, antihistaminicos, anticonvulsivos, corticosteroides, sedativos, antiparkinsonianos, anticonvulsivos, antiansiolíticos 

Tratamento integrativo

Um tratamento integrativo foi proposto em um estudo  cuja amostra foi formada por 35 pacientes (20 do sexo masculino, 15 do feminino) com uma idade média de 71,05 anos, diagnosticados com demência moderada e depressão. O tratamento proposto pelos autores incluiu: antidepressivos (sertralina, citalopram ou venlafaxina XR, apenas ou em combinação com bupropiona XR), inibidores de colinesterase (donepezil, rivastigmine ou galantamine), como também vitaminas e suplementos (multivitaminas, vitamina E, ácido alfa lipóico, omega-3 e coenzima Q-10). As pessoas participantes do estudo foram encorajadas a modificar a sua dieta e estilo de vida bem como a executarem exercícios físicos moderados. Os resultados do estudo demonstraram que a abordagem integrativa não apenas diminuiu o declínio cognitivo em 24 meses, mas até mesmo melhorou a cognição, especialmente a memória e as funções executivas (planejamento e pensamento abstrato).

Medicamentos

Atualmente, o principal tratamento oferecido para as demências baseia-se nas medicações inibidoras da colinesterase (donepezil, rivastigmina ou galantamina), que oferecem relativa ajuda na perda cognitiva, característica das demências, porém, com uma melhora muito pequena. Nesse sentido, a melhora das funções cognitivas verificadas no estudo avaliado não pode ser relacionada apenas a esse tipo de medicação.

Embora os pacientes do estudo avaliado evidenciassem um quadro de demência moderada e depressão, pesquisa de Kessing et al. (no prelo) demonstrou que o uso de antidepressivos em longo prazo, em pessoas com demência sem um quadro de depressão, diminuiu a taxa de demência e minimizou as perdas cognitivas associadas, sem, no entanto, ter reduzido tais perdas totalmente. Esse estudo também identificou que os antidepressivos utilizados em curto prazo geraram mais prejuízos às funções cognitivas em pessoas com demência. Portanto, apenas o uso de antidepressivos em longo prazo foi que surtiu um efeito protetivo.

Desse modo, podemos considerar que os antidepressivos usados em longo prazo, além de tratarem os quadros de depressão, que podem estar associados aos quadros de demência, são benéficos para o tratamento desta patologia. Alguns estudos revelaram que os antidepressivos podem ter efeitos neuroprotetivos, aumentando o nascimento e permitindo a sobrevivência de neurônios nas zonas do hipocampo (parte do cérebro relacionada principalmente à memória). Contudo, o uso apenas de antidepressivos não é suficiente para uma melhora acentuada das perdas cognitivas da demência.

Memória Reconstrutiva

Um estudo publicado no "Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition" conclui que os declínios que se verificam na memória reconstrutiva são indicio de um comprometimento cognitivo leve e de demência de Alzheimer, e não se verificam no envelhecimento saudável. "A memória reconstrutiva é muito estável em indivíduos saudáveis​​, de modo que um declínio neste tipo de memória é um indicador de comprometimento neurocognitivo" revela Valerie Reyna.

Exercícios Mentais

O exercício mental tem um papel fundamental na preservação de uma boa saúde mental. Os exercícios deverão ser variados, com um certo grau de complexidade, ensinar algo de novo e devem ser agradáveis e feitos com regularidade. Deve-se treinar o calculo mental, ler em voz alta, aprender uma língua nova e treinar as imagens mentais (imagery), e também treinar os sentidos: da audição da visão e do cheiro. A perda da sensibilidade do cheiro, relacionada com o primeiro nervo craniano, é uma dos primeiras capacidades a serem infectados pela demência. Um estudo do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging do UCL demonstrou que o treino intensivo de aprendizado levado a cabo pelos taxistas de Londres para obterem o certificado de motorista de táxi altera a estrutura do cérebro aumentando o volume da matéria cinzenta na área do hipocampo posterior. O estudo revela que o cérebro mantém a plasticidade mesmo em adulto e o treino mental intenso é fundamental para a criação de novos neurônios.

