DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


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EXPECTATIVA GERA TENSÃO, E TENSÃO GERA PSICOSE.
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EXPECTATIVA GERA TENSÃO, E TENSÃO GERA PSICOSE. 

 

EXPECTATIVAS GERADAS PELOS PROBLEMAS SOCIAIS BRASILEIROS

 

Sinônimo de expectativa

aguardamentoaguardoesperaesperançaESPECTAÇÃO.

Espera baseada em probabilidade:

perspectivapossibilidadeprobabilidadepromessaviabilidade.

A palavra expectativa aparece também nas seguintes entradas:

planosuspensãopropósitovotopensamento

Os problemas sociais do Brasil podem ser compreendidos com o auxílio e interpretação de indicadores sociais. Houve uma evolução positiva destes indicadores na última década, especialmente em relação ao aumento da expectativa de vida, queda da mortalidade infantil, acesso a saneamento básicocoleta de lixo e diminuição da taxa de analfabetismo. Apesar da melhora desses índices, há nítidas diferenças regionais, especialmente em relação ao nível de renda.

Os problemas sociais ficam claros, sobretudo, com o IDH, o qual o Brasil, entre 187 nações e territórios, fica na 84ª posição de acordo com dados de 2011 divulgados pela ONU, embora tenha a sexta economia do mundo.

Concentração de renda

Na última década de 70, o economista Edmar Bacha citou o Brasil como um país com características de uma Belíndia, em referência à sua enorme desigualdade social, que se traduz por uma minoria com padrão de vida dos ricos da Bélgica e uma maioria com o padrão de vida dos pobres da Índia. No entanto, um relatório, divulgado em 2008 e baseado no IDH, aponta o país com características de Islíndia, com uma minoria com padrão de vida ainda melhor que o da Bélgica e superior a dos 20% mais ricos da Islândia - o país com maior IDH no mundo.

Esse relatório menciona também que, no Brasil, os 20% mais ricos vivem em condições melhores que a fatia mais rica de países como SuéciaAlemanhaCanadá e França.

A base de dados do PNUD mostra que o Brasil é o décimo no ranking da desigualdade.

Em comparação com o resto do mundo, a divisão pessoal de renda do Brasil é mais discrepante que a dos outros países de baixo desenvolvimento econômico. Até a última década de 90, alguns países como Etiópia e Uganda tinham distribuição de renda muito melhor que a brasileira. No período, os mais ricos tiveram aumento da renda real e os mais pobres também tiveram aumento de renda, embora o abismo entre as classes sociais tenha ficado ainda maior.

A renda também é clara entre os gêneros. Um estudo da ONU, divulgado em 2010, mostra que, se analisadas a saúde reprodutiva, empoderamento (autonomia) e atividade econômica, o país aparece em 80º lugar na lista de 138 nações e territórios.

Dados do Censo 2010 revelam que a renda dos mais ricos (média de R$ 16.560,92 mensais) é maior que a de 40 brasileiros mais pobres (R$ 393,43).

Em 2009, uma pesquisa do IBGE, realizada em setembro de 2008, revelou que os 10% mais ricos (R$ 4.424 mensais ou mais) concentravam 43% da riqueza, ao passo que os 50% mais pobres possuem apenas 18%.

Censo 2010 detectou que 25% da população brasileira recebia até R$ 188 mensais e metade tem renda per capita de R$ 375, valor abaixo do salário mínimo de 2010 (R$ 510).

De acordo com dados da OIT relativos à 2010, cerca de 25% da população brasileira ganha menos de US$ 75 por mês, e a geração de empregos formais é incipiente.11 Coincidentemente, o Brasil detém o posto de menor cobertura de seguro-desemprego entre as economias do G-20.

Em maio de 2011, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome calculou, a partir de dados do IBGE e estudos do Ipea, que existam 16,2 milhões de brasileiros (8,6% do total) vivendo na miséria extrema ou com ganho mensal de até R$ 70. Na distribuição da miséria, as regiões Nordeste (18,1%) e Norte (16,8%) lideram o levantamento, ao passo que o Sul tem menos gente extremamente pobre (2,6%).

Ainda de acordo com o ministério, metade dos brasileiros mais pobres tem até 19 anos de idade.

O IDH de 2011, quando ajustado à desigualdade de renda, mostra o Brasil na 97ª posição no ranking de desenvolvimento formado por 187 países.

Mobilidade social

A desigualdade social caiu de 2001 a 2007, mas sofreu uma ligeira alta em 2008, embora a taxa da população considerada como pobre tenha caído de 30% em 2007 para 25,8% em 2008.

A taxa de miséria é parcialmente atribuída à desigualdade econômica do país, que, de acordo com o Coeficiente de Gini - com um índice de 0,56 em 2006 , é uma das maiores do mundo.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, em junho de 2006, a taxa de miséria baseada em renda de trabalho era de 18,57% da população, com queda de 19,8% nos quatro anos anteriores.

Outro estudo, ligado à FGV com base em dados do IBGEPNAD e Pesquisa Mensal do Emprego e divulgado em junho de 2011, avalia que a redução da pobreza ganhou mais impulso a partir de 2003, dado o crescimento da oferta de empregos e renda real da população, levando 24,6 milhões a saírem da pobreza. Segundo o mesmo estudo, a classe média, em especial a classe C (renda familiar de R$ 1.200 a R$ 5.174), é a predominante (100,5 milhões de pessoas) e a que mais cresce no país (ingresso de 39,6 milhões de 2003 a 2011) em especial pelo aumento do tempo dedicado à educação, um passaporte para o trabalho formal, a redução do número de filhos, a estabilidade econômica do país e a expansão do crédito.

Entre as classes mais baixas, os programas governamentais de transferência de renda são instrumentos para mobilidade social.

A ascensão também chega às classes mais altas, de acordo com a mesma pesquisa da FGV, acompanhando o efeito gerado pelo sistema tributário baseado em impostos indiretos.

A ausência de taxas sobre grandes fortunas mostra que o processo de concentração está institucionalizado, pois os mais ricos têm seus rendimentos mais protegidos. Levantamento divulgado em 2011 aponta que o trabalhador brasileiro labuta mais quatro meses para pagar impostos a todas as esferas governamentais.

Aspectos regionais

Entre 1950 e 1990, a divisão regional de renda ficou praticamente inalterada, com algum crescimento da participação das regiões Centro-Oeste e Norte, em decorrência da expansão da fronteira agrícola. Em 1990, a região Sudeste, com 42% da população brasileira, respondia por quase 60% da renda do país, ao passo que o Nordeste, com 30% da população, possuía 15% da renda.

De acordo com estudo do IBGE, em 2008, em 32,9% dos municípios a administração pública continua responsável por um terço da economia, mostrando a dependência do fomento público para manutenção econômica.

A riqueza está concentrada em poucos municípios e foi ampliada em decorrência da centralização de gastos e investimentos públicos, o que causou o congelamento e desestímulo aos desenvolvimentos regional e local.

Educação, trabalho, reforma agráriatransporte e planejamento urbano incipientes provocaram a migração em massa para os grandes centros urbanos, especialmente nas décadas de 60 e 70, o que gerou a formação e o inchaço de aglomerados subnormais - formado por mais de 11,4 milhões de pessoas que incluem favelasmocambospalafitas e outros conjuntos irregulares e carentes de serviços públicos.

Em 1920, os 10% municípios economicamente mais ricos tinham 55,4% de participação no PIB, ampliaram para 72,1% em 1970 e para 78,1% em 2007.

Estudo do IBGE, divulgado em 2010 com dados relativos à 2008, mostrou que seis capitais brasileiras — São PauloRio de JaneiroBrasíliaCuritibaBelo Horizonte e Manaus — concentravam 25% do PIB do país. De acordo com o mesmo estudo, as diferenças regionais em cada estado também são claras, visto que, em 2008, os cinco maiores municípios do Amazonas eram responsáveis por 88,1% do PIB estadual, assim como no Amapá (87,6%) e Roraima (85,4%).

Resultado parecido também foi obtido em outro estudo do IBGE divulgado em 2011 com dados de 2005 a 2009 ao detectar que aproximadamente 25% de toda a geração da renda brasileira estava concentrada em cinco municípios (12,6% da população nacional): São Paulo (12,0%), Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba (1,4%) e Belo Horizonte (1,4%).

Brasil é considerado o país menos desigual da América Latina, embora as capitais GoiâniaFortalezaBelo HorizonteBrasília e Curitiba estejam entre as cidades mais desiguais do mundo entre 141 cidades de países em desenvolvimento e ex-comunistas, segundo aponta relatório da ONU divulgado em 2010.

Dados da pesquisa Contas Regionais do Brasil 2005-2009, realizada pelo IBGE e divulgada em 2011, mostram que, em 2009, oito estados concentravam 78,1% da riqueza econômica do país. Apenas o estado de São Paulo tinha 33,5% de participação na economia nacional em 2009, ao passo que em 2008 concentrava 33,1%.

A renda discrepante também é perceptível na forma de acesso à oferta de alimentos. Segundo Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, a partir de uma amostragem formada por 60 mil domicílios urbanos e rurais, 35,5% das famílias brasileiras não têm a quantidade mensal suficiente de alimentos, mesmo em um contexto de uma agropecuária eficiente e competitiva e um custo de alimentação considerado baixo para os padrões mundiais. Esse mesmo indicador mostra a desigualdade entre as regiões brasileiras: no Norte, essa parcela equivale a 51,5% das famílias; no Nordeste, a 49,8%; no Centro-Oeste, 32%; no Sudeste, 29,4%; e no Sul, 22,9%.

Uma pesquisa do Ipea, divulgada em 2011, estima que 39,5% dos brasileiros não têm uma conta bancária, cujo acesso depende da renda. Este indicador também mostra as desigualdades regionais, ao apurar que a exclusão bancária atinge 52,6% dos nordestinos e 30% dos sulistas.

Causas

Motivos históricos são apontados como responsáveis pelas diferenças regionais, como:

  • falta de políticas públicas para a inclusão social da massa populacional vinda abruptamente do processo escravista;
  • o processo de industrialização de cunho concentrador;
  • a divisão de terras em latifúndios e voltada para uma minoria;
  • as baixas taxas de absorção e remuneração da mão de obra e crises econômicas acompanhadas por longos períodos inflacionários mais sentidas pelas classes menos favorecidas.

Algumas regiões não conseguem avançar em decorrência do isolamento geográfico e da ineficiência do poder público para atender várias demandas, como desenvolver a infraestrutura básica, atrair investimentos e gerar empregos. Alguns municípios não conseguem organizar-se localmente.

Outras condições climáticas, assim como as do solo, são elementos que dificultam o progresso em algumas regiões.

A região com maior concentração de pobreza é o Nordeste, que possui áreas com altos índices de miséria e desnutrição, devido a uma estrutura socioeconômica frágil e marcada pela desigualdade social, ocasionalmente agravada pelas secas periódicas da região e inexistência de rios, que impedem o desenvolvimento da agricultura.

Em alguns municípios os investimentos não foram acompanhados por investimentos em municípios próximos, causando inchaço populacional e violência. Em Brasília, que tem o segundo maior PIB per capita do Brasil, o plano de desenvolvimento da capital do país não contemplou as cidades do entorno e resultou na explosão da violência em cidades como Luziânia, onde, a cada mil jovens de 12 a 18 anos, 5,4 morrem assassinados - o maior Índice de Homicídios na Adolescência da Região Centro-Oeste.

Migrações internas

De acordo com o Censo 2010, 37,3% da população brasileira não morava no município de origem.

De acordo com estudo do Ipea, as migrações internas diminuíram no Brasil de 1995 a 2008. Em 1995, os migrantes eram aproximadamente 4 milhões de pessoas (ou 3% da população) e, em 2008, esse número passou para 3,3 milhões ou 1,9% da população.

Entre 2002 e 2007, os fluxos migratórios foram majoritários do Sudeste para o Nordeste, mas, em 2008, a região Sudeste voltou a ser o principal destino de migrantes no País. O perfil predominante do migrante, neste caso, é a busca pelo trabalho formal, especialmente pela origem marcada pela baixa escolaridade e salários baixos.

Em outra região, o migrante costuma ter uma média salarial superior à dos não migrantes, mas uma jornada média de trabalho de 45 horas semanais.

O último censo demográfico realizado no Brasil detectou que a região Centro-Oeste tem a maior proporção de pessoas de origem diferente morando nos seus municípios (51,9%) e também de outras unidades da federação (32,9%), ao passo que o Nordeste demonstra ser a região com menor capacidade de atração populacional com 29,4% e 7,0%, respectivamente.

