DEUS NÃO É RELIGIÃO OU SEITA, POIS RELIGIÕES E SEITAS SÃO COISAS DOS HOMENS E MULHERES, COMO AS CRENDICES.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32 - Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17:17 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47 - Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2 Coríntios 13:8.


O AMOR DE DEUS PARA COM OS SERES HUMANOS, É ABSOLUTAMENTE INCONDICIONAL, POIS OS CRIOU A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA EM ESPÍRITO, E NÃO PODE NEGAR-SE A SI PRÓPRIO.


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 CRIAÇÃO DA RAÇA HUMANA RACIONAL
Existem dois períodos distintos e importantes na criação da vida humana. 1º Período: Antes da criação do homem racional (pré-história) e 2º Período após a criação do homem racional, este último citado na Bíblia, em Gênesis Capítulo 1º (criação dos espíritos do homem e da mulher), e Gênesis, Capítulo 2º (criação dos corpos do homem e da mulher). É muito grande a falta de entendimento dos Ciêntistas e dos Religiosos, tornado-os radicais.


 

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A MORTE EXISTE OU NÃO EXISTE?
A MORTE EXISTE OU NÃO EXISTE?

A MORTE EXISTE OU NÃO EXISTE?

 

Uma das únicas verdades que conhecemos é a inexistência da MORTE, pois a MORTE é considerada o fim o que não é o caso, o corpo morre mais o espírito não morre. O homem e a mulher podem matar o corpo, porem só DEUS e seu Filho JESUS CRISTO possuem poder para matar o espírito, como está escrito.

Sobre o espírito

Conforme consta da Bíblia, DEUS em primeiro lugar criou os espíritos do homem e da mulher: E disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.Gênesis 1:26-27, posteriormente criou o seu exercito espiritual, que você não vê: “Assim os céus, a terra e todo o seu “exército” foram acabados.Gênesis 2:1.

Como se conclui, DEUS tambem é um espírito de grandes qualidades e poder, pois o exercito de DEUS voce não vê, mais, ele existe independentimente dos espíritos viventes.

Sobre a MORTE do corpo

Conforme consta da Bíblia, referente à criação dos corpos do homem e da mulher: “E formou o Senhor Deus o homem do “pó da terra”, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” Gênesis 2:7, “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.Gênesis 2:21-22, todos sabemos que tais corpos depois da MORTE se desfazem, voltando ao pó da terra.

Imediatamente após a morte do corpo, o espírito é levado para sua nova moradia, em um outro planeta, e entendemos que irá habitar um novo corpo, ideal para as condições do local onde passará uma nova vida, pois como está escrito: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. João 14:2.    

 

MORTE

 

MORTE (dolatim mors), óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento), passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne), são sinônimos usados para se referir ao processo irreversível de cessamento das atividades biológicas necessárias à caracterização e manutenção da vida em um sistema outrora classificado como vivo. Após o processo de MORTE o sistema não mais vive; e encontra-se morto. Os processos que seguem-se à MORTE (pós-MORTEm) geralmente são os que levam à decomposição do sistema. Sob condições ambientais específicas, processos distintos podem segui-la, a exemplo aqueles que levam à mumificação natural ou a fossilização de organismos.

A MORTE faz-se notória e ganha destaque especial ao ocorrer em seres humanos. Não há nenhuma evidência científica de que a consciência continue após a MORTE, no entanto existem várias crenças em diversas culturas e tempos históricos que acreditam em vida após a MORTE.

Com notórias consequências culturais e suscitando interesse recorrente na Filosofia, existem diversas concepções sobre o destino da consciência após a MORTE, como as crenças na ressurreição (religiões abraâmicas), na reencarnação (religiões orientaisDoutrina Espírita, etc) ou mesmo o eternal oblivion ("esquecimento eterno"), conceito esse o comum na neuropsicologia e atrelado à ideia de fim permanente da consciência após a MORTE.

As cerimônias de luto e práticas funerárias são variadas. Os restos mortais de uma pessoa, comumente chamado de cadáverou corpo, são geralmente enterrados ou cremados. A forma de disposição mortuária pode contudo variar significativamente de cultura para cultura.

Entre os fenômenos que induzem a MORTE, os mais comuns são: envelhecimento biológico (senescência), predaçãomá-nutriçãodoençassuicídioassassinatoacidentes e acontecimentos que causam traumatismo físico irrecuperável.

Considerações

Biologicamente, a MORTE pode ocorrer para todo o organismo ou apenas para parte dele. É possível para células individuais, ou mesmo órgãos, MORREREM e ainda assim o organismo continuar a viver. Muitas células individuais vivem por apenas pouco tempo e a maior parte das células de um organismo são continuamente substituídas por novas células.

A substituição de células, através da divisão celular, é definida pelo tamanho dos telômeros e ao fim de um certo número de divisões, cessa. Ao final deste ciclo de renovação celular, não há mais replicação, e o organismo terá de funcionar com cada vez menos células. Isso influenciará o desempenho dos órgãos num processo degenerativo até o ponto em que não haverá mais condições de propagação de sinais químicos para o funcionamento das funções vitais do organismo; implicando a chamada MORTE natural, por velhice.

Também é possível que um animal continue vivo, mas sem sinal de atividade cerebral (MORTE cerebral); nestas condições, tecidos e órgãos vivem e podem ser usados para transplantes. Porém, neste caso, os tecidos sobreviventes precisam ser removidos e transplantados rapidamente ou MORRERÃO também. Em raros casos, algumas células podem sobreviver, como no caso de Henrietta Lacks, da qual células cancerígenas foram retiradas do seu corpo por um cientista, continuando a multiplicar-se indefinidamente.

irreversibilidade é normalmente citada como um atributo da MORTE. Cientificamente, é impossível trazer de novo à vida um organismo morto, e se um organismo vive, é porque ainda não MORREU anteriormente. Contudo existem casos que no mínimo chamam bastante a atenção e suscitam questionamentos quanto às definições de vida e MORTE. Um deles cerca um grupo de animais invertebrados denominados Rotiferas, que possuem uma capacidade denominada criptobiose, que consiste no "cessar" metabólico quando as condições ambientais não estão favoráveis. Eles podem manter-se assim por meses ou mesmo anos até que as condições se restabelecerem, e então "religarem" seus processos biológicos, retomando a sua vida normalmente. Se o conceito de MORTE for estendido a tais paralisações metabólicas, esses animais literalmente morrem e depois renascem. Igualmente, ovos de camarões (Shrimp Hatchery) desidratados são incluídos em quites de microscopia para laboratório didáticos, e assim podem permanecer por mais de cinco anos. Quando imersos em salmoura adequada, hidratam-se, desenvolvem-se plenamente e geram, em poucas semanas, camarões crescidos, implicando um literal processo de ressurreição de tais ovos. O caso limite é o do vírus, que até hoje permanece cientificamente exatamente sobre a fronteira que separa os seres vivos dos não vivos, e por tal traz muito trabalho aos taxonomistas.

Muitas pessoas não acreditam que a MORTE física é sempre e necessariamente irreversível, enquanto outras acreditam em ressurreição do espírito ou do corpo e outras ainda, têm esperança que futuros avanços científicos e tecnológicos possam trazê-las de volta à vida, utilizando técnicas ainda embrionárias, tais como a criogenia ou outros meios de ressuscitação ainda por descobrir.

Alguns biólogos acreditam que a função da MORTE é primariamente permitir a evolução.

MORTE humana

Historicamente, tentativas de definir o momento exato da MORTE foram problemáticas. A identificação do momento exato da MORTE é importante, entre outros casos, no transplante de órgãos, porque tais órgãos precisam de ser transplantados, cirurgicamente, o mais rápido possível.

MORTE já foi anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória mas, com o desenvolvimento da ressuscitação cardiopulmonar e da desfibrilação, surgiu um dilema: ou a definição de MORTE estava errada, ou técnicas que realmente ressuscitavam uma pessoa foram descobertas: em vários e vários casos, respiração e pulso cardíaco são realmente restabelecidos após cessarem. Em vista da nova tecnologia, atualmente a definição médica de MORTE é conhecida como MORTE clínicaMORTE cerebral ou parada cardíaca irreversível.

A MORTE cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro, mas mesmo aqui há correntes divergentes. Há aqueles que mantêm que apenas a atividade eléctrica do neo-córtex deve ser considerada a fim de se definir a MORTE. Por padrão, é usada contudo uma definição mais conservadora de MORTE: a interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo, incluso e sobretudo no tronco encefálico - responsável entre outros pelo controle de atividades vitais essenciais como batimentos cardíacos e respiração - e não apenas no neo-córtex, diretamente associado à consciência. Essa definição - a de MORTE cerebral - é a adotada, por exemplo, na "Definição Uniforme de MORTE" nos Estados Unidos.

Mesmo frente a uma definição precisa de MORTE, a determinação da mesma ainda traz suas peculiaridades, e pode ser difícil. A exemplo, EEGs podem detectar pequenos impulsos elétricos onde nenhum existe, enquanto houve casos onde atividade cerebral em um dado cérebro mostrou-se baixa demais para que EEGs os detectassem. Por causa disso, vários hospitais possuem elaborados protocolos determinando MORTE envolvendo EEGs em intervalos separados, e não raro mediante os pareceres autônomos de no mínimo dois médicos.

história médica contém muitas referências a pessoas que foram declaradas mortas por médicos, e durante os procedimentos para embalsamento eram encontradas vivas. Histórias de pessoas enterradas vivas levaram um inventor no começo do século XX a desenhar um sistema de alarme que poderia ser ativado dentro do caixão.

Por causa das dificuldades na definição de MORTE, na maioria dos protocolos de emergência, mais de uma confirmação de MORTE, tipicamente fornecida por médicos diferentes, é necessária. Alguns protocolos de treinamento, por exemplo, afirmam que uma pessoa não deve ser considerada morta a não ser que indicações óbvias que a MORTE ocorreu existam, como decapitação ou dano extremo ao corpo. Face a qualquer possibilidade de vida, e na ausência de uma ordem de não-ressuscitação, equipes de emergência devem proceder ao transporte o mais imediato possível até ao hospital, para que o paciente possa ser examinado por um médico. Isso leva à situação comum de um paciente ser dado como morto à chegada do hospital.

Pós-MORTE

A questão de o que acontece, especialmente com os humanos, durante e após a MORTE, ou o que acontece "uma vez morto", se pensarmos na MORTE como um estado permanente, é uma interrogação frequente, literalmente uma questão latente na psique humana. Tais questões vêm de longa data, e a crença numa vida após a MORTE com uma posterior reencarnação ou mesmo a passagem para outros mundos embora muito antigas, são ainda muito difundidas socialmente (veja submundo). Para muitos, a crença e informações sobre a vida após a MORTE resultam de uma mera busca por consolação ou mesmo de uma covardia em relação à MORTE de um ser amado ou à prospecção da inevitabilidade de sua própria MORTE. A crença em vida após a MORTE pode para esses trazer algum consolo, contudo crenças como o medo do Inferno ou de outras consequências negativas podem tornar a MORTE algo muito mais temido. A contemplação humana da MORTE é uma motivação importante para o desenvolvimento de sistemas de crenças e religiões organizadas. Por essa razão, palavra passamento quando dita por um espírita, significa a MORTE do corpo. “A passagem da vida corpórea para a vida espiritual”.

Apesar desse ser conceito comum a muitas crenças, ela normalmente segue padrões diferentes de definição de acordo com cada filosofia. Várias religiões creem que após a MORTEser vivo ficaria junto do seu criador, para os cristãos, Deus.

Muitos antropólogos sentem que os enterros fúnebres atribuídos ao Homem de Neanderthal / Homo neanderthalensis, onde corpos ornamentados estão em covas cuidadosamente escavadas, decoradas com flores e outros motivos simbólicos, é evidência de antiga crença na vida após a MORTE.

Do ponto de vista científico, não se confirma a idéia de uma vida após a MORTE. Embora grande parte da comunidade científica sustente que isso não é um assunto que caiba à ciência resolver, e que cientificamente não há evidências que corroborem a existência de espíritos ou algo com função similar que sobreviva após a MORTE, muitos pesquisadores tentaram e ainda tentam entrar nesse campo estudando por exemplo as chamadas "experiências de quase MORTE". Para eles, o conceito de "vida" se associa ao de "consciência", contudo consciência não atrela-se à matéria conhecida.

Ao fim, consideram-se em essência três hipóteses:

  • A consciência existe unicamente como resultado de correlações materiais. Essa hipótese é a que encontra corroboração científica atualmente, e se for verdadeira, a vida cessa de existir no momento da MORTE.
  • A consciência não tem origem física e sim transcendente à matéria, usando o corpo físico apenas como instrumento para se expressar. Se esta hipótese for verdadeira, certamente há uma existência de consciência após a MORTE e não obstante também antes da vida física, o que leva diretamente às tentativas de validação da reencarnação. É a adotada na Doutrina Espírita; sendo igualmente utilizada por várias outras doutrinas espiritualistas para validar os acontecimentos por eles presenciados e assumidos como transcendentais; bem como para explicarem-se os êxtases em cultos de neopaganismo.
  • A consciência tem uma origem física e encontra-se atrelada ao cérebro, mas há uma distinção entre os estados físicos da matéria (da massa encefálica) e os pensamentos que deles derivam. Nessa linha de pensamento há alguns que vão adiante e alegam que a consciência atrela-se a algum tipo de matériaimponderável que, embora relacionada à matéria ordinária, não se decompõe como a primeira quando da MORTE. A hipótese também é, neste caso, compatível com a reencarnação e com a filosofia das doutrinas espiritualistas (ver perispírito).

Personificação da MORTE

A MORTE como uma entidade sensível é um conceito que existe em muitas sociedades desde o início da história. A MORTE também é representada por uma figura mitológica em várias culturas. Na iconografia ocidental ela é usualmente representada como uma figura esquelética vestida de manta negra com capuz e portando uma foice/gadanha. É representada nas cartas do Tarot e frequentemente ilustrada na literatura e nas artes.