Videogames

  • Jogos multi-tarefa

Uma pesquisa, publicada na revista Nature, revela que pessoas idosas com dificuldades cognitivas podem treinar a mente e melhorar a atenção ( o foco de longo prazo) e a memória de curto prazo. Os neurocientistas revelam que alguns dos idosos de 80 anos que participaram da pesquisa conseguiram melhorar o seu desempenho e apresentar um padrão neurológico igual ao de um jovem de 20 anos. O treino com o jogo multi-tarefa, Neuro Racer, um jogo muito simples, desenvolvido por uma equipa da Universidade da Califórnia permitiu ainda registrar a alteração que se processa ao nível das ondas cerebrais.

  • Jogos de estratégia

Um outro estudo da UCL e Queen Mary University of London, usando o jogo StarCraft, também revela que após várias horas de treino há uma melhoria na flexibilidade cognitiva.  O Jogo Halo também foi objeto de estudo, e revela que é capaz de melhorar a capacidade de decisão ao torná-la mais rápida.

  • Tiro em primeira pessoa

Um estudo da universidade dos Países Baixos indica que os jogos de Tiro em primeira pessoa melhoram a memoria de curto prazo e a agilidade mental.

Há ainda a possibilidade do habito de jogar determinados tipos de jogos melhorar o bem estar e diminuir a possibilidade de ter depressão.

Segundo o Dr Adam Gazzaley "Isso confirma nossa compreensão de que os cérebros de adultos mais velhos, como os dos jovens, são 'plásticos' - o cérebro pode mudar em resposta ao treinamento focado" 

Um estudo revelou que jogar o jogo “Super Mario 64” provocava aumento nas regiões do cérebro responsáveis ​​pela orientação espacial, pela formação da memória e planejamento estratégico, bem como uma melhoria das capacidades motoras finas das mãos.

Jogar jogos diferentes, cada jogo focado no desenvolvimento específico de uma capacidade cognitiva distinta, e não apenas um só tipo de jogo, treina e desenvolve um leque mais vasto de capacidades cognitivas.

Exercícios físicos

Caminhada dos idosos promovido pela Secretaria de Saúde e Meio Ambiente em 2008

Em questão aos exercícios físicos, segundo Pérez e Carral (2008), estes apresentam um potencial de melhorar a plasticidade do cérebro, reduzindo as perdas cognitivas ou minimizando o curso progressivo da demência. A importância dos exercícios físicos no tratamento da demência pode ser apoiada por outros estudos.

O levantamento de pesos, comparado com outros exercícios revelou melhores resultados embora um conjunto de exercícios envolvendo levantamento de pesos, aeróbica e equilíbrio tivesse melhorado as capacidades linguísticas.

Alimentação

Uma dieta funcional e exercícios físicos associados também demonstraram serem protetivos contra o desenvolvimento da demência ou para diminuir o curso progressivo dessa patologia. Não obstante, pessoas com tendência a demência que utilizaram vitaminas antioxidantes (vitaminas C e E, por exemplo) apresentaram menor perda cognitiva que pessoas que não utilizaram tal recurso. 

A deficiência de vitamina D está associada a um risco significativamente maior do desenvolvimento de demências incluindo a doença de Alzheimer.

Ademais, Shatenstein e identificaram que pessoas com demência tenderam a ter uma alimentação mais pobre em macronutrientes, cálcio, ferro, zinco, vitamina K,vitamina A e ácidos gordurosos, o que pode acentuar o curso degenerativo da doença. Aspecto que justifica a administração de suplementos alimentares para essa população, devido à dificuldade de se alimentar, um dos sintomas que tendem a fazer parte do quadro de demência.

Em relação ao ácido alfalipóico e à coenzima Q10, potentes antioxidantes cerebrais, ou seja, redutores dos radicais livres, existem evidências em estudos que essas substâncias também contribuem significativamente para a redução da progressão das perdas cognitivas em pessoas com demência, além de serem agentes protetivos. Tais substâncias são produzidas naturalmente pelo organismo, mas essa produção tende a reduzir-se com a idade.

Comportamentos saudáveis

Metade das demências podem ser prevenidas ou pelo menos adiadas mantendo uma vida social, intelectual e profissional ativa

Uma vida com compromissos e ativa também revelou melhorar as perdas cognitivas em demências mais moderadas. O uso do fumo também pode vulnerabilizar as pessoas para a demência. Desse modo, a mudança do estilo de vida é um fator fundamental para minimizar o curso das perdas evidenciadas na demência.