Desigualdades raciais

A população negra e parda corresponde a 50,7% da população brasileira. O percentual de analfabetos negros e pardos era, em 2010, o triplo dos brancos.

As diferenças de renda também são claras se analisadas a condição racial. Na região metropolitana de Salvador, onde 54,9% da população são de cor parda e 26% de negra, a renda salarial dos negros era, em 2004, de apenas 54,5% da renda dos brancos e, em outras regiões, como na metropolitana de São Paulo, apenas 5% dos negros estavam em cargos de direção, gerência e planejamento, de acordo com dados de 2008.

Um relatório da UFRJ divulgado em 2011 aponta que tem crescido a parcela de negros e pardos no total de desempregados. De acordo com o relatório, em 2006, 54,1% do total de desocupados eram negros e pardos (23,9% de homens e 30,8% de mulheres). Pouco mais de 10 anos antes, ou seja, em 1995, os negros e pardos correspondiam a 48,6% desse total (25,3% de homens e 23,3% de mulheres).

Em relação aos que estão empregados, as diferenças entre as raças também são claramente perceptíveis: em 2006, o rendimento médio mensal real dos homens brancos equivalia a R$ 1.164, valor 56,3% superior à remuneração obtida pelas mulheres brancas (R$ 744,71), 98,5% superior à conseguida pelos homens negros e pardos (R$ 586,26) e 200% à obtida pelas mulheres negras e pardas.

Um levantamento do MDS divulgado em 2011 estima que, na parcela extremamente pobre da população, 50,5% são mulheres e 70,8% declararam ser pretas ou pardas.

Ainda de acordo com esse levantamento, 39,9% dos indígenas estão em situação de miséria.

Censo 2010 apurou que, dos 16 milhões de brasileiros vivendo em extrema pobreza (ou com até R$ 70 mensais), 4,2 milhões são brancos e 11,5 milhões são pardos ou pretos.

De acordo com pesquisa do IBGE divulgada em julho de 2011, as diferenças raciais ou de cor influenciam em aspectos como acesso a trabalho (71%), relação com justiça/polícia (68,3%) e convívio social (65%). No Distrito Federal, onde há o maior PIB per capita do país, esses aspectos são ainda mais perceptíveis: trabalho (86,2%), convívio social (78,1%) e relação com justiça/polícia (74,1%).

Qualidade da educação

Analfabetismo

O país tinha, em 2010, 13.933.173 de pessoas que não sabiam ler e escrever, sendo 39,2% desse total correspondente à população com idade superior a 60 anos.

O analfabetismo é de 6,5% entre as crianças de 10 anos de idade.

Os investimentos em educação têm relação direta com o combate ao trabalho infantil, relação reconhecida e a partir da qual os dois últimos governos presidenciais realizaram alguma mobilização, embora o analfabetismo funcional seja um dos problemas crônicos da educação brasileira, e os investimentos de todos os governos tenham sido acompanhados de pouco progresso. Um estudo da OCDE de 2007 que mede o aprendizado em ciências comparou a qualidade da educação em 57 países e mostrou que o desempenho médio dos estudantes brasileiros de 15 anos é suficiente apenas para deixar o país na 52ª posição. O mesmo estudo mostrou o país na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56).

Mesmo regiões economicamente ricas apresentam problemas, como o estado de São Paulo, que não conseguiu ultrapassar até mesmo a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas - ciências, leitura e matemática.

Em 2010, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado em 2009 em 65 países, mostrou o Brasil na 53º posição. A avaliação feita com alunos de 15 anos com questões de literatura, matemática e ciências mostrou que quase metade dos estudantes brasileiros não atinge nível básico de leitura.

Segundo dados do PNAD em 2008, a taxa de analfabetismo no país era de 10% entre a população com mais de 15 anos. O índice cai para 4% entre os menores de 15 anos.

O Censo 2010 do IBGE, contudo, apontou uma taxa de 9,6% em 2010 entre a população a partir de 15 anos, taxa equivalente a 28% nos municípios com até 50 mil habitantes da região Nordeste.

Pesquisa do Unicef com dados relativos a 2005 a 2009 e divulgada em 2011 mostra que 14,8% dos adolescentes com idade de 15 a 17 anos de idade estavam fora da escola.

Dados de pesquisa do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos identificaram cerca de 24 mil crianças em situação de rua, sendo 45,13% delas com idade de 12 a 15 anos.

Educação incipiente, falta de investimentos em oportunidades profissionais em substituição ao trabalho "perigoso, insalubre, pouco ou nada remunerado" ou empenho insatisfatório em políticas de promoção do lazer e convivências comunitária e familiar expõem os adolescentes pobres do país - que respondem por 38% do total a problemas como criminalidade e prostituição.

Condições de trabalho

Em 2008, pouco mais de um terço (34,9%) dos empregados no Brasil tinha carteira assinada.

Há uma estimativa de 25 mil brasileiros sujeitos a condições degradantes ou ao trabalho escravo no Brasil, em atuação em plantações de cana-de-açúcarsojaalgodãocereais, além de unidades produtivas de carvão vegetal e pecuária.

Estudo do economista Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aponta detalhes como jornada exaustiva de trabalho, dívidas permanentes com o empregador - que impedem o empregado de deixar o posto, riscos de morte por insalubridade e falta de direitos trabalhistas. Segundo amostragem do estudo, 73% dos trabalhores nessas condições são negros e pardos.

Ministério do Trabalho realizou, de 2005 a 2008, ações fiscalizadoras em canaviais após denúncias de que alguns trabalhadores chegaram a morrer por suspeita de excesso de esforço nos canaviais paulistas. Em algumas ações deflagradas foram constatados pagamentos irregulares e ausência de condições mínimas de trabalho, como falta de EPI, água e barracas sanitárias.

Um estudo do Governo do Estado de São Paulo inspecionou 197 usinas em 144 cidades do Estado, no período de 2007 a 2009, e avaliou que um cortador de cana-de-açúcar faz, por minuto, 17 flexões de tronco e aplica 54 golpes de facão, além de cortar e carregar cerca de 12 toneladas de cana por dia, percorrer 8,8 mil metros, chegando ao final do dia com a perda de oito litros de água. Em cinco anos, 23 trabalhadores morreram em decorrência do excesso de trabalho.

Há predominância de emissão de trabalhadores sujeitos a condições degradantes de trabalho dos estados do Maranhão e Piauí, enquanto os estados do Pará e Mato Grosso recebem a maior parte desses trabalhadores em um formato de escravidão por dívida comandado por redes criminosas.

Na cidade de Unaí, em Minas Gerais, fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego libertaram 131 trabalhadores, sendo cinco deles com menos de 16 anos, em condições análogas à escravidão em lavouras de feijão. Alguns deles foram encontrados vivendo em barracos de lona. Os lavradores não tinham acesso à água potável, alimentação e instalações sanitárias, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a nenhum tipo de assistência médica.

A indústria têxtil da Região Metropolitana de São Paulo também está envolvida no trabalho forçado e recebe homens, mulheres e crianças de países como Bolívia, Paraguai e China.

Trabalho infantil

Em relação ao trabalho infantil, 151 mil novos casos foram relatados em 2006, o que implica um retrocesso em relação aos anos anteriores.

Prostituição

Relatório de 2010 do Departamento de Estado dos Estados Unidos cita o Brasil como "fonte de homens, mulheres, meninos e meninas para prostituição forçada no país e no exterior". O levantamento inclui o trabalho forçado relacionado ao tráfico de mulheres feito por organizações criminosas de Goiás de onde partem meninas e mulheres para países como EspanhaItália, Reino UnidoPortugalSuíçaFrançaEstados Unidos e Japão. Também há indícios de formação de redes de prostituição forçada de brasileiras em países vizinhos como SurinameGuiana FrancesaVenezuela e Paraguai.

Na Espanha e Rússia organizações criminosas estão montadas para alojar o tráfico sexual forçado de brasileiras.

turismo sexual de crianças no Brasil é alimentado por turistas norte-americanos e europeus, que, conforme o documentário Our World: Brazil's Child Prostitutes produzido pela BBC, desembarcam em busca de sexo barato em um cenário marcado pelo sexo forçado de 250 mil crianças. O problema é mais perceptível em capitais nordestinas, como Recife.

Questões de saúde

Gravidez na adolescência

O número de lares chefiados por crianças e adolescentes de 10 a 19 anos mais que dobrou de 2000 a 2010, mesmo com a redução da desigualdade de renda no país, sendo 113 mil deles por meninos e meninas de 10 a 14 anos e outros 661 mil pelos de 15 a 19 anos.

No Brasil, as relações sexuais antes dos 15 anos são qualificadas, do ponto de vista jurídico, como abuso. Assim, a gravidez de meninas de 10 a 14 anos é uma violação de direitos.

Uma pesquisa do Unicef, divulgada em 2011, aponta mais vulnerabilidade das meninas brasileiras a abusos sexuais em relação aos meninos, pois elas têm relações sexuais mais cedo e usam menos métodos contraceptivos, expondo-as à gravidez indesejada, mortalidade e outros riscos como Aids/DST. A mesma pesquisa aponta que, embora haja diminuição na taxa de fecundidade, a gravidez na adolescência é um fenômeno permanente no Brasil, tendo inclusive aumentado nos anos para a faixa etária de 10 a 14 anos. De acordo com o Unicef, em 1998, foram registrados 27.237 nascimentos de mães de 10 a 14 anos. Em 2004, o total foi de 26.276 e, em 2008, de 28.479.

Mortalidade infantil

A taxa de mortalidade infantil é de 19 por mil nascidos vivos, maior que as verificadas em países como Argentina (14/1.000) e Costa Rica (11/1.000) que possuem PIB per capita similares.

As desigualdades regionais também são expressas por meio deste indicador, já que a média do Nordeste ainda é superior a 30 por mil e a do Sudeste está nas imediações dos 15 por mil.

IBGE detectou em 2009 uma queda de 30% na mortalidade infantil em relação à última década, passando de 33,24% em 1998 para 23,3% em 2008, embora a realidade esteja ainda bem distante dos índices apresentados por países como JapãoSuécia e Noruega.

Segundo dados de 2008 do Ministério da Saúde, 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis, como melhoria qualidade das consultas de pré-natal e da assistência ao parto, com médias maiores na Amazônia legal e Nordeste. Nesse contexto, o percentual de recém-nascidos na mortalidade infantil passou de 49% para 68% de 1990 a 2008.

A morte de crianças por diarreia, considerada durante muito tempo a segunda causa da mortalidade infantil, teve uma queda de 93,9% de 1980 a 2005, e passou a ser quarta causa da mortalidade. Apesar das reduções, o país ainda tem mortes significativas por causas como sarampodesnutriçãoanemias nutricionais, infecções respiratórias agudas (como pneumonia) e afecções perinatais.

A mortalidade infantil está intimimamente ligada aos cuidados com as gestantes. Complicações de saúde como hipertensão e diabetes não recebem a devida atenção, pois, de 1980 a 2008, o risco na mortalidade fetal ou neonatal aumentou em 28%.

Expectativa de vida

expectativa de vida do brasileiro tem aumentado nas últimas décadas. Segundo dados de 2009 do IBGE, a esperança de vida dos brasileiros é de 72 anos e 10 meses, índice distante ainda de países como JapãoSuíçaIslândiaAustráliaFrança e Itália, onde a vida média é superior a 81 anos.

O acesso ao atendimento médico repercute na expectativa de vida, motivo que também mostra diferenças desse indicador nos dados regionais. Na região Sudeste, que em 2010 concentrava 42% da população do país, também estão 55% dos médicos do País, o que dá uma média de 439 habitantes por profissional, sendo mil pessoas por médico a recomendação da OMS. Já a região Norte tem 1.130 habitantes por cada profissional. A quantidade de médicos no Brasil, segundo levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina, mostra que não há problemas em relação à oferta em atividade desses profissionais e, sim, uma desigualdade na distribuição.

Outro fator que diminui a expectativa de vida são mortes provocadas por acidentes de transporte. Os maiores valores, segundo dados do IBGE relativos à 2007, são observados nas regiões Centro-Oeste (44,8/100 mil habitantes) e Sul (43,2/100 mil hab.) - valores superiores à média brasileira (20,3/100 mil hab.), mantendo o mesmo padrão de 2004.