A associação da imagem com o ceifador está relacionada ao trigo, que na Bíblia simboliza a vida. Em inglês, é geralmente dado à MORTE o nome de "Grim Reaper". Também é dado o nome de Anjo da MORTE (em hebraico: מַלְאַךְ הַמָּוֶת Malach HaMavet), decorrente da Bíblia.

A MORTE também é uma figura mitológica que tem existido na mitologia e na cultura popular desde o surgimento dos contadores de histórias. Na mitologia gregaTânato seria a divindade que personificava a MORTE, e Hades, o deus do mundo da MORTE.

ceifador também aparece nas cartas de tarô e em vários trabalhos televisivos e cinematográficos. Uma das formas dessa personificação é um grande personagem da série Discworld de Terry Pratchett, com grande parte dos romances centrando-se nela como personagem principal.

Em alguns casos, essa personificação da MORTE é realmente capaz de causar a MORTE da vítima, gerando histórias de que ela pode ser subornada, enganada, ou iludida, a fim de manter uma vida. Outras crenças consideram que o espectro da MORTE é apenas um psicopompo e serve para cortar os laços antigos entre a alma e o corpo e para orientar o falecido ao outro mundo sem ter qualquer controle sobre o fato da MORTE da vítima.

MORTE em muitas línguas é personificada na forma masculina (como no inglês), enquanto em outros ela é percebida como uma personagem feminina (por exemplo, em línguas eslavas e latinas). A série supernatural apresentou uma visão nova da MORTE, onde um dos cavaleiros do apocalipse, juntamente com a MORTE em sua personificação humana, discutem com o personagem principal sobre sua origem. Durante o diálogo ela afirma ser mais velha do que Deus, e que também acima dos céus e da terra, além de também existir em outros planetas, ela leva a vida para o abismo há muito tempo.

Os mexicanos personificam a MORTE na figura da Santa Muerte, uma deusa resultante do sincretismo entre as mitologias católica e mesoamericanas.

Na história

As Ordenações Filipinas - conjunto de leis que servia de base para o direito português na época do Brasil Colônia, previa a "MORTE natural" em duas versões: "natural cruel" e "natural atroz". Na "MORTE cruel", o corpo do condenado era objeto de vingança e, por isso, devia ser torturado vivo. A finalidade era prolongar o sofrimento da vítima.

No caso da condenação por "MORTE natural atroz", a vítima teria ainda seus bens confiscados e a família seria atingida até a geração dos netos. Essa punição era considerada mais branda que a da "MORTE natural cruel" e o condenado podia ser esquartejado depois de morto. Em ambos os casos era ressaltado o "caráter pedagógico" da degradação do cadáver. Era a "pedagogia do domínio" pelo medo, "aprendida" por todos que presenciavam o "espetáculo".

Exemplo conhecido de sentenciado com a "MORTE natural cruel" é a de um dos inconfidentes. A essa pena Tiradentes foi condenado em 1792.

No final do século XVIII, o direito português previa a "MORTE natural para sempre": proibia o sepultamento do cadáver, que teria as partes do corpo expostas até a decomposição completa."

Na literatura

Como Oscar Wilde escreveu tão elegantemente: "(...) MORTE é o fim da vida, e toda a gente teme isso, só a MORTE é temida pela Vida, e as duas reflectem-se em cada uma (...)"

"(...) desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor (...)" (Filipenses 2:12) A visão da Bíblia sobre a MORTE.

A MORTE é considerada através de várias perspectivas na literatura de todo o mundo. Encaramos a MORTE, lidamos com o falecimento de entes queridos e desconhecidos, discutimos o seu significado religioso, filosófico, social, e tudo o mais em documentos escritos que podem imbuir-se de mero valor artístico até valor dogmático e mesmo legal.

Muitos autores usaram-na como via para expressar o que há depois da vida, sob a perspectiva de várias teorias. As três mais divulgadas e preponderantes são:

  • A teoria da "Extinção Absoluta" permanente da vida ao ocorrer a MORTE física, ou teoria Materialista (monista);
  • A teoria do "Céu e Inferno" numa vida eterna para além da física e determinada pela conduta na vida física, ou teoria Teológica.
  • A teoria da reencarnação através de renascimentos sucessivos em corpos físicos e com diferentes experiências de vida para alcançar a expansão de consciência e perfeição espiritual, ou teoria do Renascimento (dualista).

Na ciência

A MORTE, no ramo das ciências, é estudada pela tanatologia. Nesse sentido são estudados causas, circunstâncias, fenômenos e repercussões jurídico-sociais, sendo amplamente utilizados na medicina legal. No Brasil o diagnóstico da MORTE é regido pela resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina. A MORTE também é estudada em outros ramos da ciência, notadamente os relacionados a tratar doenças e traumatismos evitando que elas ocorram. No mesmo sentido uma das estatísticas mundialmente utilizadas para ações governamentais de prevenção são as taxas de MORTALIDADE. Alguns estudos da ciência abordam as experiências de quase MORTE no sentido de entender os fenômenos correlacionados na quase MORTE.

MORTE e consciência

Devido a dicotomia mente-corpo — monismo ou dualismo — muitos debates cercam a questão sobre o que acontece com a consciência quando o corpo morre. A crença na vida após a MORTE baseia-se em relatos, experiências, revelações divinas e exercícios lógicos, sendo um conceito primordial de praticamente todas as religiões. Para os que não acreditam que exista continuidade após a MORTE e rejeitam a veracidade dos indícios contrários (por não serem científicos), a consciência e personalidade é apenas o produto de um cérebro em funcionamento. Sendo assim, o cessamento da atividade cerebral significaria o final da existência do individuo, não havendo nada após isso. A visão monista é a ciêntíficamente suportada em virtude primeiro da ausência factual científica necessária ao suporte da visão dualista; e em segundo devido a considerações levantadas quanto se busca definir de forma rigorosa o que é "consciência"; sobretudo diante da perspectiva dos avanços em biotecnologia, onde a possibilidade de se construir uma máquina com consciência não pode ser mais tratada como mera ficção científica.

Experiência de quase MORTE

Um dos ramos da ciência relatados através de vários casos de quase MORTE estuda os sentimentos declarados de pacientes que recuperaram suas funções vitais depois de uma intervenção médica. São comuns relatos de pessoas que dizem ter visto uma luz, um túnel iluminado e, às vezes, vendo-se a si mesmo, fora do próprio corpo, a exemplo durante uma cirurgia. Esses relatos dividem opiniões de especialistas que defendem as causas religiosas no sentido de que a "luz" vivenciada pelos pacientes de quase MORTE era a luz que indicava o caminho para o mundo pós-MORTE (visão dualista).

Até o momento a visão suportada cientificamente sobre esse fenômeno é a monista, a de que são alterações químicas e funcionais no cérebro - agravadas se há falta de oxigenação adequada aos tecidos, algo comum em cirurgias graves - que fazem o paciente ter alucinações durante a ocorrência das anormalidades. Os avanços das técnicas de mapeamento cerebral e de mecanismos excitatórios cerebrais contribuíram significativamente para a compreensão da experiência de quase-MORTE. A exemplo, o estímulo direto dos lobos temporais pode induzir a sensação de uma presença invisível ou "divina": um capacete construído pelo médico Michal Persinger e por ele denominado "capacete de Deus" induz experiências "espirituais" em 80% daqueles que o experimentam. Modificações induzidas no funcionamento dos lobos parietais simulam experiências extrassensoriais, entre elas corporificações e a sensação de se "sair do corpo".

Em experimentos realizados em aceleradores centrípetos, que visam a compreender as reações psicofisiológicas humanas em presença de enormes acelerações, após momentaneamente desmaiarem dada a incapacidade circulatória, as pessoas submetidas ao teste relatam quase sempre alucinações análogas às apresentadas pelas pessoas que passaram por experiências de quase-MORTE, incluso a experiência de se ver fora do corpo; muito embora, nesses experimentos controlados, as pessoas em testes sejam seguramente mantidas longe do limite entre a vida e a MORTE. A compreensão das reações humanas à bruscas acelerações mostra-se importante a exemplo na aviação militar, onde facilmente os pilotos encontrar-se-ão submetidos a enormes acelerações, usualmente medida via múltiplo da aceleração da gravidade, ou de seu próprio peso, mediante a chamada força G.

psiquiatra e parapsicólogo Dr. Raymond Moody popularizou termo "experiência de quase-MORTE" com seu livro escrito em 1975, "Vida Depois da Vida". O livro ganhou atenção do público em geral para o conceito de experiência de quase-MORTE. Entretanto, relatos dessas experiências sempre ocorreram na história. A obra "A República" (Livro X), de Platão, escrita no século IV A.C., contém a lenda de um soldado chamado Er que teve uma experiência semelhante depois de ter sido ferido em combate. Er descreveu sua alma deixando seu corpo e, do céu, viu-a sendo julgada junto com outras almas

As "experiências de quase-MORTE" caracterizam-se, em sua quase totalidade, pelas seguintes percepções:

  • Sensações de tranquilidade - essas sensações podem incluir paz, aceitação da MORTE, conforto físico e emocional;
  • Luz radiante, pura e intensa - é uma luz que muitas vezes preenche o quarto. Em vários casos o indivíduo associa-a ao Céu e a Deus;
  • Experiências fora do corpo - a pessoa sente que deixou seu corpo. Em vários casos o indivíduo afirma que vê seu corpo e descreve com certa precisão o ato dos médicos trabalhando nele.
  • Entrando em outra realidade ou dimensão - dependendo das crenças religiosas da pessoa ela pode se sentir entrando num portal de novas dimensões
  • Seres espirituais - a pessoa sente-se encontrando "seres de luz" ou de outras representações de entidades espirituais. Ela pode perceber esses seres como entes queridos que MORRERAM, anjos, santos ou Deus.

Culto dos MORTOS em Portugal

Segundo Leite de Vasconcelos na noite de Todos os Santos, em Barqueiros, era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os MORTOS da família irem comer; e depois ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”. É também costume deixar um lugar vago à mesa para o morto ou deixar a mesa cheia de iguarias toda a noite da consoada para as "alminhas".

Leite de Vasconcelos também considerava o magusto, festa popular em que amigos e famílias se juntam para assar e comer castanhas, como o vestígio de um antigo sacrifício em honra dos MORTOS.

Nesta noite ninguém cuide

Encontrar-se à mesa a sós!

Porque os nossos q'ridos MORTOS

Vão sentar-se junto a nós.

Outras manifestações do culto dos MORTOS são as alminhas e os cruzeiros, pequenos monumentos de devoção que se encontram frequentemente na beira dos caminhos, os Fiéis de Deus e a tradição de pedir o pão-por-deus.

Nas Viagens do Barão de Rozmital, de 1465 a 1467, encontram-se algumas referências aos clamores e brados e outras tradições fúnebres: « Ha também o costume: morrendo alguém, levam para a igreja vinho, carne, pão e outras comidas; os parentes do morto acompanham o funeral vestidos de roupas brancas próprias dos enterros com capuzes á maneira dos monges, com o qual vestuário se vestem de um modo admirável. Aqueles porém, que são assalariados para carpirem o defunto vão vestidos com roupa preta, e fazem um pranto como aqueles que entre nós pulam de contentamento ou estão alegres por terem bebido. »

Classificação

Quanto à realidade

O conceito de MORTE, interessando a áreas tão diversas como as ciências biológicasjurídicassociais e à religião, está longe de ter um consenso quanto ao momento real de sua ocorrência. Observada do ponto de vista biológico, e atentando-se para o corpo como um todo, a MORTE não é fato único e instantâneo, antes o resultado de uma série de processos, de uma transição gradual.

Levando-se em consideração as diferentes resistências vitais à privação de oxigênio das célulastecidosórgãos e sistemas que integram o corpo, pode admitir-se que a MORTE é um verdadeiro "processo incoativo", que passa por diversos estágios.

Cada campo do conhecimento e cada ramo da medicina acabaram por tomar um momento desse processo, adotando-o como critério definidor de MORTE. A Medicina Legal teve de adotar uma determinada etapa do citado processo como o seu critério de MORTE e, para tanto, optou pela etapa da MORTE clínica.

Até não há muito tempo, uma das grandes questões era poder determinar se uma pessoa realmente estava morta, ou se encontrava em um estado de MORTE aparente. Tudo isso visando evitar o enterro precipitado, que seria fatal nesta última situação. O fato assumiu tal importância que chegou a influenciar os legisladores, que acabaram por colocar, na legislação adjetiva civil, prazos mínimos para a implementação de certos procedimentos como a necropsia e o sepultamento.

O aparecimento de modernas técnicas de ressuscitação cardiopulmonar e de manutenção artificial de algumas funções vitais, como a respiração - respiradores mecânicos, oxigenadores - e a circulação - bomba de circulação extracorpórea -, mesmo na vigência da perda total e irreversível da atividade encefálica, criou a necessidade de rever os critérios definição de MORTE.

Atividade neurológica

atividade neurológica é a única das funções vitais que, até o presente momento, não teve condições, em que pesem os avanços tecnológicos, de ser suplementada nem de ter suas funções mantidas por qualquer meio artificial. Daí que a sua irrecuperabilidade ou a sua extinção possam ser considerados sinônimos da própria extinção da vida.

Mas é a nível neurológico que ocorrem os mais variados e sutis estados intermediários entre a vida e a MORTE, denominados "estados fronteiriços".

Alguns desses "estados fronteiriços" se encontram mais próximos da MORTE, como os "comas ultrapassados" (carus ou "coma dépassé"), com desaparecimento da vida de relação e, mesmo com conservação da vida vegetativa, se tornam crônicos ou irreversíveis. Outras formas, por outro lado, encontram-se mais próximas da vida, como os denominados estados de "MORTE aparente".

Aparente

MORTE aparente pode ser definida como um estado transitório em que as funções vitais "aparentemente" são abolidas, em consequências de uma doença ou entidade mórbida que simula a MORTE. Nesses casos, que também podem ser provocados por acidentes ou pelo uso abusivo de substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), a temperatura corporal pode cair sensivelmente e ocorre um rebaixamento das funções cardiorrespiratórias de tal envergadura que oferecem, ao simples exame clínico, a aparência de MORTE real.