Portanto, podemos observar que, no estudo de Bragin et al. (2005), foram utilizados como tratamento da demência vários recursos disponíveis para tanto. Ocorreu uma melhora significativa em funções cognitivas importantes, prejudicadas pela demência moderada.

Assim, o diagnóstico precoce da demência é um aspecto importante para que os tratamentos existentes possam diminuir a progressão das perdas cognitivas, funcionais, sociais e profissionais em pessoas com essa patologia. Conforme demonstrou o estudo de Bragin et al. (2005), o tratamento deve ser integrativo, envolvendo uma equipe multidiscliplinar, com medicações específicas e suplementação alimentar, além de uma mudança do estilo de vida que inclui exercícios físicos moderados, cessação do uso do fumo, uma alimentação adequada e uma vida com o máximo possível de atividades.

Uma abordagem integrativa pode reduzir o curso das perdas cognitivas da demência, porém, ainda não existem tratamentos que possam "curar" integralmente essa patologia. Assim, a prevenção ao longo da vida é o melhor recurso existente. É importante durante a vida manter uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares; bem como, na aposentadoria, torna-se imprescindível manter um estilo de vida ativo.

Psicoterapia

É frequente a comorbidade entre depressão, transtornos de ansiedade, distúrbios comportamentais e transtornos delirantes e demências, por isso é importante o acompanhamento psicológico regular. Esse acompanhamento inclui os familiares pois a demência causa grande impacto nos cuidadores, especialmente na família nuclear, os deixando vulneráveis a transtornos psicológicos como síndrome de burnout (exaustão física e psicológica). São necessárias mais políticas públicas de apoio aos cuidadores pois, quando exaustos, tendem a colocar os idosos em asilos aumentando seriamente as despesas do governo.

Programa governamental no Brasil

O Ministério da Saúde brasileiro em parceria com o Ministério da Educação, a partir do decreto presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, vem desenvolvendo o programa Saúde na Escola com a visão de que os cuidados com a saúde começam na infância. Nesse programa, estão inclusos os cuidados com a alimentação e com os exercícios físicos regulares. O Ministério da Saúde é responsável pelo repasse de verbas às escolas locais; e o Ministério da Educação, pelos materiais educativos.

Essas ações governamentais são de especial importância, tendo em vista que a saúde é um recurso a ser preservado ao longo da vida para redundar em uma posteridade mais saudável. Contudo, acreditamos que tanto as esferas públicas como as privadas devem se engajar em programas preventivos e de saúde integral em prol da população. Os investimentos nesses programas serão bem menores que os custos financeiros com o tratamento da demência na terceira idade, já que essa patologia, com as perdas progressivas respectivas, acompanham as pessoas por mais de uma década de vida (MANCKOUNDIA e PFITZENMEYER, 2008). Nesse sentido, tais programas devem educar as pessoas em todas as faixas etárias, especialmente na infância; bem como as pessoas que estão ingressando na terceira idade devem ser alertadas para a necessidade de manterem um estilo de vida saudável.

Todos os países da UE têm regras para alimentação saudável nas escolas, embora o objetivo nao seja prevenir a demência, e nem sequer se cogita prevenir a demência numa idade tão precoce, mas melhorar a saúde, o desenvolvimento e o aproveitamento escolar das crianças.

Demência e oligofrenia

A oligofrenia ou retardo mental é o déficit da capacidade mental em que a morbidez ocorre antes do desenvolvimento completo do sistema nervoso central.

Dada esta diferenciação Esquirol dizia que o oligofrênico é o pobre que sempre o foi, ao passo em que o demente constitui-se no rico que empobreceu.


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 Nós somos a Conservação Internacional.

 Somos uma organização brasileira sem fins lucrativos, que promove o bem-estar humano, fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza.

 Porque precisamos da natureza para prosperar. 

 Nosso trabalho

 Promovemos sociedades saudáveis e sustentáveis e o bem-estar humano através de nossos três eixos centrais:

 CAPITAL NATURAL

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Base para a existência e prosperidade

As pessoas precisam da natureza para prosperar. Proteger as regiões naturais críticas para o equilíbrio dos ecossistemas, restaurar as áreas degradadas essenciais para os serviços ambientais, criar e implementar mecanismos eficientes de proteção e gestão dos recursos naturais são eixos centrais da nossa estratégia e base para a promoção do bem-estar humano duradouro.