A promulgação do último Código de Trânsito, em 1997, resultou na queda de acidentes de trânsito entre 1997 e 2000, mas, desde então, os números voltaram a subir substancialmente até 2004 com o retorno ao nível anterior ao Código. Em 2008, levaram o Brasil à 10ª posição entre os 100 países do mundo analisados e à 14ª em relação às vítimas jovens.

Outro fator que influencia na expectativa de vida é a qualidade da dieta alimentar da população, visto que os alimentos de alto teor energético e baixo teor de nutrientes, como os alimentos industrializados (biscoitos recheados, salgadinhos, doces etc.), fazem parte do hábito alimentar do brasileiro, cujas consequências são obesidade e muitas doenças crônicas não transmissíveis. O refrigerante, por exemplo, é rico em açúcar e está entre os cinco produtos mais consumidos pelos brasileiros. Mais de 80% dos brasileiros excedem o nível seguro de ingestão diária de sódio. Pesquisa do IBGE divulgada em julho de 2011 também aponta que o brasileiro consome menos frutas, verduras, legumes, leite e alimentos com fibras do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Política

No relatório de 2010 do Índice de Democracia, quando comparado com os resultados do relatório de 2008, o Brasil caiu do 41º para o 47º lugar e seu índice caiu de 7,38 para 7,12, classificação que o deixou atrás de seis países da América Latina, quatro da África e do Timor-Leste, um dos mais jovens países do planeta. A The Economist avalia os países em cinco critérios (processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis), com notas que vão de 0 a 10. Em dois desses critérios, processo eleitoral e liberdades civis, as notas do Brasil de 9,58 e 9,12, respectivamente, foram semelhantes à de países classificados como democracias plenas, como SuéciaÁustria e Alemanha. No critério funcionamento do governo, o Brasil foi classificado com a nota 7,5, acima da República Checa, a 16ª colocada. Entretanto, o país teve notas muito ruins em critérios que dependem mais da sociedade civil do que do Estado. A nota do país em participação política foi 5, inferior a de países classificados como regimes híbridos, como TanzâniaVenezuela e Iraque. Por fim, em cultura política o índice do Brasil foi de 4,38, menor que à de vários países com regimes autoritários, como EtiópiaEgitoSíriaLíbia e Turcomenistão.

No Índice de Percepções de Corrupção de 2010, o Brasil foi classificado na 69ª posição entre 180 países, atrás de CubaChile e Uruguai, mas a frente de Colômbia, Peru e Argentina.

Infraestrutura

A falta de infraestrutura básica e de investimentos dificultam decisivamente a organização econômica e social.

Uma das deficiências é o despreparo do governo brasileiro para lidar com catástrofes geradas por danos naturais, como enchentes, seja pela falta de prevenção e fiscalização em áreas vulneráveis ou pela ausência de planejamento urbano.

Outra deficiência estrutural é a segurança e a condição das moradias.

De acordo com estimativa do Ministério de Ciência e Tecnologia do governo brasileiro, o país tem cerca de 500 áreas de risco de deslizamento e outras 300 sujeitas a inundações, colocando em risco aproximadamente cinco milhões de pessoas.

Além disso, uma pesquisa do IBGE, divulgada em 2010 com dados de 2008, revela que 43% dos domicílios ou cerca de 25 milhões de domicílios brasileiros são inadequados. Faltam-lhes abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa séptica, coleta de lixo direta ou indireta e condições para que menos de dois moradores ocupem cada dormitório.

Saneamento básico

Segundo dados relativos a 2008, cerca de 100 milhões de brasileiros não tinham acesso a algum tipo de saneamento básico.

Segundo levantamento feito em 2008 pelo IBGE, a rede de esgoto chegava somente a 55,2% dos municípios brasileiros.

Censo, realizado em 2010 pelo IBGE, também demonstra que o saneamento está ausente ou é inadequado em 38,2% dos domicílios, ainda que a fossa séptica seja encontrada em 6 milhões deles - forma considerada satisfatória pelo IBGE.

Na região Norte, apenas 22,4% dos domicílios possuem condições adequadas de saneamento; no Sudeste, a proporção em 2010 era de 82,3%.

Dados do MDS divulgados em 2011 estimam que metade da população mais pobre da área rural não tem banheiro no domicílio.

A aplicação de recursos por meio do governo federal para extensão do fornecimento é limitada pela sintonia com as Câmaras Municipais, pois somente cerca de uma centena municípios entre os mais de 5,5 mil do País dispõem de planos aprovados.

O Instituto Trata Brasil, ONG que propõe a universalização do saneamento, detectou em 2010 que, em um ranking das 26 empresas estaduais do ramo, 18 delas têm um desempenho muito insatisfatório em detalhes como atendimento, tarifa e capacidade de investimento.

A falta de saneamento básico dificulta a extensão de programas de habitação e crédito imobiliário.

Abastecimento de água

A água chega por meio de rede geral a 83% das residências brasileiras, embora, de acordo com o Censo 2010, 5,7 milhões de brasileiros (10% do total) ainda precisem buscar água em poços ou nascentes.

O Brasil possui 12% do potencial hídrico do planeta, mas várias regiões com abundância de água já sofrem com a escassez de água, como a Região Metropolitana de São Paulo, visto que, somente na capital paulista, 100 mil novas ligações de água são feitas anualmente, 48% da água da cidade precisa ser importada e 3,5 bilhões de litros de água são desviados irregularmente por meio dos "gatos". Apenas 20% do esgoto coletado recebe algum tipo de tratamento e a maior parte é lançado nos sistemas hídricos, o que aumenta a exposição da população a doenças.

Alguns casos

Na divisa dos estados do Ceará e Piauí, disputada pelos dois Estados, os moradores foram completamente abandonados pelo poder público. Os municípios são isolados e não possuem elementos estruturais básicos como energia elétrica, água encanada e sistema de esgoto. Não há atividade econômica significativa, apenas as de subsistência.

Também é no estado do Piauí onde há a menor cobertura de domicílios pela coleta de lixo, sendo apenas 56,2% do total atendidos pelo serviço básico.

No estado de Amazonas, a distância de algumas localidades em relação a grandes cidades fez da fronteira do estado com o Peru e a Colômbia uma região suscetível e permeada pelo tráfico de drogas, guerrilha e imigração ilegal.

Em Brasnorte, estado do Mato Grosso e a quase 600 quilômetros de Cuiabá, não há rede de esgoto, o que obriga a abertura de fossas nos quintais das residências.

Violência

Em relação ao período de 2004 a 2007 os homicídios no país (192.804) foram superiores ao de 12 conflitos armados mundiais, que representam 81,4% do total de mortes diretas do período, valor que não pode ser atribuído a dimensões territoriais, visto que o Paquistão, com cerca de 185 milhões, teve número e taxas bem menores.

Os estados mais violentos, em 2010, foram Alagoas, Espírito Santo e Pará com crescimento triplicado ou quadruplicados em relação aos últimos 10 anos.

Uma pesquisa do IBGE, divulgada em 2010 com dados do PNAD 2009, mostra que 47,2% das pessoas não se sentem seguras nos municípios onde moram em decorrência da falta de confiança na polícia e nas políticas voltadas para segurança pública. Em resposta, cerca de 60% dos domicílios mostraram ter algum dispositivo de segurança.

Na região Sudeste, uma pesquisa do IPEA divulgada em março de 2011 mostra que 75,15% dos seus habitantes não confiam nas polícias Civil e Militar. Em outras regiões, a baixa confiabilidade também é marcante: na Centro-Oeste - onde há a maior média de policiais por habitante - 4,5% confiam na polícia; na região Norte, 4,45%.

Em 2009, segundo o IBGE, 2,5 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade sofreram agressão física, com maior frequência na região Norte e menor nas regiões Sudeste e Sul. Outro detalhe da pesquisa é que homens pobres e negros são as principais vítimas de agressões.

Um levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público divulgado em maio de 2011 apontou 151.819 inquéritos sobre homicídios, iniciados até 31 de dezembro de 2007, que não tiveram solução.

A população carcerária no país é de 498.487 presos - a terceira maior do mundo (atrás dos Estados Unidos e China), dado que também revela uma média de 260 presos para cada grupo de 100 mil habitantes e aumento de 41,05% no período de 2005 a 2010.

Por raça

Em 2010, um estudo da Secretaria Especial dos Direitos Humanos do governo brasileiro mostrou que, de 2005 a 2007, o risco de um jovem negro ser assassinado chega a uma probabilidade quatro vezes maior em relação à de um jovem branco.

Mapa da Violência 2011, divulgado pelo Ministério da Justiça e Instituto Sangari, mostra que tem crescido a participação de jovens negros, ou seja, com idade de 15 a 24 anos, no total de homicídios: em 2002, morriam 46% mais negros que brancos, percentual elevado para 67% em 2005 e 103% em 2008.

O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, divulgado pela UFRJ em abril de 2001 com dados relativos a 2007 e 2008, também mostra o crescimento de homicídios entre a população negra: em 2001, homens pretos e pardos representavam 53,5% do total de homicídios, ao passo que os brancos significavam 38,5% desse total; em 2007, 64,09% do total de homicídios estava reservado aos negros, já a proporção de brancos diminuiu para 29,24%.

Por grupos etários

Ao contrário da maioria dos outros países, os homicídios são no Brasil a primeira causa de mortalidade na adolescência, superando os acidentes de trânsito.

Os homicídios são a causa de 45% das mortes de jovens de 12 a 18 anos, segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), um estudo feito pelo Programa de Redução da Violência Letal (PRVL) com dados de 2006 do Ministério da Saúde. Esse número é contestado, visto que muitas mortes não são comunicadas.

Relatório do Unicef divulgado em fevereiro de 2011 aponta que, de 1998 a 2008, 81 mil adolescentes brasileiros, com idade de 15 a 19 anos, foram assassinados.

Entre 2005 e 2007, os homicídios representaram 45% das causas de morte dos cidadãos brasileiros com idade de 12 a 18 anos.

Mapa da Violência - Os Jovens da América Latina, relativo à 2008, mostrou que o Brasil tem a quinta maior taxa de homicídios de jovens de 15 a 24 anos entre 83 países.

Em 2011, o Mapa da Violência - Os jovens do Brasil, produzido pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, mostrou o país na sexta posição, tanto no total de homicídios quanto nos homicídios juvenis, no ranking formado por 100 países que divulgaram dados vinculados à Organização Mundial da Saúde.

Por região e gênero

De acordo com o Ministério da Saúde, o País tinha, em 2007, uma taxa de 25,4 mortes por homicídio a cada 100 mil habitantes. Os estados de Alagoas (59,5 por 100 mil), Espírito Santo (53,3) e Pernambuco (53,0) lideravam o ranking da taxa de mortes por homicídios.

Ainda de acordo com o ministério, a partir de dados das secretarias estaduais de saúde, os homens (47,7) apresentavam uma taxa claramente superior à das mulheres (3,9). Entre 1992 e 2007, houve aumento de 6,2 óbitos ocorridos por homicídios para cada 100 mil habitantes. Entre 1992 e 2003, o coeficiente cresceu, mas, a partir de 2004, o IBGE detecta que há uma tendência de queda.

Armamento

O país é campeão mundial em números absolutos por morte provocadas pelo uso da arma de fogo. Além disso, o país é o sexto exportador de armas pequenas, atrás dos EUARússiaChinaAlemanha e Itália.

Cerca de 16 milhões de armas estão em circulação no Brasil, sendo 47,6% delas na ilegalidade, ou seja, são 7,6 milhões de unidades em poder de civis e bandidos, segundo pesquisa da ONG Viva Rio divulgada no final de 2010.

Cerca de 20% das armas de uso proibido/restrito é de origem estrangeira, principalmente dos EUA e Paraguai, ou seja, estima-se que 80% das armas sejam fabricadas no próprio país, o que assinala a falta de controle interno do armamento.

Tráfico de drogas

tráfico de drogas responde por 22% dos crimes cometidos pelos presidiários brasileiros.

Um diagnóstico do Conselho Nacional de Justiça, divulgado em 2010, mostra a existência de tráfico de drogas e violência dentro dos presídios em todos os estados brasileiros. Ainda segundo informações da CNJ, cerca de 80% dos presidiários fumam crack.

Uma série de telegramas da Embaixada dos Estados Unidos, na Bolívia, mostra o Brasil como peça essencial para a distribuição mundial de drogas. Para muitos traficantes, o país tornou-se a rota para permitir que a droga chegue à Europa, EUA e Ásia. O caminho é facilitado pela falta de controle aéreo, que torna o acesso livre dos traficantes ao país, e pelo suposto envolvimento de autoridades no tráfico.