É inconteste que, nesse quadro, a vida continua sem que, contudo, se manifestem sinais externos: os batimentos cardíacos são imperceptíveis, os movimentos respiratórios praticamente não são apreciáveis, ao tempo que inexistem elementos de motricidade e de sensibilidade cutânea.

Assim, a denominada tríade de Thoinot define, clinicamente, o estado de MORTE aparente:

A duração desse estado foi um dos elementos que mais aguçaram a curiosidade dos pesquisadores. Historicamente, surgiram opiniões das mais díspares, indo desde alguns minutos até dias de MORTE aparente.

Sincopal

É a mais frequente das causas, resultando, em geral, de uma perturbação cardiovascular central ou periférica, bem como por perturbação encefálica ou metabólica.

Histérica (letargia e catalepsia)

As crises histéricas ocupam o segundo lugar em frequência na produção de estados de MORTE aparente. O termo genérico letargia designa todos os estados de torpor de longa duração, acompanhados de perda de movimentossensibilidade e consciência, que podem ser confundidos com a MORTE real.

Asfíctica

É também uma das causas assaz frequentes de MORTE aparente. Manifesta-se sob duas formas:

  1. mecânica: quer com via aérea livre, quer com a via obstruída, e
  2. não mecânica: asfixia de utilização ou histótóxica (absorção de COcianuretos e venenos metemoglobinizantes).

Tóxica

Compreenda a anestesia e a utilização de morfina ou outros alcalóides do ópio (heroína) em doses tóxicas.

Apoplética

É causada pela congestão (ingurgitação) e hemorragia no território de uma artéria encefálica (em geral, a lentículo-estriatal). É mais frequente em pacientes com antecedentes de hipertensão arterial essencial, mas também pode observar-se em outros quadros.

Traumática

Que ocorre em casos em que se produzem outros efeitos gerais simultâneos, como:

  • Elétrica (por eletropressão ou fulguração)
  • Pode observar-se nos atingidos por descargas de eletricidade comercial e que sobrevivem, quedando em um estado de MORTE aparente. Pode ser vista também em pessoas afetadas pela indução de descargas de eletricidade natural (queroaurância) - fulguração - em uma área de 30 a 60 m de diâmetro, em torno do ponto da faísca.
  • Térmica (termopatias e eriopatias)
  • A MORTE aparente, nesses casos, sobrevém quando falham os mecanismos de regulação da temperatura corporal decorrente de um desequilíbrio no nível de combustão intra-orgânica. As termopatias ocorrem nos casos de "golpes de calor" hipertérmicos ou de hiperirexia, com retenção calórica. É uma ocorrência mais frequente no verão ou em regiões com altas temperaturas e elevada taxa de umidade relativa ambiente, em pessoas com patologias preexistentes ou sem elas, idosos e crianças, mais sensíveis ao calor.
  • Criopatia
  • A MORTE aparente por criopatia ocorre quando há hipotermia global aguda. Observa-se, com frequência, em ébrios que dormem ao relento nos quais a vasodilataçãoperiférica aumenta a perda calórica, facilitando a hiportermia. também nas crianças desabrigadas na época invernal; nos acidentes com queda das vítimas ao mar (pilotos,náufragos); e até por causas iatrogênicas (transfusões de sangue frio). O estado de MORTE aparente pode instalar-se quando a temperatura central chegue abaixo dos 32 °C.

Causas gerais

A MORTE aparente pode observar-se em algumas formas terminais de cólera, na eclâmpsia durante o período comatoso, e em alguns casos de epilepsia. Zeb Atlas

Quanto à rapidez

MORTE rápida

Denomina-se MORTE rápida ou súbita aquela que, pela brevidade de instalação do processo - em questão de segundos - não possibilita que seja realizada uma pesquisa profunda e uma observação acurada dos sintomas clínicos, hábil a ensejar um diagnóstico com certeza e segurança, nem poder instituir um tratamento adequado, e muitas vezes, sequer elidir se houve ou não violência.

MORTE lenta

Recebe o nome de MORTE lenta ou agônica aquela que, em geral, vem de maneira esperada, devagar, significando a culminação de um estado mórbido, isto é, de uma doença ou da evolução de um tratamento.

Afora as características e dados que eventualmente aflorem do exame perinecroscópico, alguns dos quais podem apontar para MORTE rápida - e.g. espasmo cadavérico - outros também podem orientar no sentido de uma MORTE lenta, demorada, ponto final de uma longa agonia, tal o caso da emaciação, da caquexia, da presença de extensas escaras de apoio, entre outros exemplos.

 

Vida após a MORTE

 

As expressões vida após a MORTEalémalém-túmulopós-vidaultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da almaespírito ou mente de um ser após a MORTE física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religiãoesoterismo e metafísica. Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existência específico após a MORTE, geralmente determinado por suas ações em vida. Em contraste, o termo reencarnação refere-se ao renascimento em um novo corpo físico após a MORTE, isto é, a doutrina da reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos.

Céticos, tais como materialistas-reducionistas, acreditam na impossibilidade da vida após a MORTE e a declaram como inexistente, sendo ilógica ou incognoscível.

Tipos de vida após a MORTE

Existem dois tipos de opinião, fundamentalmente diferentes, sobre a vida após a MORTEopinião empírica, baseada em supostas observações, e opinião religiosa, baseada na .

Vida após a MORTE em diferentes modelos metafísicos

Nos modelos metafísicosteístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda as pessoas quando elas morrem. Os ateus geralmente não acreditam que haja uma vida após a MORTE. Membros de algumas religiões geralmente não-teístas, como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a MORTE (tal como na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.

Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a MORTE são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismopós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.

Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua conduta nesta vida.

Vida após a MORTE em antigas religiões

Egito Antigo

A ultravida desempenhava um importante papel na antiga religião egípcia, e seu sistema de crenças é um dos mais antigos conhecidos. Quando o corpo morria, partes de sua alma conhecidos como ka (corpo duplo) e ba (personalidade) iam para o Reino dos MORTOS. Enquanto a alma residia nos Campos de AaruOsíris exigia pagamento pela proteção que ele propiciava. Estátuas eram colocadas nas tumbas para servir como substitutos do falecido.

Obter a recompensa no outro mundo era uma verdadeira provação, exigindo um coração livre de pecados e a capacidade de recitar encantamentos, senhas e fórmulas do Livro dos MORTOS. No Salão das Duas Verdades, o coração do falecido era pesado contra uma pena Shu de verdade e justiça, retirada do toucado da deusa Maet. Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma poderia continuar, mas, se fosse mais pesada, era devorada pelo demônio Ammit.

Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos MORTOS era colocado na tumba, juntamente com o corpo.

Zoroastrismo

Zaratustra, que viveu na antiga Pérsia por volta do século VII a.C. , pregava que os MORTOS serão devorados pelo terror e purificados para viver num mundo material perfeito no fim dos tempos.

O texto pálavi Dadestan-i Denig ("Decisões Religiosas"), datado de cerca de 900 AD, descreve o julgamento particular da alma três dias após a MORTE, sendo cada alma enviada para o paraíso, inferno ou para um lugar neutro (hamistagan) para aguardar pelo Juízo Final.

Religião da Grécia Antiga e romana

Na OdisseiaHomero refere-se aos MORTOS como "espectros consumidos". Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.

Em seu Mito de ErPlatão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a MORTE e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.

O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a MORTE. É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a MORTE, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.

Religião nórdica

 

Os Eddas em verso e em prosa, as mais antigas fontes de informação sobre o conceito nórdico de vida após a MORTE, variam em sua descrição dos vários reinos que são descritos como fazendo parte deste tópico. Os mais conhecidos são:

  • Valhala: (literalmente, "Salão dos Assassinados", isto é, "os Escolhidos"). Esta moradia celestial, de alguma forma semelhante aos Campos Elísios gregos, está reservado aos guerreiros valorosos que MORRERAM heroicamente em batalha.
  • Helheim: (literalmente, "O Salão Coberto"). Esta moradia assemelha-se ao Hades da religião grega, com um local semelhante ao "Campo de Asfódelos", onde as pessoas que não se destacaram, seja por boas ou más ações, podem esperar residir após a MORTE e onde se reúnem com seus entes queridos.
  • Niflheim: (literalmente, "O Escuro" ou "Hel Nevoento"). Este reino é grosso modo similar ao Tártaro grego. Está situado num nível inferior ao do Helheim, e aqueles que quebram juramentos, raptam e estupram mulheres, e praticam outros atos vis, serão enviados para lá com outros do seu tipo, para sofrer punições severas.

 

Ateísmo

 

Ateísmo, num sentido amplo, é a ausência de crença na existência de divindades. O ateísmo é oposto ao teísmo, que em sua forma mais geral é a crença de que existe ao menos uma divindade.

O termo ateísmo, proveniente do grego clássico ἄθεος (transl.: atheos), que significa "sem Deus", foi aplicado com uma conotação negativa àqueles que se pensava rejeitarem os deuses adorados pela maioria da sociedade. Com a difusão do pensamento livre, do ceticismo científico e do consequente aumento da crítica à religião, a abrangência da aplicação do termo foi reduzida. Os primeiros indivíduos a identificarem-se como "ateus" surgiram no século XVIII.

Os ateus tendem a ser céticos em relação a afirmações sobrenaturais, citando a falta de evidências empíricas que provem sua existência. Os ateus têm oferecido vários argumentos para não acreditar em qualquer tipo de divindade. O complexo ideológico ateísta inclui: o problema do mal, o argumento das revelações inconsistentes e o argumento da descrença. Outros argumentos do ateísmo são filosóficos, sociais e históricos. Embora alguns ateus adotem filosofias seculares, não há nenhuma ideologia ou conjunto de comportamentos que todos os ateus seguem. Na cultura ocidental, assume-se frequentemente que os ateus são irreligiosos, embora alguns ateus sejam espiritualistas. Ademais, o ateísmo também está presente em certos sistemas religiosos e crenças espirituais, como o jainismo, o budismo e o hinduísmo. O jainismo e algumas formas de budismo não defendem a crença em deuses, enquanto o hinduísmo mantém o ateísmo como um conceito válido, mas difícil de acompanhar espiritualmente.

Como os conceitos sobre a definição do ateísmo variam, é difícil determinar quantos ateus existem no mundo atualmente com precisão. Segundo uma estimativa, cerca de 2,3% da população mundial descreve-se como ateia, enquanto 11,9% descreve-se como não-religiosa. De acordo com outra estimativa, as taxas de pessoas que se auto-declaram como ateias são mais altas em países ocidentais, embora também varie bastante em grau — Estados Unidos (4%), Itália (7%), Espanha (11%), Reino Unido (17%), Alemanha (20%) e França (32%).

Etimologia

No grego antigo, o adjetivo ἄθεος (transl.: atheos) é formado pelo prefixo a, significando "ausência" e o radical "teu", derivado do grego theós, significando "deus". O significado literal do termo é, então, "sem deus".

A palavra passou a indicar de forma mais direta pessoas que não acreditavam em deuses no século V A.C., adquirindo definições como "cortar relações com os deuses" ou "negar os deuses". O termo ἀσεβής (asebēs) passou então a ser aplicado contra aqueles que impiamente negavam ou desrespeitavam os deuses locais, ainda que crendo em outros deuses. Modernas traduções de textos clássicos, por vezes tornam atheos em "ateu". Como substantivo abstrato, também existia ἀθεότης (atheotes), "ateísmo". Cícero traduziu a palavra do grego para o latim como atheos. O termo era frequentemente usado pelas duas partes, no sentido pejorativo, no debate entre os primeiros cristãos e os helênicos.

 

Durante os séculos XVI e XVII, a palavra "ateu" ainda era reservada exclusivamente para a polêmica … O termo "ateu" era um insulto. Não ocorreria a alguém autodenominar-se ateu.

 

— Karen Armstrong

O termo "ateísmo" foi utilizado pela primeira vez para descrever uma crença auto confessa na Europa do final do século XVIII, especificamente denotando descrença no deus monoteísta abraâmico.

No século XX, a globalização contribuiu para a expansão do termo para referir-se à descrença em todos os deuses, embora ainda seja comum na sociedade ocidental descrever o ateísmo como simples "descrença em Deus."20 Mais recentemente, tem havido um movimento em certos círculos filosóficos para redefinir ateísmo como a "ausência de crença em divindades", e não como uma crença em si mesmo; esta definição tornou-se popular em comunidades ateístas, embora sua utilização tenha sido limitada.

Definição e distinções

Um Diagrama de Venn mostrando a relação entre as definições de ateísmo fraco/forte e ateísmo implícito/explícito. Ateus explícitos fortes/positivos/duros (em roxo à direita) afirmam que "existe pelo menos uma deidade" é uma afirmação falsa. Os ateus explícitos fracos/negativos/suaves (em azul à direita) rejeitam ou distanciam-se da crença de que existe qualquer deidade sem realmente afirmarem que "pelo menos uma deidade existe" é uma afirmação falsa. Os ateus implícitos/fracos/negativos (em azul à esquerda) incluiriam pessoas (como crianças pequenas e alguns agnósticos) que não creem numa deidade, mas que não rejeitaram explicitamente tal crença. (Os tamanhos no diagrama não são representativos dos tamanhos relativos dentro de uma população.)

Autores discutem entre si sobre qual a melhor forma de definir e classificar o "ateísmo", contestando quais as entidades sobrenaturais a que o termo se aplica, se é uma afirmação por direito próprio ou se é meramente a ausência de uma, e se requer uma rejeição consciente, explícita. Uma variedade de categorias têm sido propostas para tentar distinguir as diferentes formas de ateísmo.

Abrangência

Alguma da ambiguidade e controvérsia envolvida na definição do ateísmo resulta da dificuldade em chegar a um consenso sobre a definição de palavras como "divindade" e "Deus". A pluralidade de concepções muito diferentes de deus e de divindades conduz a ideias conflituosas sobre a aplicabilidade do ateísmo. Os antigos romanos acusavam os cristãos de serem ateus por não adorarem os seus deuses pagãos. Aos poucos, essa visão caiu em desuso, pois o teísmo passou a ser entendido como a crença em qualquer divindade.