TERRITÓRIOS PRIORITÁRIOS

PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL
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Produzindo e conservando riquezas


Garantir que o uso econômico dos recursos naturais aconteça sem destruir a capacidade dos nossos ecossistemas de prover os serviços fundamentais ao bem-estar humano é um dos maiores desafios da atualidade. Para que a produção seja efetivamente sustentável, precisamos de muita inovação tecnológica, parcerias estratégicas e políticas públicas inteligentes.

NOSSAS INICIATIVAS

GOVERNANÇA
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Participação, transparência e políticas públicas

A proteção da natureza e a produção sustentável somente podem ocorrer efetivamente em um ambiente institucional adequado, onde haja a adequada participação social em processos decisórios transparentes. Para isso, apoiar a existência de fóruns apropriados e a construção de capacidades locais é parte integral de nossa estratégia.

TEMAS PRIORITÁRIOS

Nossa abordagem​

Nossa abordagem envolve o desenvolvimento de inovações de base científica para solução de problemas do mundo real e a realização de demonstrações de campo da efetividade dessas inovações.

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Para transformar o mundo em que vivemos, é preciso ser capaz de promover a amplificação das soluções para alcançar impacto global.

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O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SÍ PRÓPRIO. COMPARTILHE ESTE SITE COM SEUS AMIGOS E PARENTES. 


INÍCIOS DAS VIDAS NO PLANETA TERRA

 

Gênesis – Capítulo 1

 

1 No princípio criou Deus os céus e a terra.   

2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.   

3 Disse Deus: haja luz. E houve luz.   

4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.   

5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. 

Neste período DEUS iniciou a dar condições ao planeta terra, para que fosse habitada pelos seres viventes, pois a luz e o calor são essenciais a vida dos animais e vegetais, tanto terrestres como aquáticos;

6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.   

7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi.   

8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 

Neste período DEUS fez o espaço onde se situa a atmosfera terrestre, entendemos que este enorme espaço haja se formado pelo peso atômico dos gases;

9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi.   

10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom.   

Neste período DEUS fez aparecer a parte seca, para a vida de todos as animais terrestres; 

11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, deem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi.   

12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.   

13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.   

Neste período DEUS fez as ervas e árvores para o alimento dos animais que havia criado, principalmente os terrestres.

14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos;   

15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi.   

16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.   

17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,   

18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.   

19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto. 

Neste período DEUS fez os luminares e a separação do dia e a noite, bem como as estações do ano;  

20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu.   

21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.   

22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra.   

23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto. 

Neste período DEUS criou os animais aquáticos e as aves; 

24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi.   

25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.

Neste período DEUS criou todos os animais terrestres;   

26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.   

27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 

28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

Neste período DEUS criou os espíritos do homem e da mulher, a sua imagem e semelhança;  

29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.   

30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.   

31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto. 

Neste período DEUS fez a sua primeira promessa ao espírito do homem e da mulher;  

 

Gênesis – Capítulo 2

 

1 Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército. 

Neste período após ter acabado as condições de sobrevivência do homem e da mulher na Terra, criou o seu exército espiritual;  

2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera.   

3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera.   

4 Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus   

5 não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.   

6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. 

Neste período DEUS provocou a evaporação da água, formando realmente a atmosfera terrestre, onde se iniciou a vida de tudo o que havia criado anteriormente. Existe 1 período a ser considerado:  O período pré-histórico, onde viveram animais enormes e inclusive espécies parecidas com o homem, porem irracionais. É importante frisar que animais criados que não serviam para conviver com os seres humanos foram eliminado por DEUS, e a nossa Ciência nos esclarece da existência de tais;  

7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. 

Neste período DEUS criou o homem racional e completo, quando em suas narinas lhe soprou o espírito. O espírito é o intelecto do ser humano e parte da vida, cuja não existiria sem o mesmo;  

8 Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado.   

9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.   

10 E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.   

11 O nome do primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro;   

12 e o ouro dessa terra é bom: ali há obdélio, e a pedra de berilo.   

13 O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a terra de Cuche.   

14 O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.   

15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e guardar.   

16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;   

17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.   

18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.   

19 Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.   

20 Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.   

21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar;   

22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. 

Neste período DEUS iniciou a criação humana, formando a mulher também com o espírito, pois o referido espírito é o intelecto do ser humano e parte da sua vida, cuja não existiria sem o mesmo;     

23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.   

24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.   

25 E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.