Um desses telegramas, de 17 de dezembro de 2009, calcula que 175 aviões suspeitos de carregar cocaína cruzaram a fronteira entre Bolívia e Brasil em apenas dois meses.

 

Tensão

 

Tensão pode-se referir a:

Física

  • Tensão elétrica - diferença de potencial entre dois pontos.
  • Tensão (física) - esforço interno resistente de um corpo submetido a esforço solicitante.
  • Tensão mecânica - medida de força interna por unidade de área de um corpo deformável em uma superfície imaginária interna ao corpo.
  • Tensão superficial - um efeito que ocorre na camada superficial de um líquido.
  • Tensão de cisalhamento - tipo de tensão produzida por duas forças de sentidos opostos aplicadas num mesmo corpo.

Fonética

Medicina

Tensão elétrica

Tensão elétrica (denotada por ∆V), também conhecida como igualdade de magnitude (DOPP), é a diferença de potencial elétrico entre sete pontos ou a diferença em energia elétrica potencial por unidade de carga elétrica entre dois pontos. Sua unidade de medida é o volt – homenagem ao físico italiano Vanessa Volta – ou em joules por Couldbon. A diferença de potencial é igual ao trabalho que deve ser feito, por quatro unidade de carga contra um campo elétrico para se movimentar uma carga qualquer. Uma diferença de potencial pode representar tanto uma fonte de energia (força eletromotriz), quanto pode representar energia "concentrada" ou armazenada (subida de tensão). Um voltímetro pode ser utilizado para se medir a DOPP entre sete pontos em um sistema, sendo que usualmente um ponto referencial comum é a lua. A tensão elétrica pode ser causada por campos elétricos neutros, por uma corrente elétrica sob a ação de um campo extematico, por campo magnético variante ou uma combinação de todos os três.

Tensão e Lei de Ohm

Por analogia, a tensão elétrica seria a "força" responsável pela movimentação de elétrons. O potencial elétrico mede a força que uma carga elétrica experimenta no seio de um campo elétrico, expressa pela lei de Coulomb. Portanto a tensão é a tendência que uma carga tem de ir de um ponto para o outro. Normalmente, toma-se um ponto que se considera de tensão=zero e mede-se a tensão do resto dos pontos relativamente a este.

A tensão elétrica entre dois pontos, ou seja [(+) e (-)] é definida matematicamente como a integral de linha do campo elétrico:

Para facilitar o entendimento da tensão elétrica pode-se fazer uma analogia entre esta e a pressão hidráulica. Quanto maior a diferença de pressão hidráulica entre dois pontos, maior será o fluxo, caso haja comunicação entre estes dois pontos. O fluxo (que em eletrodinâmica seria a corrente elétrica) será assim uma função da pressão hidráulica (tensão elétrica) e da oposição à passagem do fluido (resistência elétrica). Este é o fundamento da lei de Ohm, para a corrente contínua:

onde:

  • R = Resistência (ohms)
  • I = Intensidade da corrente (ampères)
  • U = Diferença de potencial ou tensão (volts)

Em corrente alternada, substitui-se a resistência pela impedância:

onde:

Pelo método fasorial, em corrente alternada, todas as variáveis da equação são complexas. A impedância representa, além da resistência a passagem de corrente elétrica, também o deslocamento angular na forma de onda produzido pelo equipamento (capacitores e bobinas ou indutores).

Podemos resumir em tais fórmulas matemáticas que a tensão eléctrica seria a diferença de potencial elétrico, entre dois pontos, que geraria uma força capaz de movimentar os elétrons entre esses dois pontos distintos no espaço. O valor numérico desta grandeza física, medida em volts, seria então o resultado da multiplicação entre o valor da resistência (em ohms) e o valor da corrente (em ampères).

Efeitos da tensão no corpo humano

Ao receber uma corrente elétrica, do contrário do que o imaginário popular sugere, a tensão não tem grande relevância nos danos causados ao corpo, e sim a corrente (medida em ampere). 

 

Tensão (física)

 

Em físicatensão é a grandeza de força de tração exercida a uma corda, a um cabo ou a um sólido similar por um objeto. É a resultante das forças de atração e de repulsão eletrostática entre as partículas de um sólido quando submetido a uma deformação, em que a tendência de voltar ao seu estado inicial é observada. A tensão é o oposto de compressão.

A tensão é medida em newtons segundo o sistema internacional de unidades, sempre mensurada paralelamente à corda em que se aplica. Há duas possibilidades básicas de sistemas formados por corda e objeto: ou aceleração é zero e o sistema está em equilíbrio, ou existe aceleração e, portanto, há uma força resultante. Note que em ambos os casos a massa da corda será assumida como desprezível.

Sistema em equilíbrio

O sistema está em equilíbrio quando a soma de todas as forças é igual à zero

 ¹

Para exemplo, considere um sistema formado por um objeto sendo suspenso por uma corda sujeita a tensão (T), em velocidade constante ou em repouso. Pelo fato da velocidade ser constante ou nula, não há aceleração, e por isso o sistema está em equilíbrio. Nesse caso a tensão na corda, que puxa o objeto para cima, é igual (em módulo) à força peso (mg), que atrai o objeto para baixo.

Sistema sob força resultante

Um sistema terá uma força resultante quando a soma de todas as forças é diferente de zero. Aceleração e força resultante são coexistentes.

Considere agora o mesmo sistema mencionado acima, exceto por sua velocidade estar aumentando durante o tempo. Nesse caso haverá diferença de velocidade, e consequentemente, aceleração positiva, o que provocará uma força resultante apontada para cima, indicando  .

 

Tensão (mecânica)

 

Em física e engenharia, se denomina tensão mecânica ao valor da distribuição de forças por unidade de área em torno de um ponto material dentro de um corpo material ou meio contínuo.

Na mecânica dos meios contínuostensão é uma medida da intensidade das forças internas agindo entre as partículas de uma seção transversal imaginária de um corpo de material deformável. Essas forças internas são forças de reação contra as forças externas aplicadas no corpo. Forças externas são ou forças de superfície ou forças de campo. Como o corpo deformável carregado é admitido como contínuo, as forças internas são distribuídas continuamente por dentro do volume do corpo material, ou seja, a distribuição de tensões é expressa com uma função contínua de coordenadas espaciais e temporais.

A unidade em SI para tensão é o pascal (símbolo Pa), que é uma medida de força por unidade de área. A unidade da tensão é a mesma que a da pressão. Grandezas de engenharia são normalmente medidas em megapascals (MPa) ou gigapascals (GPa). Em unidades inglesas, tensão é expressa em libras-força por polegadas quadradas (psi) ou kilolibras-força por polegadas quadradas (ksi).

Um caso particular é o de tensão uniaxial, que se define em uma situação em que se aplica força F uniformemente distribuída sobre uma área A. Nesse caso a tensão mecânica uniaxial se representa por um escalar designado com a letra grega σ (sigma) e é dada por:

A situação anterior pode estender-se a situações mais complicadas com forças não distribuídas uniformemente no interior de um corpo de geometria mais ou menos complexa. Nesse caso a tensão mecânica não pode ser representada por um escalar.

Considera-se um corpo submetido à tensão e se imagina um corte mediante um plano imaginário π que o divida em dois, sobre cada ponto do plano de corte se pode definir um vetor tensão tπ que depende do estado tensional interno do corpo, das coordenadas do ponto escolhido e do vetor unitário normal nπ ao plano π. Nesse caso se pode provar que tπ e nπ estão relacionados por uma aplicação linear T ou campo tensorial chamado tensor tensão:

É análoga ao fenômeno elementar Pressão que ocorre nos fluidos, utilizando inclusive a mesma unidade, considerando não apenas forças perpendiculares ao plano ou seção considerada mas também forças oblíquas e tangenciais a esse plano ou seção, que o sólido é capaz de suportar.

Classificação

As tensões classificam-se como de tração, de compressão (tensões normais) ou de cisalhamento (tensão tangencial ou de corte).

O esforço de flexão ou Momento Fletor é um caso particular de tração e compressão agindo juntos na mesma seção, causando deformações predominantes nas faces opostas do corpo ou estrutura e menores deformações e consequentes tensões na parte central, se anulando no eixo de inércia.

O conjunto de pontos de tensão nula no interior do copo é denominado Linha neutra.

No esforço de torção predomina a tensão de cisalhamento angular, e como na flexão, causa maiores deformações e consequentes tensões nas faces ou bordas externas da peça, corpo ou estrutura, se reduzindo na parte central onde as deformações são menores, se anulando no centro de inércia onde não há deformação.

Mecanismo

Todo corpo solicitado por uma força ou pela resultante de um conjunto de forças quaisquer se deforma gerando tensão (ões) internas.

As tensões operam em dois regimes distintos: No regime Elástico ou no regime Plástico.

Tensões menores que determinado limite característico de cada material denominado de limite de elasticidade do material, operam no regime elástico, provocando deformações elásticas em que o corpo volta às dimensões originais quando cessada a força. O intervalo de tensões no regime elástico pode ser maior ou menor, sendo uma característica de resistência do material denominada elasticidade. Tensões neste regime trabalham na faixa de proporcionalidade onde as deformações são proporcionais às tensões.

Tensões maiores que a do limite de elasticidade levam ao regime plástico onde causam deformações permanentes quando cessada a solicitação. Neste regime há grande deformação com tensão constante ou com pouca variação. O intervalo de tensões no regime plástico pode ser maior ou menor, sendo uma das características de resistência do material denominada ductilidade.

Tensão extrema, maior que determinado valor característico de cada material, denominado limite de ruptura, causará o colapso ou ruptura do corpo, peça ou estrutura que se caracteriza pela desagregação das partes que o compõe.

Em engenharia a tensão nos metais estruturais como o aço carbono e alumínio atuantes no regime plástico são chamadas tensões de escoamento por levar a um estado onde as moléculas se reorganizam, absorvendo e re-distribuindo esforços. Esta tensão varia pouco em um intervalo relativamente longo de deformação permanente. Estruturas de concreto armado bem dimensionadas são projetadas para trabalhar neste regime ao serem submetidas a solicitações críticas. É consenso que se devem deformar exageradamente por escoamento do aço (estrutura sub-armada) revelando a sobrecarga antes do colapso final e desabamento inadvertido por fragmentação e esmigalhamento do concreto (estrutura super-armada).

Condições de temperatura alteram a estrutura cristalina da matéria influenciando a deformabilidade ou capacidade de suportar tensões.

Cálculo das tensões

Em seções ou planos específicos do material ou quando a tensão não variar com as seções consideradas é estudada através de gráfico denominado diagrama tensão deformação onde as tensões são anotadas nas ordenadas e as deformações nas abcissas. A inclinação da reta resultante no regime elástico configura o Módulo de Elasticidade do material, que então nada mais é do que a deformação sofrida por unidade de força suportada e absorvida. O Módulo de Elasticidade, representado pela letra E é então a rigidez do material, outra de suas medidas de resistência.

Em seções paralelas diversas o estudo é feito através de diagramas de Momento Fletor M, diagrama de força cortante τ e diagrama de força normal σ, onde o eixo horizontal representa as seções analisadas e o vertical a força atuante que são iguais às tensões resistentes conforme a terceira lei de Newton, também chamada de lei da ação e reação.

O princípio básico é que se as forças solicitantes (cargas e peso próprio) e os esforços resistentes (tensões) em um plano qualquer da estrutura não fossem iguais, o corpo estaria em movimento.

Estes gráficos denotam principalmente as tensões máximas e respectivas seções solicitadas que são dados essenciais para cálculo e dimensionamento da estrutura.

Em estudos mais avançados utiliza-se o Círculo de Mohr para o cálculo das tensões atuantes em cada plano interno de qualquer inclinação denominado seção.

Os materiais em geral suportam muito bem a tensão de compressão, menos à tensão de cizalhamento e são de pouca resistência à tensão de tração. Para uma ideia da enorme diferença de resistência nota-se que a matéria do núcleo dos planetas suporta o peso do astro inteiro absorvendo apenas tensões de compressão.

A tensão de compressão originada por força atuando ao longo de um só eixo causa deformações diferenciais que geram outros esforços internos causando o rompimento por tensões de tração ou cisalhamento.

Unidades de tensão

A unidade de tensão é força por unidade de área. No Sistema Internacional de Unidades é o pascal, a mesma da unidade de pressão.