No que diz respeito à gama de fenômenos sendo rejeitados, o ateísmo pode contrapor-se a qualquer coisa desde a existência de uma divindade à existência de quaisquer conceitos espirituais, sobrenaturais ou transcendentais, como os do budismohinduísmojainismo e taoísmo.

Implícito versus explícito

As definições do ateísmo também variam quanto ao grau de consideração que uma pessoa deve dar à ideia de deus (ou deuses) para ser considerado um ateu. O ateísmo tem sido por vezes definido para incluir a simples ausência de crença na existência de qualquer divindade. Essa definição ampla incluiria os recém-nascidos e outras pessoas que não tenham sido expostas a ideias teístas. Já em 1772, o Barão d'Holbach disse que: "Todas as crianças nascem ateias, elas não têm ideia de Deus". Do mesmo modo, o escritor norte-americano George H. Smith sugeriu em 1979 que: "O homem que não está familiarizado com o teísmo é ateu porque não acredita em um deus. Esta categoria também incluiria a criança com a capacidade conceitual de compreender as questões envolvidas, mas que ainda não tomou conhecimento dessas questões. O fato de que esta criança não acredita em Deus qualifica-a como ateu." Smith cunhou o termo "ateísmo implícito" para se referir à "ausência de crença teísta sem uma rejeição consciente dela" e "ateísmo explícito" para referir-se à definição mais comum de descrença consciente. Ernest Nagel contradiz a definição de Smith sobre o ateísmo como uma mera "ausência de teísmo", reconhecendo apenas o ateísmo explícito como "ateísmo" verdadeiro.

Positivo versus negativo

Filósofos como Antony Flew e Michael Martin têm contrastado o ateísmo positivo (forte/duro) com o ateísmo negativo (fraco/suave). O ateísmo positivo é a afirmação explícita de que os deuses não existem. O ateísmo negativo inclui todas as outras formas de não-teísmo. Segundo esta classificação, quem não é um teísta é um ateu negativo ou positivo. Os termos "ateísmo forte" e "ateísmo fraco" são relativamente recentes, enquanto os termos "ateísmo negativo" e "ateísmo positivo" são de origem mais antiga, tendo sido utilizados (de maneira ligeiramente diferente) na literatura filosófica e na apologética católica. Sob esta demarcação do ateísmo, a maioria dos agnósticos podem ser qualificados como ateus negativos.

Como mencionado acima, os termos "positivo" e "negativo" têm sido usados na literatura filosófica de uma forma similar aos termos "forte" e "fraco", respectivamente. No entanto, o livro Ateísmo Positivo, do escritor indiano Goparaju Ramachandra Rao, publicado pela primeira vez em 1972, introduziu um uso alternativo do termo. Tendo crescido em um sistema hierárquico com uma base religiosa, Gora pedia uma Índia secular e sugeriu diretrizes para uma filosofia ateísta positiva, ou seja, uma que promova os valores positivos. O ateísmo positivo, definido desta forma, implica coisas como moralmente reto, mostrando um entendimento de que as pessoas religiosas têm razões para acreditar, sem proselitismo ou dando lições sobre o ateísmo e defender-se com honestidade, em vez de com o objetivo de "ganhar" qualquer confronto com os críticos sinceros.

Enquanto Martin, por exemplo, afirma que o agnosticismo implica o "ateísmo negativo", a maioria dos agnósticos vêem o seu ponto de vista como distinto do ateísmo, o qual podem considerar tão pouco justificado como o teísmo ou como requerendo igual convicção. A afirmação da intangibilidade do conhecimento a favor ou contra a existência de deuses é às vezes vista como indicação de que o ateísmo requer . As respostas comuns de ateus contra este argumento incluem que proposições religiosas não comprovadas merecem tanta descrença quanto todas as outras proposições não comprovadas e que a improbabilidade da existência de um deus não implica igual probabilidade para ambas as possibilidades. O filósofo escocês J.J C. Smart argumenta ainda que "às vezes uma pessoa que é realmente ateia pode descrever-se, mesmo apaixonadamente, como agnóstica devido ao irrazoável ceticismo filosófico generalizado que nos impediria de dizer que sabemos alguma coisa qualquer, exceto, talvez, as verdades da matemática e da lógica formal." Por conseguinte, alguns autores ateus como Richard Dawkins preferem distinguir as posições teísta, agnóstica e ateia segundo a probabilidade que cada uma delas atribui à afirmação "Deus existe".

Definição como impossível ou impermanente

Antes do século XVIII, a existência de Deus era tão universalmente aceita no mundo ocidental, que mesmo a possibilidade do ateísmo verdadeiro era questionada. Isso é chamado de inatismo teísta, a noção de que todas as pessoas acreditam em Deus, desde o nascimento; dentro desta visão estava a conotação de que os ateus estão simplesmente em negação.

Existe também uma posição alegando que os ateus são rápidos a acreditar em Deus em tempos de crise, que os ateus fazem conversões no leito de MORTE, ou de que "não existem ateus nas trincheiras." Alguns defensores dessa posição afirmam que um dos benefícios da religião é que a  religiosa permite aos seres humanos suportarem melhor as dificuldades, funcionando como o "ópio do povo". Contudo, tem havido exemplos do contrário, entre os quais exemplos de literais "ateus nas trincheiras."

Alguns ateus questionam a própria necessidade de usar o termo "ateísmo". Em seu livro Carta a Uma Nação CristãSam Harris escreve:

Na verdade, o "ateísmo" é um termo que nem deveria existir. Ninguém precisa identificar-se como um "não-astrólogo" ou "não-alquimista". Não temos palavras para pessoas que duvidam que Elvis ainda está vivo ou que estrangeiros têm atravessado a galáxia só para molestar fazendeiros e seu gado. O ateísmo é nada mais do que ruídos que pessoas razoáveis ​​fazem na presença de crenças religiosas injustificadas.

Conceitos filosóficos

A fonte da infelicidade do homem é a sua ignorância da Natureza. A pertinácia com que ele se agarra a opiniões cegas absorvidas em sua infância, que se entrelaçam com sua existência, o preconceito consequente que deforma sua mente, que impede sua expansão, que o torna o escravo da ficção, parece condená-lo ao erro contínuo. d'Holbach em O Sistema da Natureza

A mais ampla demarcação da lógica ateísta é entre o ateísmo prático e teórico.

Ateísmo prático

No ateísmo prático ou pragmático, também conhecido como apateísmo, os indivíduos vivem como se não existissem deuses e explicam fenômenos naturais sem recorrer ao divino. A existência de deuses não é rejeitada, mas pode ser designada como desnecessária ou inútil; de acordo com este ponto de vista os deuses não dão um propósito à vida, nem influenciam a vida cotidiana. Uma forma de ateísmo prático, com implicações para a comunidade científica, é o naturalismo metodológico - a "adoção tácita ou assunção do naturalismo filosófico no método científico, aceitando-o ou nele acreditando, totalmente ou não."

O ateísmo prático pode assumir várias formas:

  • Ausência de motivação religiosa — a crença em deuses não motiva a ação moral, a ação religiosa, ou qualquer outra forma de ação;
  • Exclusão ativa do problema dos deuses e da religião da busca intelectual e de ações concretas;
  • Indiferença — a ausência de qualquer interesse pelos problemas dos deuses e da religião; ou
  • Desconhecimento do conceito de uma divindade.

Ateísmo teórico

Argumentos ontológicos

O ateísmo teórico postula explicitamente argumentos contra a existência de deuses, respondendo a argumentos teístas comuns, como o argumento teleológico ou a Aposta de Pascal. Na verdade, o ateísmo teórico é principalmente uma ontologia, precisamente uma ontologia física.

Argumentos epistemológicos

O ateísmo epistemológico argumenta que as pessoas não podem conhecer um Deus ou determinar a existência de um Deus. O fundamento do ateísmo epistemológico é o agnosticismo, o qual assume uma variedade de formas. Na filosofia da imanência, a divindade é inseparável do próprio mundo, incluindo a mente de uma pessoa e a consciência de cada pessoa está bloqueada no sujeito. De acordo com esta forma de agnosticismo, esta limitação de perspectiva impede qualquer inferência objetiva, desde a crença em um deus às afirmações de sua existência. O agnosticismo racionalista de Kant e do Iluminismo só aceita o conhecimento deduzido com a racionalidade humana. Esta forma de ateísmo afirma que os deuses não são perceptíveis como uma questão de princípio e, portanto, sua existência não pode ser conhecida. O ceticismo, baseado nas ideias de Hume, afirma que a certeza sobre qualquer coisa é impossível, por isso nunca se pode saber da existência de um Deus. A inclusão do agnosticismo no ateísmo é disputada; também pode ser considerado como uma visão básica do mundo independente.

Outros argumentos para o ateísmo, que podem ser classificados como epistemológicos ou ontológicos, incluem o positivismo lógico e o ignosticismo, que afirmam a falta de sentido ou ininteligibilidade de termos e frases básicos tais como "Deus" e "Deus é todo-poderoso." O não cognitivismo teológico afirma que a declaração "Deus existe" não expressa uma proposição, sendo antes absurda ou cognitivamente sem sentido. Tem sido argumentado em ambos os sentidos sobre se tais indivíduos podem ser classificados em alguma forma de ateísmo ou agnosticismo. Os filósofos A. J. Ayer e o filósofo norte-americano Theodore M. Drange rejeitam ambas as categorias, afirmando que ambos os campos aceitam a frase "Deus existe" como uma proposição; eles, ao invés, classificam o não cognitivismo em uma categoria própria.

Argumentos metafísicos

Um autor escreve:

 

O ateísmo metafísico... inclui todas as doutrinas ligadas ao monismo metafísico (a homogeneidade da realidade). O ateísmo metafísico pode ser: a) absoluto - uma negação explícita da existência de Deus associada com o monismo materialista (todas as tendências materialistas, tanto nos tempos antigos quanto nos modernos); b) relativo - a negação implícita de Deus em todas as filosofias que, apesar de aceitarem a existência de um absoluto, concebem o absoluto como não possuindo qualquer um dos atributos próprios de Deus: transcendência, um caráter ou unidade pessoal. O ateísmo relativo está associada com o monismo idealista (panteísmo, panenteísmo, deísmo).

 

Argumentos lógicos

O ateísmo lógico sustenta que às diversas concepções de deuses, como o deus pessoal do cristianismo, são atribuídas qualidades logicamente inconsistentes. Os ateus apresentam argumentos dedutivos contra a existência de Deus que afirmam a incompatibilidade entre certas características, como a perfeição, estatuto de criador, imutabilidadeonisciênciaonipresençaonipotência, onibenevolênciatranscendência, a pessoalidade (um ser pessoal), não-fisicalidade, justiça e misericórdia.

Os ateus teodiceanos acreditam que o mundo como o experimentam não pode ser conciliado com as qualidades normalmente atribuídas a Deus e aos deuses pelos teólogos. Eles argumentam que um Deus onisciente, onipotente e onibenevolente não é compatível com um mundo onde existe o mal e o sofrimento, e onde o amor divino está escondido de muitas pessoas. Um argumento semelhante é atribuído a Siddhartha Gautama, o fundador do budismo.

Redução da importância da religião

Filósofos como Ludwig Feuerbach e Sigmund Freud argumentaram que Deus e outras crenças religiosas são invenções humanas, criadas para atender a várias necessidades psicológicas e emocionais. Esta é também uma visão de muitos budistasKarl Marx eFriedrich Engels, influenciados pela obra de Feuerbach, argumentaram que a crença em Deus e na religião são funções sociais, utilizadas por aqueles no poder para oprimir a classe trabalhadora. De acordo com Mikhail Bakunin, "a ideia de Deus implica a abdicação da razão e da justiça humanas; é a negação mais decisiva da liberdade humana, e, necessariamente, termina na escravização da humanidade, na teoria e na prática." Ele inverteu o famoso aforismo de Voltaire de que se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo, escrevendo que "se Deus realmente existisse, seria necessário aboli-lo."

Alternativos

O ateísmo axiológico, ou construtivo, rejeita a existência de deuses em favor de um "absoluto maior", como a humanidade. Esta forma de ateísmo favorece a humanidade como fonte absoluta da ética e valores, e permite que os indivíduos resolvam problemas morais, sem recorrerem a Deus. Marx e Freud utilizaram este argumento para transmitir mensagens de libertação, de desenvolvimento integral e de felicidade sem restrições.

Uma das críticas mais comuns ao ateísmo tem sido a tese contrária: que negar a existência de um deus conduz ao relativismo moral, deixando o indivíduo sem fundamento moral ou ético, ou torna a vida sem sentido e miserável. Blaise Pascal argumentou esta visão nos seus Pensées.

Existencialismo ateísta

O filósofo francês Jean-Paul Sartre identificou-se como um representante de um "existencialismo ateísta", menos preocupado com negar a existência de Deus do que estabelecer que o "homem precisa... encontrar-se novamente e entender que nada pode salvá-lo de si mesmo, nem mesmo uma prova válida da existência de Deus." Sartre disse que um corolário de seu ateísmo era que "se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes que ele possa ser definido por qualquer conceito, e  este ser é o homem." A consequência prática desse ateísmo foi descrita por Sartre no sentido de que não há regras a priori ou valores absolutos que podem ser invocados para governar a conduta humana e que os humanos estão "condenados" a inventar estes por si mesmos, tornando o "homem" absolutamente "responsável por tudo que ele faz."

O acadêmico Rhiannon Goldthorpe sugeriu que alguns dos escritos de Sartre estavam "permeados por um 'ateísmo cristão', no qual crenças antigas ainda alimentam a imaginação e a sensibilidade do cético mais radical." O acadêmico Priest Stephen descreve a perspectiva de Sartre como "uma metafísica ateísta." O tradutor de Sartre, Hazel Barnes, escreveu sobre aquele: "O Deus que ele rejeita não é um poder vago, um X desconhecido que explicaria a origem do universo, nem tão pouco é um ideal ou um mito para simbolizar a busca do homem pelo Bem. É especificamente o Deus dos Escolásticos ou, pelo menos, qualquer ideia de Deus como um Criador específico, todo-poderoso, absoluto e existente."