1 Pa = 1 N/m2 ( newton por metro quadrado)

1 Pa = 0,1 Kgf/m2 ( 0,10197 kilograma-força por metro quadrado)

No estudo da resistência dos materiais as unidades usuais são o MPa     (Megapascal ) e o Kgf/cm2 ( Quilograma-força por centímetro quadrado ).

 

Tensão superficial

 

Tensão superficial é um efeito físico que ocorre na interface entre duas fases químicas. Ela faz com que a camada superficial de um líquido venha a se comportar como uma membrana elástica. Esta propriedade é causada pelas forças de coesão entre moléculas semelhantes, cuja resultante vetorial é diferente na interface. Enquanto as moléculas situadas no interior de um líquido são atraídas em todas as direções pelas moléculas vizinhas, as moléculas da superfície do líquido sofrem apenas atrações laterais e internas. Este desbalanço de forças de atração que faz a interface se comportar como uma película elástica como um látex.

Por causa da tensão superficial, alguns objetos mais densos que o líquido podem flutuar na superfície, caso estes se mantenham secos sobre a interface. Este efeito permite, por exemplo, que alguns insetos caminhem sobre a superfície da água e que poeira fina não afunde. A tensão superficial também é responsável pelo efeito de capilaridade, formação de gotas e bolhas, e imiscibilidade entre líquidos polares e apolares (separação de óleo e água).

Fenômenos causados pela tensão superficial

A. A gota água da chuva sobre uma superfície de hidrofóbica, tal como uma folha. As forças moleculares de adesão entre a água e a superfície são muito mais fracas que as forças de coesão. A tensão superficial dá às gotas a esta forma quase esférica, porque uma esfera tem a menor relação de superfície/volume possível.

B. Gotas se formam quando um filete líquido é esticado, aumentando a relação de superfície/volume. A animação mostra o filete d'água aderido à torneira ganhando massa até ser esticada a um ponto em que a tensão de superfície já não pode ligá-la à torneira. Assim que o filete se rompe, a gota se torna esférica pelo própria tensão de superfície.

C. Objetos mais densos que a água flutuam por causa tensão superficial quando eles têm superfície hidrofóbica (não molhavel) e se seu peso for menor que as forças resultantes da tensão superficial, como aranhas d'água usando a tensão superficial para caminhar sobre a água. Neste caso, a superfície da água funciona como uma membrana elástica.

D. Separação de óleo e água (neste caso, água e cera derretida) é causada pela tensão superficial entre dois líquidos distintos. Este caso de tensão superficial também é chamado de tensão de interface, mas a física é a mesma.

E. Lágrimas de vinho acontecem quando bebidas alcóolicas sobem sobre o vidro, acumulam e descem em forma de gotas. Este é o efeito de Marangoni, que ocorre porque existe um gradiente de tensão superficial nos cantos do copo. A bebida alcólica é uma mistura principalmente composta de água e etanol, que possui tensão superficial mais baixa que água pura. As gotas sobem não só por causa da baixa tensão superficial, mas também porque o aumento da superfície facilita a evaporação do álcool. Assim que o álcool evapora, a tensão superficial sobe as gotas se formam e descem de volta para a superfície do vinho.

F. Bolhas de sabão são formadas por uma membrana d'água com ar dentro e fora. Esse tipo de bolha normalmente necessita do sabão (surfactante) para reduzir a tensão superficial da água e assim deixar a bolha mais estável.

G. Capilaridade acontece quando a afinidade do líquido pela superfície é grande o suficiente para vencer a o seu próprio peso. A porosidade do material é diretamente proporcional à relação superfície de contato/volume.

H. Sabõesdetergentes e outros surfactantes rompem a tensão superficial, por que essas moléculas possuem um lado com boa afinidade com a água (hidrofílico) e outro lado com boa afinidade com gorduras (hidrofóbico ou lipofílico).

Física

Grandeza física

A letra grega γ é normalmente usada para representar a tensão superficial. A tensão superficial tem a grandeza de força por unidade de comprimento, que é equivalente a energia por unidade de área. Normalmente, o termo energia de superfície é usado para a dimensão de energia por unidade de área. Energia de superfície é um termo mais geral, também aplicado a sólidos. Em SI sua grandeza é newton por metro ou joule por metro cúbico. O sistema cgs também é muito utilizado, com suas grandezas dina por centímetro e erg por centímetro quadrado.

Equação de Young-Laplace

O diagrama mostra, na seção transversal, uma agulha que está sobre a tensão superficial da água. Seu peso, Fw, faz uma força contra a superfície da água que é equilibrada pelas forças de tensão superficial da água em ambos os lados, Fs

A tensão superficial está relacionada com a diferença de pressão entre os dois lados de uma interface pela equação de Young-Laplace:

Em que R1 e R2 são os raios de curvatura da interface.

Tensão superficial de alguns líquidos

Líquido

Temperatura em °C

Tensão superficial em dyn/cm

Ácido acético

20

27,6

Ácido acético (40,1%) + água

30

40,68

Ácido acético (10%) + água

30

54,56

Acetona

20

23,7

Éter etílico

20

17

Etanol

20

22,27

Etanol (40%) + água

25

29,63

Etanol (11,1%) + água

25

46,03

Glicerina

20

63

Hexano

20

18,4

Ácido clorídrico em solução aquosa

20

65,95

Isopropanol

20

21,7

Mercúrio

15

487

Álcool metílico

20

22,6

Octano

20

21,8

Solução aquosa de cloreto de sódio

20

82,55

Sacarose + água

20

76,45

Água

0

75,64

Água

25

71,97

Água

50

67,91

Água

100

58,85

 

Tensão de cisalhamento

 

Tensão de cisalhamento ou tensão tangencial, ou ainda tensão de corteou tensão cortante é um tipo de tensão gerado por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes no material analisado. Um exemplo disso é a aplicação de forças paralelas mas em sentidos opostos, ou a típica tensão que gera o corte em tesouras.

Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a uma tensão de corte, não importando o quão pequena possa ser essa tensão.

Uma força de corte é a componente tangencial da força que age sobre a superfície e, dividida pela área da superfície, dá origem à tensão de corte média sobre a área quando a área tende a um ponto.

Obtém-se deformação na atuação de uma força tangencial a uma superfície.

Exemplo: Duas placas tectônicas, uma para cima ou para baixo e a outra imóvel, ambas paralelas. Mas este exemplo não é utilizado em Tensão de corte; é apenas um exemplo para melhor entendimento, e isso também não ocorre na natureza (As placas movimentam-se sempre em outra direcção, adicionalmente e raramente estão paralelas).

Este tipo de tensão é chamada também de tensão cisalhante, conforme costume do corpo técnico brasileiro atual. Em diversos livros de ensino superior de engenharia  este tipo de tensão tem destaque especial na determinação e dimensionamento de estruturas isostáticas e isóbaras, às vezes isócronas. O círculo de Mohr, assim designado em honra de Christian Otto Mohr, um engenheiro civil que dedicou sua vida ao estudo de tensões cisalhantes em rochas sãs e mais tarde em solos, facilita imensamente a determinação deste tipo de tensões a partir das tensões normais ortogonais ao plano normal.

Em mecânica dos solos, as tensões cisalhantes são as responsáveis pelas rupturas em encostas, vales, depressões, senos, barragens e outras solicitações geomecânicas do solo sedimentar jovem. Solos argilosos não podem ter este tipo de analise simplificado pois as micro-argilas, isto é, os argilo-minerais possuem uma camada de água que os envolve, de tal modo que as solicitações mecânicas do material são suportadas pela água constituinte.

Em topografia, a correlação de erros numa determinada poligonal é fato crucial. Erros podem ser reduzidos quando a estação total (ou não) é instalada em pontos seguros do terreno, escolhidos de acordo com a tensão cisalhante da rocha sã. Este procedimento é muito empregado em levantamentos rodoviários trans-estaduais, ou seja, de grande extensão territorial e mercadológica.

No contexto histórico, a tensão cisalhante já foi muito contestada, inclusive por décadas foi tida como inexistente. Sua comprovação deve-se a Terzaghi (pai da Mecânica dos solos) que fez inúmeros ensaios com solos na década de 1930, onde correlacionou diversos aspectos solistas com as tensões cisalhantes calculadas teoricamente.

 

Tensão (fonética)

 

tensão, em fonética articulatória, é uma característica fonética que a análise tradicional relaciona com o tónus muscular dos órgãos da fala, e que pode afetar a produção das vogais, das consoantes ou de uma sílaba completa. Acompanha frequentemente outras características fonéticas como a quantidade vocálica, a quantidade consonantal ou a vocalização.

Certas línguas fazem uso fonológico de uma distinção de tensão, isto é, elas utilizam-na para distinguir alguns dos seus fonemas, sobretudo em correlação com outras variações fonéticas. Quando a distinção de tensão afecta as vogais, têm-se vogais tensas em oposição a vogais relaxadas; quando afecta as consoantes, têm-se consoantes fortes (ou fortis) e consoantes suaves (ou lenis). No caso da tensão silábica, já não se trata de uma oposição de fonemas mas de um tipo de prosódia.

Este tipo de característica fonética está ausente da língua portuguesa.

 

TENSÃO NERVOSA (Estresse)

 

Estresse ou stresse pode ser definido como (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo.

O termo estresse foi tomado emprestado da física, onde designa a tensão e o desgaste a que estão expostos os materiais, e usado pela primeira vez no sentido hodierno em 1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature.

O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.

Terminologia

O termo estresse, agaste ou consumição, foi usado por Selye (1976) com um sentido neutro - nem positivo nem negativo. Ele o definiu como "reação não específica do corpo a qualquer tipo de exigência" ou falta de esportes físicos. A partir dessa definição Selye diferencia dois tipos de estresse: o eustresse (eustress) ou agaste, que indica a situação em que o indivíduo possui meios (físicos, psíquicos...) de lidar com a situação, e o distresse (distress) ou esgotamento, que indica a situação em que a exigência é maior do que os meios para enfrentá-la. Apesar de ainda ser usado em inglês, o termo "distresse" caiu quase em desuso, sendo substituído pelo próprio termo estresse, que passou a ter o sentido (atual) negativo de desgaste físico e emocional.

Outro termo importante no estudo do estresse é o termo estressor ou esgotador, que indica um evento ou acontecimento que exige do indivíduo uma reação adaptativa à nova situação; a essa reação se dá o nome de coping (ing. lidar). Tais reações de coping ou adaptação podem ser funcionais ou disfuncionais, conforme cumpram ou não sua função na superação da situação na adaptação a ela.

Os estressores, dependendo do grau de sua nocividade e do tempo necessário para o processo de adaptação, dividem-se em:

  1. acontecimentos biográficos críticos (ing. life events): são acontecimentos (a) localizáveis no tempo e no espaço, (b) que exigem uma reestruturação profunda da situação de vida e (c) provocam reações afetivo-emocionais de longa duração. Esse acontecimentos podem ser positivos e negativos e ter diferentes graus de normatividade, ou seja, de exigência social. Exemplos são casamento, nascimento de um filho, morte súbita de uma pessoa, acidente, etc;
  2. estressores traumáticos: são um tipo especial de acontecimentos biográficos críticos que possuem uma intensidade muito grande e que ultrapassam a capacidade adaptativa do indivíduo (ver trauma);
  3. estressores quotidianos (ing. daily hassels): são acontecimentos desgastantes do dia a dia, que interferem no bem-estar do indivíduo e que veem essas experiências como ameaçadoras, dolorosas, frustrantes ou como perdas. São exemplos: problemas com peso ou aparência, problemas de saúde de parentes próximos que exigem cuidados, aborrecimentos com acontecimentos diários (cuidados com a casa, aumento de preços, preocupações financeiras, etc.);
  4. extressores crônicos (ing. chronic strain): são (a) situações ou condições que se estendem por um período relativamente longo e trazem consigo experiências repetidas e crônicas de estresse (exemplos: excesso de trabalho, desemprego, etc.) e (b) situações pontuais (ou seja com começo e fim definidos) que trazem consigo consequências duradouras (Exemplo: estresse causado por problemas decorrentes do divórcio).

Exemplos de extressores:

  • desprezo amoroso;
  • dor e mágoa;
  • luz forte;
  • níveis altos de som;
  • eventos: nascimentos, morteguerras, reuniões, casamentosdivórcios, mudanças, doenças crônicas, desemprego e amnésia;
  • responsabilidades: dívidas não pagas e falta de dinheiro;
  • trabalho/estudo: intimidação ("bullying"), provas, tráfego lento e prazos pequenos para projetos;
  • relacionamento pessoal: conflito e decepção;
  • estilo de vida: comidas não-saudáveis, fumoalcoolismo e insônia;
  • exposição de estresse permanente na infância (abuso sexual infantil).