História

Apesar do termo ateísmo ter origem na França do século XVI, ideias que seriam hoje reconhecidas como ateístas estão documentadas desde a antiguidade clássica e o período védico.

Antiga religião hindu

Escolas ateístas são encontradas no hinduísmo antigo, e existem desde o tempo da religião védica. Entre as seis escolas ortodoxas (āstika e nāstika) da filosofia hindu, Sankhya, o mais antigo sistema filosófico, não aceita Deus, enquanto a antiga Mimamsa também rejeita a noção de divindade, e sustenta que a própria ação humana é suficiente para criar as circunstâncias necessárias à apreciação dos seus frutos.

A completamente materialista e antiteísta escola filosófica Carvaka que se originou na Índia em torno do século VI A.C. é provavelmente a escola de filosofia mais explicitamente ateísta da Índia, similar à escola cirenaica grega. Este ramo da filosofia indiana é classificado como heterodoxo devido à sua rejeição da autoridade dos Vedas e não é considerado parte das seis escolas ortodoxas do hinduísmo, mas é notável como evidência de um movimento materialista dentro do hinduísmo. Chatterjee e Datta explicam que a nossa compreensão da filosofia Carvaka é fragmentária, baseada principalmente na crítica das suas ideias por outras escolas, e que não é uma tradição viva:

 

Apesar do materialismo de uma forma ou de outra ter estado sempre presente na Índia, e referências ocasionais sejam encontradas nos Vedas, na literatura budista, nos épicos, bem como nas obras filosóficas posteriores, não encontramos nenhum trabalho sistemático sobre o materialismo, nem qualquer escola organizada de seguidores como as outras escolas filosóficas possuem. Mas quase todos os trabalhos das outras escolas mencionam, para refutação, os pontos de vista materialistas. Nosso conhecimento do materialismo indiano baseia-se sobretudo nesses trabalhos.

 

Chatterjee e Datta

Outras filosofias indianas geralmente consideradas como ateístas incluem samkhya clássica e mimāṃsā. A rejeição de um Deus criador pessoal também é observada no jainismo e no budismo na Índia.

Antiguidade clássica

O ateísmo ocidental tem suas raízes na filosofia grega pré-socrática, mas não emerge como uma visão do mundo distinta até o final do Iluminismo. O filósofo grego do século V A.C. Diágoras é conhecido como o "primeiro ateu" e é citado como tal por Cícero no seu De Natura DeorumCrítias via a religião como uma invenção humana usada para assustar as pessoas e fazê-las seguir a ordem moral. Atomistas como Demócrito tentaram explicar o mundo de uma forma puramente materialista, sem referência ao espiritual ou místico. Entre outros filósofos pré-socráticos, que provavelmente tinham pontos de vista ateístas, incluem-se Pródico e Protágoras. No século III A.C. os filósofos gregos Teodoro, o Ateu e Estratão de Lampsaco também não acreditavam que deuses existiam.

Sócrates (c. 471-399 A.C.) foi acusado de impiedade (ver Dilema de Eutífron) baseado no fato de ele ter inspirado o questionamento dos deuses do Estado. Embora ele tenha contestado a acusação de que era um "ateu completo", dizendo que não podia ser um ateu, visto que acreditava em espíritos, acabaria por ser condenado à MORTE. Sócrates também reza a vários deuses no Fedro de Platão e diz "Por Zeus" no diálogo A República.

Evêmero (c. 330-260 A.C.) publicou sua visão de que os deuses eram apenas os governantes, conquistadores e fundadores do passado deificados, e que os seus cultos e religiões eram, em essência, a continuação dos reinos que desapareceram e das estruturas políticas anteriores. Embora não fosse estritamente um ateu, Evêmero mais tarde foi criticado por ter "espalhado o ateísmo por toda a terra habitada ao obliterar os deuses."

O atomista e materialista Epicuro (c. 341-270 A.C.) disputou muitas doutrinas religiosas, incluindo a existência de vida após a MORTE ou uma divindade pessoal; ele considerava a alma puramente material e mortal. Embora o epicurismo não tenha descartado a existência de deuses, ele acreditava que, se existissem, eles estavam despreocupados com a humanidade.

O poeta romano Lucrécio (c. 99-55 AC), concordou que, se houvesse deuses, estavam despreocupados com a humanidade e eram incapazes de afetar o mundo natural. Por esta razão, ele acreditava que a humanidade não devia ter medo do sobrenatural. Ele expõe seus pontos de vista epicuristas sobre o cosmosátomosalma, mortalidade e religião em De rerum natura (em português: "Sobre a natureza das coisas"), que popularizou a filosofia de Epicuro em Roma.

O filósofo romano Sexto Empírico defendia que se deve suspender o julgamento sobre praticamente todas as crenças - uma forma de ceticismo conhecida como pirronismo- que nada era inerentemente mau e que a ataraxia ("paz de espírito") é atingível se nos refrearmos de julgar. O volume relativamente grande de obras suas que sobreviveram, teve uma influência duradoura sobre filósofos posteriores.

O significado do termo "ateu" mudou ao longo da antiguidade clássica. Os primeiros cristãos eram rotulados como ateus pelos não-cristãos por causa da sua descrença nos deuses pagãos. Durante o Império Romano, os cristãos foram executados por sua rejeição aos deuses romanos em geral e ao culto imperial em particular. Quando o cristianismo se tornou a religião estatal de Roma sob o governo de Teodósio I em 381, a heresia tornou-se um delito punível.

Início da Idade Média ao Renascimento

A adoção de pontos de vista ateístas era rara na Europa durante a Alta Idade Média e Idade Média (ver Inquisição medieval); metafísicareligião e teologia eram os interesses dominantes. Houve, no entanto, movimentos deste período que promoveram concepções heterodoxas do Deus cristão, incluindo pontos de vista diferentes sobre a natureza, a transcendência e a cognoscibilidade de Deus. Indivíduos e grupos, tais como João Escoto Erígena, David de Dinant, Amalarico de Bena e os Irmãos do Livre Espírito mantinham pontos de vista cristãos, mas com tendências panteístasNicolau de Cusa sustentava uma forma de fideísmo que chamou de docta ignorantia ("ignorância aprendida"), afirmando que Deus está além da categorização humana e que o nosso conhecimento de Deus é limitado à conjectura. Guilherme de Ockham inspirou tendências antimetafísicas com a sua limitação nominalista do conhecimento humano para objetos singulares e afirmou que a essência divina não poderia ser intuitivamente ou racionalmente apreendida pelo intelecto humano. Seguidores de Ockham, como João de Mirecourt e Nicolau de Autrecourt, expandiram esta visão. A divisão resultante entre a  e a razão influenciou teólogos posteriores, como John WycliffeJan Hus e Martinho Lutero.

Renascença foi muito importante na expansão do escopo da investigação cética e do livre-pensamento. Indivíduos como Leonardo da Vinci procuraram a experimentação como meio de explicação, e opuseram-se aos argumentos de autoridade religiosa. Outros críticos da religião e da Igreja durante este tempo incluíram Nicolau Maquiavel, Bonaventure des Périers e François Rabelais.

Início do período moderno

As eras do Renascimento e da Reforma testemunharam um ressurgimento do fervor religioso, como evidenciado pela proliferação de novas ordens religiosas, confrarias e devoções populares no mundo católico e o aparecimento de seitas protestantes cada vez mais austeras, como os calvinistas. Esta era de rivalidade interconfessional permitiu uma abrangência ainda maior de especulação teológica e filosófica, muita da qual viria a ser usada para promover uma visão de mundo religiosamente cética.

crítica do cristianismo tornou-se cada vez mais frequente nos séculos XVII e XVIII, especialmente na França e na Inglaterra, onde parece ter existido um mal-estar religioso, de acordo com fontes contemporâneas. Alguns pensadores protestantes, como Thomas Hobbes, defendiam uma filosofia materialista e um ceticismo em relação às ocorrências sobrenaturais, enquanto que o filósofo judeu holandês Baruch Spinoza rejeitava a providência divina em favor de um naturalismo panenteísta. No final do século XVII, o deísmopassou a ser abertamente defendido por intelectuais como John Toland, que cunhou o termo "panteísta". Apesar de ridicularizarem o cristianismo, muitos deístas desprezavam o ateísmo. O primeiro ateu que se sabe ter jogado fora o manto do deísmo, negando de modo contundente a existência de deuses, foi Jean Meslier, um padre francês que viveu no início do século XVIII. Ele foi seguido por outros pensadores abertamente ateus, como o Barão d'Holbach e Jacques-André Naigeon. O filósofo David Hume desenvolveu uma epistemologia cética fundamentada no empirismo, enfraquecendo a base metafísica da teologia natural.

Revolução Francesa tirou o ateísmo e o deísmo anticlerical dos salões e colocou-os na esfera pública. Um dos principais objetivos da Revolução Francesa foi uma reestruturação e subordinação do clero em relação ao Estado através da Constituição Civil do Clero. As tentativas para aplicá-la levaram à violência anticlerical e à expulsão de muitos clérigos da França. Os eventos políticos caóticos da Paris revolucionária, acabaram por permitir aos jacobinos mais radicais tomar o poder em 1793, inaugurando o Reino do Terror. Os jacobinos eram deístas e introduziram o Culto do Ser Supremo como uma religião estatal da França. Alguns ateus próximos de Jacques Hébert procuraram estabelecer um culto da razão, uma forma de pseudo-religião ateia com uma deusa personificando a razão. Ambos os movimentos, em parte, contribuíram para as tentativas forçadas de descristianizar a França. O Culto da Razão terminou depois de três anos, quando a sua liderança, incluindo Jacques Hébert, foi guilhotinada pelos jacobinos. As perseguições anticlericais terminaram com a Reação Termidoriana.

era napoleônica institucionalizou a secularização da sociedade francesa e exportou a revolução para o norte da Itália, na esperança de criar repúblicas flexíveis. No século XIX, os ateus contribuíram para várias revoluções políticas e sociais, facilitando os levantes de 1848, o Risorgimento na Itália e o crescimento de um movimento socialista internacional.

Na segunda metade do século XIX, o ateísmo ganhou proeminência sob a influência de filósofos racionalistas e livre-pensadores. Muitos proeminentes filósofos alemães da época negaram a existência de divindades e eram críticos da religião, incluindo Ludwig FeuerbachArthur SchopenhauerMax StirnerKarl Marx e Friedrich Nietzsche.

Século XX

O ateísmo no século XX, particularmente na forma de ateísmo prático, avançou em muitas sociedades. O pensamento ateu encontrou reconhecimento em uma ampla variedade de outras filosofias mais amplas, como o existencialismo, o objetivismo, o humanismo secular, o niilismo, o positivismo lógico, o anarquismo, o marxismo, o feminismo e o movimento científico e racionalista geral.

O positivismo lógico e o cientificismo pavimentaram o caminho para o neopositivismo, a filosofia analítica, o estruturalismo e o naturalismo. O neopositivismo e a filosofia analítica descartaram o racionalismo clássico e a metafísica em favor do empirismo estrito e do nominalismo epistemológico. Proponentes como Bertrand Russell, rejeitaram enfaticamente a crença em Deus. Em seus primeiros trabalhos, Ludwig Wittgenstein tentou separar a linguagem metafísica e sobrenatural do discurso racional. A. J. Ayer afirmou a inverificabilidade e a falta de sentido das afirmações religiosas, citando a sua adesão às ciências empíricas. Relacionado com esta ideia, o estruturalismo aplicado de Lévi-Strauss ligou a origem da linguagem religiosa ao subconsciente humano ao negar o seu significado transcendental. John Niemeyer Findlay e J. J. C. Smart argumentaram que a existência de Deus não é logicamente necessária. Naturalistas e monistas materialistas, tais como John Dewey, consideravam o mundo natural como a base de tudo, negando a existência de Deus ou a imortalidade.

O século XX também assistiu ao avanço político do ateísmo, estimulado pela interpretação das obras de Marx e Engels. Após a Revolução Russa de 1917, houve mais liberdade religiosa para as minorias religiosas, o que durou alguns anos. Embora a Constituição Soviética de 1936 garantisse a liberdade para realizar cultos, o Estado soviético, sob a política de Estado ateu de Stalin, não considerava a religião um assunto privado; o governo soviético ilegalizou o ensino religioso e promoveu campanhas para convencer as pessoas a abandonar a religião. Diversos outros estados comunistas também se opuseram à religião e promoveram o ateísmo estatal, incluindo os antigos governos socialistas da Albânia, e, atualmente, da ChinaCoreia do Norte e Cuba.

Outros líderes como Periyar E. V. Ramasamy, um proeminente líder ateu da Índia, lutaram contra o hinduísmo e os brâmanes por eles discriminarem e dividirem as pessoas em nome de castas e religião. Tal foi sublinhado em 1956, quando ele erigiu uma estátua representando um deus hindu em uma representação humilde e fez declarações antiteístas.

Em 1966, a revista Time perguntava: "Deus está morto?", em resposta ao movimento teológico MORTE de Deus, citando a estimativa de que quase metade de todas as pessoas no mundo viviam sob um poder anti-religioso e milhões mais na ÁfricaÁsia e América do Sul pareciam não ter conhecimento sobre o Deus único.

Em 1967, o governo albanês de Enver Hoxha anunciou o fechamento de todas as instituições religiosas no país, declarando a Albânia o primeiro estado oficialmente ateu, embora a prática religiosa na Albânia tenha sido restaurada em 1991. Estes regimes acentuaram as associações negativas do ateísmo, especialmente onde o sentimento anticomunista era forte, como nos Estados Unidos, apesar do fato de que ateus proeminentes serem anticomunistas.