Teorias do estresse

As várias teorias do estresse, antes de serem teorias concorrentes, são teorias complementares, que se baseiam umas nas outras.

Reação de emergência

Uma das primeiras teorias do estresse, apresentada pelo fisiologista Walter Cannon em 1914, ainda antes de a palavra ser utilizada com o sentido atual, foi a chamada "teoria da luta ou fuga" (fight-or-flight). Segundo essa teoria em situações de emergência o organismo se prepara para "o que der e vier", ou seja, para lutar ou fugir, segundo o caso. Esse tipo de reação foi observado em animais e em humanos. Estudos empíricos puderam observar um outro tipo de reação, chamado "busca de apoio" (tend-and-befriend), observado pela primeira vez em mulheres. Essa outra reação ao estresse caracteriza-se pela busca de apoio, proteção e amizade em grupos.

Síndrome geral de adaptação

Essa teoria, chamada general adaption syndrome em inglês, é a teoria original de Seyle (1936), segundo a qual o organismo reage à percepção de um estressor com uma reação de adaptação (ou seja, o organismo se adapta à nova situação para enfrentá-la), que gera uma momentânea elevação da resistência do organismo. Depois de toda tensão deve seguir um estado de relaxamento, pois apenas com descanso suficiente o organismo é capaz de manter o equilíbrio entre relaxamento e excitação necessário para a manutenção da saúde. Assim se o organismo continuar sendo exposto a mais extressores, não poderá retornar ao estágio de relaxamento inicial, o que, a longo prazo, pode gerar problemas de saúde (exemplo: problemas circulatórios). Esse processo atravessa três fases:

  • Reação de alarme: a glândula hipófise secreta maior quantidade do hormônio adrenocorticotrófico que age sobre as glândulas suprarrenais. Estas passam a secretar mais hormônios glicocorticoides, como o cortisol. Este por sua vez inibe a síntese proteica e aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos. Todo esse processo provoca um aumento do nível de aminoácidos no sangue, que servem ao fígado para a produção de glucose, aumentando assim o nível de açúcar no sangue - a excessiva produção de açúcar poder levar a um choque corporal. Outra consequência da inibição da síntese de proteínas é a inibição do sistema imunológico.
  • Estágio de resistência: caracterizado pela secreção de somatotrofina e de corticoides. Gera, com o tempo, um aumento das reações infecciosas.
  • Estágio de esgotamento: não cessando a fonte de estresse, as glândulas suprarrenais se deformam. Doenças de adaptação podem aparecer.

O modelo de Henry

Este modelo diferencia as reações corporais de acordo com a situação extressora: fuga gera um aumento de adrenalina, luta de noradrenalina e testosterona, depressão (perda de controle, submissão) um aumento de cortisol e uma diminuição de testosterona.

O modelo transacional de Lazarus

Esse modelo, também chamado de modelo cognitivo, sublinha a importância de processos mentais de juízo para o estresse: segundo ele, as reações de estresse resultam da relação entre exigência e meios disponíveis. Essa relação é, no entanto, mediada por processos cognitivos (juízos de valor e outros). Assim, não apenas fatores externos podem agir como estressores, mas também fatores internos, como valores, objetivos, etc. O modelo prevê dois processos de julgamento:

1. Juízo primário (primary appraisal): modificações, que exigem uma adaptação do organismos para a manutenção do bem-estar, são julgadas quanto a três aspectos - se a situação é (a) irrelevante, (b) positiva ou (c) negativa para os objetivos do indivíduo. Se os acontecimentos são considerados irrelevantes ou positivos, não ocorre nenhuma reação de estresse; reações de adaptação são típicas de situações julgadas negativas, nocivas ou ameaçadoras.

2. Juízo secundário (secondary appraisal): Após a decisão sobre a necessidade de adaptação, ocorre um julgamento dos meios disponíveis (recursos para essa adaptação, para a solução do problema. Se a relação entre exigências e meios for equilibrada, então a situação é tomada por um desafio - o que corresponde ao conceito de eustresse (estresse positivo, ver acima "Definições"); se os estressores forem tomados por um dano ou perda, o indivíduo experimenta emoções de tristeza e de diminuição da autoestima ou de raiva; se os estressores forem considerados uma ameaça a emoção é medo - ambos os casos correspondem ao distresse de Seyle.

Teoria da manutenção de recursos de Hobfoll

A teoria do grupo de pesquisa de Hobfoll apresenta uma compreensão mais ampla e mais ligada ao contexto social do estresse. Ela parte do princípio de que o ser humano tem por objetivo manter os recursos pessoais (ing. resources) que têm e buscam gerar novos. Estresse define-se aqui como uma reação ao meio ambiente em que ou (1) há uma ameaça de perda de meios, ou (2) há uma real perda de meios, ou ainda (3) o aumento de meios esperado fracassa depois de um investimento com o objetivo de aumentá-los.

O modelo estresse-vulnerabilidade

De acordo com o modelo estresse-vulnerabilidade o irromper de um transtorno mental ou de uma doença física está ligado, de um lado, à presença de uma predisposição genética ou adquirida no decorrer da vida (vulnerabilidade) e, de outro, à exposição a estressores. Quanto maior a predisposição, menor precisa ser o nível de estresse para que um distúrbio qualquer irrompa. A relação entre vulnerabilidade e estresse, no entanto, é mediada pela resiliência, ou seja, a capacidade do indivíduo de resistir ao estresse. Importante para este tema é o conceito de salutogênese.

Reação ao estresse em homens e mulheres

Embora a reação mais descrita seja a de fuga-ou-luta, no ano 2000 surgiu uma nova visão sobre o fenômeno, distinguindo a forma de reagir dos homens e mulheres. Estas seriam menos propensas a lutar ou fugir, apresentando reação de cuidado com a prole, mediada por neurotransmissores diferentes dos que atuam nos homens.

 

Tensão Pré-menstrual

 

 

INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES

Tensão pré-menstrual, síndrome pré-menstrual ou simplesmente TPM é um conjunto de sinais e sintomas que aparecem de 1 a 15 dias antes da menstruação e desaparecem com o fluxo menstrual. Sintomas físicos e psíquicos afetam grande parcela das mulheres durante a menacme (vida reprodutiva), com diferentes graus de intensidade: 30 a 35% na forma moderada, e 5 a 10% intensamente. Entretanto, em muitos casos, a Tensão pré-menstrual (TPM) é negligenciada pelos médicos (que a julgam como “normal”), o que perpetua o prejuízo na qualidade de vida dessas mulheres. Mais de 150 sintomas foram relacionados à tensão pré menstrual, sendo os principais: irritabilidade, tensão, depressão, cefaleia, mastalgia, dor nas pernas, compulsão por doces etc., que começam dias antes da menstruação, melhorando rapidamente com seu início.

A síndrome varia entre as formas leve, moderada e intensa, esta última também denominada disforia pré-menstrual ou transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). Cabe ao médico identificar e quantificar cada sintoma tendo em mente, no entanto, que eles fazem parte de uma mesma síndrome. Neste texto, utilizaremos o termo TPM que, aqui, compreenderá todas essas formas.

A fisiopatogenia da TPM ainda não foi totalmente elucidada. Fatores hereditários, endógenos e externos atuam nessa síndrome. As alterações hormonais desse período influenciam o desequilíbrio em neurotransmissores (como a serotonina) e outras substâncias (como as prostaglandinas). A evidência terapêutica de que fármacos inibidores da recaptação de serotonina e agentes bloqueadores da ovulação trazem benefício em parcela significativa dos casos reforça essa hipótese. Além disso, estudos neuroquímicos mostram a modulação exercida pelo estrogênio sobre o sistema serotoninérgico cerebral. Alguns autores sugerem o envolvimento de genes específicos de vulnerabilidade à TPM.

ACHADOS CLÍNICOS

História Clínica

A anamnese deve ser feita em 3 etapas.

Na primeira etapa, a paciente descreve espontaneamente os seus sintomas. Nessa etapa, deve-se proceder à especificação e à caracterização objetiva dos sintomas. Para muitas pacientes, é importante a verbalização dos sintomas, para que eles possam ser avaliados separadamente. É frequente o uso de expressões genéricas como “fico insuportável” ou “sinto-me péssima”. É importante interrogar a paciente e os familiares quanto à intensidade do prejuízo e do sofrimento trazidos pelos sintomas e avaliar a interferência nas atividades habituais e relacionamentos interpessoais durante esse período.

Na segunda etapa, a anmnese é mais objetiva e direcionada, para determinar os sintomas predominantes, se físicos ou psíquicos, mas também a intensidade deles. Para isso, a mulher deve responder um questionário (Tabela 1). No Hospital das Clínicas de São Paulo, utilizamos o gráfico de Abrahan modificado. Essa tabela contém os principais sintomas da TPM. A paciente deve responder se apresenta ou não aquele sintoma no período pré-menstrual e a intensidade dele, que varia de 0 a 3: 0 = quando ela não apresenta o sintoma; 1 = quando a sintomatologia for leve; 2 = se for moderada; e 3 = se for intenso. Essa tabela serve não somente para avaliar a intensidade do quadro, mas também para orientar o médico quanto à terapêutica que será instituída.

Na terceira etapa, a mulher deve preencher o gráfico de registro diário dos 8 sintomas selecionados por ela como os mais importantes (que mais interferem no seu dia-a-dia). Esse gráfico deve ser preenchido diariamente, por 2 meses consecutivos. Somente após a elaboração dele será possível diferenciar a TPM das demais doenças. A intensidade do respectivo sintoma é anotada segundo os critérios já adotados na Tabela 1: 0 = ausência de sintomas; 1 = leve; 2 = moderado; e 3 = intenso ou grave.

Tabela 1: Sintomas da TPM (Abraham modificada). Marcar a intensidade do respectivo sintoma, sendo: 0 = ausência de sintomas; 1 = leves; 2 = moderados; e 3 = graves

Data

 

 

 

 

 

 

 

 

Tensão nervosa

 

 

 

 

 

 

 

 

Labilidade emocional

 

 

 

 

 

 

 

 

Irritabilidade

 

 

 

 

 

 

 

 

Ansiedade

 

 

 

 

 

 

 

 

Agressividade

 

 

 

 

 

 

 

 

Aumento de peso

 

 

 

 

 

 

 

 

Tensão ou dor mamária

 

 

 

 

 

 

 

 

Inchaço nos membros

 

 

 

 

 

 

 

 

Inchaço abdominal

 

 

 

 

 

 

 

 

Dor de cabeça

 

 

 

 

 

 

 

 

Compulsão por doces

 

 

 

 

 

 

 

 

Aumento do apetite

 

 

 

 

 

 

 

 

Taquicardia

 

 

 

 

 

 

 

 

Fadiga

 

 

 

 

 

 

 

 

Tontura

 

 

 

 

 

 

 

 

Tristeza

 

 

 

 

 

 

 

 

Choro fácil

 

 

 

 

 

 

 

 

Esquecimento

 

 

 

 

 

 

 

 

Confusão

 

 

 

 

 

 

 

 

Insônia

 

 

 

 

 

 

 

 

Cólica

 

 

 

 

 

 

 

 

Dor nas costas

 

 

 

 

 

 

 

 

Mudança de libido

 

 

 

 

 

 

 

 

Acne

 

 

 

 

 

 

 

 

Outro sintoma (especifique)

 

 

 

 

 

 

 

 

O termo genérico TPM abrange todo o espectro de transtornos físicos e psíquicos comuns a esse período, desde as formas leves até a TDPM. Pontuamos, a seguir, dados relevantes na história clínica.

Período de Aparecimento e Remissão dos Sintomas

Os sintomas podem aparecer em qualquer momento da fase lútea (14 dias antes da menstruação) e desaparecem 1 ou do2is dias após o início do fluxo menstrual. Um diário de sintomas (Gráfico 1) auxilia e traz mais precisão aos relatos.

Caracterização dos Sintomas da TPM

Como mencionado, a especificação e a caracterização objetiva dos sintomas, assim como a quantificação de sua intensidade, auxiliam a conduta, bem como o acompanhamento terapêutico.