Século XXI

Desde a queda do Muro de Berlim, o número de regimes ativamente anti-religiosos tem diminuído consideravelmente. Em 2006, Timothy Shah do Fórum Pew constatou "uma tendência mundial em todos os grandes grupos religiosos, na qual movimentos baseados em Deus e na fé, em geral, estão experimentando confiança e influência crescentes face aos movimentos e ideologias seculares". No entanto, Gregory S. Paul e Phil Zuckerman consideram isso um mito e sugerem que a situação real é muito mais complexa e matizada.

A motivação religiosa dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e as tentativas parcialmente bem-sucedidas do Discovery Institute para mudar o currículo de ciências das escolas estadunidenses para incluir ideias criacionistas, juntamente com o apoio dessas ideias pelo ex-presidente George W. Bush em 2005, desencadearam uma onda de publicações de conhecidos autores ateus como Sam HarrisDaniel C. DennettRichard DawkinsVictor J. Stenger e Christopher Hitchens, cujas obras foram best-sellers nos Estados Unidos e em todo o mundo.

Um levantamento de 2010 descobriu que aqueles que se identificam como ateus ou agnósticos estão, em média, mais bem informados sobre religião do que os seguidores das religiões principais. Descrentes tiveram melhores pontuações respondendo a questões sobre os princípios centrais das fés protestante e católica. Apenas fiéis mórmons e judeus tiveram tão boas pontuações sobre religião quanto os ateus e agnósticos.

Ateísmo 3.0 é um movimento dentro do ateísmo que não acredita na existência de Deus, mas que diz que a religião tem sido benéfica para os indivíduos e para a sociedade, e que eliminá-la é menos importante do que outras coisas que precisam ser feitas.

Demografia

É difícil quantificar o número de ateus no mundo. Institutos de pesquisas de crença religiosa podem definir o "ateísmo" de várias maneiras diferentes ou fazer diferentes distinções entre ateísmo, convicções não-religiosas e crenças religiosas e espirituais não-teístas. Por exemplo, um ateu hindu iria declarar-se como hindu, apesar de também ser, ao mesmo tempo, ateu. Um estudo de 2005, publicado na Encyclopædia Britannica, revelou que os não-religiosos representam cerca de 11,9% da população mundial e os ateus cerca de 2,3%. Este número não inclui aqueles que seguem religiões ateias, como alguns budistas.

Uma enquete realizada entre novembro e dezembro de 2006, publicada no Financial Times, mostrou as taxas de população ateia nos Estados Unidos e em cinco países europeus. As menores taxas de ateísmo estão nos Estados Unidos com apenas 4%; as taxas de ateísmo nos países europeus pesquisados foram consideravelmente mais altas: Itália (7%), Espanha (11%), Reino Unido (17%), Alemanha (20%) e França (32%). Os números europeus são semelhantes aos de uma pesquisa oficial da União Europeia(UE), que relatou que 18% da população da UE não acredita em um deus. Outros estudos têm mostrado uma porcentagem estimada de ateus, agnósticos e outros não-crentes em um deus pessoal de apenas um dígito em países como PolôniaRomênia,Chipre e outros países europeus, e de até 85% na Suécia, 80% na Dinamarca, 72% na Noruega e 60% na Finlândia. Segundo o Australian Bureau of Statistics, 19% dos australianos declararam-se como "sem religião", uma categoria que inclui os ateus. Entre 64% e 65% dos japoneses são ateus, agnósticos, ou não acreditam em um deus.

 

Somente na Europa, nos últimos 100 anos, o ateísmo cresceu de aproximadamente 1,7 milhão para cerca de 130 milhões de pessoas.

 

— Centro de Treinamento Cristão European Apologetics Network, de Londres

Na América Latina os índices de ateísmo variam de 1 a 3%, exceto em Cuba (7%), México (7%), Argentina (8%) e Uruguai (12%). No Uruguai, entre 30 e 50% da população assume não ter religião.

Um estudo internacional relatou correlações positivas entre os níveis de educação e os índices de descrença em uma divindade, enquanto uma pesquisa da União Europeia encontrou uma correlação positiva entre o abandono escolar precoce e a crença em um deus. Uma carta publicada na revista Nature em 1998, relatou uma pesquisa sugerindo que a crença em um deus pessoal ou na vida após a MORTE alcançou o nível mais baixo de todos os tempos entre os membros da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, sendo que apenas 7,0% dos membros disseram acreditar em um deus pessoal, em forte contraste com os mais de 85% da população geral dos Estados Unidos que acredita em um deus. Em contrapartida, um artigo publicado pela Universidade de Chicago que discutiu o referido estudo, afirmou que 76% dos médicos estadunidenses acreditam em Deus, mais do que os 7% dos cientistas acima, mas ainda inferior aos 85% da população em geral. No mesmo ano, Frank Sulloway, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e Michael Shermer, da Universidade do Estado da Califórnia, conduziram um estudo que encontrou em sua amostra de pesquisa de "credenciados" adultos dos Estados Unidos (12% doutorados e 62% eram graduados universitários) 64% que acreditavam em Deus e houve uma correlação indicando que a convicção religiosa diminuiu com o aumento do nível de escolaridade. Uma correlação inversa entre religiosidade e inteligência foi encontrada por 39 estudos realizados entre 1927 e 2002, de acordo com um artigo na Mensa International Magazine. Estes resultados concordam em geral com uma metanálise realizada em 1958 pelo professor Michael Argyle, da Universidade de Oxford. Ele analisou sete estudos que investigaram a correlação entre a atitude em relação à religião e o nível de inteligência entre os estudantes do ensino médio e universitários dos Estados Unidos. Apesar de uma clara correlação negativa ter sido encontrada, a análise não identificou existência de causalidade, mas observou que fatores como histórico familiar autoritário e classe social também poderiam desempenhar algum papel.

Brasil

De acordo com dados do Censo brasileiro de 2010 do IBGE, 8,0% da população brasileira declarou-se "sem religião" (15,3 milhões), dentre as quais cerca de 615 mil declararam-se ateias. No Censo de 2000, estes correspondiam a 7,4% (cerca de 12,5 milhões) da população. Em 1991 essa porcentagem era de 4,7%.

Uma pesquisa realizada pela empresa Ipsos a pedido da agência de notícias Reuters revelou que 3% dos brasileiros entrevistados não acreditam em deuses ou seres supremos.

No Brasil, o estado da Bahia é o terceiro com maior número de pessoas sem religião; o primeiro é o Rio de Janeiro. A capital baiana, Salvador, tem a maior porcentagem nacional de pessoas sem religião entre as capitais, 18% da população. No país todo, são mais numerosos entre os homens e entre os habitantes com menos de 55 anos. A cidade com o maior número de ateus é Nova Ibiá, com 59,85% dos habitantes, de acordo com o censo de 2000 do IBGE. O segundo lugar fica com Pitimbu, na Paraíba, com 42, 44%.

Ateísmo, religião e moralidade

Associação com visões de mundo e comportamentos sociais

O sociólogo Phil Zuckerman analisou pesquisas anteriores em ciências sociais sobre laicidade e não-crença e concluiu que o bem-estar social está positivamente correlacionado com a irreligião. As suas descobertas relacionadas especificamente com o ateísmo incluem:

Ateísmo e religião

Assume-se frequentemente que pessoas que se auto-identificam como ateus são irreligiosas, mas algumas seitas dentro das principais religiões, rejeitam a existência de uma divindade criadora e pessoal. Nos últimos anos, certas denominações religiosas têm acumulado uma série de seguidores abertamente ateus, tais como o judaísmo humanístico e ateísta e ateus cristãos.

O sentido mais estrito do ateísmo positivo não implica quaisquer crenças específicas fora da descrença em qualquer divindade, como tal, os ateus podem ter qualquer número de crenças espirituais. Pela mesma razão, os ateus podem ter uma grande variedade de crenças éticas, que vão desde o universalismo moral do humanismo, que defende que um código moral deve ser aplicado consistentemente a todos os seres humanos, ao niilismo moral, que sustenta que a moralidade não tem sentido.

Mandamento divino vs. ética

Embora seja um truísmo filosófico, encapsulado no Dilema de Eutífron de Platão, que o papel dos deuses na diferenciação entre certo e errado ou é desnecessário ou arbitrário, o argumento de que a moralidade tem que ser derivada de Deus e que não pode existir sem um criador sábio tem sido uma característica persistente de debate político, ainda que não tanto do filosófico. Preceitos morais, como "o assassinato é errado" são vistos como leis divinas, requerendo um legislador ou juiz divino. No entanto, muitos ateus argumentam que o tratamento legalista da moralidade envolve uma falsa analogia e que a moralidade não depende de um legislador da mesma forma que as leis. Outros ateus, como Friedrich Nietzsche, discordaram desta opinião e declararam que a moralidade "tem verdade apenas se Deus é a verdade, portanto fica em pé ou cai de acordo com a fé em Deus."

Existem sistemas normativos éticos que não necessitam que os princípios e regras sejam fornecidos por uma divindade. Alguns incluem ética da virtudecontrato social, ética kantianautilitarismo e o objetivismoSam Harris propôs que a prescrição moral (criar regras éticas) não é apenas uma questão a ser explorada pela filosofia, mas que podemos praticar significativamente uma ciência da moralidade. Um tal sistema científico deve, no entanto, responder ao criticismo consubstanciado na falácia naturalista.

Os filósofos Susan Neiman e Julian Baggini (entre outros) afirmam que o comportamento ético apenas devido ao mandato divino não é o comportamento ético verdadeiro, mas apenas a obediência cega. Baggini argumenta que o ateísmo é uma base superior para a ética, afirmando que uma base moral externa aos imperativos religiosos é necessária para avaliar a moralidade dos próprios imperativos - para ser capaz de discernir, por exemplo, que "furtarás" é imoral, mesmo que a sua religião o instrua a fazer isso - e que os ateus, portanto, têm a vantagem de estarem mais inclinados a fazer tais avaliações. O político e filósofo contemporâneo britânico Martin Cohen ofereceu o exemplo historicamente mais revelador de injunções bíblicas em favor da tortura e escravidão como evidência de que as injunções religiosas seguem os costumes políticos e sociais, e não vice-versa, mas também observou que a mesma tendência parece ser verdadeira para filósofos supostamente imparciais e objetivos. Cohen explana esse argumento com mais detalhes na Filosofia Política de Platão a Mao, no caso do Alcorão que ele vê como tendo tido um papel geralmente infeliz na preservação dos códigos sociais do início do século VII por meio de mudanças na sociedade secular.

Perigos das religiões

Um argumento de que as religiões podem ser prejudiciais, feito por ateus como Sam Harris, é que a dependência das religiões ocidentais da autoridade de Deus presta-se ao autoritarismo e ao dogmatismo. Os ateus também citaram dados mostrando que há uma correlação entre fundamentalismo religioso e religião extrínseca (quando a religião é praticada porque serve a interesses ocultos) e autoritarismo, dogmatismo e preconceito. Estes argumentos, combinados com eventos históricos que são argumentos para demonstrar os perigos da religião, como as CruzadasInquisiçãocaça às bruxas e os ataques terroristas, têm sido usados em resposta às reivindicações dos efeitos benéficos da crença na religião. Os crentes contra-argumentam que alguns regimes que defendem o ateísmo, como foi a Rússia soviética, também foram culpados de assassinatos em massa, apesar destes atos não conterem relação alguma com a ausência de religião do regime.

Discriminação e preconceito

O ateísmo sempre foi uma doutrina perseguida, clandestina e discriminada. Durante a cristianização do Império Romano, o ateísmo foi considerado crime terrível e praticamente deixou de existir na história das ideias europeias. Até o século XIX, devido ao poder político-eclesiástico, o indivíduo que assumisse oposição aos ensinamentos da Igreja seria recriminado pela sociedade e pelo governo com acusações de desonestidade, rebeldia, incredulidade e libertinagem.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup em 1999 comprova que 95% dos estadunidenses votaria em uma mulher para presidente, 92% votaria em um judeu ou negro, 79% em um homossexual mas apenas 49% votaria em um ateu. A revista Newsweek estima uma porcentagem ainda menor: 37% Uma pesquisa de 2007 encomendada pela CNT/Sensus revela que 84% dos brasileiros votariam em um negro para Presidente da República, 57% em uma mulher, 32% em um homossexual mas apenas 13% votaria em um ateu. Uma pesquisa de agosto de 2010 realizada pelo Núcleo de Opinião Pública em uma iniciativa da Fundação Perseu Abramo (FPA) e SESC revelou que 66% das mulheres brasileiras jamais votariam em um ateu e 11% dificilmente votaria, enquanto 61% dos homens brasileiros nunca votaria e 13% dificilmente votaria. Uma pesquisa realizada no dia 13 de dezembro de 2012 pelo Data folha indica que 86% dos brasileiros acreditam que a crença em Deus torna as pessoas melhores, enquanto que apenas 13% acreditam que implicação não é obrigatória.

Visibilidade

Conforme a Associação Americana de Livreiros, em 2005 as obras da categoria "céticos e ateus" registraram o maior crescimento da história até então e o segundo maior entre os demais gêneros. A revista mensal com a quinta maior tiragem dos Estados Unidos, entre as especializadas, é uma publicada pela Sociedade dos Céticos. Na Fox News, o programa Bullshit! dissemina o ateísmo e a dupla de mágicos Penn Jillette e Raymond Joseph Teller desmascara truques místicos.

 

Deísmo

 

deísmo é uma posição filosófica naturalista que aceita a existência e a natureza de Deus (Criador ou não) através da razão, do livre pensamento e da experiência pessoal, em vez dos elementos comuns das religiões teístas como a revelação direta, ou tradição. Deus é um Criador ou Organizador do Universo (comparável ao Demiurgo do filósofo grego Platão), é a primeira causa da filosofia deísta. Em palavras mais simples: um deísta é aquele que está inclinado a afirmar a existência de Deus, mas não pratica nenhuma religião, não negando a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais e físicas. A interpretação de Deus pode variar para cada deísta.

Deístas, em geral, acreditam que as ideologias religiosas devem tentar reconciliar e não contradizer a ciência, ou seja, o deísmo pode ser considerado um derivado do teísmo agnóstico. Assim, um dos princípios fundamentais desta posição é baseada na consolidação de que Deus existe e criou o universo físico, mas não interfere nele (postulado que inclui a evolução teísta) de maneira evidente como sugerem as religiões teístas, mas de maneira providencialista (ocorre sem que se perceba claramente). Também não tomam posição sobre o que Deus faz fora do mundo físico (céu, inferno, reencarnação e etc). O deísmo nega revelações divinas ao contrário com o fideísmo encontrado em muitos ensinamentos do CristianismoIslamismo e Judaísmo, que afirma que a religião depende da revelação das escrituras ou o testemunho de outras pessoas.

Os deístas tipicamente também tendem a rejeitar eventos sobrenaturais, isso por que a razão (com toda sua limitação) não aceitaria tais ideias (milagresprofecias, etc.) não as negando, mas não aceitando como uma verdade racional. Sobre as religiões organizadas que usam revelações divinas e livros sagrados, a maioria dos deístas interpretam-as como invenção de outros seres humanos, e não como fontes de autoridade, mas podem aceitá-las como inspiração espiritual. Os deístas dizem que o maior presente de Deus para a humanidade não é a religião, mas "a capacidade de raciocinar".

Os deístas não acreditam em um Deus como apregoam as religiões, nem mesmo acreditam que as religiões possam estar certas quanto a se dizerem conhecedoras da Palavra de Deus, ou da maneira como Deus quer que nós ajamos moralmente. Não há quaisquer comprovações científicas da veracidade de tais argumentos. Como meio de investigação para comprovações metafísicas, os deístas tendem a aceitar totalmente a lógica para tal. Logo, para os deístas, as religiões denominacionais são apenas invenções humanas.

O deísta acredita que a própria estrutura do universo, tão complexa como é, é a prova de que existe um Deus criador, entretanto é importante ressaltar que o deísmo permite aos seus seguidores uma livre interpretação disso. Para alguns deístas, por exemplo, Deus pode ser um ser transcendental criador das coisas, para outros pode ser uma força completamente neutra, não pensante, não sobrenatural, que gera e mantém o universo.

O Deísmo pretende enfrentar a questão da existência de Deus, através da razão, em lugar dos elementos comuns das religiões teístas tais como a "revelação divina", os dogmas e a tradição. Os deístas geralmente questionam as religiões denominacionais e seu(s) deus(es) dito(s) "revelado(s)", argumentando que Deus é o criador do mundo, mas que não intervém, nos afazeres do mesmo (posição criada por ateus dentro da doutrina filosófica deísta), embora esta posição não seja estritamente parte da filosofia deísta. Para os deístas, Deus se revela através da ciência e as leis da natureza. Pessoas que não são seguidoras de religiões mas não estão dispostas a ver a realidade dessa maneira e acreditam num Deus interferente não são deístas, mas na verdade irreligiosas.

Quanto a questões metafísicas, como a existência ou não de vida após a MORTE, cada deísta é livre para formar a sua opinião sobre isso. Podem crer, ou podem ser incertos sobre isso, achando que não dá para saber ou que ainda não foram encontradas provas que comprovassem ou desmentissem essa ideia.

Um deísta pode ter opiniões bem diferentes de outras pessoas que acreditam em Deus, como achar que Deus não faz questão de ter o seu nome escrito com inicial maiúscula, acreditar que ele não quer ser adorado, acreditar que ele nem mesmo sabe que nós existimos, e etc. Mas isso não ocorre necessariamente com todos eles, já que cada um é um livre pensador individual, com conceitos diferentes, tendo apenas a não interferência como característica em comum, portanto, as concepções de um deísta para o outro podem variar.

Os deístas em geral consideram que Anjos e Demônios são apenas fraquezas da mente humana que podem ser vencidas pelo raciocínio lógico; assim como não acreditam que Deus castigue ou premie as pessoas pelos seus atos, acreditando que cada um é responsável pelas atitudes que toma e suas consequências, não castigando pessoas homossexuais, que usam tatuagens, roqueiros e outros.

O mais próximo da ideia de um Deus interferente em que um deísta pode acreditar é a ideia de uma providência geral como Voltaire, por exemplo, disse certa vez a uma senhora: Minha senhora, acredito em uma providência geral, mas não numa providência particular que salvou o seu pássaro que estava machucado.

Ou seja, deístas não tem religião, e acreditam em uma divindade não interferente (ou não mais interferente), criador ou não do universo. Portanto, não acreditam em milagres e, se acreditam, interpretam de uma forma natural.

História

As raízes do deísmo estão ligadas aos antigos filósofos gregos, e sobretudo à filosofia aristotélica da primeira causa. Mais tarde este movimento floresce durante o Iluminismo, com o apoio de cientistas britânicos e italianos como Galileu Galilei e Isaac Newton.

As primeiras obras de críticas a Bíblia, tais como Thomas Hobbes no Leviatã e Spinoza no Tratado Político Teológico, bem como obras de autores menos conhecidos, como Richard Simon e Isaac La Peyrère, pavimentaram o caminho para o desenvolvimento do deísmo crítico.

Edward Herbert, Lorde de Cherbury (1583-1648), é geralmente considerado como o "pai do deísmo inglês", e seu livro De Veritate (na verdade, It Is Distinguished from Revelation, the Probable, the Possible, and the False) (1624) a primeira grande demonstração do deísmo.

Herbert apresentou os pontos básicos do deísmo que pode ser resumido na seguinte maneira: "Deus existe, e pode ser cultuado pelo arrependimento e por uma vida de tal modo digna, que a alma imortal possa receber a recompensa eterna em vez do castigo". Outros deístas influentes, como Charles Bloynt (1654-1693), John Tolarndt (1670-1722), Lorde Shaftesbury (1671-1713) pregaram que o cristianismo não era um mistério e poderia ter sua autenticidade verificada pela razão; tudo o que não pudesse ser provado pela razão deveria ser descartado.

Entretanto, foi na época do Iluminismo no final do século XVII, que o movimento deísta atingiu o seu apogeu partir dos escritos de autores ingleses e franceses como Thomas HobbesJohn LockeJean Jacques Rousseau e Voltaire. O mais famoso dos deístas franceses foi Voltaire, que adquiriu o gosto pela ciência newtoniana, e reforçou inclinações deístas, durante uma visita de dois anos a Inglaterra a partir de 1726.

Ao mesmo tempo, com a imigração de deístas ingleses, a divulgação dos escritos deístas e a difusão das ideias iluministas nas Treze Colônias contribuíram para popularizar o deísmo nos Estados Unidos, com os escritos dos norte-americanos, John Quincy AdamsEthan AllenBenjamin FranklinThomas JeffersonJames Madison, George Washington e, especialmente, Thomas Paine em seu livro A Era da Razão. Os princípios deístas, especificamente tiveram efeito sobre as estruturas política e religiosa dos Estados Unidos, tais como a separação entre Igreja e Estado e a liberdade religiosa.

O deísmo, geralmente considerado como uma influente escola de pensamento, declinou em cerca de 1800. O termo deísta tornou-se raramente utilizado, mas as crenças deístas, suas ideias e influências não. Elas podem ser vistos no século XIX na teologia liberal britânica e na ascensão do unitarianismo, que adotou muitas das suas crenças e ideias. Mesmo hoje, há um número significativo de sites deístas.

Vários fatores contribuíram para um declínio geral na popularidade do deísmo, incluindo:

  • o surgimento, crescimento e propagação do naturalismo e do materialismo, que foram ateístas;
  • os escritos de David Hume e Immanuel Kant (e mais tarde, Charles Darwin), que aumentaram dúvida sobre o argumento da primeira causa e do Argumento Teleológico, transformando muitos (embora não todos) potenciais deístas ao ateísmo ou panendeísmo;
  • perda de confiança em que a razão e o racionalismo poderiam resolver todos os problemas;
  • críticas de excessos da Revolução Francesa;
  • críticas que o livre pensamento levaria inevitavelmente ao ateísmo;
  • uma campanha antideísta e anti-razão de alguns clérigos cristãos para caluniar o deísmo e equipará-lo com o ateísmo na opinião pública;
  • revivalismo de movimentos cristãos que afirmavam que uma relação pessoal com uma divindade era possível.

Características

Os deístas não estão presos a nenhum tipo de mitologia ou dogma, podendo ou não acreditar em algum tipo de pós-vida. Frequentemente, os deístas se encontram insatisfeitos com as religiões denominacionais, e apresentam, geralmente, algumas afirmações que os diferenciam dos religiosos e teístas.

Pandeísmo

Pandeísmo é uma corrente filosófica que surgiu da mistura do panteísmo com o deísmo. Panteísmo é a crença de que tudo compõe um Deus abrangente e imanente, ou que o Universo (ou Natureza) é idêntica à divindade. Panteístas e pandeístas, assim, não acreditam em um deus pessoal ou antropomórfico. Para pandeístas: "Deus originou e se tornou o Universo".

Afirmações deístas

  1. Admito uma existência divina, mas com características distintas das religiões.
  2. Confirmo que a "palavra" de Deus são as leis da natureza e do Universo, não os livros ditos "sagrados" escritos por homens em condições duvidosas.
  3. Uso apenas a razão para pensar na possibilidade de existência de outras dimensões, não aceitando doutrinas elaboradas por homens.
  4. Creio que se pode encontrar Deus mais facilmente fora do que dentro de alguma religião.
  5. Desfruto da liberdade de procurar uma espiritualidade que me satisfaça.
  6. Prefiro elaborar meus princípios e meus valores pessoais pelo raciocínio lógico, do que aceitar as imposições escritas em livros ditos "sagrados" ou por "autoridades" religiosas.
  7. Sou um livre-pensador individual, optando orientar minhas escolhas éticas através da consciência e reflexão racional, e minhas convicções não se formaram por força de uma tradição ou da "autoridade" de outros.
  8. Acredito que religião e Estado devem ser separados.
  9. Prefiro me considerar um ser racional, ao invés de um ser religioso.
  10. O raciocínio lógico é o único método pelo qual podemos ter certeza sobre algo.

 

VERSÍCULOS DA BÍBLIA

 