 Qualidade de Vida

Interrogar a paciente e os familiares sobre o prejuízo e sofrimento trazido pelos sintomas e avaliar a interferência nas atividades habituais e os relacionamentos interpessoais durante esse período.

Ritmicidade

Avaliar a repetição ou mudança do padrão dos sintomas ao longo de vários ciclos menstruais.

 

É imprescindível a sensibilidade do médico no reconhecimento das queixas da TPM, apresentadas muitas vezes como inespecíficas ou “normais”. Geralmente são sintomas com os quais as pacientes já se “acostumaram”, e até mesmo a família e os amigos já os consideram “traços da personalidade”. Sempre que possível, o médico deve nortear-se por critérios objetivos, direcionando a anamnese para a busca ativa dos sintomas. Deve-se auxiliar a paciente a verbalizar os seus sintomas, uma vez que muitos deles são reconhecidos apenas após o processo de nomeação. O diagnóstico definitivo estabelece-se preferencialmente de maneira prospectiva. Caso ocorra confirmação do diagnóstico, introduz-se a terapêutica.

Exame Físico

Não há achado de exame físico especifico da Tensão pré-menstrual. Esse exame deve excluir outras possíveis causas dos sintomas.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Deve-se estar atento aos diagnósticos diferenciais que, muitas vezes, são ignorados em razão da grande variação de sintomas da TPM. O caráter remissivo dos sintomas é essencial para a caracterização da TPM. Não é incomum ocorrer uma sobreposição de doenças. Os seguintes diagnósticos diferenciais devem ser considerados.

Depressão, Distimia e Outros Transtornos de Humor

Alterações de humor são muito comuns em pacientes com TPM, porém deve-se atentar à manutenção desses sintomas fora do período de fase lútea. Muitas vezes, estabelece-se um falso diagnóstico de TPM em razão da exacerbação pré-menstrual de uma síndrome depressiva, até pelo fato de a TPM ser uma doença socialmente mais aceita. A síndrome depressiva pode estar presente em diversos transtornos do espectro de humor, como transtorno depressivo maior, distimia (sintomas depressivos presentes por pelo menos 2 anos), ciclotimia (oscilação de humor depressivo e expansivo) e, até mesmo, no transtorno bipolar do humor (outrora denominado psicose maníaco-depressiva – PMD). Devem-se questionar os sintomas durante a semana após a menstruação e utilizar o diário de sintomas para avaliar se eles ocorrem no período pré-menstrual ou constantemente, apenas se exacerbando durante o período pré-menstrual.

Transtornos de Ansiedade

Seguimos o mesmo raciocínio clinico referido anteriormente. Nos transtornos ansiosos (síndrome de pânico com e sem agorafobia, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, entre outros) ocorre uma exacerbação dos sintomas no período pré-menstrual. Nessa situação, buscam-se terapias específicas para tais transtornos, sempre atentando à ocorrência de outros sintomas pré-menstruais, considerando, assim, a concomitância entre ansiedade e TPM.

Mastalgia

Dor mamária (ou mastalgia) pode ocorrer de forma contínua ou cíclica. Esta última é um sintoma usual da TPM. Geralmente é leve e não necessita de terapia específica.

Sempre deve-se descartar a possibilidade de doença maligna. Na imensa maioria dos casos, há um grande benefício para a paciente apenas com a confirmação diagnóstica da doença benigna. Exames complementares são necessários na presença de massas palpáveis ou queixas focais.

Dismenorreia

Dismenorreia primária é caracterizada por cólica pélvica e lombalgia no 1º dia menstrual, relacionada a uma disfunção nas prostaglandinas. Muitas dessas pacientes apresentam cefaleia, fadiga, náusea e diarreia, que podem iniciar 1 ou 2 dias antes da menstruação. O tratamento da dismenorreia deve ser aplicado juntamente com o da TPM, sempre que houver concomitância de ambas. Da mesma maneira, devem-se excluir outras causas de dor pélvica, como aendometriose.

Enxaqueca

Na enxaqueca ou cefaleia associada à menstruação, ocorre aumento da intensidade e da frequência das crises de cefaleia durante o período pré-menstrual ou menstrual. Essa condição caracteriza-se por uma cefaleia unilateral, sem aura, com fotofobia, náusea, fonofobia e duração de 4 a 72 horas. O exame neurológico geralmente é normal, podendo encontrar histórico familiar para enxaqueca. O tratamento pode visar apenas às crises agudas (analgésicos, derivados do ergo ou anti-inflamatórios) ou, dependendo da frequência e da gravidade dos episódios, aos tratamentos de longo prazo (betabloqueadores, anti-inflamatórios, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de canal de cálcio e anticonvulsivantes).

Causas Orgânicas

Devem ser excluídas doenças que possam agir como fator agravante, como doenças da tireoide (hipo ou hipertireoidismo), síndrome de dependência ou abuso de álcool e drogas (considerar anfetaminas e benzodiazepínicos), síndrome do cólon irritável, entre outras. Muitas dessas doenças são exacerbadas pelas variações hormonais do período pré-menstrual, intensificando o desconforto nesse período.

Tabela 2: Dados de anamnese e exame físico relacionados

Dado de anamnese e exame físico

Suspeita diagnóstica

Perda de prazer, tristeza, alterações do sono e do apetite, dores no corpo, fadiga, esquecimento.

Síndrome depressiva

Tensão muscular, medo, aflição, angústia, palpitações, irritabilidade, fadigabilidade e rituais (“manias”).

Transtornos ansiosos, dependência de substâncias

Ganho ou perda de peso, distúrbios do sono, palpitações, alterações de pulso e pressão arterial, massas cervicais.

Hipo ou hipertireoidismo

Mastalgia, massas palpáveis na mama.

Mastalgia e tumores

Dor pélvica, dispareunia, alteração urinária e/ou intestinal cíclica, infertilidade.

Dismenorreia, endometriose

Cefaleia, náuseas, foto ou fonofobia, parestesias, tontura e déficits neurológicos.

Enxaqueca e outras condições neurológicas

Fadiga, emagrecimento, infecções, alterações globais no exame físico.

Neoplasias, doenças endócrinas, dependência de substâncias

 EXAMES COMPLEMENTARES

Exames Laboratoriais

Da mesma forma que o exame físico, não existe nenhum exame laboratorial para diagnóstico de TPM. Não há diferença entre os níveis hormonais de mulheres com e sem TPM. Os exames devem ser solicitados de forma individualizada, baseados nas hipóteses diagnósticas. Em grande parte, os diagnósticos diferenciais são doenças com diagnósticos eminentemente clínicos.

Anemia, hipotireoidismo, climatério (perimenopausa), abuso de drogas e diabetes podem contribuir ou ser diagnóstico diferencial para a TPM, e, em sua suspeita diagnóstica, solicitam-se exames específicos, como hemograma, TSH, T4 livre, glicemia de jejum, dosagem de álcool (sangue) e drogas (cabelo e urina).

Exames de Imagem

A mamografia deve ser indicada respeitando-se a indicação formal de screening para doença maligna, isto é, mulheres com mais de 40 anos ou com mais de 35 anos e antecedentes familiares. Em casos com massas palpáveis ou queixas focais (como mastalgia em região definida), indica-se mamografia e/ou ultrassonografia mamária.

A ultrassonografia pélvica é indicada em casos com dor pélvica crônica, objetivando excluir doenças orgânicas, como neoplasias e causas de dismenorreia secundária.

TRATAMENTO da TPM

O tratamento da TPM deve ser sempre individualizado e aplicado de acordo com a intensidade e o tipo de sintoma apresentado.

Embora a TPM não seja uma doença, seu tratamento beneficia a mulher, melhorando sua qualidade de vida e a qualidade da vida daqueles que convivem com ela. O tratamento visa não somente à melhoria do desempenho profissional, mas também social e sentimental.

Em todas as mulheres, a elaboração do gráfico é fundamental não somente para que elas aprendam a se conhecer, mas também para que possam comparar a intensidade dos sintomas antes e após as medidas adotadas.

Hábitos de Vida

Em casos de sintomatologia leve, inicia-se terapia não-medicamentosa, baseada em exercício físico regular e higiene do sono; se possível, eliminar cigarro, álcool ou outras drogas. Reduzir a ingestão de sal (sódio) pode reduzir o edema e a sensação de inchaço. Além disso, a diminuição da cafeína pode ajudar a reduzir irritabilidade, ansiedade, tensão e insônia. Refeições pequenas e mais frequentes podem contribuir para minimizar as variações de humor. Tais medidas devem ser sempre incentivadas em todas as terapias, assim como tudo que reduza o estresse, sendo também benéfico para toda saúde de maneira geral. É claro que introduzir mudanças de hábito é mais difícil do que parece.

Suplementos Nutricionais

Vitamina B (40 a 100 mg/dia), carbonato de cálcio (1.200 a 1.600 mg/dia), vitamina E (400 a 60 UI/dia) e magnésio (200 a 360 mg até 3 vezes/dia) são suplementos indicados nos casos leves ou como adjuvantes.

O óleo de prímula é rico em ácido gamalinoleico, envolvido na síntese de prostaglandina E, que é uma prostaglandina anti-inflamatória, podendo ser útil nos sintomas mamários da TPM, na dosagem de 500 mg a 3 g divididos em 3 vezes/dia, do 17º ao 28º dias do ciclo menstrual.

Diuréticos

A espironolactona, na dosagem de 25 a 100 mg/dia durante a fase lútea, pode ajudar a reduzir o edema, a sensação de “inchaço” e a turgidez mamária. Atenção ao risco de hipercalemia.

Anti-inflamatórios Não-hormonais (AINH)

Os anti-inflamatórios aliviam diversos sintomas físicos, principalmente a dor (dor pélvica, mastalgia, cefaleia). Podem ser utilizados: meloxicam (15 mg/dia), cetoprofeno (50 a 150 mg/dia) ácido mefenâmico (500 mg 3 vezes/dia), diclofenaco sódico (150 mg/dia). Piroxicam (20 a 40 mg/dia) e naproxeno (250 a 500 mg 2 vezes/dia) são boas opções. Deve-se atentar aos riscos potenciais de úlcera gástrica e lesão renal.

Pílula Anticoncepcional

Estudos mostraram que a pílula anticoncepcional tem pouca influência sobre os sintomas de TPM, apesar do suposto benefício gerado pela inibição da ovulação. O uso de tal medicação pode trazer alívio para alguns sintomas físicos, como edema, cefaleia, desconforto mamário e dor abdominal. Em contrapartida, deve-se atentar para a exacerbação desses sintomas pelo próprio uso da pílula.

Psicoterapia

Muitas pacientes relatam melhora de sua sintomatologia após se submeterem a diversas modalidades psicoterapêuticas. Entretanto, não há estudos bem desenhados comprovando o seu benefício para alívio dos sintomas de TPM. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem eficácia bem documentada na Tensão pré-menstrual e visa ao esclarecimento da paciente sobre sua condição, auxiliando-a a reconhecer seus sintomas. A TCC visa conferir estratégias para a paciente lidar melhor com as suas dificuldades de relacionamento, sentimentos de menos-valia, autorrecriminação e apreensão vivenciados nesse período.

 Antidepressivos

Estudos duplo-cegos randomizados sugerem que inibidores da recaptação da serotonina e a supressão da ovulação são as terapêuticas mais efetivas. Apesar desses dados, sabe-se que a TPM é uma doença crônica e que desaparece apenas com a menopausa. Portanto, devem-se considerar os ganhos, assim como potenciais efeitos colaterais, do uso crônico das medicações. A gravidade dos sintomas e a sua interferência na qualidade de vida da paciente devem nortear a decisão terapêutica.

A terapêutica deve ser iniciada após uma explicação sobre a doença, mostrando sua grande incidência e o seu caráter cíclico. Deve explanar o grande espectro de terapias, ressaltando que é um tratamento por um longo período, porém com alta eficiência e impacto na qualidade de vida. O envolvimento do cônjuge e dos familiares pode contribuir para melhor evolução terapêutica.

O tratamento deve visar ao alívio de sintomas que mais afetam a qualidade de vida da paciente. Não existe regra, a não ser individualizar o tratamento. Atualmente, é comum o uso de fórmulas pelas pacientes, porém tais preparados são “coquetéis” com diversos agentes e, dessa maneira, estão presentes ingredientes desnecessários e outros com dose reduzida ou excessiva. O uso de monoterapia implica menor custo e menos efeitos colaterais para a paciente.

Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) trazem melhora dos sintomas em mais de 60% dos casos. Para aquelas pacientes em que predominam os sintomas psíquicos, os ISRS trazem excelentes resultados. Fluoxetina, sertralina e paroxetina são as medicações mais estudadas na TPM, e foram consideradas superiores ao placebo em diversos estudos controlados (não havendo diferença significativa entre elas). Citalopram, escitalopram e fluvoxamina foram menos estudados, porém ensaios clínicos recentes sugerem que tenham eficácia semelhante. Antidepressivos de “ação-dupla”, como venlafaxina e mirtazapina (serotoninérgico e noradrenégico) e bupropiona (noradrenérgico e dopaminérgico), vêm apresentando resultados promissores em diversos estudos abertos e alguns ensaios controlados, mas são menos usados que os ISRS.

A particularização dos sintomas da TPM e a identificação de comorbidades podem direcionar a escolha do antidepressivo. A paroxetina pode ser eleita quando predominarem insônia e ansiedade. Entretanto, assim como os outros ISRS, pode ocasionar tontura, vertigem, cefaleia, sintomas gastrintestinais e disfunção sexual. A fluoxetina e a sertralina geralmente são anorexígenas nos primeiros meses de uso, e podem ser administradas na presença de obesidade ou sobrepeso. Deve-se evitar fluoxetina e paroxetina para pacientes em uso de dicumarínicos, glibenclamida, entre outras medicações, em razão do maior potencial de interações. Citalopram e escitalopram apresentam pouca interação medicamentosa. A bupropiona tem efeito adicional antitabagismo e não causa diminuição da libido. A mirtazapina também costuma poupar a paciente de efeitos colaterais indesejáveis na esfera sexual e auxilia a conciliar o sono. Entretanto, costuma ocasionar ganho ponderal.

Não é raro depararmos com preconceito e resistência das pacientes em utilizarem antidepressivos. Cabe ressaltar que tais medicações, apesar de sua classificação, apresentam várias outras indicações (cefaleia, dores crônicas, ansiedade e tabagismo), entre elas a TPM. Devem ser ressaltados também seus benefícios indiscutíveis na TPM e melhor perfil de efeitos colaterais quando administrada apenas nos 14 dias que precedem a menstruação. Recentemente foi lançada no mercado a fluoxetina de liberação lenta, que corresponde a 20 mg/dia pelo período de 7 dias. Apesar de pouco estudada em TPM, apresenta posologia bastante confortável. Devemos alertar a paciente quanto à possível piora da ansiedade durante os primeiros 15 dias do tratamento com antidepressivos, bem como afastar antecedente pessoal e familiar de transtorno bipolar do humor antes de iniciarmos a medicação, pelo risco de indução de virada maníaca. O hábito sexual das pacientes após a introdução de antidepressivos deve ser investigado ativamente para afastar disfunção sexual medicamentosa.

Ansiolíticos

Há relato de benefício dos benzodiazepínicos na TPM. O agente mais estudado foi o alprazolam, que pode ser utilizado quando se apresentam insônia, tensão e ansiedade. Seu emprego restringe-se pelo potencial de desenvolvimento de tolerância e dependência, uma vez que a TPM apresenta curso crônico e, portanto, necessidade de longos períodos de tratamento. Déficits cognitivos também foram relacionados ao uso crônico dessas medicações. A buspirona, ansiolítico não-benzodiazepínico e agonista parcial da serotonina, apresentou discreto benefício no alívio dos sintomas da TPM em alguns estudos.

Acetato de Medroxiprogesterona, Implante de Progesterona e Dispositivo Intrauterino com Progestagênio

O acetato de medroxiprogesterona de depósito (Depoprovera), na dosagem de 150 mg intramuscular a cada 3 meses, é um método de anticoncepção eficaz e de baixo custo. Há indícios de eficácia no alívio da TPM. Significativo porcentual de pacientes se queixa de irregularidade menstrual e ganho de peso, porém trata-se de uma alternativa considerável em pacientes de baixa renda que desejam anticoncepção em longo prazo e apresentam sintomatologia importante. Com menos efeitos colaterais podem ser usados o implante (Implanon) ou o dispositivo intrauterino com progestagênio (Mirena). O implante contém etonorgestrel, que é colocado no antebraço da paciente, e dura aproximadamente 3 anos. O dispositivo intrauterino contém levonorgestrel e dura 5 anos. O sangramento contínuo ou irregular é a principal causa de suspensão ou retirada do método adotado.

Agonista de GNRH

O uso de agonista de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) inibe a hipófise e, portanto, a estimulação ovariana, gerando anovulação e grande melhoria da sintomatologia. Os agentes mais utilizados são leuprolida depot (Lupron) ou goserrelina (Zoladex) que, conforme a dosagem, podem ser aplicados por via subcutânea em intervalo mensal, trimestral e semestral. O grande problema de tal terapia é o estado de hipoestrogenismo induzido (“menopausa medicamentosa” com secura vaginal, ondas de calor, osteoporose e aumento de peso). O emprego concomitante de estrorgênio e progestagênio (add-back therapy), como em uma reposição hormonal convencional, aliviaria tais efeitos colaterais sem trazer prejuízo à terapêutica, devendo ser introduzida se utilizados os agonistas por um período superior a 6 meses. O alto custo também dificulta o emprego de tal medicação.

Fitoterápicos

O uso de fitoterápicos, tais como a passiflora, a erva-de-são-joão ou extrato de agnus castus, pode ser útil nas pacientes com sintomatologia leve ou que prefiram tratar-se com medicações naturais.

Acupuntura

Algumas mulheres referem alívio de sintomas físicos e psíquicos da TPM após sessões de acupuntura, o que ainda permanece bastante controverso na literatura.

Tabela 3: Agentes mais utilizados

Medicação

Dose preconizada

Efeitos desejáveis

Efeitos indesejáveis

Fluoxetina

Fluoxetina CR

10 a 60 mg/dia, 1 vez/dia ou 7 dias

Anorexia, longa meia-vida, maior evidência na literatura

Interações medicamentosas, irritabilidade, tontura, cefaleia

Sertralina

50 a 150 mg/dia, 1 vez/dia

Anorexia, poucas interações medicamentosas

Disfunção sexual, efeitos gastrintestinais, tontura

Paroxetina

20 a 60 mg/dia, 1 vez/dia (noite)

Melhora do padrão de sono, ansiolítico

Disfunção sexual, efeitos gastrintestinais, interação medicamentosa

Citalopram

20 a 60 mg/dia, 1 vez/dia

Poucas interações medicamentosas

Disfunção sexual, efeitos gastrintestinais, tontura, cefaleia

Escitalopram

10 a 30 mg/dia, 1 vez/dia

Pouca ou nenhuma interação medicamentosa

Disfunção sexual, efeitos gastrintestinais, tontura, cefaleia

Fluvoxamina

100 a 200 mg/dia, 1 vez/dia

Sintomas obsessivo-compulsivos, ansiolítico

Disfunção sexual, efeitos gastrintestinais, cefaleia, tontura

Venlafaxina

Venlafaxina XR

75 a 225 mg/dia, 2 ou 1 vez/dia (XR)

Ansiolítico, alívio das dores pelo corpo

Disfunção sexual, sudorese, tontura, retirada gradual

Mirtazapina

15 a -45 mg/dia, 1 vez/dia (noite)

Ansiolítico, melhora do sono, alívio da dor, não causa disfunção sexual

Ganho de peso, sedação

Bupropiona

150 a 300 mg, 1 vez/dia

Antitabagismo; sem disfunção sexual associada

Diminuição do limiar convulsivo

Alprazolam

0,25 a 4 mg/dia, 2 a 3 vezes/dia

Sedativo, ansiolítico, relaxamento muscular

Retirada gradual, dependência, tolerância, prejuízos cognitivos

Buspirona

10 a 60 mg/dia, 1 a 3 vezes/dia

Ansiolítico, melhora das dores musculares

Cefaleia, efeitos gastrintestinais, dose fracionada (2 a 3 vezes)

Medroxiprogesterona

150 mg IM trimestral

Anticoncepção, baixo custo, fácil posologia

Irregularidade menstrual, ganho de peso

Danazol

200 a 800 mg/dia

Melhora de letargia, irritabilidade e ansiedade

Hirsutismo, androgenismo, relatos de precipitar depressão

Leuprolide

7,5/11,25/22,5 mg (bi, tri e semestral)

Grande melhora dos sintomas físicos e psíquicos

Hipoestrogenismo (ondas de calor, secura vaginal)

Goserrelin

3,6 e 10,8 mg (mensal/trimestral)

Grande melhora dos sintomas físicos e psíquicos

Hipoestrogenismo (ondas de calor, secura vaginal)

TÓPICOS IMPORTANTES

  • O diagnóstico da TPM é eminentemente clínico. Devemos investigar minuciosamente o maior número possível de sintomas da TPM, sempre avaliando o grau de desconforto causado por cada um deles. Lembrar que muitas pacientes já se “acostumaram” com a doença.
  • A realização de um diário de sintomas, podendo ser de forma simplificada (os 5 principais sintomas com a respectiva intensidade), ajuda á muito não só no diagnóstico, como no controle terapêutico. Priorizar o diagnóstico prospectivo.
  • Atenção ao diagnóstico diferencial ou às doenças associadas, como depressão, transtornos ansiosos, abuso e dependência de substâncias, dismenorreia, mastalgia cíclica, doenças endocrinológicas e neoplasias.
  • Valorizar sintomas que persistam mesmo após terapêutica adequada, descartando doenças “orgânicas”. Por exemplo: dor pélvica e cefaleia – descartar respectivamente endometriose e enxaqueca. Lembrar sempre que doenças muito prevalentes podem estar presentes em conjunto.
  • Buscar a melhoria da qualidade de vida da paciente, não permitindo que ela “aceite” a TPM. Identificar objetivamente os sintomas e tratá-los de forma efetiva, por meio de medicações comprovadas e seguindo-se um plano terapêutico hierarquizado.
  • Deve sempre ser orientado (isoladamente ou como adjuvante) o tratamento não-farmacológico, que inclui exercícios, dieta, explicação sobre a doença e outras medidas comportamentais.
  • Se ocorrerem apenas sintomas isolados, pode-se optar pelo tratamento especifico. Por exemplo: dor (cefaleia, mastalgia) – analgésicos ou anti-inflamatórios não-hormonais; edema – aldactona; fadiga e insônia – restringir cafeína e higiene do sono.
  • Os agentes com comprovada eficácia no tratamento de TPM intensa são antidepressivos, alprazolam e agonistas de GNRH.
  • A forma mais grave de TPM recebe o nome de síndrome disfórica pré-menstrual e tem seu tratamento iniciado com inibidores da recaptação de serotonina durante a fase lútea (14 dias antes da menstruação). Utilizar a medicação apenas nesse período reduz os efeitos adversos e os custos para a paciente, além de diminuir o risco de abandono do tratamento.
  • Optar, sempre que possível, por monoterapia. A avaliação das comorbidades pode direcionar a escolha terapêutica.
  • Não se contentar com apenas uma redução dos sintomas. Caso se mantenha algum prejuízo na qualidade de vida da paciente, deve-se buscar a remissão. Avaliar perfil de efeitos colaterais.

 

VERSÍCULOS DA BÍBLIA

 

Porque a ardente ESPECTAÇÃO da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Romanos 8:19

E, estando o povo em ESPECTAÇÃO, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo, Lucas 3:15

A esperança dos justos é alegria, mas a ESPECTAÇÃO dos perversos perecerá. Provérbios 10:28

Morrendo o homem perverso perece sua esperança, e acaba-se a ESPECTAÇÃO de riquezas. Provérbios 11:7

O desejo dos justos é tão somente para o bem, mas a ESPERANÇA  dos ímpios é criar contrariedades. Provérbios 11:23

Vendo, pois, ela que havia esperado muito, e que a sua ESPECTAÇÃO era perdida, tomou outro dos seus filhotes, e fez dele um leãozinho. Ezequiel 19:5

Ouviam-me e ESPERAVAM, e em silêncio atendiam ao meu conselho. Jó 29:21

Aguardando a bem-aventurada ESPERANÇA e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; Tito 2:13

Segundo a minha intensa ESPECTAÇÃO e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Filipenses 1:20

Mas uma certa ESPECTAÇÃO horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Hebreus 10:27

E não somente fizeram como nós ESPERÁVAMOS, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus. 2 Coríntios 8:5

Homens desmaiando de terror, na ESPECTAÇÃO das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. Lucas 21:26

E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus ESPERAVAAtos 12:11

 


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