  • E naqueles dias os homens buscarão a MORTE, e não a acharão; e desejarão MORRER, e a MORTE fugirá deles. Apocalipse 9:6
  • Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de MORTEMateus 26:66
  • Onde está, ó MORTE, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? 1 Coríntios 15:55
  • E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à MORTE, e MORTE de cruz. Filipenses 2:8
  • E a MORTE e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda MORTE. Apocalipse 20:14
  • Preciosa é à vista do Senhor a MORTE dos seus santos. Salmos 116:15
  • E depois da MORTE de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel. 2 Reis 1:1
  • Ou descobriram-se-te as portas da MORTE, ou viste as portas da sombra da MORTEJó 38:17
  • Nós sabemos que passamos da MORTE para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na MORTE1 João 3:14
  • E virá, e ferirá a terra do Egito; entregando para a MORTE, quem é para a MORTE; e quem é para o cativeiro, para o cativeiro; e quem é para a espada, para a espada. Jeremias 43:11
  • Os seus pés descem para a MORTE; os seus passos estão impregnados do inferno. Provérbios 5:5
  • Cordas do inferno me cingiram; encontraram-me laços de MORTE2 Samuel 22:6
  • Porque a sua casa se inclina para a MORTE, e as suas veredas para os MORTOS. Provérbios 2:18
  • A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da MORTEProvérbios 7:27
  • Tristezas do inferno me cingiram, laços de MORTE me surpreenderam. Salmos 18:5
  • Para estes certamente cheiro de MORTE para MORTE; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo? 2 Coríntios 2:16
  • E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua MORTE2 Samuel 6:23
  • Porque me cercaram as ondas de MORTE; as torrentes dos homens ímpios me assombraram. 2 Samuel 22:5
  • Para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à MORTESalmos 102:20
  • A sua alma aborreceu toda a comida, e chegaram até às portas da MORTESalmos 107:18
  • O Senhor me castigou muito, mas não me entregou à MORTESalmos 118:18
  • Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da MORTE. Provérbios 10:2
  • De nada aproveitam as riquezas no dia da ira, mas a justiça livra da MORTE. Provérbios 11:4
  • Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não há MORTE. Provérbios 12:28
  • A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da MORTE. Provérbios 13:14
  • Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da MORTEProvérbios 14:12
  • O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da MORTEProvérbios 14:27
  • O furor do rei é mensageiro da MORTE, mas o homem sábio o apaziguará. Provérbios 16:14
  • Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da MORTEProvérbios 16:25
  • A MORTE e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto. Provérbios 18:21
  • A perdição e a MORTE dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. Jó 28:22
  • Porque eu sei que me levarás à MORTE e à casa do ajuntamento determinada a todos os viventes. Jó 30:23
  • Tristezas de MORTE me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram. Salmos 18:4
  • Para lhes livrar as almas da MORTE, e para os conservar vivos na fome. Salmos 33:19
  • O meu coração está dolorido dentro de mim, e terrores da MORTE caíram sobre mim. Salmos 55:4
  • Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a MORTE1 Coríntios 15:26
  • Ora, o aguilhão da MORTE é o pecado, e a força do pecado é a lei. 1 Coríntios 15:56
  • De maneira que em nós opera a MORTE, mas em vós a vida. 2 Coríntios 4:12
  • E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para MORTERomanos 7:10
  • Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta MORTERomanos 7:24
  • Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da MORTERomanos 8:2
  • Porque a inclinação da carne é MORTE; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Romanos 8:6
  • Na fome te livrará da MORTE; e na guerra, da violência da espada. Jó 5:20
  • E livrasse todos os que, com medo da MORTE, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Hebreus 2:15
  • Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a MORTE do testador. Hebreus 9:16
  • Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para MORTE1 João 5:17
  • Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de MORTEMarcos 14:64
  • Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades, Provérbios 26:18
  • Assim a minha alma escolheria antes a estrangulação; e antes a MORTE do que a vida. Jó 7:15
  • Porque assim como a MORTE veio por um homem, também a ressurreição dos MORTOS veio por um homem. 1 Coríntios 15:21
  • E, embora não achassem alguma causa de MORTE, pediram a Pilatos que ele fosse morto. Atos 13:28
  • Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de MORTE, e for morto, e o pendurares num madeiro, Deuteronômio 21:22
  • Tal como a que se assenta nas trevas e sombra da MORTE, presa em aflição e em ferro; Salmos 107:10
  • Tirou-os das trevas e sombra da MORTE; e quebrou as suas prisões. Salmos 107:14
  • Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a MORTEProvérbios 21:6
  • E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a MORTEJó 33:22
  • Eles te farão descer à cova e MORRERás da MORTE dos traspassados no meio dos mares. Ezequiel 28:8
  • Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a MORTE, assim também a MORTE passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12
  • E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela MORTE, do meio do povo, Deuteronômio 2:16
  • (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua MORTE com maldição); Jó 31:30
  • Das trevas descobre coisas profundas, e traz à luz a sombra da MORTEJó 12:22
  • Eu os remirei da mão do inferno, e os resgatarei da MORTE. Onde estão, ó MORTE, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua perdição? O arrependimento está escondido de meus olhos. Oséias 13:14
  • Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da MORTE, para que, pela graça de Deus, provasse a MORTE por todos. Hebreus 2:9
  • E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela MORTE aniquilasse o que tinha o império da MORTE, isto é, o diabo; Hebreus 2:14
  • Que homem há, que viva, e não veja a MORTE? Livrará ele a sua alma do poder da sepultura? (Selá.) Salmos 89:48
  • Os cordéis da MORTE me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza. Salmos 116:3
  • Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a MORTE, e aos que estão sendo levados para a MATANÇAProvérbios 24:11
  • E viveu Amazias, filho de Joás, rei de Judá, depois da MORTE de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, quinze anos. 2 Reis 14:17
  • E aconteceu depois da MORTE de Abraão, que Deus abençoou a Isaque seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Beer-Laai-Rói. Gênesis 25:11
  • E viveu Amazias, filho de Joás, rei de Judá, depois da MORTE de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, quinze anos. 2 Crônicas 25:25
  • E sucedeu que, depois da MORTE de Saul, voltando Davi da derrota dos amalequitas, ficou dois dias em Ziclague; 2 Samuel 1:1
  • Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a MORTE e o mal; Deuteronômio 30:15
  • E sucedeu depois da MORTE de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo: Josué 1:1
  • Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas almas da MORTE, mas entregou à pestilência as suas vidas. Salmos 78:50
  • Venha perante a tua face o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço preserva aqueles que estão sentenciados à MORTESalmos 79:11
  • Porque tu livraste a minha alma da MORTE, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda. Salmos 116:8
  • Como a justiça encaminha para a vida, assim o que segue o mal vai para a sua MORTEProvérbios 11:19
  • O nosso Deus é o Deus da salvação; e a DEUS, o Senhor, pertencem os livramentos da MORTESalmos 68:20
  • O qual nos livrou de tão grande MORTE, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda, 2 Coríntios 1:10
  • E persegui este caminho até à MORTE, prendendo, e pondo em prisões, tanto homens como mulheres, Atos 22:4
  • Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua MORTERomanos 6:3
  • E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a MORTERomanos 6:21
  • Porque o salário do pecado é a MORTE, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23
  • Porque não tenho prazer na MORTE do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei. Ezequiel 18:32
  • Da MORTE dos incircuncisos MORRERÁS, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS. Ezequiel 28:10
  • Que esperam a MORTE, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos; Jó 3:21
  • Serão devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da MORTE devorará os seus membros. Jó 18:13
  • Melhor é a boa fama do que o melhor unguento, e o dia da MORTE do que o dia do nascimento de alguém. Eclesiastes 7:1
  • E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela MORTE foram impedidos de permanecer, Hebreus 7:23
  • Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a MORTETiago 1:15
  • E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à MORTELucas 22:33
  • Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de MORTELucas 23:15
  • E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de MORTE, e o crucificaram. Lucas 24:20
  • Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a MORTEJoão 8:51
  • Mas Jesus dizia isto da sua MORTE; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. João 11:13
  • E dizia isto, significando de que MORTE havia de MORRERJoão 12:33
  • Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para MORTE, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para MORTE. Há pecado para MORTE, e por esse não digo que ore. 1 João 5:16
  • (Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que MORTE havia de MORRER). João 18:32
  • E o irmão entregará à MORTE o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão MORRERMarcos 13:12
  • E não recebereis resgate pela vida do homicida que é culpado de MORTE; pois certamente MORRERÁNúmeros 35:31
  • Pois o homicida deverá ficar na cidade do seu refúgio, até à MORTE do sumo sacerdote; mas, depois da MORTE do sumo sacerdote, o homicida voltará à terra da sua possessão. Números 35:28
  • Portanto mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua MORTE, dizendo: Gênesis 50:16
  • Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da MORTE, pois não era possível que fosse retido por ela; Atos 2:24
  • E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o dia da minha MORTEGênesis 27:2
  • Esta, porém, é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes da sua MORTEDeuteronômio 33:1
  • Porque na MORTE não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará? Salmos 6:5
  • Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os MORTOS, já não morre; a MORTE não mais tem domínio sobre ele. Romanos 6:9
  • Sim, por amor de ti, somos MORTOS todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro. Salmos 44:22
  • E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da MORTE e do inferno. Apocalipse 1:18
  • E, depois da MORTE de Hezrom, em Calebe de Efrata, Abia, mulher de Hezrom, deu à luz a Asur, pai de Tecoa. 1 Crônicas 2:24
  • Zebulom é um povo que expôs a sua vida à MORTE, como também Naftali, nas alturas do campo. Juízes 5:18
  • Pela sua própria malícia é lançado fora o perverso, mas o justo até na MORTE se mantém confiante. Provérbios 14:32
  • Mas já em nós mesmos tínha- mos a sentença de MORTE, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os MORTOS2 Coríntios 1:9
  • E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à MORTE por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. 2 Coríntios 4:11
  • E vi uma das suas cabeças como ferida de MORTE, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. Apocalipse 13:3
  • E a vossa aliança com a MORTE se anulará; e o vosso acordo com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis por ele pisados. Isaías 28:18
  • Então disse Samuel: Trazei-me aqui a Agague, rei dos amalequitas. E Agague veio a ele animosamente; e disse Agague: Na verdade já passou a amargura da MORTE1 Samuel 15:32
  • E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais MORTE, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. Apocalipse 21:4
  • E o irmão entregará à MORTE o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os MATARÃOMateus 10:21
  • A MORTE os assalte, e vivos desçam ao inferno; porque há maldade nas suas habitações e no meio deles. Salmos 55:15
  • Porque não te louvará a sepultura, nem a MORTE te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova. Isaías 38:18
  • Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da MORTE; A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. Lucas 1:79
  • Ou, se o ferir com instrumento de pau que tiver na mão, de que possa MORRER, e ele MORRER, homicida é; certamente MORRERÁ o homicida. Números 35:18
  • Assim deram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há MORTE na panela. Não puderam comer. 2 Reis 4:40
  • Porém, depois da MORTE de Joiada vieram os príncipes de Judá e prostraram-se perante o rei; e o rei os ouviu. 2 Crônicas 24:17
  • Então o furor de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem, e disse a Natã: Vive o Senhor, que digno de MORTE é o homem que fez isso. 2 Samuel 12:5
  • ¶ E sucedeu, depois da MORTE de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? Juízes 1:1
  • Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a MORTEProvérbios 8:36
  • Tem misericórdia de mim, Senhor, olha para a minha aflição, causada por aqueles que me odeiam; tu que me levantas das portas da MORTESalmos 9:13
  • A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da MORTESalmos 22:15
  • Pois tu livraste a minha alma da MORTE; não livrarás os meus pés da queda, para andar diante de Deus na luz dos viventes? Salmos 56:13
  • E esteve lá, até à MORTE de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. Mateus 2:15
  • O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da MORTE, a luz raiou. Mateus 4:16
  • Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à MORTEMateus 20:18
  • Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a MORTEMateus 26:59
  • Seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a MORTE, seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso, 1 Coríntios 3:22
  • Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a MORTE do Senhor, até que venha. 1 Coríntios 11:26
  • Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua MORTEFilipenses 3:10
  • No corpo da sua carne, pela MORTE, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, Colossenses 1:22
  • E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a MORTE, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho; 2 Timóteo 1:10
  • E disse isto, significando com que MORTE havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me. João 21:19
  • E achei que o acusavam de algumas questões da sua lei; mas que nenhum crime havia nele digno de MORTE ou de prisão. Atos 23:29
  • Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de MORTE fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. Atos 25:25
  • E, apartando-se dali falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada fez digno de MORTE ou de prisões. Atos 26:31
  • Os quais, havendo-me examinado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum de MORTEAtos 28:18
  • Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua MORTE, também o seremos na da sua ressurreição; Romanos 6:5
  • Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a MORTERomanos 7:5
  • Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à MORTE todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Romanos 8:36
  • Porque estou certo de que, nem a MORTE, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Romanos 8:38
  • Desejaria eu, de qualquer maneira, a MORTE do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? Ezequiel 18:23
  • E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da MORTEJeremias 21:8
  • E, quanto à sua alimentação, foi-lhe dada refeição contínua do rei de babilônia, porção cotidiana, no seu dia, até o dia da sua MORTE, todos os dias da sua vida. Jeremias 52:34
  • Porque a MORTE subiu pelas nossas janelas, e entrou em nossos palácios, para exterminar as crianças das ruas e os jovens das praças. Jeremias 9:21
  • Porque um testamento tem força onde houve MORTE; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive? Hebreus 9:17
  • Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda MORTEApocalipse 2:11
  • E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à MORTEApocalipse 12:11
  • E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para MORTE, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. João 11:4
  • Logo tornou-se-me o bom em MORTE? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a MORTE pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno. Romanos 7:13
  • E aproximaram-se os dias da MORTE de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: 1 Reis 2:1
  • Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a MORTE; ficai aqui, e velai comigo. Mateus 26:38
  • E Saulo, respirando ainda ameaças e MORTES contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. Atos 9:1
  • Então disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à MORTEJonas 4:9
  • Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à MORTE. E indo ele, apertava-o a multidão. Lucas 8:42
  • Então tinha o rei Davi saudades de Absalão; porque já se tinha consolado acerca da MORTE de Amnom. 2 Samuel 13:39
  • Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de MORTE, não recuso MORRER; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César. Atos 25:11
  • Ou, se lhe ferir com uma pedrada, de que possa MORRER, e MORRER, homicida é; certamente o homicida MORRERÁ. Números 35:17
  • ¶ E falou o SENHOR a Moisés, depois da MORTE dos dois filhos de Arão, que MORRERAM quando se chegaram diante do SENHOR. Levítico 16:1
  • Tu quebraste a Raabe como se fora ferida de MORTE; espalhaste os teus inimigos com o teu braço forte. Salmos 89:10
  • Porque a manhã para todos eles é como sombra de MORTE; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da MORTEJó 24:17
  • Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à MORTE. Salmos 48:14
  • Antes que eu vá para o lugar de que não voltarei, à terra da escuridão e da sombra da MORTEJó 10:21
  • O meu rosto está todo avermelhado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da MORTEJó 16:16
  • Mas também eu procurarei em toda a ocasião que depois da minha MORTE tenhais lembrança destas coisas. 2 Pedro 1:15
  • E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a MORTE; ficai aqui, e vigiai. Marcos 14:34
  • Assim Salomão procurou MATAR Jeroboão; porém Jeroboão se levantou, e fugiu para o Egito, a ter com Sisaque, rei do Egito; e esteve no Egito até que Salomão MORREU1 Reis 11:40
  • Atende-me, ouve-me, ó Senhor meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na MORTESalmos 13:3
  • Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a MORTE2 Coríntios 7:10
  • Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da MORTE, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço. Filipenses 2:30
  • Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da MORTE uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados. Tiago 5:20
  • E deu o mar os MORTOS que nele havia; e a MORTE e o inferno deram os MORTOS que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. Apocalipse 20:13
  • De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na MORTE; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os MORTOS, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Romanos 6:4
  • Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a MORTE, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos. Isaías 28:15
  • Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da MORTE para a vida. João 5:24
  • Porque não há apertos na sua MORTE, mas firme está a sua força. Salmos 73:4
  • Onde quer que MORRERES MORREREI eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a MORTE me separar de ti. Rute 1:17
  • Como ovelhas são postos na sepultura; a MORTE se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles. Salmos 49:14
  • Os que ficarem dele na MORTE serão enterrados, e as suas viúvas não chorarão. Jó 27:15
  • Não há trevas nem sombra de MORTE, onde se escondam os que praticam a iniqüidade. Jó 34:22
  • Ainda que nos quebrantaste num lugar de dragões, e nos cobriste com a sombra da MORTESalmos 44:19
  • E será que, quando te disserem: Para onde iremos? Dir-lhes-ás: Assim diz o Senhor: Os que para a MORTE, para a MORTE, e os que para a espada, para a espada; e os que para a fome, para a fome; e os que para o cativeiro, para o cativeiro. Jeremias 15:2
  • Quando o açoite MATA de repente, então ele zomba da prova dos inocentes. Jó 9:23
  • O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da MORTE, foi ouvido quanto ao que temia. Hebreus 5:7
  • Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da MORTE dos justos, e seja o meu fim como o seu. Números 23:10
  • E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a congregação o fará voltar à cidade do seu refúgio, onde se tinha acolhido; e ali ficará até à MORTE do sumo sacerdote, a quem ungiram com o santo óleo. Números 35:25
  • Também não tomareis resgate por aquele que se acolher à sua cidade de refúgio, para tornar a habitar na terra, até à MORTE do sumo sacerdote. Números 35:32
  • Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a MORTE, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. 1 Reis 19:4
  • E o Senhor feriu o rei, e ficou leproso até ao dia da sua MORTE; e habitou numa casa separada; porém Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra. 2 Reis 15:5


A MORTE DO CORPO EXISTE, A MORTE DO ESPÍRITO NÃO EXISTE


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